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Memória viva de uma estrela

Esta lista de discussão é apenas sobre samba e choro, estilos musicais brasileiros.
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From: Antônio Augusto (bocaiuva_at_bocaiuva.com.br)
Date: sáb 27 out 2001 - 20:17:13 EDT

Memória viva de uma estrela
(Ailton Magioli)

A vida intensa de Dalva de Oliveira, a maior intérprete brasileira das
dores de amor de todos os tempos, chega aos palcos de Belo Horizonte
no final do ano com a estréia de Estrela Dalva, o musical de Renato
Borghi e João Elísio Fonseca, que São Paulo e Rio de Janeiro
assistiram em versões protagonizadas por Sílvia Massari e Marília
Pêra, respectivamente. Na montagem mineira, Thaís Garayp e Elisa
Paraíso vão se revezar no papel, vivendo Dalva de Oliveira adulta e
jovem, respectivamente, ao lado de outros 14 atores. Outra montagem do
texto está sendo preparada em Fortaleza.

Em Belo Horizonte, a cantora havia sido homenageada pelo artista
plástico Antônio Bráulio Vilhena, que escreveu o livro Dalva de
Oliveira A inesquecível esquecida. Sob a direção geral de Pedro Paulo
Cava, Estrela Dalva , que fará temporada no Teatro da Cidade, terá
direção musical de Márcio Sant Anna, coreografias de Dulce Beltrão,
cenários de Raul Belém Machado e figurinos de Décio Noviello. A
preparação vocal do elenco está a cargo de Ernani Maletta e a
assistência de direção de Cláudia Assunção.

O ator Leonardo Mendonza vai interpretar o compositor Herivelto
Martins, primeiro marido de Dalva de Oliveira, com quem ela travou um
duelo musical, logo após a separação do casal, enquanto Rodrigo
Miallaret será Tito Climent, artgentino que se tornou o segundo
companheiro da cantora e seu empresário. Marco Antônio Amaral
interpretará Bruno, o garçom 20 anos mais jovem que foi o último caso
de amor de Dalva de Oliveira, enquanto Rui Magalhães (o maestro
Vicente Paiva e outros personagens), Diógenes Carvalho (Chico Sena, o
negro que integrou o Trio de Ouro ao lado de Dalva e Herivelto) e
Diorcélio Antônio (Bombom, o secretário homossexual e narrador)
completam o elenco principal.

Escrito paralelamente à biografia A Estrela Dalva, de João Elísio
Fonseca (Editora Espaço e Tempo), o espetáculo, nascido da parceria do
autor com o ator Renato Borghi, terá mudanças na versão mineira. A
começar pela concepção menos trágica e mais musical, segundo Pedro
Paulo Cava. Originalmente montado em palco italiano, em Belo Horizonte
o musical será em arena. Especialista em musicais, entre os quais
Mulheres de Hollanda, Na Onda do Rádio e o infantil Pianíssimo, o
diretor admite fascínio pelo gênero, apesar das dificuldades de custo
formação de elenco. Orçada em R$ 100 mil, Estrela Dalva terá
patrocínio da Mate Couro, Unimed e Telemar, com o apoio da Hipolabor e
Acesita.

O tempo é o senhor da verdade e da razão...

"Se não houver frutos, valeu a beleza das flores;
se não houver flores, valeu a sombra das folhas;
se não houver folhas, valeu a intenção da semente."
Geir Campos citado por Henfil no poema O Rio
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