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Rafael Rabello - Vem aí novo discoEsta lista de discussão é apenas sobre samba e choro, estilos musicais brasileiros. |
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From: Alan Romero (alanromero_at_mail.telepac.pt)
Date: ter 30 out 2001 - 23:33:40 EDT
Deu hoje no site JB Online:
Obra completa de Rafael Rabello é reunida em disco
MONICA RAMALHO
Na mesma semana em que Rafael Rabello completaria 39 anos (o aniversário
seria neste 31 de outubro), sai da fábrica um disco que reúne todas as
suas composições. Todas as canções nasceu de um show do violonista com a
irmã, a cantora Amélia Rabello, no Teatro Clara Nunes, em 1993, e traz
parcerias de Rafael com dois dos grandes letristas da MPB, o cunhado Paulo
César Pinheiro e o amigo Aldir Blanc. Em princípio, estará à venda na
página da Acari Records, dona do fonograma. O show de lançamento está
previsto para janeiro próximo.
A apresentação foi registrada em fita cassete pela família, que guardou a
relíquia e agora, seis anos após a morte do músico, torna pública essa
preciosidade. O violão de Rafael aparece em 11 das 18 faixas do álbum.
"Fizemos em estúdio as sete músicas que faltavam para completar a obra
dele", explica a cavaquinista Luciana Rabello, irmã do músico e sócia de
Mauricio Carrilho na Acari.
Luciana e Mauricio convocaram uma turma da pesada para finalizar o disco -
músicos da estirpe de Cristóvão Bastos, Hugo Pilger, Cristiano Alves,
Afonso Machado e Sivuca. "Escolhemos pessoas que têm a ver com o trabalho
do meu irmão", conta ela. Os arranjos das músicas complementares ficaram
sob a batuta de Mauricio, Cristóvão e Dininho. Este é sobrinho do Dino
Sete Cordas, do Época de Ouro, a primeira grande referência da carreira de
Rafael.
Cristóvão inseriu mais cordas e um duo de sopros na faixa que nomeia o
álbum. "Na verdade complementei com cello, clarinete e flauta a base de
violão e voz", explica o pianista. "Resgatar as criações do Rafael foi uma
idéia muito boa. Acredito que o disco vem saldar uma dívida com o público,
ao trazer esse lado pouco conhecido dele, de compositor", avalia
Cristóvão, ex-marido de Amélia.
E como o trabalho foi amarrado por laços de família, não poderia deixar
Amélia Rabello de fora. É dela a linda voz que costura as canções de
Rafael, em interpretações definitivas. Voltar ao estúdio para acrescentar
as sete faixas restantes fez bem à Amélia. A cantora, que lançou dois
discos no Japão e ganhou um samba de Caetano Veloso (Samba para Amélia),
ensaia um próximo álbum depois de Todas as canções. O repertório, garante,
está um primor. "São choros cantados e sambas de lamento, numa mistura de
antigas e novas composições".
Todas as canções (letras de Paulo César Pinheiro, exceto nas faixas Anel
de Ouro, Ouro e fogo e Galho de goiabeira, parcerias com Aldir Blanc)
1. Sete cordas
2. Retrato de saudade
3. Paixão
4. Ponto de vista
5. Peito aberto
6. Dois amores
7. Serenata da saudade
8. Salmo
9. Anel de ouro
10. Ouro e fogo
11. Camará
12. Galho de goiabeira
13. Flor do Sono
14. Martírio
15. Mulher da vida
16. Canção do milagre
17. Cofre vazio
18. Todas as canções
[30/10/2001]
Álbum em homenagem ao mestre Capiba permanece inédito
Rafael Rabello deixou, ainda, um disco inédito em homenagem ao Capiba.
Poucos meses antes de morrer, o violonista, então radicado nos Estados
Unidos, veio ao Brasil para gravar um álbum só com frevos do mestre
pernambucano. E gravou ao lado de artistas do calibre de Paulinho da
Viola, Chico Buarque, Francis Hime, Maria Bethânia, Ney Matogrosso e João
Bosco.
O álbum seria o primeiro de uma série intitulada Orgulhos do Brasil,
patrocinada pelo Banco do Brasil e lançada por um selo que Rafael estava
criando no exterior, chamado Rio Records. O violonista pretendia
revisitar, em seguida, a obra de outros compositores nacionais.
Por motivos desconhecidos, este trabalho permanece arquivado e sem
previsão de lançamento. Luciana Rabello chegou a procurar a instituição,
colocando-se à disposição para ajudar no "parto" deste registro histórico
da música regional brasileira. Em vão.
"Primeiro, eles me pediram um orçamento para concluir o disco. Faltava
mixar e colocar coro numa faixa. Entreguei o orçamento e nunca mais se
falou no assunto. Logo depois acionei a Prefeitura de Recife e nem eles
conseguiram negociar com o Banco do Brasil", lembra Luciana.
De acordo com Luciana, a receita do álbum seria destinada à campanha do
sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, fundador da Ação da Cidadania
contra a Fome, a Miséria e pela Vida. "Morreram Betinho, Rafael, Capiba e,
no final das contas, o disco ainda não saiu", desabafa a cavaquinista.
(Monica Ramalho)
[30/10/2001]
#Mensagem modificada, anexos e HTML removidos#
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