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Parece que estou falando para surdos. Com exceção do Leonardo Brandão, a impressão é de que os tribuneiros cariocas não estão nem aí para o show do Wilson na Lona de campo Grande, apesar das facilidades que estamos oferecendo: transporte, mapa de acesso, redução de preços,etc. Até tu, Neves, esqueceste de colocar o show do Wilson na Agenda da semana!!! Será que a maioria é de sambistas de poltrona? Daqueles que se sentam na sala para ouvir o "samba autêntico" com um uisquinho do lado e nunca viram os grandes mestres ao vivo? Ou será que que no fundo, apesar de todos se mostrarem grandes democratas e despidos de preconceitos, vocês estejam receosos de vir a Campo Grande? Aqui não é (mais) roça nem tem um matadouro de incautos em cada esquina. As favelas dominadas por traficantes não ficam na região central de Campo Grande, mas em bairros mais afastados, mas incluídos no polo de desenvolvimento que é Campo Grande. Quem vier pela Av. Brasil, só passará pela Vila Keneddy, que é em Santíss
imo. Daí ao teatro, não há uma favela sequer. Pela Barra, então, a ultima favela está no Recreio. Quem vier, vai encontrar um bairro de classe média, com muita gente que, como eu, o escolheu como opção para criar filhos sem a preocupação com o tráfico, a prostituição e a violência indiscriminada que, felizmente, estão bem longe daqui. Quem vier, verá.
Desculpem o tom emocionado, mas eu trabalho no Centro da cidade, já estudei na Praia Vermelha e na PUC e sei que este preconceito existe, sim. E eu acho que esse show do Wilson seria uma bela oportunidade para reduzir essa discriminação sem sentido. Aguardo vocês.
Jogral Silva
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