Agenda do Samba & Choro

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Primeira página da Agenda do Samba & Choro em 1998. Você pode ver a evolução da nossa primeira página neste sítio. Detalhe para o horroroso fundo de papel amassado. Legal ver como o número de casas cresceu significativamente.

Outra referência legal é esta mensagem de 1996 anunciando a criação Agenda em um grupo de discussão.

A Agenda do Samba & Choro é dos mais antigos sítios virtuais do Brasil e se tornou hoje um dos mais importantes canais de divulgação da boa música brasileira, dentro e fora da Internet. Atualmente seu informativo é enviado por email para 36076 assinantes e, a cada dia que passa, mais gente nos visita.

No texto a seguir de Paulo Eduardo Neves, o idealizador do sítio, você poderá saber um pouquinho mais sobre nossa história.

No início era um passatempo

Hoje, sempre que se abre os principais jornais cariocas dá para ler referências a rodas e apresentações de samba e choro. As seções de roteiros e de música indicam opções de boa música brasileira, invariavelmente com subseções dedicadas a esses estilos musicais. Mas no meio da década de 90, as coisas não eram bem assim. O samba e o choro estavam em baixa. De segunda a segunda havia rodas, mas somente um pequeno grupo de pessoas sabia. A divulgação ocorria apenas no boca-a-boca. Samba e choro estavam no dia a dia da cidade, mas a mídia os tratava como algo subterrâneo.

Poucos anos antes, enquanto eu estava terminando meu mestrado em Informática, passei a freqüentar assiduamente uma roda de samba e choro na Lapa. Virou ponto de encontro com amigos. Batíamos ponto todas as semanas para ver o compositor portelense Monarco receber como convidados os maiores nomes do samba, todos sem locais onde se apresentar. Nesta mesma época, surgiu a Web e os primeiros navegadores. A possibilidade de se escrever algo e automaticamente publicá-lo para todo o mundo me fascinou. Logo quis aprender como fazê-lo. Em vez de publicar bobagens, resolvi fazer algo útil: divulgar aquelas rodas de samba e choro que eu conhecia, mas que as pessoas de fora do meio não tinham como saber. Nascia então, no final de 1996, a Agenda do Samba & Choro.

O sítio era um passatempo, sendo gentilmente hospedado pelos servidores da universidade onde eu fazia minha pós-graduação, a PUC-Rio. Uma coisa legal da Internet é que você tem uma resposta imediata ao que está publicando. Assim que o texto entra no ar, algum leitor manda uma nova informação, dá um novo ponto de vista ou corrige um dado. Isto anima a fazer sempre mais. Uma preocupação minha foi sempre manter um espaço para discussão. Em julho de 1997, criei a lista de discussão. A lista serviu não só para que eu aprendesse sobre música, como me fez conhecer mais gente interessada em ajudar a fazer a Agenda. Gente em São Paulo, Minas e Brasília começava a nos mandar notícias sobre o que acontecia em matéria de samba em sua terra. Era algo que só uma nova mídia como a Internet permitida: pessoas espalhadas pelo Brasil fazendo uma publicação. O sítio se tornava nacional.

Começamos a ter cada vez mais retorno do que publicávamos. Rodas de samba começavam a ser mais freqüentadas devido a nossas dicas. O que começou apenas para "aprender Internet" tinha virado uma paixão, tomando cada vez mais e mais tempo.

Sem ter onde morar

Em janeiro de 2000, tivemos nossa primeira crise. Depois de alguns anos hospedados na PUC-Rio, descobriram que não se podia hospedar sítios com domínio terminado com .com.br na rede das universidades cariocas. A idéia inicial era jogar fora o domínio, mudando-o para uma terminação .org.br. Mas isso jogaria fora todas as referências (link) que tínhamos. Muita gente apareceu para ajudar, até que uma solução foi encontrada. Um outro sítio de música nos cederia a hospedagem.

