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Re: Candeia |
From: Bruno Ribeiro dos Santos (bruno@cpopular.com.br)
Date: Seg 03 Set 2001 - 12:29:59 GMT
Outro detalhe interessante de ressaltar é que, ser policial, era um dos
modos que os moradores dos morros encontravam para ganhar respeito e ter
alguma chance de ascender socialmente. Assim como Candeia, vários
sambistas seguiram a carreira de policiais. De cabeça me lembro dos dois
Nelsons ~ o Cavaquinho e o Sargento, mas muitos outros também tiveram
experiências com a farda.
O livro "Luz da Inspiração" (Funarte), traz a descrição do dia em que
Candeia foi baleado. Foi quase um milagre ele ter sobrevivido, pois
ficou em coma um tempão. Como eu não estou com o livro ao meu lado,
agora, prometo transcrever depois o trecho do livro que descreve o
episódio.
Por falar no livro, preciso devolver pro Eduardo Pimenta, mas o cara
desapareceu. SÔnia, você quer que eu lhe mande um xerox do livro?
Todos sabem que "Pintura sem Arte", uma das maiores obras de Candeia,
discorre justamente sobre sua nova realidade, preso à cadeira de rodas.
Eu não sabia que "Amor não é Brinquedo" falava sobre isto também. Depois
que eu soube que a letra diz respeito à sua impossibilidade de manter
relações sexuais, o samba mudou da água para o vinho, ficou pesado pra
dedéu ~ Se quiser se distrair / ligue a televisão / amor comigo não / o
romance terminou mais cedo / peço por favor, pra não brincar com meu
segredo, etc.
Parece que o Elton (ou o Martinho, não me lembro bem agora) foram
convidados a colocar uma segunda parte neste samba, mas se recusaram
porque acharam que a letra era muito íntima de Candeia.
[ ]s
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