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Jack Daniel's Old Brand # 2Lista de discussão sobre samba e choro, estilos musicais brasileiros. |
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Ntanure(arroba)aol.com
Data: Dom 03 Abr 2005 - 15:14:38 BRT
Existiu o jazz brasileiro na década de 30, 40 e 50. Eu também ouvi músicos
sensacionais, como o Cipó, chamado de Maestro Cipó, que além de saxofonista
era regente de orquestra e arranjador. Havia um número enorme de músicos
naquela época, porém quando a Bossa Nova assumiu o comando da música brasileira,
entrou em voga o estilo da Bossa Nova instrumental, que era um misto de jazz
com música brasileira. Então o jazz brasileiro passou a se apresentar quase que
unicamente com música brasileira; o pessoal parou de tocar jazz e passou a
improvisar só com música brasileira – o que às vezes gerou coisas
maravilhosas. Mas com o advento da Bossa Nova, passou a tocar música brasileira
instrumental. Mas essa música brasileira instrumental, improvisada, contemporânea,
seria a contribuição brasileira unicamente para o jazz. Pergunte a um
acadêmico.
E uma coisa é notória, óbvia, e nos envergonha muito. Nos Brasileiros não
sabemos nada dos nossos mesmo. E não adianta vir com esse papo de mÃdia e
rádios . É a mesma coisa que um americano falar que conhece música brasileira
porque conhece bossa nova. Nos não sabemos nada sobre a música folclórica
brasileira.Esse foi mal inicial do Mario de Andrade e outros historiadores, outros
músicos-historiadores e jornalistas mas... . Nos não sabemos nada sobre a
história de nosso paÃs. A Verdade. Nos não sabemos nada sobre sua vida musical
passada ou presente. Ary Vasconcelos “ataca-mata†O Animal e seu livro mas
esta baseada em suas anotações, seu livro. Isso é ridÃculo, não polÃtico e
por fim, a historia do choro esta nas palavras “lindas†nos choros: PrincÃpios
do Choro. Uma obra para eternidade!! Existem muito mais estrangeiros e
brasileiros não dos núcleos, estudando a música aqui do que brasileiros. Nos não
sabemos nada sobre a vida, a cultura, a situação social e polÃtica da Ãfrica,
do Vale do ParaÃba, do Manoel Angola, do Brasil, do Nordeste, do Norte,Bahia,
fonte de grande parte do nosso nacionalismo, nossa identidade. Eu defendo e
sempre defendi a música e a cultura brasileira. Mas não porque ela é melhor,
mas porque já passou o tempo de sermos tão colonizados. Temos que nos
conhecer, nos entender, não dividir mas somar e igualar uma multiplicação da
memória e do tempo e para isso temos que conhecer o que está em volta de nos. O
Brasil é? é. Tem uma cultura popular maravilhosa? tem. Uma educação única? Sim.
Agora têm essa violência contra as pessoas, suas crenças e suas vidas. Tem
esse racismo não assumido? Tem. Tem um ufanismo tolo que ao mesmo tempo não
valoriza sua própria cultura. O Brasil e seu (eu inclusive) povo têm que
aprender que somos sós mais um pais no globo, mais uma pessoa cidadã deste mundo.
Nem mais, nem menos. Culturas são diferentes. Só diferentes. O resto é
imperialismo. O resto é a falsa democracia!! Existe democracia? Prove e mostre-me! É
o HermÃnio se “gabando†da tv educativa e “seus programasâ€, é o Ary
Barroso, O Ernesto Nazareth a descobrir do lugar que ele nunca saiu e sairia...
Enfim é o samba pedindo passagem e seguindo,a religiosidade do candomblé com
batuque, os tambores o lundu e maxixe?, é o samba ainda longe das paradas, longe
dos antropólogos e suas teses, ao longo das historias dos pesquisadores.
Sim, o homem tem memória, não dos lugarejos comuns, dos teatros, dos shows e das
quadras de sambas. Ou até mesmo das rádios noturnas. O samba esta nos guetos
dos homens das favelas, naquelas vielas onde o homem do asfalto não pisa a
vida, o homem e o samba esta na memória do tempo, não numa escala linear e ou
das ciências, o samba passa entre si e sua gente onde os oportunistas não
entram Sim o samba tem memória, não o que queremos, não convivemos e o não
conivente. Para fazer samba não precisa ter somente uma dor, um coração é preciso
ter uma memória, uma historia e com este orgulho, neste acento, numa
sincopada do cantar e acentuar a música ocidental. Para avançar precisamos definir o
acento, o intervalo musical no cantar do falar brasileiro, que já passou
alem do português como disse Machado de Assis. Nos já passamos do falar somente
o português e desde do século XVll só o povo fala o brasileiro. Pergunte
aos alunos e outros professores se ele sabem que ali na UFRio, na São Francisco
Xavier, ali entre a maracanã e Mangueira, colado na entrada da Vila, era uma
grande favela chamada, ESQUELETO , Favela do Esqueleto e que foi removida.
