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Apanhei-te Cavaquinho

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From: Alexandre Dias (afsdias@terra.com.br)
Date: Sex 07 Set 2001 - 20:06:57 GMT


E aí pessoal,
Agora mando um texto sobre o Apanhei-te Cavaquinho. Semelhante a o que fiz
com o Odeon.

Alexandre Dias

"Apanhei-te, Cavaquinho!" (1914).
de Ernesto Nazareth

No livro de partituras "Ernesto Nazareth- Antologia- 25 Tangos Brasileiros
e 26 obras para piano" da Editora Arthur Napoleão (aliás primeira editora a
lançar uma música do Nazareth) há um prefácio, escrito por Juvenal
Fernandes,
onde menciona-se que o Nazareth sabia perfeitamente o que era um choro e
por isso
compôs o "Apanhei-te Cavaquinho".
O Apanhei-te Cavaquinho foi escrito com o subtítulo de "Polca". Receio que
o
nosso amigo Juvenal tenha sido infeliz em sua colocação por duas razões. A
primeira, que já foi citada, é que essa música não é um choro, a segunda é
que o Nazareth tampouco quis provar que sabia o que era um choro. Não creio
que ele queria provar algo com essa música.
Esta polca foi dedicada ao amigo "Juracy Nazareth de Araújo" que, apesar
do nome, não era parente do Nazareth.
Houve três edições, sendo que na primeira está o subtítulo de Polca. Nas
outras, posteriores, colocaram o subtítulo de Choro. Não tenho dúvida que
fizeram-no para poder vender com mais facilidade, pois a polca já seria um
gênero dos "mil-novecentos e vinte..", ou seja, ultrapassado.

Apanhei-te Cavaquinho. Polka (muito propria para serenatas) Rio de
Janeiro, Casa Mozart (E. Bevilacqua CHh. No.7417) 1915 3p.
------------------------------. Celebre chôro muito proprio para serenata.
São Paulo, J. Carvalho & Cia. 3p.
------------------------------. Chôro. São Paulo, Ed. Mangione S. ª, c.
1945 2p.

Todas as músicas do Nazareth têm títulos bem interessantes, sendo que a
maioria são adjetivos, ou palavras relacionadas à pessoa homenageada pela a
música. Todas as suas músicas possuem uma dedicatória também. (Fez muito
bem!).
Como o "Apanhei-te Cavaquinho!" é diferente das outras composições pelo
menos no nome, vale a pena investigar sua origem.
O que vou escrever a seguir está presente no CD-ROM "Ernesto Nazareth- O
Rei
do choro", do biógrafo Luis Antônio de Almeida. Ele é um dos maiores
entendidos de Ernesto Nazareth.
Já se falou até hoje em três possíveis razões para o título do Apanhei-te
Cavaquinho até hoje.

1) A primeira, mais acreditada, seria a de que Nazareth tentou representar
no acompanhamento desta peça, ou seja, na mão esquerda, um cavaquinho. E na
mão direita, responsável pela melodia, uma flauta.

2) A segunda versão, falsa, é a que teria sido dedicada a um certo Mário
Cavaquinho, que seria na época o "maior cavaquinista do Brasil".[Esta é
falsa para o Luis Antônio de Almeida, mas não para o Altamiro Carrilho, que
aponta essa como a origem da música, segundo o sobrinho do Patápio Silva,
que lhe contou isso pessoalmente. Diz ele, o parente do Patápio, que o
Nazareth foi a um sarau na casa do Mário Cavaquinho, e ouviu-o tocando uns
acordes soltos, não muito rápido "blem, blemblemblem blem", e nisto, o
Nazareth criou uma melodia para estes acordes soltos, e estaria aí a famosa
polca].

3) A terceira versão é a mais sentimental, familiar, relatada por D. Nair
Carvalho, transcrita abaixo:
"Quando Ernestinho era bem pequeno, o pai surpreendeu-o trepado em uma
cadeira na dispensa da casa, tentando surrupiar de uma prateleira alta, o
pote de barro contendo compota de goiaba caseira. Com o dedo em riste,
disse
Nazareth ao filho: 'Apanhei-te Cavaquinho!'. Ernestinho era miúdo,
franzino,
e sua voz manhosa era estridente e metálica. Em sua polca 'Apanhei-te
Cavaquinho!', Nazareth conseguiu expressar o saltitante menino."

Interessante não? Escolham vocês qual das três lhes parece melhor :)

Por falta de conhecimento, ou apenas por piada, comenta-se essas versões
também:

1) O homem que chega bêbado em casa tarde da noite. A mulher dá uma surra
nele com o seu próprio cavaquinho. Daí o nome... Apanhei-te com o
Cavaquinho... (Argh)

2) Nazareth compôs essa peça para "pegar" quem tentasse tocá-la no
cavaquinho. Diz Alceu Maia que, em determinado ponto da melodia, falta uma
nota no cavaquinho. Isso depende do tom, porque é possível sim tocá-la no
cavaquinho, e o próprio Alceu a gravou.Importante
Criou-se o hábito de tocar o Apanhei-te Cavaquinho numa andamento rápido,
e no final acelerando mais ainda.