O que é bom dura pouco. O servidor deles não agüentou e ficamos totalmente fora do ar. Não tínhamos mais onde hospedar o sítio e muito menos qualquer fonte de renda. A ajuda veio de nossos leitores. Promovemos uma rifa, onde todos os prêmios foram doados por nossos leitores. Muita gente, especialmente leitores do exterior, nos deram prêmios raríssimos como discos fora de catálogo e livros, e até um quadro do Nelson Sargento. Após um mês fora do ar, voltamos à ativa. Depois de vender 1.400 rifas, estávamos agora pagando nosso próprio servidor. Tínhamos grana para cobrir os custos durante um ano.

O negócio agora tinha ficado sério. A Agenda do Samba & Choro não era mais um lazer. Começamos então a bolar esquemas de sobrevivência. Tentamos vender publicidade, mas não funcionou muito. Em fevereiro de 2001, abrimos nossa seção de venda de discos, que passou a dar mais uns trocadinhos.

Em outubro desse mesmo ano, entrou no ar o que até hoje é a principal maneira de sustento deste sítio, os Amigos do Samba-Choro, isto é, nossos leitores que dão pequenas contribuições anuais. Esta é a maneira que consideramos mais interessante de sustento, com os próprios leitores bancando a Agenda. Toda publicação atende basicamente aos interesses de quem a sustenta, assim, sendo bancada por seus leitores, a Agenda pode se manter atendendo apenas aos seus interesses. Infelizmente, o número de leitores que se tornaram Amigos do Samba-Choro não chegou nem a 5% dos assinantes do informativo. Em 2002, procurei tentar viver exclusivamente do trabalho na Agenda. Tentei obter patrocinador via leis de incentivo a cultura, mas, até o momento, não consegui.

Festas e reconhecimento

Por aqui nem é tudo sofrimento. No meio de 2001 já estávamos perto de comemorar 5 anos de existência. O fizemos em grande estilo. Promovemos uma grande festa no Centro Cultural José Bonifácio, na Gamboa, bairro da região portuária carioca. Foi um tremendo sucesso, muito maior do que esperávamos. Levamos cerca de 1000 pessoas ao Centro Cultural para várias horas de samba e choro. Dá para se ter uma idéia de como foi a festa vendo as fotos do evento.

Moção da Câmera Municipal do Rio para a Agenda do Samba & Choro
Em novembro do mesmo ano, tivemos o reconhecimento da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, ganhando uma moção de louvor (120K) pelos relevantes serviços prestados à música popular carioca.

Em março de 2002, finalmente tivemos uma boa notícia. Recebemos apoio da Unisys e da Uninet. As empresas passaram a nos oferecer um computador onde hospedamos nosso sítio, reduzindo bastante as despesas para nos manter.

Nossa festa em 2001 foi um sucesso tão grande que resolvemos repetir a comemoração no ano seguinte. Desta vez fizemos uma grande homenagem a um de nossos artistas preferidos, Wilson Moreira. Veja as fotos do nosso sexto aniversário, mais uma vez comemorado no Centro Cultural José Bonifácio. Em 2003 nosso 7º aniversário homenageou Xangô da Mangueira. Pela primeira vez, realizamos também o evento em São Paulo, numa bela festa com apoio da UNE (fotos e comentários), e ultra-lotamos o Centro Cultural José Bonifácio no Rio (fotos e comentários) pelo visto teremos que celebrar em um lugar maior no ano seguinte. A comemoração já se tornou uma referência!

Hoje em dia

A situação hoje é que, depois de casar e ver minhas despesas aumentando, estou com um emprego em tempo integral. A Agenda voltou a ser um hobbie. O problema é que não sobra tempo para mais nada, nem para ler todos os e-mails que recebo, já que antes eu trabalhava tempo integral no sítio. De toda forma, meu objetivo continua sendo o mesmo: batalhar para tornar este sítio auto-sustentável.

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