Por Eugênia Rodrigues
Publicada em 27 de Julho de 2006
Estado: RJ
Assunto: Outros
No dia 8 de agosto, uma terça-feira, será aberto no Museu da República um Seminário sobre políticas culturais. Taí uma opção bacana para os produtores, músicos e agitadores culturais da cidade. O Seminário homenageia Mário de Andrade, o primeiro intelectual a pesquisar a fundo a música brasileira e dirigir um departamento de políticas culturais, em São Paulo. O evento acontece das 10 às 20h30 e tem entrada franca, mediante inscrição.
O seminário se chama "Macunaíma: Ministro da Cultura do Brasil - Mário de Andrade e as Primeiras Políticas Culturais". É promovido pelo Centro Popular de Cultura Aracy de Almeida e a Associação do Museu da República.
Inscrições no e-mail cpcaracy@yahoo.com.br. Pode-se apresentar trabalhos
sobre cultura; basta enviar até 28/7 um resumo do trabalho.
Veja a programação nos Comentários desta notícia. Tem show com o grupo Pé de Chinelo.
Mais informações no tel. 99 48 57 56.
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Manchetes de Julho
de 2006
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Comentários dos leitores
Texto enviado pelos organizadores:
"Partindo da criação em 1935 do Departamento de Cultura da
Municipalidade de São Paulo, tendo o intelectual Mário de Andrade como diretor, vamos discutir as primeiras políticas públicas para a Cultura e seus impactos atuais (patrimônio imaterial, cultura popular/cultura erudita, etc.).
PROGRAMAÇÃO:
10h - Abertura, Professor Ricardo Vieralves de Castro, UERJ e Diretor
do Museu da República
10h15 - Da Missão de Pesquisas Folclóricas aos conceitos de Patrimônio
Cultural e imaterial
Professor Paulo Sérgio Duarte - crítico de Arte, pesquisador do Centro
de Estudos Sociais Aplicados da Universidade Cândido Mendes, curador da
Bienal do Mercosul
Professora Vanusa de Melo - professora de Literatura e pesquisadora de
Cultura Popular.
12h - almoço
13h - Roda de danças populares com o Grupo de Cultura Popular Pé de
Chinelo
14h - Conferência: Dissecando a experiência de São Paulo 1935/1936
Professor Roberto Barbato JR. - professor da METROCAMP e UNIP/Campinas,
autor de "Missionários de uma utopia nacional-popular" sobre a passagem
dos modernistas Mário e equipe no DC/SP.
16h30 - intervalo
17h - Espaço aberto para apresentação de trabalhos
18h - Debate: A influência "andradina" nas políticas culturais
contemporêneas:
Professor Adair Rocha - UERJ e PUC, e representante regional do
Ministério da Cultura no RJ
Professora Maria Amélia Curvello - Secretária de Cultura de Nova
Friburgo
20h - Leitura de textos de Mário"
Eugênia Rodrigues

27 de Julho de 2006
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Prezados amigos,que alegria,que bela lembrança,sempre é pouco quando se relembra este baluarte,autor de uma contribuição estrondosa à verdadeira Arte Brasileira, tão esquecida!!!De parabéns ,todos os que promovem esse acontecimento marcante!!!Abraços a todos! Ubiratan.
ubiratan Sousa

29 de Julho de 2006
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CULTURA: do pensamento para o entretenimento
Nada mais desprezível e repetitivo do que certas falas sobre cultura que jorram nos congressos, seminários, na mídia, hoje em dia. A impressão é que houve uma perda da capacidade de produzir pensamento e a ausência de platéias seduzidas pela reflexão. Não se interroga a produção simbólica, faz-se reivindicações, relatos, comentários para animar um auditório acostumado ao olhar da televisão. Se algum dia na história, o filósofo, o intelectual, o crítico, o artista, o poeta ocupavam o lugar privilegiado de formar opinião, hoje, esse lugar é ocupado pelo produtor, o empresário cultural, o profissional de marketing. E a cultura é vista apenas como um agente de estímulo da economia de uma sociedade em declínio.
O discurso fica na superficialidade. Que a cultura é um bem de consumo, ninguém duvida, gera emprego, garante retornos significativos para a economia de uma cidade. Mas os profissionais do marketing, os políticos e os empresários ignoram na cultura a sua lógica: a do sentido, que ela é uma dimensão da existência do homem. “O que chamamos ‘cultura’, portanto é a ciência e a consciência com que o homem ocupa o espaço e o tempo de sua morada histórica. E o homem culto é aquele que cultiva essa ciência e essa consciência.” (Gerardo Mello Mourão). A cultura é um conjunto de práticas por onde transitam uma autonomia, a experiência de uma saber e uma política específica. O patrocínio que substituiu o antigo mecenato reduziu os problemas da cultura às leis da economia e o poder do patrocinador acabou decidindo sobre padrões estéticos ou linguagens. Há uma valorização arbitrária de um produto cultural em detrimento de outro e a divulgação fica submetida a um jogo de poder de quem manipula direta ou indiretamente com os mídias e o mercado.
Somente com talento e invenção é difícil competir no mercado. Os profissionais que ganharam celebridade através do marketing cultural animam o espetáculo que faz da cultura um supermercado de entretenimentos. “Nos meios de comunicação, a confusão que se estabelece entre o princípio tradicional de celebridade baseado nas obras, e o princípio midiático baseado na visibilidade da mídia é cada vez maior.” (Pierre Bourdieu). A cultura passa a ser apenas o que ela representa no campo da economia e da diversão. Enquanto se discute as leis de incentivo a cultura não se discute a idéia de cultura e as instituições culturais não cumprem o papel de difundir um princípio de cidadania cultural. Uma política cultural indecisa, calcada em princípios poucos profissionais que desprezam ou desconhecem o fazer e suas materialidades específicas. E sem trabalhos, sem críticas, sem um suporte que sustente a formação e a divulgação da informação não vamos construir nenhuma credibilidade cultural. “A arte age e continuará a agir sobre nós enquanto houver obras de arte” (Merleau-Ponty). E não discursos sobre as obras.
Uma cidade, um Estado, um País passam a ter uma existência cultural e conquistam um reconhecimento no futuro quando aprendem a respeitar seus artistas e intelectuais, quando aprendem a conviver e garantir as disparidades culturais. Entendemos que as instituições culturais como; fundações, universidades, museus, etc. têm um papel importante a cumprir na produção e divulgação da informação dos produtos artísticos acima de compromissos pessoais e políticos que ignoram a natureza da linguagens artísticas. “No curso de grandes períodos históricos, juntamente com o modo de existência das comunidades humanas, modifica-se também seu modo de existir e perceber” (Walter Benjamin). A produção cultural participa dessas mudanças com a tarefa de transformar a realidade dentro de um território determinado da sociedade e do pensar onde a cultura age.
Almandrade
(Artista plástico, poeta e arquiteto)
http://www.imperios.com/monse/escultor/almandrade/almandrade.htm
www.expoart.com.br/almandrade
Almandrade

1 de Agosto de 2006
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eu quero fazer uma pesquisa
juliani

14 de Agosto de 2006
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