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Não que se tenha tanta importância.

Lista de discussão sobre samba e choro, estilos musicais brasileiros.
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Ntanure(arroba)aol.com
Data: Qua 06 Abr 2005 - 15:52:35 BRT

 
Não que se tenha tanta importância.
Escutei o lundu na sua passagem.
Pensei nos negros, no Zumbi e nos sumidos,
igual a milhares de almas em vôo que duvida
apenas um pretexto para sua atenção.
Mas, por quê?
Batucava na minha cabeça.
Um samba sem verbo, adjetivo, ou qualquer coisa a mais.
Um samba, apenas e simples.
Não se dê tanta importância.
Repete como num choro para desviar minha audição.
Esqueça aquilo que você escutou.
Acredito que seria bom para você escutar também.
Não tenho certeza se você vai gostar.
Apenas acho que seria bom, pelo contraste.
Não que se tenha tanta importância.
Mas como não pensar que o samba não é samba caso você fuja dele?
Já tenho todas as manias necessárias para um velho.
Só os cacoetes.
O negro lhe desvia a intenção.
Se der importância, percebe que não vale a pena.
Não há lição de moral, não há nem moral.
Memória passada, religiosidade e profano
Apenas pergunto e a pergunta foge com insistência.
Por quê?
E como explicar para mais alguém que isso não é o suficiente?
Como dizer que se há a possibilidade de mais alguma coisa,
por que se contentar com alguns sambas, atentar para alguns choros?
E não digo de algo que possa tocar, ou medir com ambas as mãos.
É algo inexplicável o lundu, o maxixe, o samba e o choro.
É algo que existe sem a minha presença ou até existência.
Algo que me infringe a perguntar por quê?
O Samba e o choro vivem em mim.
E me disserem que eu deveria lutar,
que deveria levantar a cabeça,
que deveria esquecer esse batuque e ir em frente,
direi que nem sei para onde meu ritmo aponta.
Não é o samba e o choro, é minha realidade.
Não que se tenha tanta importância.
Abaixo, no texto do vôo dos anos 20
E até hoje, se volta, se canta, re-encanta o samba novamente
Volta ao samba donde não deveríamos ter saído.
Ir sim, com as próprias pernas e evoluir
Importância do comentário
(desculpam-me mas que recebi, não sei quem é, mas estou “socializando†o
TEXTO ABAIXO)
Sds
Joao
A modinha, espécie de canção lírica e sentimental, desponta como uma das
primeiras expressões musicais tipicamente brasileiras no século XVIII. É uma
variação do estilo de maior sucesso na corte portuguesa, a moda. O lundu, dança
de origem africana (angolana) trazida pelos escravos, predomina durante o
século XVlll. Sua fusão com os ritmos estrangeiros resulta no maxixe, surgido no
Rio de Janeiro entre 1870 e 1880. Nessa época aparece o choro, caracterizado
pela improvisação instrumental executada basicamente por violão, cavaquinho
e flauta. O samba nasce no final do século XIX, no Rio, influenciado pelo
maxixe, pelo lundu e pelo batuque, entre outros ritmos.
No final dos anos 20 surgem as primeiras duplas sertanejas, como Mariano e
Caçula, que fazem as chamadas modas de viola. As músicas, que tratam da vida
do homem da roça, são cantadas em duas vozes e acompanhadas por viola e
violão.
A música brasileira faz sucesso no rádio , criando ídolos populares, a
partir da década 30. Destacam-se as cantoras Isaura Garcia (1923-1993), Emílinha
Borba (1923-) e Marlene (1924-), com seus repertórios românticos. Entre os
cantores, Francisco Alves (1898-1952) é considerado Rei da Voz. Nessa época, do
governo de Getúlio Vargas, a censura prévia controla a música popular.
Canções de caráter político só são veiculadas quando elogios ao país, como Aquarela
do Brasil, de Ary Barroso . Nos anos 40, a Rádio Nacional, estatal,
contratos artistas prestigiados como Sílvio Caldas (1908-1998) e Orlando Silva
(1915-1978). A década de 50 é marcada pelo samba-canção, que trata de temas
relacionados às desventuras do amor, como Vingança, de Lupicínio Rodrigues
(1914-1974).
Na virada dos anos 40 para os 50 acontece o primeiro momento de sucesso da
música nordestina. Nessa época, Luís Gonzaga, autor de Asa Branca, passa a ser
 conhecido em todo o país como Rei do Baião. Cantando as dificuldades da vida
 nordestina, lança um novo balanço e uma NOVA maneira de dançar. Outro
compositor de sucesso é Zé do Norte, que em 1950 fica famoso com Mulher Rendeira.
ANOS 50 E 60 – Em 1958 surge a Bossa Nova. Sua estrutura harmônica,
influenciada pelo jazz, e o refinamento na instrumentação diferem de tudo o que já
havia sido produzido. Entre os nomes mais importantes do movimento estão Tom
Jobim e Vinícius de Moraes.
Nos anos 60, o clima de militância política dá origem a músicas que abordam
temas relativos à situação social e política do país. Grande parte dos
