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Re: Modernização - Será? ( evolução ou inv olução )

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From: wpavan (wpavan@uol.com.br)
Date: Qua 10 Out 2001 - 20:55:17 GMT


Rafael Ferrari : RF

RF: Só queria deixar claro para aqueles que não sabem interpretar as coisas
e preferem distorcer, ou que não entendem uma maneira figurativa de falar:

-Vou te responder lá em baixo, por duas vezes voce diz que eu não 'soube
interpretar'

 RF: " Primeiro: sobre a vendagem de música brasileira nas lojas. Concordo
com o dado que tu passou mas peço que faça uma pesquiza mais detalhada. Tu,
pelo que já vi tem conhecimento e não é bobo em matéria de música, portanto
vai compreender. Veja destes 70% quantos por cento é "Tchans", "Tigrões",
"Bananas Split", "Vavás", etc, e quanto é Guinga, Hamilton, Chico Buarque,
Henrique Cazes, Noel Rosa, Pixinguinha, etc. Selecione alguns nomes de
músicos e compositores bons que estamos acostumados a ouvir inclusive
antigos e faça uma pesquisa boca-a-boca. Mas tem que ser na rua com o povo
mesmo não com amigos. Depois me diga quantos conhecem estes músicos e
quantos conhecem os Tig~roes da vida!".

- Rafa, te passei estes números por que voce disse "Aqui no Brasil,
infelismente, o povo tem a cultura que quem é daqui é sempre pior do que
quem é de longe", tentei te provar que os artistas locais andam ocupando os
postos de parada de sucessos, não interessa se tem qualidade ou não, não era
esta tua proposta de assunto, já que voce disse que o povo daqui prefere o
que vem de fora.

RF " Segundo: É claro que não precisamos de mega palcos ou milhões de wats
para se tocar choro. Oque quis mostrar é a proporção de um para o outro, a
grandeza de organização, patrocínio, atendimento de exigências, que envolve
qualquer meia-boca estrangeiro enquanto nossos músicos nem aparecem nos
canais de maior audiência".

- Se por exemplo trouxer o Pink Floyd para o Brasil vai precisar de toda
esta estrutura mesmo, milhares e milhares de pessoas de todas as idades
gostariam de assistir ao Pink Floyd e os eventos são dimensionados de acordo
com o número de pessoas a serem acolhidas, ninguém lota de canhão e watt um
recital que vá acolher 50 pessoas

RF: Terceiro: A procaria que falo é exatamente os Tigrões e Tchans da vida,
não me referia ao nosso Choro nem o samba de hoje. Pelo contrário, o nível
hoje é excelente, temos muitos caras que se dedicam e dão ao nosso velho
choro uma cara nova cheia de critividade e beleza. Será que tu prefere ouvir
o Harmonia do Samba ou a Cartola. Não falo nem de ritmo, pois axé pode ser
bom para dançar e etc, o Vavá pode ser bonitinho e o Zeca não mas música é
som, é fechar o olho e viajar nas melodias e letras que dizem algo e não
comprar um cd só para ter a fotinho da carinha bonitinha ou escutar
palavrões e coisas vulgares e sem sentido.

-particularmente prefiro um bom Samba, mas não tenho nada a me importar se
voce ou meu amigo gostem do Tigrão, posso até ironizar, tirar uma onda em
cima e coisa e tal, mas é só.

RF: Quarto: Quanto aos artistas. É verdade mesmo, eles vão e tem os
melhores tratamentos, se apresentam em verdadeiros tamplos para aqueles
países, como é o caso do Joel Nascimento e o Sexteto Brasileiro nos EUA. Mas
isso é porque os estrangeiros dão valor, nós é que não damos tanto quanto
merecem nossos artistas. E a diferença é que lá dão muito valor para os
outros artistas mas dão mais para os deles e aqui não.

-Chumbo trocado não doi, se os estrangeiros recebem bem nossos artistas,
conforme voce mesmo afirma acima, por que não se conforma que os artistas
estrangeiros sejam também recebidos por aqui com toda a pompa e
circunstância a que tem direito. É só venha a nós? Muy amigo.

RF: Quinto: Não falei em um artista específico nem em um estilo e sim na
nossa cultura como um todo. Tu é que não soube interpretar. Não é questão de
quem é melhor ou pior e sim de que devemos dar valor para nossa cultura.
Gosto de muita coisa de fora e não sou radical.

Uai, quem disse isso então? : "Primeiro oque é nosso e bom, depois oque for
dos outros e bom também e é claro, sempre por último e com menor imprtância
para oque é ruim". Quanto à saber te interpretar vai a dica: também já tive
esta arrogância de pensar que os outros não sabiam me interpretar, sabe como
sanei parcialmente o problema? aprendendo a me comunicar.

VV
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