Re: 27 anos sem Silas de Oliveira

Meg (meguimaraes@UOL.COM.BR)
Thu, 20 May 1999 01:24:13 -0300

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Ola, Andre - Ola' todos

Andre', desculpe a emocao, que me impede ser mais objetiva (afinal vc em
sua analise me deixa em boa companhia, pois , sem o genio e o telento de
Silas, compartilho com ele o vocabulario rebuscado, as vezes e nem tanto,
nem tanto) :-)

Que belissimo texto essa sua homenagem-saudade ao (para mim
ainda vivo) Silas de Oliveira, com informac,oes preciosissimas, conciso,
enxuto e contidamente -na justa medida - comovente.

A exortac,ao final revela uma grande e fina sensibilidade.
Obrigada e parabens.

Por momentos como esse, ao ler sua msg. vale muito mais a pena estar
inscrita nesta Lista.
Tenha-me como sua colega-admiradora
Afetuosamente
Meg

-----Mensagem original-----
De: Andre Lourenco Gonzalez <andrelgonzalez@HOTMAIL.COM>
Para: L-DISCUSSAO@SAMBA-CHORO.COM.BR <L-DISCUSSAO@SAMBA-CHORO.COM.BR>
Data: Quarta-feira, 19 de Maio de 1999 17:13
Assunto: [S&C] 27 anos sem Silas de Oliveira

> Mestre Silas de Oliveira morreu como Atulfo Alves gostaria de morrer ,
numa batucada na madrugada do dia 19 de maio pra 20 de maio de 1972.
> 27 anos depois o genero que ele ajudou a fixar ja esta muito mudado.
> Silas viu por 13 vezes o seu querido Imperio Serrano desfilar com sambas
de sua autoria (talvez o 13 esteja incorreto, pois ha uma controversia em
relacao aos autores do samba do Imperio de 50 "Batalha Naval de Riachuelo").
Com destaque certo pra 3 desfiles: "Aquarela Brasileira"(1964); "Os cinco
bailes da historia do Rio"(1965) em parceria com Dona Ivone Lara e Bacalhau;
"Herois da Liberdade"(1969) em parceria com Manuel Ferreira e Mano Decio(seu
grande parceiro), ultimo samba de Silas que o Imperio levou a avenida.
> Silas foi o precursor do samba longo de vocabulario rebuscado, a
suntuosidade lhe acenava...
> Como Candeia pediu que quem rezasse por ele que o fizesse sambando entao
podemos "rezar" aos sons de qualquer samba maravilhoso desse poeta da
Serrinha ou nesse samba em homenagem a Silas feito por Delcio Carvalho e
Ivone Lara.
>
> Derradeira Melodia
>
>"Quando a voz do poeta calou
> a natureza chorou forte
> e o seu pranto batendo no chao parecia
> acompanhar a derradeira melodia
> que ainda pairava pelo ar
> era o samba a vibrar
> com pureza e magia
> ao erguer a minha taca
> com euforia
> ninguem ha de se esquecer
> o seu canto de raca
> que o poeta entoava com tal harmonia
> e o sambista assim tombou
> causando tanta emocao
> mas a sua arte ha de ficar de pe
> dentro do nosso coracao"
>