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> >Helion,
> >
> >Eu imagino que esse papo de voces eh sobre musicos ruins, e como essa nao
>eh
> >minha area de interesse eu nao me motivei muito a participar. Mas seu
> >comentario especifico sobre percussionistas me lembrou um dos concertos
>ao
> >ar livre no Parque da Catacumba, mais ou menos em 1986. Foi tao
>concorrido
> >que engarrafou toda a Lagoa, e por extensao todo o Reboucas e dai pra
> >frente. Imagina "quem" era o show... Naná Vasconcelos, SOZINHO, tocando
> >percussao... por mais de 2 horas... e eu e todo mundo querendo mais...
> >
> >Viva a diferença!
> >
> >Abraços
> >Alvaro
> >
>
Leda e Alvaro:
Jah que levantei a lebre, deixeu esclarecer direito.... Claro que nao me
referia ao Nanah, que parece ter sido meio que precursor no uso desses
recursos, de bater no proprio corpo... A questao eh com os caras que parecem
mais querer exibir o arsenal de badulaques, mais mise-en-scene que qualquer
outra cosa... Entao, claro que viva a diferenca!
E quando uns mais entusiasmados na plateia ficam gritando UH!!! U!!!! (alo
Sonia)? Uma vez, num show do Nanah no Circo Voador, um desses apupadores
inconvenientes conseguiu acabar com a concentracao do cara, que teve de
desistir e interromper um solo. Eh mole?
Alvaro, tambem estive naquele inesquecivel show do Sonny Rollins no Parque
da Catacumba. Se voce estava pendurado numa arvore ("Strange Fruit", diria
a Billie), eu estava era maduro e estatelado no chao. O cara jah entrou
solando e arrasando... lembra?
[]s,
Helion
Rio de Janeiro
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