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De acordo com a lei federal nº 10.000, dia 23 de abril, o dia de nascimento de Pixinguinha, é o Dia Nacional do Choro. O estado do Rio de Janeiro, berço do choro, comemorará em grande estilo.
Em matéria de eventos com apoio do poder público a programação de Niterói -- como é de praxe -- esculacha a do Rio de Janeiro. Mas não se desesperem, este ano músicos, instituições e botequins se mobilizaram para que a data não passe em branco no Rio, e até a Prefeitura resolveu promover um show. Anote aí a programação.
Terça-feira - 19 de abril
Niterói faz uma festa em seu Teatro Municipal com grandes músicos moradores da cidade. Às 20h, Ronaldo do Bandolim (integrante do Trio Madeira Brasil e sucessor de Jacob do Bandolim no Época de Ouro) e seu irmão Rogério Souza (do Nó em Pingo D'Água) fazem uma homenagem aos 81 anos do vionista Carlinhos Leite. Carlinhos fez parte da primeira formação do Época de Ouro. É um estilista do violão, que influenciou toda uma geração de músicos, com seu jeito elegante de tocar e seu vasto conhecimento do repertorio do choro. Prometem muitas participações especiais. Ingressos a camaradas R$4,00. O endereço é Rua XV de Novembro, 35, Centro.
No Rio, a Comunidade de Pratica da Música da Incubadora Cultural do Instituto Gênesis promove às 20h30 no Armazém Digital uma bela roda de choro com o flautista Alexandre Maionese e o saxofonista Rafael Velloso revivendo a dupla Pixinguinha e Benedito Lacerda, como
já anunciamos. Também é grátis.
Quarta - 20 de abril
Também no Teatro Municipal de Niterói, o violonista Luiz Flávio Alcofra e a clarinetista Lena Verani apresentam seu belo trabalho sobre a obra de Ernesto Nazareth. O show começa às 19h, a entrada é R$4,00, e terá participação especial do percussionista Paulino Dias. No programa, Nenê, Confidências, Labirinto, Carioca, Ferramenta, Ameno Resedá, Atlântico, Tenebroso e Brejeiro.
Sexta - 22 de abril
Com o troco do show do Lenny Kravitz, a prefeitura do Rio resolveu -- milagre! -- fazer um show de choro na Sala Baden Powell. E o show é de primeira. O saxofonista Mário Sève e o flautista David Ganc estarão lançando seu disco "Pixinguinha + Benedito" onde revivem a célebre dupla. Os convidados para acompanhá-los são impecáveis: Leandro Braga (piano), Bilinho Teixeira (violão), Dininho Silva e Papito (baixo), Jorginho do Pandeiro e Mingo Araújo (percussão). O show ainda contará com a participação de Maurício Silva no sapateado. Excepcionalmente o ingresso estará a só R1,00 e já está sendo vendido. Garanta logo o seu. O endereço é Av. N. Sra. de Copacabana, 360. O show se repete no sábado.
Em Niterói, dentro do projeto Choro na Rua, haverá uma conversa sobre choro com João Carlos Carino (produtor do programa Roda de Choro da Rádio Mec) e o escritor e historiador André Diniz. Logo depois o Trio Fantoche, formado por João Paulo Figueiredo (7 cordas), Júlio Erthal (flauta) e Matheus "Mineiro" (bandolim), apresentarão músicas de Ernesto Nazareth, Pixinguinha, Jacob do Bandolim e outros clássicos da música brasileira. Começa às 18h30, na Praça Dom Navarro (esquina das rua Moreira César com Ary Parreiras). É grátis.
Sábado - 23 de abril - Dia do Choro
Em Niterói a celebração é em grande estilo: um grande show gratuito de Paulinho da Viola na praia de Icaraí. Boa chance de ver o Paulinho, revolucionou o choro com seu disco Memórias Chorando, fazendo um show com muito choro. A abertura fica por conta do grupo Unha de Gato, que apresentará clássicos do choro. Começa às 19 horas.
No Rio teremos outra uma edição do show do Sève e Ganc (veja acima), mais um evento muito legal. O Rancho Flor do Sereno se apresentará a partir das 19h em frente ao bar
Bip Bip em Copacabana. Pra quem não sabe, o Rancho é uma orquestra de cerca de 20 músicos com sensacional repertório de maxixes, marchas-rancho, choros e marchas de carnaval. Música de primeiríssima.
E não esqueça que no interior do estado teremos o
Café, Cachaça e Chorinho.
Amigo Paulo Neves,
A gente aqui de Freiburg na Alemanha estará comemorando também, em grande estilo, os 108 anos de nosso chorão maior no dia 23 de abril.
Dessa vez, um pouquinho mais organizados, contamos com a participação de super chorões e amantes do gênero, para uma grande festa: Seis horas de chôro sem pausa. (Suiça, França e Alemanha).
Parece pouco, mas esse é o resultado de um trabalho árduo, de anos a fio, de um monte de gente que tem o maior respeito
pela arte do Chôro.
Nosso Ary Vasconcelos vai ser lembrado na data!
Grande abraço a você e todos os chorões de alma e coração.
Paulo Colares