Participação do grupo Filhos de São Mateus - Grupo de samba e choro de talentosos jovens de São Mateus, entre 22 e 26 anos, formado por Emerson (cavaco), Leandro Matos (Violão), Hugo (Surdo), Tiago (pandeiro) e Junior Alemão (Repique). Aprendizes do Quinteto em Branco e Preto, esses quase meninos sensibilizam e encantam pela riqueza do repertório (Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Waldir Azevedo, Zé Kéti, Candeia, Paulo da Portela, Luis Carlos da Vila, Wilson das Neves, Nei Lopes, entre outros e também pela qualidade de suas composições) e pelo envolvimento precoce e profundo com o samba e, principalmente, com o choro, numa demonstração de beleza que a juventude da periferia é capaz de produzir;
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Dias: 15 e 16 de dezembro de 2006. Horário: 21 h. Espaço Cachuera!: Monte Alegre, 1094 – Perdizes – São Paulo. Ingressos: R$ 15,00 (inteira) e R$ 7,50 (meia –estudantes c/ carteirinha e terceira idade). Capacidade do local: 120 pessoas.
Primeira Velha Guarda Musical de Escola de Samba de São Paulo, iniciou sua formação em 1993, a partir de uma Roda de Samba que acontecia todos os domingos na Quadra da Escola, roda de samba denominada Botequim do Trevo, Trevo este que é o símbolo da Agremiação, e como toda roda de samba que se preza esta também era regada com muita cerveja e comida farta. Os seus integrantes tem em media 40 anos de samba, se somarmos o tempo de cada um dentro da escola, fundadores juntamente com o grande comandante “Inocencio Tobias” , do “ São Paulo Chic ”, onde as sextas-feiras rolavam grandes rodas de samba, com presença de grandes sambistas. Os sambas que fazem parte do repertório da Velha Guarda são de autoria de seus integrantes, ou sambas históricos da própria escola.
- Nelson Primo: um dos mais antigos integrantes da família Verde e Branco começou em 1953 no cordão “Camisa Verde e Branco” , como ritmista, iniciou na bateria tocando caixa, chegando a exercer a função de diretor de bateria, compositor refinado, com varias musicas gravadas, e com um Cd prestes a ser lançado; também pode ser lembrado tocando tamborim as tardes de sábado no programa “ Almoço com as Estrelas, na antiga “ TV TUPI”, como integrante do conjunto Embaixadores do Samba.
- Paulo Henrique: começou sua trajetória em 1960, no Cordão “ Camisa Verde e Branco”, fez parte da bateria , tocando contra - surdo e tamborim , com 39 anos de historia ligado a Camisa Verde e Branco, continua ativamente com atuação firme, orientando em todas as áreas da escola, e tem alguns sambas em parceria com integrantes da Velha Guarda, onde é um dos fundadores.
- Eduardo Joaquim (Dadinho) : desde de 1962, esta na Camisa Verde e Branco, começou com ritmista, toca quase todos os instrumentos, sem duvida um dos melhores de São Paulo, é também compositor, fundador da Velha Guarda, já fez parte do Grupo “JB Sambar”, e agora faz parte da “ Bacia do Samba”, onde é membro atuante.
- Otacílio Guilherme (Melão): um dos mais respeitados sambistas de São Paulo, onde se ouvir falar de samba é obrigatório, mencionar o nome do Jamelão, passagem livre em todas as escolas de samba, começou na Escola Unidos da Lavapés, em 1965 transferiu-se para a Camisa Verde e Branco, um dos melhores percussionista da atualidade, foi “ Diretor de Bateria”, e até hoje assessora o Mestre “ NENO”, passando sua experiência com maestria, compositor da Velha Guarda, com parcerias com Paulo Henrique e Dadinho.
- Haíltinho: um dos percussores do “Sambão” Paulistano, no antigo São Paulo Chic, ritmista dos melhores, participou dos primeiros movimentos de pagode realizados em nossa Cidade, é também um dos fundadores da Velha Guarda, onde tem participação ativa, parceiro do Mário Luiz em alguns sambas.
Ailton Santamaria: foi integrante da ala de compositores da Camisa Verde e Branco, tendo seu inicio de carreira no tempo que a escola era Cordão, sua história no samba já conta 49 anos, seu instrumento violão de 6 cordas, parceiro do Mário Luiz, vencedores do samba enredo em 1978 Tema: Arte Moderna, com passagens pela Escola de Samba Mocidade Alegre, onde com seu parceiro venceram o concurso de samba enredo em 1982, com o Tema: “Malungos”.
- Mário Luiz: compositor refinado, seu instrumento cavaquinho 35 anos de samba, autor de vários sambas com seu parceiro Airton Santamaria dentre eles Paineira Verde e Branco gravado pelo Quinteto em Branco e Preto, samba este que também tem as assinaturas de Magno de Souza e Maurílio Oliveira.
A velha-guarda é o celeiro de bambas dentro de uma escola de samba, é a união dos artistas do povo que ao longo da trajetória da agremiação trouxeram, trazem e sempre trarão benefícios, não só para a escola, mas para o samba em geral. O caminho de ingresso na velha-guarda do Camisa não é para qualquer um; é preciso ter uma história, uma relação de carinho e cumplicidade com a sua bandeira. Ao longo dos mais de trinta anos, participando ativamente das atividades da escola - a construção da quadra, o trabalho no barracão, a organização dos ensaios - os membros da velha guarda são depositários do patrimônio cultural da escola e sua existência impulsiona e norteia a atuação das novas gerações de sambistas dentro da comunidade.
Num momento de procura pelo autêntico samba de raiz, em que as Velhas Guardas das Escolas mais tradicionais passam a ser valorizadas, nosso projeto se reveste de singular importância, visto que traz para a pauta alguns dos mais expressivos autores do mundo do samba, consagrados pelos seus pares, porém esquecidos pela mídia. Sambas que representam verdadeiras jóias da arte popular serão relembrados na voz desta velha guarda, dentre eles várias composições inéditas.
O CD “Canto pra viver” foi inteiramente produzido no estúdio SalaViva, da Associação Cultural Cachuera!, em São Paulo, com arranjos e direção musical de Edimilson Capeluppi, Mauro Diniz, Luizinho Sete Cordas e Quinteto em Branco e Preto, músicos que também participaram das gravações. No encarte, como já ficou patente em nossas publicações anteriores, nossa principal preocupação é a de fornecer conteúdos informativos bastante completos para o ouvinte, traçando um panorama histórico e documental da Escola e de sua Velha Guarda, tarefa desempenhada com brilhantismo por Kelly Adriano de Oliveira e Nei Lopes, autores do texto de apresentação, complementado, ainda por depoimentos dos membros da Velha Guarda e muitas fotos.
“Canto pra Viver”, belo e comovente registro, em sua qualidade musical e sua historicidade, o talento e o companheirismo de compositores e intérpretes da Velha Guarda da Camisa Verde e Branco realçado por músicos exponenciais e amigos como Edmilson Capeluppi, Luizinho Sete Cordas e a “família” Quinteto em Branco e Preto, cumprindo a função de mostrar que samba é samba e escola é escola. (Nei Lopes)