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Re: Fama e o ensino de mús i ca (era: Pensando conforme a música)Lista de discussão sobre samba e choro, estilos musicais brasileiros. |
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pl_PL: Bruno Ribeiro dos Santos (bruno_at_cpopular.com.br)
Data: qua 25 set 2002 - 14:13:52 EST
Draga:
> Gente, mas que besteira esse xenofobismo músical.
Da minha parte não há xenofobia nenhuma, já que gosto de música (eu disse
música) em primeiro lugar, independente de nacionalidade. A questão é outra.
> Dêem uma olhada na matéria que saiu na Revista Veja desta semana falando da
> pesquisa que foi feita sobre o gosto musical do Brasileiro. Em primeiro lugar
> deu Samba & Pagode
Tá bem, mas por quê será que não existem CDs, publicações e programas de TV
disponíveis na mesma proporção de seu público consumidor?
> em segundo lugar deu Pop NACIONAL, NACIONAL eu disse....
Não sei se vale a pena entrar em polêmica novamente por causa desse termo, mas
eu não engulo essa marca "POP", quanto mais "POP NACIONAL". O pop não tem
identidade, é o grande braço do projeto de desnacionalização das músicas do
mundo todo - não só da brasileira que, diga-se.
> E em terceiro música sertaneja.
Com roupagem pop, caboclos querendo ser ingleses. Ou você acha que Tonico &
Tinoco estão incluídos na estatística?
> Se existe alguma estratégia colonizadora, ela não está funcionando aqui, onde
> disco estrangeiro vende muito, mas muito menos que disco nacional.
De certa forma, a música brasileira é muito resistente ao pop. Agora, dê o nome
dos artistas brasileiros mais vendidos e note quantos deles fazem música dentro
de uma roupagem pop. A maioria.
> A música popular norte-americana tem coisas lindas e essenciais para qualquer
> um que goste de música. Negar isso por "questão ideológica", me desculpem, é
> besteira.
Eu nunca neguei isto, inclusive você pode procurar nos arquivos da Tribuna,
sempre disse que as três músicas do mundo são a brasileira, a cubana e a
norte-americana. Sou apaixonado por jazz, gosto pra caralho de Jimi Henrix, ouço
as orquestras...Eu nunca rejeitei nada por questão ideológica, isso seria muita
estupidez e ignorância. Eu repudio, sim, é a alteração das características
regionais das músicas, promovida pela imposição de uma cultura dita hegemônica,
que nos vende como referência seu pior produto.
> Infeliz de quem não conhece os ícones do hard-rock e do rock progressivo
> inglês. E o grupo alemão Krafwerk? E o grupo italiano Premiata Forneri
> Marconi? Tenha dó gente.
Tá bem que deve ser legal conhecer tudo isso. Mas acho que todo brasileiro
deveria conhecer primeiro o que tem de melhor no país. Ao invés de ícones do
hard-rock, os malandros do partido-alto.
> A música brasileira está em primeiro lugar no gosto do brasileiro. Isso diz
> tudo. O resto é xenofobismo ou esquerdismo, a doença infantil do comunismo.
Devemos fazer uma análise sobre o que o brasileiro chama de música brasileira.
Os artistas mais vendidos se enquadram em categorias como: sertanejos,
pagodeiros, religiosos, gospel, roqueiros, cantores pop.
abs
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