compositores da época ingressa nas canções de protesto, como Geraldo Vandré
(1935-), autor de Caminhando (Pra Não Dizer Que Não Falei de Flores), e Edu Lobo
(1943-), de Upa Neguinho.
Em meados dos anos 60 explode a jovem guarda , o reflexo brasileiro do rock
internacional, com músicas românticas e descontraídas que fazem sucesso entre
os jovens. Nos anos 70, o rock desenvolve-se com Rita Lee (1947-) e Raul
Seixas (1945-1989) .
MPB – A partir de 1965, com o início dos festivais, a sigla MPB passa a
identificar a música popular brasileira,ou seja, a música que surge após a Bossa
Nova, rompe com os regionalismos e se projeta nacionalmente. Marcada por
grande variedade de estilos, incorpora elementos do jazz e do rock da jovem
guarda. A MPB diferencia-se da Bossa Nova por abandonar o intimismo, apresentar-se
em grandes espaços públicos e pela temática, ligados à situação política do
país.
Festivais – A TV Excelsior, de São Paulo, organiza o primeiro Festival de
Música Popular Brasileira. Os parceiros Edu Lobo e Vinicius de Moraes vencem
com Arrastão, interpretada por Elis Regina (1945-1982). No ano seguinte, a TV
Record, também de São Paulo, produz o segundo festival. Chico Buarque de
Holanda, com A Banda, e Geraldo Vandré, com Disparada, empatam em primeiro lugar.
Em 1967, no Festival de MPB da TV Record, Edu Lobo e Capinan vencem com
Ponteio e Roda Viva, de Chico Buarque fica em quarto lugar . No mesmo festival,
Alegria, Alegria, de Caetano Veloso, e Domingo no Parque, de Gilberto Gil ,
lança as sementes do tropicalismo, movimento que incorpora à MPB elementos do
rock, dos ritmos estrangeiros e da cultura de massa. A partir da decretação do
AI-5, em 1968, toda a produção cultural do país entra em crise com o exílio
de muitos artistas. Na MPB, poucos músicos realizam trabalhos isolados, como
Milton Nascimento e Elis Regina.
ANOS 70 E 80 – Nos anos 70, a MPB consagra-se como forma musical
característica dos centros urbanos, que passam a reunir compositores e intérpretes até
então espalhados pelo Brasil. Representando a variedade regional da música
brasileira, de Alagoas vem Djavan (1950-); do Pará, Fafá de Belém (1956-); do
Ceará, Belchior (1946-) e Fagner (1950-). Há grande diversidade de tendências,
expressas por nomes como Os Novos Baianos, Gal Costa (1945-) , Ivan Lins
(1945-), Simone (1949-), Clara Nunes (1943-1983), Beth Carvalho (1946-), Alcione
(1947-), Zizi Possi (1956-), Hermeto Paschoal (1936-), Gonzaguinha
(1945-1991), João Bosco (1946-) e Egberto Gismonti (1944-). Intérpretes como Ney
Matogrosso (1941-), Alceu Valença (1946-) e Elba Ramalho (1951-) alcançam êxito
expressando a variedade de estilos e a fusão entre samba-canção e pop.
A partir dos anos 80, a música popular registra novos nomes, como Arrigo
Barnabé (1951-), Itamar Assumpção, Luiz Melodia (1951-), Eliete Negreiros
(1953-), Ná Ozzetti, Vânia Bastos, Leila Pinheiro e grupos como Rumo e Premeditando
o Breque, que incorporam elementos da música erudita de vanguarda e do rock,
 reggae e funk. O rock firma-se no mercado com Marina Lima (1955-) e bandas
como Blitz, Barão Vermelho, Titãs, Os Páralamas do Sucesso , Ultraje a Rigor e
Legião Urbana.
A música nordestina vive outro momento de consagração a partir dos anos 80,
quando os ritmos afro-brasileiros, popularizados no Carnaval de Salvador,
começam a ser valorizados no resto do país. O primeiro nome a se destacar é Luiz
Caldas (1963-), divulgador do gênero fricote, por volta de 1987. Em seguida,
a lambada invade a Bahia e faz grande sucesso. O bloco de Carnaval Olodum
passa a ter músicas gravadas por artistas como Gal Costa e Paul Simon. Também
na Bahia surge Daniela Mercury (1965-), que mistura samba e reggae numa música
chamada de axé musica.
Uma NOVA música sertaneja surge da fusão do estilo caipira brasileiro com o
country norte-americano. As NOVAs duplas trocam a viola pela guitarra
elétrica e cantam música romântica, afastando-se dos temas rurais, como Chitãozinho
& Xororó e Leandro & Leonardo.
Atualmente, a musica erudita caminha para uma considerável expansão no
Brasil, devido ao acesso maior que os brasileiros estão tendo. As pessoas no pais
estão a procura de algo que enobrece. Principalmente a classe media.
É lógico que a quantidade de pessoas que procuram outros ritmos é bem maior.
 Entretanto o aumento do "consumo" da musica clássica tem aumentado
visivelmente, como temos notado que até redes de lojas que são especializadas em tudo,
menos instrumentos musicais, estão vendendo violinos em suas prateleiras.
O clássico é nobre, mas a Musica popular também.
estávamos nos ritmos???
por Almeida

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