O Nazareth não a compôs para ser tocada depressa. Coisa que, aliás, ocorre
em toda a sua obra.
Vejam esse trecho de um depoimento do Francisco Mignone, que conheceu o
Ernesto Nazareth:

"Conheci Nazareth mais ou menos em 1917. Foi na casa de música Eduardo
Souto. Ernesto Nazareth havia sido contratado para tocar ao piano obras
que os fregueses desejavam comprar. Mas antes de comprar, como era moda
naquele tempo, queriam ouvir a música e o Nazareth lá ia ao piano. Pelo
que eu verifiquei, ele tinha uma boa leitura, pois qualquer música que
colocavam à frente dele, lia-a com muita facilidade. Naturalmente ele
tinha uma espécie de cacoete. Quando tocava, inclinava-se do lado
esquerdo. Depois me disseram que era devido a uma deficiência do ouvido.
Ele ouvia pouco. Então para ouvir melhor inclinava-se*. Tinha a mão
bastante grossa, pesada, dedos bastante volumosos. Mas o som que ele
tirava do piano era bonito. E tocava tudo devagar, procurando sempre
cantar**. E enquanto Nazareth tocava, eu fui chegando e, em certo momento,
interrompi-o, dizendo 'eu também toco obras suas', e ele ficou assim meio
assustado 'o senhor já toca?'. 'Eu toco, brejeiro. Se me der licença, eu
vou tocar para ver o que o autor acha'. Então sentei-me ao piano e comecei
a tocar. [O Mignone nesse ponto da fita começa a tocar o Brejeiro de forma
bastante rápida]. Com muito entusiasmo, aí o Nazareth disse 'Mas essa não
é minha música!'. 'Como assim?' 'Eu toco desse jeito' então sentou ao
piano e tocou. (O Mignone ilustra tocando o brejeiro mais lento,
cadenciado). Tudo bem lento, bem cantado. Aliás ele dizia "Toda a minha
música é estropiada. Eles tocam tão depressa. O Apanhei-te Cavaquinho é um
desastre. Ele é bem devagar, arpejando a mão esquerda, dando a impressão
de cavaquinho (Mignone toca somente a mão esquerda do Apanhei-te
Cavaquinho, bem devagar. E depois começa a melodia, junto com o
acompanhamento, num ritmo bem agradável). Ele tocava tudo lento, e bem
claro, com uma técnica bem apurada. Bem, se vê que ele tinha tido uma boa
escola de canto**, coisa que eu perguntei a ele. Então ele me disse que
gostava muito de tocar Chopin. Chopin era o seu autor favorito. E que ele
tocava as baladas, quase todas de Chopin.
* Esse defeito de surdez começou na infância de Nazareth, quando caiu do
galho de uma árvore, batendo com a cabeça de modo que afetasse o ouvido
esquerdo. n. do digitador]
** "Cantar" é um termo técnico usado na linguagem musical para se referir
à sonoridade que você dá a uma frase musical. O piano, instrumento de
cordas/percussão, não consegue sustentar uma nota durante tanto tempo como
um instrumento de sopro, logo, tocar "cantando" ou "cantabile" é você
tocar com um fraseado tão ligado, tão perfeito, que dê a impressão de um
instrumento de sopro, ou o próprio canto.

Dito isto, por que então que se nota o Apanhei-te Cavaquinho tão rápido?
Talvez seja a possibilidade irresistível de demonstrar virtuosismo através
dela. Come eu disse, essa música do Nazareth é diferente das outras. A
única que se aproxima é o Ameno Resedá. Quem conhece sabe que são muito
parecidas, quase que irmãs. Por ser composta quase que inteiramente de
colcheias na mão direita, o intérprete imediatamente vê a possibilidade de
tocá-la rápido, devido a sua regularidade. Ignorando os comentários do
autor.
Outro fator que contribuiu, sem dúvida alguma, para o "apressamento" do
Apanhei-te Cavaquinho, foi o concurso sem sentido promovido na década de
70, na Rede Globo, segundo comentou comigo o Luis Antônio de Almeida, para
ver quem conseguia tocar o Apanhei-te Cavaquinho mais rápido. Ora! Aí
termina de avacalhar com a música. Não vou citar nomes, mas há algumas
gravações em que parece um concurso de corrida.
É interessante observar que nas primeiras edições á informação "Próprio
para serenatas". Eu nunca vi serenata rápida.
O Nazareth gravou o Apanhei-te Cavaquinho, em 1930. Pena que já estava na
"fase triste" de sua vida, somando-se à loucura que estava por agravar-se
e à surdez que não ajudava em nada. Mas tocou heroicamente, e, apesar dos
erros, manteve até o fim o andamento que ele tanto gostava em suas peças.
Quem quiser ouvir, eu coloquei a gravação no acervo d'O Malho. É só clicar
abaixo...
http://groups.yahoo.com/group/OMalho/files/Apanhei-te%20Cavaquinho.mp3

