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Os sotaques do choro no Brasil serão ouvidos em São Paulo

Lista de discussão sobre samba e choro, estilos musicais brasileiros.
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Autor: Sonia Palhares Marinho (soniapalhares(arroba)hotmail.com)
Data: Ter 05 Abr 2005 - 11:09:19 BRT

Boa iniciativa, fazemos isso em Brasília - ouvir os diferentes sotaques do
choro - há pelo menos 10 anos!

Extraído do Boletim Agência CARTA MAIOR de 05.04.2004 (3ª feira).

Os sotaques do choro no Brasil serão ouvidos em São Paulo

Projeto Temperos do Choro reunirá, entre os dias 7 e 10 de abril, chorões do
Brasil inteiro para mostrar como soam os choros com tempero de frevo, de
guarânia, de xote, de samba, de bossa nova, de polca etc..

Agência Carta Maior

O projeto Temperos do Choro, que propõe de focalizar os vários sotaques que
o choro absorveu no Brasil, será apresentado entre 7 e 10 de abril, no SESC
Ipiranga. Apresentando um painel significativo com os principais nomes do
choro nacional, o mini festival mostrará o som de grupos de Pernambuco, Rio
Grande do Sul, Pará, Distrito Federal e Rio de Janeiro. Os mais
representativos grupos paulistas serão os anfitriões.

Durante os quatro dias, grupos e instrumentistas passarão pelo palco do SESC
com o objetivo de apresentar músicas antigas e contemporâneas e a influência
de cada região nas composições e arranjos. Com os paulistas como cicerones -
Grupo Nosso Choro, Izaías e seus Chorões, os instrumentistas Laércio de
Freitas, Proveta e Guelo -, o projeto recebe os cariocas do Nó em Pingo
D’Água (na foto), os pernambucanos do Trio Capibaribe, os gaúchos Plauto
Cruz e os Chorões Gaúchos, os paraenses Nego Nelson e os brasilienses do
Trio Cai Dentro. Em cada uma das noites, tocam grupos de diferentes regiões,
sempre apresentados pelos paulistas.

Além dos shows, no dia 9 de abril, sábado, às 16 horas, será realizada uma
mesa redonda para debater a criação, o desenvolvimento e as influências
regionais do choro. Participam como convidados o pesquisador musical Arley
Pereira, o músico e jornalista Luís Nassif, e o diretor artístico do
projeto, J.C. Betezelli, o Pelão (pesquisador musical, produtor do primeiro
LP de Cartola e dos primeiros discos de Adoniran Barbosa, tendo sido
produtor do selo Marcus Pereira).

Para encerrar o evento, dia 10, domingo, às 10 horas, a mais tradicional
manifestação do choro acontece no quintal do SESC Ipiranga. Sob as árvores,
acontece uma roda de choro, com a participação dos integrantes do projeto,
além do flautista Charles Gonçalves e das meninas do grupo Balaio de Gato,
mostrando que o choro também conta com mulheres, desde a pioneira Chiquinha
Gonzaga. A Roda de Choro na Casa do D´Áurea relembra os velhos tempos da
roda-de-choro que era realizada na casa do chorão Antônio D’Áurea, líder do
lendário conjunto Atlântico. Entre o final da década de 40 e o começo da de
50, o violonista, que morava na Casa Verde, promovia as rodas de samba em
sua residência, reunindo amigos como Garoto e Jacob do Bandolim, entre
outros.

“Durante décadas, o choro – considerado por seu viés de improvisações como o
jazz brasileiro - foi reconhecido como um gênero musical tipicamente
carioca”, comenta Arley Pereira, pesquisador musical que participará da
mesa-redonda. Hoje é tocado em todo o Brasil, numa "confraria" que, em cada
região, apresenta um caráter peculiar e uma levada própria. “No Sul do
Brasil, o choro adquiriu temperos de guarânias, polcas, chumarritas, vaneras
e vanerões. No Norte, passou a soar com influências dos metais do frevo.
Digerindo estilos, incorporando sotaques, no Rio e em São Paulo apresenta-se
com um caráter urbano, sem perder suas raízes. Assim, o projeto Temperos do
Choro pretende mostrar todas as vertentes do choro numa mistura com os
grupos mais representativos do Brasil”, fala J.C Beteselli, o Pelão, diretor
artístico do projeto.

Serviço:
Roda de Choro na Casa do D´Áurea

SESC Ipiranga
Rua Bom Pastor, 822 – Ipiranga. Fone: (11) 3340-2000
Shows dias 7, 8 e 9 de abril, quinta, sexta e sábado, às 21 horas, no Teatro
Censura livre
R$ 12,00; R$ 6,00 (usuários matriculados, 3ª Idade, aposentados, MIS e
estudantes com carteirinha da UNE, UMES E UBES) e R$ 3,00 (trabalhadores no
comércio e serviços matriculados). Mesa-redonda dia 9 de abril, sábado, às
16 horas. Roda-de-choro no dia 10, domingo, às 10 horas, com entrada franca,
no Quintal do SESC.

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