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A MALANDRAGEM (Bide - Francisco Alves)
gravacao de 1928, com o pos-marxista Francisco Alves
A malandragem eu vou deixar
Eu nao quero saber da orgia
Mulher do meu bem querer
Esta vida nao tem MAIS VALIA
Mulher igual para a gente eh uma beleza
Nao se olha a cara dela
Porque isso eh uma defesa
Arranjei uma mulher
Que me dah toda a vantagem
Vou virar almofadinha
Vou tentar a malandragem
Esses otarios que soh sabem
Eh dar palpite
Quando chega o carnaval
A mulher lhes dah o suite
Voce diz que eh malandro
Malandro voce nao eh
Malandro eh seu Abobora
Que manobra com as mulheh
[]s,
Helion
VALEU !!!!!!!!! Leda esta eu tiro meu chapeu .... meus parabéns!! E, desta
vez o meu bom e velho amigo Helion não pode ser culpado!! O indio do XINGU
salvou a MAIS VALIA !!!!!! Parece o samba do crioulo doido, onde a D.
Leopoldina virou trem ...... [][][s Carmen
>Num cristalino e tipico efeito retardado, lembrei de uma musica (nao eh
>samba nem choro) que tem a expressao mais valia (proposta pelo Helion e
>cobrada pela Meg).
>
>A musica eh do Gilberto Gil e a letra eh a seguinte:
>
>UM SONHO
>
>Eu tive um sonho
>Que eu estava certo dia
>Num congresso mundial
>Discutindo economia.
>Argumentava em favor de mais trabalho
>Mais empenho, mais esforco, mais controle, MAIS VALIA
>Falei de polos industrializados, de energia
>Demonstrei de mil manieras
>Como um pais crescia
>E me bati pela pujanca economica
>Baseada na tonica da tecnologia
>Apresentei estatisticas e graficos
>Demonstrando os maleficos
>Efeitos da teoria
>Principalmente a do lazer, do descanso
>Da ampliacao do espaco cultural, da poesia
>Disse por fim para todos os presentes
>Que um pais soh vai para frente
>Se trabalhar todo dia
>Estava certo de que tudo que eu dizia
>Representava a verdade pra todo mundo que ouvia
>Foi quando um velho levantou-se da cadeira
>E saiu assoviando uma triste melodia
>Que parecia um preludio bachiano
>Um frevo pernambuco, um choro de Pixinguinha...
>E no salao todas as bocas sorriram
>Todos os olhos me olharam
>Todos os homens sairam
>Um por um- um por um - um por um
>Fiquei ali naquele salao vazio
>De repente senti frio
>Reparei que esta nu!
>Me despertei assustado e ainda tonto
>Me levantei e fui de pronto
>Pra calcada ver o ceu azul
>E os operarios, escolares que passavam
>Davam risada e gritavam
>Viva o indio do Xingu
>
>
>abracos
>
>Leda
>Brasilia
>
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