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Lançado livro sobre A Eléctrica, a 2a. fábrica de discos do país |
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O livro A Eléctrica e os Discos Gaúcho, do pesquisador gaúcho Hardy Vedana, foi lançado em Porto Alegre nesta quarta-feira, dia 25/10, com sessão de autógrafos na Feira do Livro no domingo, dia 29.
O nome um tanto singelo – Casa A Eléctrica – escorava aquela que, na verdade, era uma saga ambiciosa: uma fábrica de discos planos, feitos de cera, instalada na Porto Alegre de 1913, e que chegou a registrar não apenas a música feita no Rio Grande do Sul, mas também artistas de São Paulo, de Montevidéu e de Buenos Aires.
Foi de um pioneirismo indiscutível: na época, era a segunda indústria do ramo na América do Sul, a quarta no mundo. A outra fábrica sul-americana ficava no Rio de Janeiro. Havia ainda uma na Alemanha e outra nos Estados Unidos: eis aí o quarteto fundador da fabricação de discos planos na história.
A maior parte dos nomes que formaram o elenco da gravadora perderam-se no pó dos tempos, embora fossem notáveis em sua época. Alguns, porém, vinham do exterior e hoje fazem parte da história dos grandes da música popular, como Francisco Canaro e a dupla Razzano e Gardel.
A Eléctrica registrou pelo menos 4.500 gravações, em que as estrelas da época interpretavam valsas, habaneras, polcas, modinhas, fados, tangos – além de hinos nacionais e, singularidades únicas, também ficaram gravados alguns discursos de grandes políticos daqueles tempos.
Temos, agora, além de um livro que conta a história das gravações musicais no sul do país, três CDs, com registros raros e únicos. Assim, nos traz uma história de fundadores, de pioneiros – e que está diretamente ligada à memória da nossa música.
Este projeto conta com o patrocínio da Petrobras, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura
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