Onde estão os removidos das favelas e suas memórias? Temos memória!!! Tentam
apagar, isso é verdade.
eu acho que a memória da musica e' um fator a ser discutido aqui também. E
eu penso que a resposta e' sim.
Afinal, tudo mudou com o advento da gravação. Antes de a gravação ser
possÃvel, toda musica que restou, a musica do passado que temos acesso - serviu
para que pudéssemos entender o desenvolvimento da musica naquela época.
No campo da música dita samba há também este curioso fenômeno do "padrão" a
desafiar a divisão entre a raiz e o popular. O que fazem os grandes
intérpretes do samba e da Bossa Nova, por exemplo, ao tocar ou cantar um "padrão"? É
evidente que as interpretações que um Emilio Santiago, que um João Gilberto
dão a uma canção gravada e executada um cem número de vezes é algo muito
próximo nas suas técnicas e aspirações àquilo que encontramos na música acadêmica,
mas vejam vocês então no choro e existe este paralelismo curtidissima na
música negra.Volto a falar para o vazio, este padrão ocidental sem intervalos
musical iguais e diferenciado como disse esse cara e seus escritos de que o
acento na música brasileira é diferente. Evidente que, no primeiro caso, a
partitura quase sempre sofre alterações - e bastante profundas -, mas o
resultado é muito superior em sutileza e refinamento àquilo que caracterizava o canto
popular até a primeira metade do séc. passado. Martinho da Vila é um artista
que em décadas passadas dedicadas ao bom samba,modificou o bom Samba de
Terreiro ou ao Partido Alto como queiram chamar, mas para mim foi no samba de
terreiro. O que fez ao samba de Silas de Oliveira, Viagem encantada é muito
maior que o samba de seu o homônimo que de do Ary. "Martinho da Vila é um
legÃtimo representante da MPB e compositor eclético, tendo trabalhado com o folclore
e criado músicas dos mais variados ritmos brasileiros, tais como ciranda,
frevo, coco, samba de roda, capoeira, Bossa Nova, calango, samba-enredo, toada
e sembas africanos. Tem livros publicados, romances, autobiografia, poesias e
infantis." Por que é sambista, é ruim ? Só por que é sambista, é comercial ?
Isso sim é ser preconceituoso. Muita gente vende disco por aà fingindo ser
sambista, mas não o nosso Martinho da Vila. Salve Martinho!
A música popular aparece no Brasil no século XVIII, como expressão cultural
das populações das principais cidades coloniais Rio de Janeiro e Salvador
(Nordeste-Norte). Tem grande variedade de gêneros e ritmos regionais, refletindo
a diversidade cultural do paÃs. Desde sua origem, mistura elementos da
música folclórica,indÃgena,negra e erudita, incorpora e transforma ritmos
estrangeiros. Então, a musica popular, de modo geral, absorve os pontos importantes
da musica acadêmica ou folclórica, adicionando recursos para a gama do
compositor. Apresenta grande variedade de gêneros e ritmos e reflete a diversidade
regional do paÃs.
A modinha, espécie de canção lÃrica e sentimental, desponta como uma das
primeiras expressões musicais tipicamente brasileiras no século XVIII. É uma
variação do estilo de maior sucesso na corte portuguesa, a moda. O lundu, dança
de origem africana (angolana) trazida pelos escravos, predomina durante o
século XVlll. Sua fusão com os ritmos estrangeiros resulta no maxixe, surgido no
Rio de Janeiro entre 1870 e 1880. Nessa época aparece o choro, caracterizado
pela improvisação instrumental executada basicamente por violão, cavaquinho
e flauta. O samba nasce no final do século XIX, no Rio, influenciado pelo
maxixe, pelo lundu e pelo batuque (?marcha), entre outros ritmos.
Mas no Jazz adota-se o princÃpio de que a escrita de uma composição,que
chamamos de tema, é sempre feita somente à melodia e a harmonia é escrita em
forma de cifras. De modo que o intérprete, digamos assim, é quem irá definir
segundo o seu conhecimento a construção dessa harmonia. Jazz significa
liberdade.Por isso, deixa-se sempre ao papel do intérprete a construção harmônica, o
emprego de re-harmonizações que é caracterÃstica primordial, o emprego de
mudança de divisão musical e ritmo, enfim, aquela partitura é somente uma
referência.
Agora, uma para Fernando: Porque é que o trompete é um instrumento divino?
- Porque o homem sopra nele, e só Deus sabe o que é que dele vai sair...
rindo. Reconsiderando que o “choro†teve como base à flauta do Calado, se a
grande revolução no choro pelo livro biográfico do Animal foi na maioria sopros,
se Pixinguinha o que da a data no dia do choro, tocava instrumentos de sopro,
o que reproduz um instrumento de sopro, tanto no Jazz e como no Choro?
Sds
João
Qual é o cúmulo do dodecafonismo? - Schoenberg entrar num bar e pedir uma
tônica.
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