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Centenário verde-e-rosaLista de discussão sobre samba e choro, estilos musicais brasileiros. |
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pl_PL: VValdemar Pavan (wpavan_at_uol.com.br)
Data: sáb 03 ago 2002 - 06:41:36 EST
Centenário verde-e-rosa
Leonardo Lichote
Fundador da Mangueira e parceiro de Cartola em sambas históricos como
"Alvorada" e "Não quero mais amar a ninguém", Carlos Cachaça não teve em
vida o reconhecimento merecido - gravou apenas um disco em seus 97 anos. Seu
centenário, porém, será celebrado em diversas ocasiões ao longo deste mês. É
claro, sempre com muito samba. E também com alguma pompa, como convém a um
mestre, em palcos tão distintos como a Mangueira e o Teatro Carlos Gomes.
Hoje, a Mangueira já acorda sob as bençãos de Cachaça. Após uma queima de
fogos, às 6h, e uma apresentação da Banda do Corpo de Bombeiros, a casa onde
morou o sambista recebe uma roda de samba. Sob a coordenação de Pedro Amorim
e Mariozinho Lago, bambas como Monarco, Nelson Sargento, Délcio Carvalho,
Luiz Carlos da Vila e Wilson Moreira se reúnem para recordar as canções do
compositor e outras feitas em sua homenagem. Moacyr Luz canta "Cachaça,
árvore e bandeira", parceria dele com Aldir Blanc.
- Pude mostrar essa música para ele, em 98, quando concorri com um
samba-enredo na Mangueira - recorda Moacyr. - Cachaça é um ícone, que fez
parte do período de construção da música brasileira.
As comemorações continuam na tarde de amanhã, com mais roda de samba - e
feijoada - no Café Cultural Sacrilégio, na Lapa. Cachaça estará presente não
só nas músicas, mas também com fotos e documentos, fornecidas pela família e
expostos nas paredes. Inês de Castro, filha do compositor, e Marilia de
Castro, neta, estarão presentes.
A coroação do centenário está marcada para dia 13 de agosto, no Teatro
Carlos Gomes. Sambistas de diferentes gerações passarão pelo palco, que terá
ao fundo um painel com uma imagem do morro da Mangueira em 1780.
- Serão várias rodas de samba, uma após a outra. Em cada uma delas, será
improvisado um partido-alto e lembrado um samba de Cachaça - adianta Mauro
Silveira, que assina a direção do espetáculo junto com a cantora Luciane
Menezes.
O grupo Dobrando a Esquina segura o ritmo, enquanto os convidados se
sucedem. Monarco cantará "Homenagem a Carlos Cachaça"; Diogo Nogueira, filho
de João Nogueira, mostrará "Cabrocha"; Nelson Sargento lembrará "Homenagem",
samba inédito de Carlos Cachaça, numa noite que terá ianda Mart´nália,
tereza Cristina e Elton Medeiros.
As homenagens não param por aí. Para o dia 1º de setembro, estão sendo
preparados uma exposição, coordenada pela arquiteta Heloísa Alves, e um
grande show na quadra da Mangueira.
Visite: http://oglobo.globo.com/Cultura/35408300.htm
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