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"O samba no formol"

Lista de discussão sobre samba e choro, estilos musicais brasileiros.
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Autor: Bruno Ribeiro (bruno_at_cpopular.com.br)
Data: Seg 31 Mar 2003 - 09:52:06 BRT

O crítico Luís Antônio Girón escreveu um artigo na revista Bravo de abril, onde ironiza de maneira preconceituosa o livro "Sambeabá", do Nei Lopes. Quem tiver a oportunidade, leia e comente. Deixo também o emeio daquela redação para o tribuneiro mostrar seu repúdio ao racismo implícito no texto: gritos@davila.com.br.

Tomo a liberdade de publicar a carta do próprio Nei, já postada para a revista e que esperamos ver publicada na edição de maio:::

Sobre a matéria "O Samba no formol" publicada na edição de abril/2003 dessa prestigiosa revista, gostaria de tecer os seguintes comentários. A pretexto de resenhar meu livro "Sambeabá; o samba que não se aprende na escola", o jornalista Luís Antônio Girón reutiliza a surrada técnica da desqualificação racista, que procura caracterizar como retrógrada e arcaica a presença africana na sociedade brasileira. Atribuindo à minha pena coisas que não escrevi; omitindo aspectos seguramente relevantes do livro; distorcendo conceitos para lançar sobre minha pessoa a pecha
de reacionário, o jornalista parece querer dar o troco a um puxão de orelha que lhe dei tempos atrás. Foi quando, numa antiga matéria em que desqualificava alguns parceiros do violonista Guinga (entre os quais honrosamente me incluo), escreveu que o conceituado músico tem nome "de feiticeiro de candomblé" e recebeu, de pronto, meu protesto, como músico e religioso. Agora, repetindo um velho esquema, ele me elogia como "sambista" e desautoriza minha obra de escritor, que já soma 12 títulos. Rejeito a discriminação! E lembro ao Sr. Girón (do espanhol giro, bravata?) que meu livro é apenas mais um de meus libelos contra a colonização cultural e o racismo anti-negro embuçados na capa da tal "pós-modernidade". E que faltou, em nome da boa informação, dizer que o livro é uma edição Folha Seca/Casa da Palavra, custa apenas R$ 28,00 e é encontrado em todas as boas livrarias das grandes cidades brasileiras. a) Nei Lopes
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