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Mais uma promessa do choro...Esta lista de discussão é apenas sobre samba e choro, estilos musicais brasileiros. |
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From: Sonia Palhares Marinho (soniapalhares_at_hotmail.com)
Date: qua 02 jan 2002 - 18:17:07 EDT
Oi gente:
Essa história de "meninos prodígios do choro" em Brasília já está dando no
saco!!!!
Depois do Bruninho agora é a vez do Mateusinho... Já estão exagerando...
Beijins. Sonia Palhares (BsB-DF)
Jornal Correio Braziliense de 02.01.2002 (4ª feira)
"Promessa de choro
Com apenas 8 anos, brasiliense encanta o público da cidade tocando seu
cavaquinho. Até o cantor e compositor Dominguinhos deixou-se impressionar
com o talento do pequeno instrumentista
Irlam Rocha Lima
Há dois anos, Mateus tocou em público pela primeira vez. Hoje, é comum vê-lo
exibindo o talento precoce em shoppings da cidade
Dominguinhos era a atração do show de encerramento do projeto Pier Brasil,
dia 12 de dezembro. Acompanhado pelo grupo Choro Livre, o criador de
clássicos da MPB como Só Quero Um Xodó, Lamento Sertanejo e De Volta pro
Aconchego, emocionou o público que lotou a praça de alimentação do Pier 21.
Depois, o consagrado sanfoneiro, cantor e compositor pernambucano se
entusiasmaria com o garoto que subiu ao palco para fechar o show. Empunhando
cavaquinho, com a naturalidade de músico experiente, Mateus Gomes, 8 anos,
deixou as pessoas boquiabertas, ao solar com a maior competência Carinhoso
(Pixinguinha/João de Barro) e Pedacinhos do Céu (Waldir Azevedo).
Mesmo com tão pouca idade, Mateus já possui alguma experiência, pois vem
tocando em público desde 2000. Atualmente, faz participação especial nas
apresentações do grupo Última Hora, sábado à tarde no Farol do Pier (Pier
21). ‘‘A primeira vez que toquei fora da minha casa foi em janeiro de 2000,
no quiosque de uma praia em Guarapari’’, lembra o jovem músico.
Mateus tomou gosto pelo instrumento ao acompanhar o pai, José Gomes Filho,
em rodas de pagode. ‘‘Sempre ficava atento ao cara que tocava cavaquinho. Aí
ganhei um do meu pai, mas não era muito bom. Só que foi com ele que comecei
a tocar e tirei a primeira música, Naquela Mesa, de Sérgio Bitencourt’’,
conta.
Como sentiu que ‘‘o menino levava jeito para a coisa’’, Gomes tratou de
comprar um cavaquinho profissional para Mateus. Do avô materno, José das
Mercês, ganhou coleção de 20 CDs de choro, que passou a consumir vorazmente.
‘‘Foi um dos melhores presentes que ganhei’’, diz.
Não demorou muito para estar solando chorinhos de mestres como Waldir
Azevedo e Pixinguinha. ‘‘Aí o Mateus passou a ser convidado para se
apresentar em festas do Colégio Santo Antônio, onde estuda. Lá virou ídolos
dos coleguinhas’’, comenta a mãe, Elizabeth Maria, sem esconder a corujice.
Rodas de choro
Um dos amigos de Mateus na escola é o Bruno do Bandolim, 10 anos, outra
grande revelação da música em Brasília, na área do choro. ‘‘Já vi o Mateus
tocar duas vezes. Ele tem talento e, para a idade, demonstra conhecimento do
cavaquinho, como se fosse um músico com mais experiência’’, elogia o
bandolinista, com ares de veterano.
Quem costuma assistir a shows nos shoppings da cidade possivelmente já
ouviu o cavaquinho de Mateus. ‘‘Aqui em Brasília, fora do colégio, o
primeiro lugar onde me apresentei foi no Café Cancun do Liberty Mall, a
convite do grupo Choro Legal, que faz roda de choro lá nas tardes de
sábado.’’
Há cinco semanas vem tendo participação em outra roda de choro, a
comandada pelo conjunto Última Hora, liderado pelo pai, José Gomes, que
também toca cavaquinho. Gomes deixa claro o orgulho de ter iniciado o filho
na música. ‘‘Ele poderia estar na Escola de Choro Raphael Rabello, mas optei
por mantê-lo estudando em casa, onde eu mesmo e o Hailton Ribeiro cuidamos
de orientá-lo’’, justifica. ‘‘O Mateus tem mostrado muita facilidade para
aprender. Busquei ensiná-lo o tempo certo e postura para tocar. É um
exercício diário de uma hora de duração’’, acrescenta. O outro ‘‘professor’’
do garoto é o instrumentista e violonista Hailton Ribeiro.
‘‘Me surpreende como o Mateus capta com rapidez todas as informações que
passamos para ele. Quando se deparou com a tablatura (partitura em forma de
número), não teve nenhum problema para assimilar o que lhe era ensinado’’,
comemora Hailton. ‘‘Agora, começa a lidar com a partitura e já consegue ler
algumas melodias na pauta.’’
Hailton vê futuro promissor para Mateus. ‘‘Como não é um músico que
decora, tem percepção musical e toca com segurança. Mas é claro que precisa
continuar estudando muito, para que possa se aprimorar na parte técnica.’’
Isso, segundo a mãe, não é problema: ‘‘O Mateus é um menino muito estudioso.
No colégio sempre tira ótimas notas’’. Mas, como é ainda muito novo, reage
como qualquer criança. ‘‘Chega uma hora que pede ao pai para interromper os
ensaios, pois quer ir jogar futebol com os amigos.’’"
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