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Luciano Prado (lprado@ILHANET.COM.BR)
Fri, 7 May 1999 21:26:02 -0300

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Re: [S&C] Ref: [S&C] chico buarqueMaria Helena,

De quando é a gravação desta preciosidade? Conhecendo o Guinga (vide "Valsa do Realejo" e "Noturna") deve ser deslumbrante.

Muito obrigado.

Luciano - SFS.

Marcio
Esta eu vou mandar para a lista toda, porque e' uma obra-prima. A tese da Conceiçao, vc. sabe, eu fui da banca e dou fe': foi um dos melhores trabalhos de pesquisa de campo que eu ja' vi (e olhe que eu manjo de picaretagem nesse ramo, sei quando o trabalho e' malhado ou nao). Nonsense, como vc. disse, pode ser "lida" em portugues ou em frances, mas subverte a sintaxe e a semantica, "brinca" com a forma, com as pertinencias foneticas e fonologicas das duas linguas e com a arbitrariedade dos signos. A gravaçao de Miucha "prova" o que eu estou dizendo.
E salve Paulo Cesar Pinheiro! Tomara que 1999 seja o ano dele. Ta' pintando... e ja' nao e' sem tempo.
[]s.
Maria Helena Ferrari

NONSENSE
Letra: Paulo Cesar Pinheiro
Musica: Guinga
Genero: valsa

Longe
Tentar-se persuadi-la
Que nao se flagele
Hoje que ja' viver nem quer,
Matando a mansa pele
E dela murcha um som de paz
Que lhe ha'
Isso e' infinito romance

Vague
Se tudo e' ja' perdido
Sem que um dono vele
Vague, revida, musa,
A dor capaz que a dor debele
E vague, se lance no que finge ver
Vague, madame, sem se deter

E va' por revanche
Errando e manche
Tudo em torno a si
O que ja' dela vi
E que hoje vejo-lhe cessar
Va', bela e difame
Corpo e nome que ja' reparti
Mas cessa a longa marcha
E ve que geme
Por quase ver-se toda a si,
Se aflige e teme
Dorme,
Sonha que voa la'
No sono um voo enorme
Acorda
E no torpor se lança
E no ar
Quer ver seu corpo,
Que morre,
Voar.

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Re: [S&C] Ref: [S&C] chico buarque

Maria Helena,
 
De quando é a gravação desta preciosidade? Conhecendo o Guinga (vide "Valsa do Realejo" e "Noturna") deve ser deslumbrante.
 
Muito obrigado.
 
Luciano - SFS.
 
Marcio
Esta eu vou mandar para a lista toda, porque e' uma obra-prima. A tese da Conceiçao, vc. sabe, eu fui da banca e dou fe': foi um dos melhores trabalhos de pesquisa de campo que eu ja' vi  (e olhe que eu manjo de picaretagem nesse ramo, sei quando o trabalho e' malhado ou nao). Nonsense, como vc. disse, pode ser "lida" em portugues ou em frances, mas subverte a sintaxe e a semantica, "brinca" com a forma, com as pertinencias foneticas e fonologicas das duas linguas e com a arbitrariedade dos signos. A gravaçao de Miucha "prova" o que eu estou dizendo.
E salve Paulo Cesar Pinheiro! Tomara que 1999 seja o ano dele. Ta' pintando... e ja' nao e' sem tempo.
[]s.
 Maria Helena Ferrari

NONSENSE
Letra: Paulo Cesar Pinheiro
Musica: Guinga
Genero: valsa

Longe
Tentar-se persuadi-la
Que nao se flagele
Hoje que ja' viver nem quer,
Matando a mansa pele
E dela murcha um som de paz
Que lhe ha'
Isso e' infinito romance

Vague
Se tudo e' ja' perdido
Sem que um dono vele
Vague, revida, musa,
A dor capaz que a dor debele
E vague, se lance no que  finge ver
Vague, madame, sem se deter

E va' por revanche
Errando e manche
Tudo em torno a si
O que ja' dela vi
E que hoje vejo-lhe cessar
Va', bela e difame
Corpo e nome que ja' reparti
Mas cessa a longa marcha
E ve que geme
Por quase ver-se toda a si,
Se aflige e teme
Dorme,
Sonha que voa la'
No sono um voo enorme
Acorda
E no torpor se lança
E no ar
Quer ver seu corpo,
Que morre,
Voar.

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