Re: RES: [S&C] VIVA !!!!!!!! era ...... Re: [S&C] MAIS VALIA

Luis Filipe de Lima (lfilipel@OPENLINK.COM.BR)
Tue, 1 Jun 1999 16:53:59 -0300

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At 10:30 01/06/99 -0300, Helion Povoa wrote:
>Eu tinha pensado nessa, pensei que ninguem ia se lembrar de outra....

Grande Helion!

Na letra desse samba, alem de "mais-valia", ainda tem "almofadinha" e
"abobora"... Campeonissimo!

:-)

[]s,
Filipe

>A MALANDRAGEM (Bide - Francisco Alves)
>gravacao de 1928, com o pos-marxista Francisco Alves
>
>A malandragem eu vou deixar
>Eu nao quero saber da orgia
>Mulher do meu bem querer
>Esta vida nao tem MAIS VALIA
>Mulher igual para a gente eh uma beleza
>Nao se olha a cara dela
>Porque isso eh uma defesa
>Arranjei uma mulher
>Que me dah toda a vantagem
>Vou virar almofadinha
>Vou tentar a malandragem
>Esses otarios que soh sabem
>Eh dar palpite
>Quando chega o carnaval
>A mulher lhes dah o suite
>Voce diz que eh malandro
>Malandro voce nao eh
>Malandro eh seu Abobora
>Que manobra com as mulheh
>
>
>
>[]s,
>
>Helion
>
>
>
>
>
>
>
>
>VALEU !!!!!!!!! Leda esta eu tiro meu chapeu .... meus parabéns!! E, desta
>vez o meu bom e velho amigo Helion não pode ser culpado!! O indio do XINGU
>salvou a MAIS VALIA !!!!!! Parece o samba do crioulo doido, onde a D.
>Leopoldina virou trem ...... [][][s Carmen
>
>
>>Num cristalino e tipico efeito retardado, lembrei de uma musica (nao eh
>>samba nem choro) que tem a expressao mais valia (proposta pelo Helion e
>>cobrada pela Meg).
>>
>>A musica eh do Gilberto Gil e a letra eh a seguinte:
>>
>>UM SONHO
>>
>>Eu tive um sonho
>>Que eu estava certo dia
>>Num congresso mundial
>>Discutindo economia.
>>Argumentava em favor de mais trabalho
>>Mais empenho, mais esforco, mais controle, MAIS VALIA
>>Falei de polos industrializados, de energia
>>Demonstrei de mil manieras
>>Como um pais crescia
>>E me bati pela pujanca economica
>>Baseada na tonica da tecnologia
>>Apresentei estatisticas e graficos
>>Demonstrando os maleficos
>>Efeitos da teoria
>>Principalmente a do lazer, do descanso
>>Da ampliacao do espaco cultural, da poesia
>>Disse por fim para todos os presentes
>>Que um pais soh vai para frente
>>Se trabalhar todo dia
>>Estava certo de que tudo que eu dizia
>>Representava a verdade pra todo mundo que ouvia
>>Foi quando um velho levantou-se da cadeira
>>E saiu assoviando uma triste melodia
>>Que parecia um preludio bachiano
>>Um frevo pernambuco, um choro de Pixinguinha...
>>E no salao todas as bocas sorriram
>>Todos os olhos me olharam
>>Todos os homens sairam
>>Um por um- um por um - um por um
>>Fiquei ali naquele salao vazio
>>De repente senti frio
>>Reparei que esta nu!
>>Me despertei assustado e ainda tonto
>>Me levantei e fui de pronto
>>Pra calcada ver o ceu azul
>>E os operarios, escolares que passavam
>>Davam risada e gritavam
>>Viva o indio do Xingu
>>
>>
>>abracos
>>
>>Leda
>>Brasilia
>>
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