Ganhou três letras:
1) de Baldomán, letra mais antiga, que aparece na partitura. Retrata a
rivalidade entre o cavaquinho e os outros instrumentos numa roda de choro.
Não tenho conhecimento de nenhuma gravação com essa letra. Alguém se
dispõe a me ajudar a divulgá-la? :)

2) de Darci de Oliveira e Benedito Lacerda. É metalinguística em certos
trechos pois fala da própria música "Apanhei-te Cavaquinho". Em 1943
Ademilde Fonseca gravou-a, provando mais uma vez que o choro poderia mesmo
ser cantado. Seu "virtuosismo" é impressionante.

3) de Nara Leão, que gravou-a numa ótima versão, não muito rápida.
As três letras estão transcritas no final.

O Apanhei-te Cavaquinho é uma das músicas mais gravadas do Nazareth, só
perdendo para Odeon (que tem mais de 100 gravações). A título de
curiosidade, (e quem sabe, consulta), vou listar abaixo as diferentes
gravações que tenho, ou que tenho conhecimento, que já foram feitas do
Apanhei-te Cavaquinho. Separei-as por instrumento, e logo abaixo, os
intérpretes. Vejam como o Nazareth se tornou maleável, pois apesar de toda
a sua obra (226 músicas) ter sido composta para o piano solo, já foram
feitas inúmeras adaptações. Aí vai.

PIANO SOLO
Aida e Radamés Gnattali (arranjo do Radamés para dois pianos)
Alberto Neuman
Arthur Moreira Lima
Dominique Cornil
Francisco Mignone e Maria Josephina Mignone (arranjo do Mignone para dois
pianos)
Ernesto Nazareth (o próprio compositor gravou essa polca 4 anos antes de
morrer, em 1930)
Eudóxia de Barros- 2 gravações
Izumi Tateno
Jessie De Bellis
José Feghali (Não possuo)
Marcello Verzoni
Marco Antonio de Almeida
Marelo Bratke
Yukio Miyazaki

PIANO/TECLADO E CONJUNTO
Antônio Adolfo
Arthur Moreira Lima, Abel Ferreira, Época de Ouro
Heri (Piano e Ritmo)- Elite Especial- No. 1040 (Não possuo)
Marco Antônio Bernardo- teclado e Renato Camargo-flauta
Pedrinho Mattar
Radamés Gnattali e conjunto
Ribamar
Zimbo Trio

CANTO
Ademilde Fonseca
Magali Géara e Jotagê Alves
Nara Leão

BANDOLIM E CONJUNTO
Armandinho e Época de Ouro
Arnaldinho do Cavaco
Conjunto Fina Flor do Samba
Dois de Ouro (2 gravações)
Época de Ouro
Evandro do Bandolim
Grupo Vou Vivendo
Jacob do Bandolim- Radio Mec
Jacob do Bandolim- roda de choro em Brasília- 1967
Joel Nascimento (não possuo)
Os Coroas
Os Ingênuos
Trio De Janeiro
Zé Menezes

VIOLÃO SOLO VIOLÕES
Carlos Barbosa Lima e Sharon Isbin
Dilermando Reis
Maurício de Oliveira
Orquestra de Violões de Brasília
Romero Lubambo e Raphael Rabello
Turíbio Santos e conjunto- Raphael Rabello, Dino 7 cordas, etc
Turíbio Santos e Leandro Carvalho

FLAUTA E CONJUNTO
Altamiro Carrilho e Canhoto (flauta e bandolim)
Altamiro Carrilho e conjunto
Carlos Poyares
Charles Gonçalves
Marco Antônio Bernardo- teclado e Renato Camargo-flauta
O Passos no Choro- (Flauta, violão e cavaquinho) 1916- Odeon 121.136 (Não
Possuo)
Quinteto Villa-Lobos (Toninho Carrasqueira na Flauta)

ACORDEON (E CONJUNTO)
Luiz Gonzaga
Abdias
Dominguinhos
George Brass- Acordeon- Victor (Não possuo)
Sivuca (acordeon) e Rildo Hora (gaita)
Zé Cupido e Regional

