Clique para a página principal

Morre o violonista Paulinho Nogueira

Lista de discussão sobre samba e choro, estilos musicais brasileiros.
 Página principal » Tribuna Livre » Arquivo das mensagens » Indice mensal
Nova mensagem Responder Mensagens por data Mensagens por discussão Mensagens por assunto Mensagens por autor

Autor: Sonia Palhares Marinho (soniapalhares_at_hotmail.com)
Data: Sáb 02 Ago 2003 - 19:42:05 BRT

http://www.estadao.com.br/divirtase/noticias/2003/ago/02/78.htm

Morre o violonista Paulinho Nogueira

Divulgação/

Rio de Janeiro - O compositor Paulinho Nogueira, autor dos clássicos Menina
e Menino, Desce Daí, morreu na manhã deste sábado, às 11 horas, de enfarte,
em sua casa, em São Paulo. Ele completaria 74 anos em 8 de outubro desse ano
e havia gravado seu último disco, Chico Buarque - Primeiras Composições, no
ano passado. Era o 26º de uma carreira que começou em 1952, como violonista
da noite e das rádios Bandeirantes e Gazeta, de São Paulo.

O sucesso de Paulo Mendes Pupo Nogueira viria dez anos depois, com Menino,
Desce Daí, cantada por ele mesmo. Tornou-se também solista requisitado e,
embora tivesse boa voz, poucas vezes conjugou-a com violão. Mas como
instrumentista era arrojado, apesar de ter contado ao Estado, em 2000,
quando lançou seu penúltimo disco, que nada em sua carreira havia sido
planejado. "Desde que comecei a tocar, quase moleque, me encantei pela coisa
e me destaquei como solista", contou com modéstia. "Foi paixão à primeira
vista."

Quando veio a Bossa Nova, no fim dos anos 50 e início dos 60, ele quase foi
relegado aos bastidores porque foi considerado do "tempo antigo". Salvou-o
Tom Jobim, que o nomeou precursor do novo estilo, título do qual ele fazia
pouco. Preferia passar a honra à geração anterior, como o violonista Garoto
e o maestro e arranjador Radamés Gnatalli. Mesmo assim, quando a TV Record
criou o programa O Fino da Bossa, conduzido por Elis Regina e Jair
Rodrigues, que apresentavam os grandes nomes da Bossa Nova, ele era atração
constante.

Além de instrumentista habilidoso e emocionante, com um estilo econômico que
o aproximava do piano de Tom Jobim, Paulinho Nogueira era inventivo e
generoso. No fim dos anos 60, inventou a craviola, um violão com 12 cordas
cujo som tinha também timbres de cravo. Anos antes, havia começado a
lecionar violão e foi um professor requisitado, pois não se furtava a
ensinar seus segredos aos mais novos. Fez isso inclusive num método de
violão, que até hoje é considerado um dos melhores para músicos
profissionais e amadores.

Entre seus alunos, estava o violonista Toquinho, que o fez parceiro de
Vinícius de Moraes. A história virou lenda na música brasileira. Já nos anos
70, Nogueira mostrou ao ex-aluno um choro que havia feito muito antes, ainda
nos ano 40. Lembrava-se da primeira parte, mas esquecera a segunda e
Toquinho pediu-lhe para criar uma nova. Na época, ele viajava todo o País
lotando shows com Vinícius de Moraes e, ao reencontrar o antigo mestre,
mostrou-se Choro Chorado para Paulinho, que levou a assinatura dos três.

No fim dos anos 90, os dois voltariam a gravar juntos. No decorrer de sua
carreira, fez tanto discos exclusivamente com músicas suas quanto dedicados
a seus admiradores, como Tom Jobim, Chico Buarque e Toquinho. Paulinho
Nogueira nasceu em Campinas e morava em São Paulo. Seu enterro está marcado
para este domingo, às 14 horas, no cemitério do Morumbi.

Beatriz Coelho Silva

_________________________________________________________________
MSN Messenger: converse com os seus amigos online.
http://messenger.msn.com.br

_______________________________________________
Para CANCELAR sua assinatura:
        http://www.samba-choro.com.br/tribuna/cancela
Para ASSINAR esta lista:
        http://www.samba-choro.com.br/tribuna/assina
Antes de escrever, leia as regras de ETIQUETA:
        http://www.samba-choro.com.br/tribuna/netiqueta

Nova mensagem Responder Mensagens por data Mensagens por discussão Mensagens por assunto Mensagens por autor

Este arquivo foi gerado por hypermail 2.1.4 : Sáb 02 Ago 2003 - 19:42:17 BRT