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Jair Oliveira Mergulha no Samba (CB)

Lista de discussão sobre samba e choro, estilos musicais brasileiros.
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pl_PL: Sonia Palhares Marinho (soniapalhares_at_hotmail.com)
Data: seg 01 abr 2002 - 11:10:31 EST

Oi gente:

Essa matéria saiu no Jornal Correio Braziliense de ontem (domingo),
31.03.2002..., não conheço os sambas desse rapaz... aliás, dele só conheço o
tal do "Balão Mágico"..., alguém pode dar alguma informação sobre o cd...,
isso é samba mesmo!? Nem sabia que ele se chamava "Jair Oliveira"...

Seria outra enganação da tal da "TRAMA"...!? Huummmm....

http://www2.correioweb.com.br/cw/EDICAO_20020331/pri_cul_310302_254.htm

Beijins. Sonia Palhares (BsB-DF)

"Jair Oliveira mergulha no samba

Hélio Franco
Da equipe do Correio

O menino do Balão Mágico cresceu. E, crescido, deixou de ser o Jairzinho
Oliveira do primeiro disco solo (Dis’Ritmia) para se tornar Jair
Oliveira, 27 anos. É assim que ele se apresenta no segundo álbum (Outro),
lançamento da gravadora Trama. ‘‘Não tem nenhuma questão mística
nem rancorosa nessa decisão’’, explica o filho de Jair
Rodrigues. ‘‘Foi a oportunidade de me apresentar com meu nome
real. Desde que voltei de Boston (formou-se músico e produtor em Berklee),
em 1998, tinha essa preocupação. O nome do segundo disco facilitou as
coisas.’’

As mudanças não param por aí. O samba, elemento marcante na estréia, é ainda
mais presente em Outro, que Jair considera bem mais leve.
‘‘Dis’Ritmia tinha grande carga de ansiedade, eu queria
buscar um estilo, colocar os elementos que me influenciaram’’,
compara. ‘‘A forma como componho não mudou, não tenho método,
vou pela inspiração. Mas o meu momento de vida é outro, e isso se refletiu
nas músicas.’’

Momento de maturidade, de mais reflexão, simbolizado em temas como Minuto de
Silêncio e Vai e Volta, compostos no intervalo de um dia em novembro de
2001, ainda sob o impacto dos atentados de 11 de setembro e da crescente
violência em São Paulo — a parte instrumental de Minuto de Silêncio, a
propósito, surgiu em Nova York. ‘‘Nesse disco, acabei sendo
muito mais crítico a respeito de um tema recorrente em minhas músicas, que é
o relacionamento entre as pessoas, tanto amoroso quanto o do dia-a-dia em
grandes cidades como São Paulo.’’

Sobre a cidade em que nasceu e vive, Jair ainda compôs São Paulo, Fim do
Dia, tema instrumental que emoldura texto lido pelo poeta José Domingos, e
Uma Outra Beleza, inspirada e ao mesmo tempo contestação a Sampa, de Caetano
Veloso. ‘‘Adoro o Caetano, mas acho que certas coisas que
ficaram eternizadas em Sampa não correspondem à realidade, como a tal
‘deselegância discreta das meninas’. Puxa, a mulher paulista é
muito elegante’’, explica, pisando em ovos para não ferir a
susceptibilidade do baiano, que adora uma boa polêmica.

Outro momento de crítica é a primeira faixa, Instruções, vinheta
instrumental sobre a qual a convidada Tânia Kalil explica como operar um
aparelho de CD e, no fim, lembra: ‘‘Música não precisa de
instruções!’’. ‘‘Essa brincadeira não deixa de ser
uma crítica à indústria fonográfica, que vive de ditar certas regras
desnecessárias. O Brasil tem muita coisa boa acontecendo que tem de
aparecer’’, defende Jair, que comemora a contratação da irmã,
Luciana Mello, pela Universal — o novo álbum de Luciana será produzido
por ele. ‘‘Isso mostra que as grandes gravadoras começam a se
preocupar em formar catálogo para a juventude, apostando em novos nomes,
coisa que não vinham fazendo.’’

Logo logo Brasília terá a oportunidade de conhecer ao vivo o som de Jair
— em abril, ele será a segunda atração do projeto Cultura em Conjunto,
na seqüência do brother de longa data, Max de Castro, que se apresentou no
Conjunto Nacional no domingo passado. ‘‘Estou ansioso para tocar
aí. O Max me disse que foi superbem. Ele nem sabia que havia tantos fãs de
nosso trabalho em Brasília’’, conta Jair, sócio-fundador do
grupo Artistas Reunidos, formado ainda por Max de Castro, Luciana Mello,
Wilson Simoninha, Daniel Carlomagno e Pedro Mariano.

Serviço
Outro
Segundo disco solo do cantor e compositor Jair Oliveira. Produzido por Jair.
Lançamento: Trama. Preço médio: R$ 25,00

crítica/outro ****
Aposta nas fusões

Ponta-de-lança da Trama, a turma dos Artistas Reunidos vem colecionando
prêmios e reconhecimento. Mas resta ainda, para a consolidação do trabalho,
atingir público maior. Pelas normas das majors (grandes gravadoras), isso
significa fazer concessões a fórmulas pré-estabelecidas. Mas esse papo não
cola com essa rapaziada. Ultrapassado o desafio do primeiro disco, Jair não
cede à ambição do sucesso, e aprofunda as fusões samba-black music com
acento jazzy dignas de Sérgio Mendes e Eumir Deodato em seus melhores
momentos.
Faixas como Falso Amor, Dor de Ressaca, Uma Outra Beleza e Local Proibido,
reverenciam o que já foi feito, apontam novos caminhos para o samba. Em Sou
Teu Nêgo, Vai e Volta e Ficar no Escuro, Jair investe no funk puro, mas
temperado com fartas doses de brasilidade. As baladas românticas são de bom
gosto e a faixa Amor e Saudade, em parceria com Ed Motta, é de elegância
incomum na música pop. (H.F.)"

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