Clique para a página principal

Re: Sobre Beth Carvalho

Lista de discussão sobre samba e choro, estilos musicais brasileiros.
 Página principal > Tribuna Livre > Arquivo das mensagens > Indice mensal
Nova mensagem Responder Mensagens por data Mensagens por discussão Mensagens por assunto Mensagens por autor

pl_PL: Alberto R. Cavalcanti (arcav_at_brturbo.com)
Data: qua 26 jun 2002 - 02:23:15 EST

Ronaldo

É difícil exagerar a importância do Pelão (J. C. Botezelli), o produtor, na
música brasileira. Pelo que já fez e continua fazendo.

Você considera "mais importantes" o Dino, o Meira e o Canhoto, do que a
"fadinha". Penso um pouco diferente. Importância é qualidade que não admite
monopólio. A importância de um não diminui necessariamente a de outro. Cada
qual foi "mais importante" a seu jeito.

Pelão, no caso do Cartola, porque encasquetou de produzir o disco e o
produziu (o primeiro, pela Marcus Pereira). Não satisfeito, quase cinco anos
depois, produziu e dirigiu Cartola em apresentação no Ópera Cabaré, de S.
Paulo, do que resultou um disco ao vivo. Juarez Barroso, que não era
produtor de discos, porque se esmerou para, nessa tentativa bissexta (para
ele) que foi o segundo elepê do Cartola, dar lugar a uma obra-prima. Dino,
porque arranjou com todo o carinho e maestria de que era capaz, quando se
excedia (e a faixa "As rosas não falam" é, no disco, o creme do creme). E
assim todos os demais.

E Beth, porque escolheu gravar essa música. E o fez muito bem. E criou uma
interpretação limpa, emocionada e contida, corretíssima, que deixou a jóia
de Cartola brilhar por si mesma (estou re-ouvindo agora).

Cá pra nós, até o(s) cara(s) da Globo que decidiu(ram) incluir a gravação de
Beth na trilha da novela -- a pedido da RCA? chi lo sá -- foi(ram)
importante(s). Quem tinha aquele quase monopólio televisivo podia projetar a
música que bem entendesse. É pouco provável que alguém (entre seus
superiores, lá dentro) lhe cobrasse compromissos com a sublime qualidade de
"As rosas não falam".

Foi uma corrida de revezamento. Quem deu a arrancada e passou o bastão com
uma "frente" insuperável foi o próprio Cartola. O único insubstituível nesse
time.

Cartola não era de citar e reverenciar à toa. Nada em Cartola era à toa. Se
ele citou a "fadinha", como v. a ela gozadoramente se refere, reconheceu
mérito nela, na contribuição que ela deu.

Alberto, de Brasília/DF

Em 22.6.2002, Ronaldo lembrou:

Meu amigo, pra se ter uma impressão um pouco mais exata
sobre isso, preste atenção nas falas do Cartola no disco
documento inédito. Ele cita a "fada madrinha" em apenas
uma oportunidade, assim como citou outros tantos nomes
que sequer são associados a Cartola. Entretanto ele
frisa o Pelão, que de fato teve participação importante
no registro de Cartola. Eu considero mais importantes O
Meira, Canhoto, Dino, que a "Fadinha", como dizem
na "Vela".

Ah, Nelson Cavaquinho, em sua velhice, foi agraciado com
um abaixo assinado, requerindo uma pensão ao governo
carioca. Neste episódio que li já a algum tempo, não me
recordo da presença da caça talentos...
_____________________________________________________________
Para CANCELAR sua assinatura:
        http://www.samba-choro.com.br/tribuna/cancela
Para ASSINAR esta lista:
        http://www.samba-choro.com.br/tribuna/assina
Antes de escrever, leia as regras de ETIQUETA:
        http://www.samba-choro.com.br/tribuna/netiqueta

Nova mensagem Responder Mensagens por data Mensagens por discussão Mensagens por assunto Mensagens por autor

Este arquivo foi gerado por hypermail 2.1.4 : qua 26 jun 2002 - 02:19:17 EST