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Re: [M-Musica] Ministro apóia p rojeto de lei sobre numeração de CDse livrosLista de discussão sobre samba e choro, estilos musicais brasileiros. |
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arcav_at_brturbo.com
Data: sáb 15 jun 2002 - 21:36:06 EST
ZRodrix, Tribuneiros
O Adalberto Carvalho Pinto (acp@brturbo.com) e eu (Alberto R. Cavalcanti:
arcav@brturbo.com), ambos de Brasília, estamos sentindo necessidade de
patentear para os tribuneiros em geral que somos duas pessoas diferentes,
e não clones um do outro.
Antes que alguém se sinta "culpado", já vou avisando que não há o que
desculpar. As confusões me parecem mais que naturais, já que há muitas
coincidências: nomes parecidos, a mesma cidade, o mesmo provedor. E até,
pelo que já li do Adalberto, algumas opiniões parecidas. Mas, mesmo assim,
diferentes.
Uma diferença é que o Adalberto é conciso e eu sou prolixo. Com certeza
ele bate pênalti melhor que eu.
Agradeço a compreensão de todos para a necessidade deste esclarecimento,
que o próprio Adalberto também já havia feito.
Indo ao busílis:
ZRodrix, me respondendo em 15.6.2002, encaçapou:
> BINGO! Com a numeração elas podem piratear mais à vontade: fazem
varias series de numeração igual, espalham pelo Brasil, pelo imenso
Brasil, e na hora da contabilidade so registram uma. Como os independentes
& generiocs nao terão num primeiro momento tecnologia para numerar CDs,
eles faturam um monte de grana no caixa2 com o beneplacito da classe...
entendeu?
> Z
>
> arcav@brturbo.com wrote:
>
> > Será que o apoio das grandes à numeração das cópias tem a ver com o
combate à pirataria? Afinal, executivo de gravadora já está sendo pilhado
em flagrante.
> >
> > Alberto, de Brasília/DF
> >
> > Em 14/06/2002, ZRodrix perguntou:
> >
> > > Perguntemo-nos: A QUEM INTERESSA?
> > > Porque , de um instante para outro, a industria de discos
aceita uma numeração que foi impensavel desde seu inicio, e contra a qual
lutaram violentamente, gastando uma enorme quantidade de dinheiro? Essa
luta ja havia sido proposta por Juca Chaves, quando fez a sua SDRUWS
RECORDS, que já tinha discos numerados, razão de seu boicote surdo pela
industria durante longos anos. O que mudou? O que leva um mecanismo
extremamente conservador e açambarcador como a ABPD a assumir como sua
essa luta em que sempre esteve do
> > > lado oposto?
> > > Z
Bom. Continuo não entendendo e penso que continua sem resposta a pergunta
inicial do Rodrix. Afinal, se a intenção é facilitar a pirataria (uma
pirataria "oficial" ou "oficiosa"), a numeração não ajuda. Antes,
atrapalha. Em toda a parte, adota-se numeração para exercer ou facilitar o
exercício de controle. É assim com vinhos, gravuras e até já foi assim com
livros. Lembro que a Editora do Autor, empreendimento associativo de
escritores brasileiros, usou, durante um tempo, a numeração dos exemplares
de livros.
Embora o Brasil seja um país continental, espalhar cópias de numeração
idêntica é menos fácil do que parece, porque o consumo é muito concentrado
geograficamente. A cidade de S. Paulo e suas adjacências respondem por um
percentual elevado de tudo o que se consome. Junte-se a isso o Rio de
Janeiro e já se tem, muito provavelmente, mais da metade do mercado
consumidor de CDs.
Para que o sistema de numeração de cópias cumpra a função prevista por
Rodrix, de apenas criar uma impressão de controle da pirataria, cerceando
a pirataria pirata e deixando espaço livre à pirataria "oficial" ou
"oficiosa", patrocinada ou tolerada pelas próprias gravadoras, seria
preciso que o sistema de numeração não fosse inteligível para o público.
Algo assim como um código secreto, a que só se tivesse acesso colocando o
CD num determinado aparelho. Será que é isso que estão armando?
Outra pergunta: a numeração dos CDs, feita às claras ou secretamente, se
aceita pelas gravadoras, poderia ser indício de alguma contradição entre
estas e as prensadoras? Afinal, no tempo da Sdruws Records, do Jucas
Chaves, a tecnologia era o LP. E, no tempo do LP, gravadora era o mesmo
que prensadora. Agora, em muitos casos, não é mais.
Curiosamente, o executivo (ou ex-executivo?) pilhado em flagrante de
pirataria, parece que era da Sony, uma das empresas que continua sendo
gravadora e prensadora.
Alberto, de Brasília/DF
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