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Re: Revista Bizz era Novos Talentos era Geraldo FilmeEsta lista de discussão é apenas sobre samba e choro, estilos musicais brasileiros. |
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From: Fabio Fernandes Padilha (fabio_padilha_at_datasul.com.br)
Date: ter 05 fev 2002 - 15:30:46 EDT
Não sei o que significa sucesso de vendas numa revista destinada a música.
Mas geralmente essas revistas referem-se a um grupo seleto de pessoas que
apreciam
a música de forma um pouco mais profunda.
Grande parte do faturamento de uma revista deve-se ao espaço publicitário
cedido.
É possível que essa tal revista Bizz tenha um público grande(nos padrões
brasileiros) para a linha editorial que ela se propõe a seguir.
Mas um anunciante não tem interesse nesse "grande pequeno" público.
Mas sim nas Contigo, Caras, Capricho que chamam para suas páginas artistas
bem mais popularescos e que atraem uma massa maior de consumidores
gangaz.
-----Mensagem original-----
De: Paulo Sergio [mailto:pspsp@abordo.com.br]
Enviada em: terça-feira, 5 de fevereiro de 2002 15:15
isso não é verdade. A revista fechou por falta de
anunciantes.
bjs
Roberta
Prazer em conhecê-la Roberta,
qual a diferença? claro que não tinha anunciantes porque não tinha
compradores. A revista deu uma levantada de bola quando voltou a falar do
rock anos 60/70 e, principalmente, com a série de históricos discos de rock
brasileiros apresentada, entre outros, pelo competente jornalista Fernando
Rosa. Ela se voltou, naquele momento, para um público mais "inteligente" e
acompanhei a ascensão das vendas.
Agora, realmente não dava para comprar uma revista, que tinha a felicidade
de ser dirigida por garotos, mas que tratava seus leitores como retardados
mentais. Tive a oportunidade de acompanhar o Fernando e o jornalista
Alexandre Matias na entrevista com o maestro Rogério Duprat e presenciei,
entre boquiaberto e horrorizado, os garotos "editarem" a entrevista, sem dó
nem piedade, deixando de fora as partes mais importantes, como, por exemplo,
a parte em que o maestro falava sobre seu disco de sambas, o maravilhoso e
desconhecido "Brasil com S" (Philips 1974), sob a alegação de que este
assunto não interessava aos seus imberbes leitores. Ora, não se deve mutilar
uma entrevista, sob pena de se perder o seu contexto histórico. Além disso,
os carinhas nunca tinham ouvido falar do genial guitarrista brasileiro Lanny
Gordin. Não é nenhum pecado não conhece-lo, mas para quem pretende "fazer"
rock é pecado mortal!
Se alguém tiver interesse pela entrevista (é bem grande) terei o prazer de
enviar em pvt. Ele fala de Chico, Caetano, Nara, Gil, Walter Franco,
Bendegó, 14 Bis, Sá & Guarabira, Geraldo e Alceu, o indefectível Pica Pau,
dentre outras pessoas.
Abraços
Paulo Sá Pereira
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