CAVAQUINHO E CONJUNTO
Alceu Maia
Benedito Costa

OUTROS
Banda Pryor- Victor Americano- 98.456 (Não possuo)
Custódio Mesquita e sua Orquestra- Victor 800122 (Não possuo)
Edu da Gaita (apenas um trecho)
Ethel Smith (órgão) tocando "Apanhei-te Cavaquinho" no filme "Melody Time"
(não possuo)
Gabor Radics (violino)
Luis Ascot (Não possuo)
Maria Teresa Madeira (Piano) e Pedro Amorim (bandolim)
Poly (banjo?)
Raphael Rabello e Armandinho (violão e bandolim)
Ray Ventura- (orquestra) Odeon (Não possuo)

São 62 gravações diferentes. Se alguém conhecer alguma que não está listada
aqui, me avise por favor.
Pra finalizar, as letras:

Apanhei-te Cavaquinho!
Nara Leão

Com esse chorinho, o "Apanhei-te Cavaquinho",
Meu piano tão certinho vai seguindo seu caminho
e a viola na calçada vai ficando encabulada,
vai tentando, vai tocando, mas tão longe do chorinho

E sendo assim eu vou tocando à minha moda
nem te ligo não dou bola, nem escuto essa viola
vou seguindo em desparada nessa noite enluarada
preparei-te uma surpresa e apanhei-te cavaquinho!

Um choro que cantava só saudades, tristezas, temores
Hoje não sabe o que é viver a vida, esqueceu-se dos amores
Eu acho graça ao ver alguém lá fora, sofrer e a chorar
Hoje nada ele consegue, nem sequer me acompanhar

E o meu chorinho vai seguindo seu caminho,
caminhando de mansinho, o "Apanhei-te Cavaquinho"
E o piano ele é sabido, e o piano é meu amigo,
mais esperto, inteligente que qualquer violãozinho

E sendo assim eu vou tocando à minha moda
nem te ligo não dou bola, nem escuto essa viola
vou andando desparado, vou na frente e sozinho,
desta vez eu te apanhei mas apanhei-te cavaquinho!

Anda depressa pode ser que me apanhe
e que ainda me acompanhe
Nessa dança que eu marco o passo,
e que vou variando o compasso
E copiando ele quer ver como é que eu faço
Vai tentando aprender
como tocar um bom chorinho
Mas te apanhei meu cavaquinho

E o meu chorinho vai seguindo seu caminho,
caminhando de mansinho, o "Apanhei-te Cavaquinho"
vai andando desparado, vai na frente vai sozinho,
desta vez eu te apanhei mas apanhei-te cavaquinho!

Apanhei-te Cavaquinho!
Baldomán

Um cavaquinho, cabecinha pequenina, no formato d'um oitinho,
De boquinha redondinha, de pescoço compridinho, orelhinha cravelhinha,
De madeira o terninho, gravatinha de cordinha, falou:
Sou miudinho, tenho quatro "cordazinha", mas dou vida ao chorinho,
Sou o molho do sambinha! "Seu" pandeiro, cuidadinho!...
Tome tento, ó flautinha!... "Seu" piano, diga ao pinho: cavaquinho já
chegou!

Ó cavaquinho malcriado, deu o brado, indignado, o piano:
Seu mesclado, sem teclado, vilão!
Ó cavaquinho, te arrebento , seu rebento de instrumento, ruge o pinho.
Seu safado, mascarado, não!
A dona flauta, com a prata mais vermelha que centelha,
Num trinado, engasgado, disse apenas: bufão!
"Seu" pandeiro, vibra o guizo ao cavaco
Facão, eu te bato, eu te piso, seu tustão!

O cavaquinho envergonhado deu no pé, pé, pé, aprendeu a lição, ão, ão.
Que não se brinca em seresta, nem se ofende ninguém!...
Que não se zomba do mais velho, também!
Mas cavaquinho arrependido voltou lá, lá, lá,
E pediu pra ficar, ar, ar, e, humilde, aprendeu, eu, eu
A respeitar os do lugar! ah!"

Apanhei-te Cavaquinho!
Darci de Oliveira-Benedito Lacerda
(a letra não cobre a terceira parte)

Inda me lembro
do meu tempo de criança
quando entrava uma dança
toda cheia de esperança
de chinelinha e de trança
com Mané José da França
Nunca tive na lembrança
de rever este chorinho
E hoje ouvindo
neste choro a voz do pinho
relembrando o bom tempinho
da mamãe e do maninho
Hoje sou ave sem ninho
sem família, sem carinho
Mas sou bem feliz ouvindo
o "Apanhei-te Cavaquinho"

Hoje cantando
o "Apanhei-te Cavaquinho"
fico louca, fico quente
fico como passarinho
Sinto vontade
de cantar a vida inteira
e esta vida
eu levo de qualquer maneira
Ouvindo a flauta
o cavaquinho, o violão
eu sinto que o meu coração
tem a cadência de um pandeiro
Esqueço tudo
e vou cantando o ano inteiro
este chorinho
que é muito brasileiro

Alexandre Dias

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