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Voce pode estar com o saco cheio de ouvir essas coisas, e seu dir=
eito. No
entanto, se os musicos de qualquer estilo nao forem se aprimorando, eles
vao ficando pra tras e vao perdendo a capacidade de fazer musicas
interessantes, pois outros ja estarao usando outros recursos bem
interessantes que essa pessoa nao domina. No entanto, querer rejeitar os
antigos porque eles nao fazem o malabarismo dos mais novos realmente e um
pe no saco. Talvez voce esteja confundindo o ponto que quero defender. So=
u
realmente contra questionar se um Dino e bom ou ruim, mas a favor de
questionar se nao podemos usar coisas que um Dino, um Meira, um Paulinho
Moura, nao usam por qualquer motivo.
> Eu posso fazer cinco mil notas num unico acorde e mesmo assim vou ter
> que respeitar a arte dos mestres. Veja se o Rafael Rabelo se achava
> melhor que qualquer um deles? Podia ter a consciencia ( e tinha ) de qu=
e
> dominava infinitamente mais a tecnica e os recursos do instrumento, mas
> sempre reconheceu sua divida com a geracao mais antiga do choro.
Estamos do mesmo lado nesse ponto!
> O choro tocado pelo Agua de Moringa nao e' nem melhor nem pior, nem mai=
s
> pobre e nem mais rico do que pelo Isaias. Cada um usa de seus recursos =
e
> produz a beleza a partir dai'. E tb nao siginfica necessariamente maior
> ou menor competencia ou dominio do instrumento, mas muitas vezes uma
> opcao estetica. Quem foi ver o regional do Isaias no fim de semana, viu
> Israel Bueno de Almeida tocando Carinhoso num arranjo lindissimo, cheio
> de dissonancias e recursos harmonicos de nao ficar devendo nada pra
> ninguem, abusando numa baixaria no sete cordas invertendo completamente
> as progressoes de baixo ( e assim que se fala? ) tradicionais do
> instrumento, pra logo depois repetir todo o choro no arranjo
> tradicionalissimo. Uma coisa espantosamente bela, pelo contraste e pela
> demonstracao de competencia do velho sete cordas.
> Portanto, acho mesmo que e' bom parar com esse papo furado e curtir,
> com o devido respeito, a arte dos velhos mestres e dos novos talentos.
>
> Abraco,
>
> Fernando
>
Pode crer, estou totalmente a favor de tudo que voce disse. Como =
eu disse,
indiretamente, um acorde pobre pode ser o mais belo de todos
[]s de Brasilia;
Alvaro Henrique
> Alvaro Henrique wrote:
> >
> > Nao seja radical ou melodramatico, Fernando....um acorde
mediocre nao
> > significa feio...vamos deixar que alguem que sabe bem mais que eu nes=
se
> > assunto fale sobre isso. Segundo o dicionario Michaelis, mediocre e
algo
> > medio ou mediano, que esta entre bom e mau, pequeno e alto.
Musicalmente
> > sao mediocres porque so tem 3 notas e nao tem dissonancias...agora, s=
e
eles
> > sao feios, toda a musica antes do sec. XVII, XVIII, por ai, sao feias=
e
> > muitas musicas de la pra ca sao horriveis! O mediocre e achar que usa=
r
so
> > esses acordes esta bom, dissonancia foi feita pra nao se usar e que u=
ma
> > nota e pouco, duas e bom, tres e demais e por isso acorde com 3 notas
ja e
> > muita coisa.
> > Feliz Pascoa;
> > Alvaro Henrique
> > ----------
> > > De: Fernando Jose Szegeri <szegeri@nvc.com.br>
> > > Para: L-DISCUSSAO@SAMBA-CHORO.COM.BR
> > > Assunto: Re: [S&C] ********** Isa=EDas_ do Bandolim***********
> > > Data: Sexta-feira, 2 de Abril de 1999 22:23
> > >
> > > Gente,
> > >
> > > O bom desta lista e' que a gente sempre esta' aprendendo coisas
novas.
> > > Eu, por exemplo, aprendi hoje que aquelas coisas maravilhosas que
desde
> > > menino encheram meu coracao de beleza e, muitas vezes, meus olhos d=
e
> > > lagrimas, nada mais eram do que 'acordes mediocres'. Deus abencoe e
de
> > > longa vida aa mediocridade do velho Dino, porque a do Meira, hoje,
esta'
> > > deleitando de perto o mediocre gosto musical do Todo Poderoso.
> > >
> > >
> > >
> > > > > Achei genial a sua coloca=E7=E3o sobre o assunto que nas=
ceu
> > > > >nesta semana na lista.
> > > > > Bem, concordo plenamente com a diferen=E7a dos estilos, =
mas
eu
> > > > >acho que o choro n=E3o deve mais ser executado como antigamente.
Hoje
> > > > >a meu ver, deve-se usar acordes modernos nos acompanhamentos.
> > > > > Um grande exemplo =E9 o =C1GUA DE MORINDA, N=D3 EM PINDO=
D=C1GUA,
> > > > etc...
> > > > > Os baixos que o instrumento oferece, devem ser explorado=
s,
> > > > >mas ao final deles, deve ser com um acorde diferente, com
> > > > >s=E9tima, com nona etc. Isso para todo o regional. No Conj.=C9po=
ca de
> > > > >Ouro, O Meira (6 cordas), era quem dava beleza aos
acompanhamentos,
> > > > >enquanto que o Dino fazia os baixos mas os acordes eram med=EDoc=
res.
> > >
> > > > > GERALDO UCHOA PINHEIRO
> > > > >