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Re: Altamiro Carrilho |
From: Fabio Fernandes Padilha (fabio_padilha@datasul.com.br)
Date: Qua 05 Set 2001 - 11:39:02 GMT
Dias atrás na GNT passou um documentário sobre a história do Jazz em New
Orleans.
Segundo o comentário o Jazz inciou por aquelas bandas. O cenário na época
final do século XIX era muito parecido com o Rio de Janeiro no mesmo
período.
Um porto imoportante, pessoas de diversas nacionalidades , e uma música que
refletia toda essa mistura.
O toque europeu teve sensível influência no Jazz também. Pois um gupo de
"creolos"
Afrodescendentes bem sucessidos tiveram acesso a música Europeia, dando a
ela toques de africanidade,
juntando a isso existia os negros vindos da América Central(Com ritmos que
me lembraram o Jongo), e os negros que trouxeram a influência do blues. No
documentário mostraram cenas de blocos de rua, muito parecidos com nossos
blocos carnavalescos, mas
que utilizavam instrumentação das bandas Marciais.Sopros de Metáis,
caixas-bumbo-prato(desses elementos é que surgiram a bateria).A presença do
piano veio mais tarde, através de um jovem pianista("creolo") que passava as
noites nos Cabarés( No documentário uma das hipóteses do nome Jazz surgiu de
um perfume seu não me ingano Jassmine, muito utilizado pelas damas da
noite).
Em outro programa Curta Brasil da TVE foi exibido um filme que retratava a
história do choro, segundo o historiador as primeiras
formações do choro eram também compostas por metais tendo a flauta como
solista. Um pouco mais tarde os metais foram trocados por cordas.Todo aquele
virtuosismo, e um certo improviso presente no Jazz também existia no choro
só que de forma mais individualista só o solista aparece.Infelizmente eu sou
ruim de gravar nomes mas mostraram um bandolinista executando uma obra com
uma velocidade e uma riqueza de notas impressionante.
Devido a todo esse cenário, é possível encontrar pontos incomuns
principalmente na origem destes 2
gêneros, mais com o passar do tempo cada um seguiu seu caminho natural sem
forçação de barra sem montagens simplesmente
as coisas fluiram ao Natural.
Querer incorporar os dois num só é clonagem mal sucedida. E por favor não
chamem isso de Jazz moderno muito menos de evolução do choro.
gangaz.
> ----- Mensagem original -----
> De: Paulo Sergio [SMTP:pspsp@abordo.com.br]
>
> Olá a todos, principalmente Gangaz, Eduardo Pimenta, Alexandre e Bisdré:
>
> assim realmente vale a pena participar da tribuna (sem off topics! pô).
>
> Com relação ao choro X jazz, a discussão é bastante atraente porque
> tratamos
> de duas formas musicais completamente distintas: uma européia, derivada de
> polcas, mazurkas etc e a outra tendo profundas raízes africanas, portanto,
> podemos dizer que uma privilegia a melodia (o choro) e a outra o rítmo.
> Vou
> transcrever o que escreveu o H B de Carvalho num disco magnífico do Jacob,
> lançado pela RCA, em 1971, chamado "Os Saraus do Jacob" (será que saiu em
> cd? é fantástico, foi gravado de forma rústica na casa do Jacob, em
> Jacarepaguá, e conta com a participação do Paulo Tapajós), diz o Hermínio:
> "Choro tem muita coisa de jazz. Altamente estimulante, é um gênero que
> exige
> um tremendo swing de quem o executa, um senso de improvisação bastante
> incomum. Se no jazz essa improvisação é coletiva, no caso de Jacob se
> passa
> algo que em nada diminui seus músicos: sua terrível personalidade fazia
> com
> que ele conduzisse todos os climas, todas as tramas harmônicas e melódicas
> que se sucediam aos jorros quando ele improvisava." Percebem a desculpa
> do
> produtor " que em nada diminui os seus músicos", por que? Porque
> absolutamente ninguém se lembra que o violão era do Benedito César e o
> pandeiro era do mestre Rigaud, somente Jacob brilhou e ficou para a
> história. Este é meu ponto de vista em relação a este assunto, ressaltando
> que gosto de jazz, mas amo o choro.
>
> Quanto ao outro assunto (violão) a discussão é estéril, entretanto para
> "apimentar" mais um pouco lá vai: citar Marco Pereira e Paulo Belinatti
> (com
> todo o respeito que ambos merecem) como grandes violonistas brasileiros é,
> no mínimo, não ter escutado, jamais, Neco, João Gilberto, Waltel Branco ou
> Geraldo Vespar, para citar alguns. Estamos falando de músicos de samba e
> choro, se o camarada faz escalas velocíssimas, se faz arpejos, se estudou
> música em universidade americana, então amigos, não está mais aqui quem
> falou.
>
>
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