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Musical "Besouro Cordão de Ouro" na Casa França Brasil até 18/3 |
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Conforme havíamos noticiado aqui, o mestre Paulo César Pinheiro estreou no teatro com "Besouro Cordão de Ouro". O musical retrata a vida do lendário Mestre Besouro, o mais famoso nome da capoeira nacional. Os sambas e músicas de capoeira foram todos escritos por PC Pinheiro. O espetáculo reestréia neste dia 22/2 (quinta) na Casa França Brasil - espaço bem maior que o do teatro do CCBB, onde estava - e fica em cartaz até dia 18 de março.
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Comentários dos leitores"Um dos musicais mais elogiados pela crítica e público em 2006, o Besouro Cordão-de-Ouro ganha agora nova montagem, desta vez num espaço maior, a Casa França Brasil, com reestréia em 22 de fevereiro (quinta) e temporada até 18 de março.
Primeiro texto para teatro de Paulo César Pinheiro, grande poeta da nossa MPB, que também compôs músicas e letras inéditas para o musical, Besouro Cordão-de-Ouro tem direção geral de João das Neves e direção musical de Luciana Rabello. O espetáculo faz homenagem a Manuel Henrique Pereira, o Besouro Cordão-de-Ouro ou o Besouro-Mangangá, maior capoeirista de todos os tempos da Bahia. São muitas as suas estórias contadas através de outros mestres capoeiristas conhecidos como Canjiquinha, Bimba, Barroquinha, Caiçara, Budião, Rosa Palmeirão, Dora das Sete Portas e Pastinha. Nesta reestréia, o cenário, que tanto sucesso e elogios gerou em sua temporada no CCBB em dezembro e janeiro, ganha mais espaço e será uma instalação-cenográfica aberta a visitação em horário fora do espetáculo. O palco - que se transforma numa grande roda de capoeira com atabaques, berimbaus, pandeiros e caxixis numa transposição do jogo da capoeira - foi ampliado para 150 lugares e Ney Madeira, autor do cenário, transformou parte da sala principal da Casa em um teatro. Os caixotes de madeira perfurados, que cercam o palco, se mutiplicaram e, dos 300 usados na temporada anterior, o número cresceu para 1.000 unidades. Também aumentaram o número de balaios espalhados pelo chão como poltronas e os painéis com versos das letras das músicas do espetáculo, inspirados no poeta Gentileza, que transfiguram com teatralidade o ambiente dos personagens, fazendo com que a platéia participe das cenas. Em meio a este clima, se contrapõe os figurinos envelhecidos pelas mãos de Rodrigo Cohen. O elenco, todo composto de atores negros, foi escolhido em workshops realizados no CCBB, onde aconteceu a primeira montagem (dezembro e janeiro): Anna Paula Black, Cridemar Aquino, Iléa Ferraz, Raphael Sil, William de Paula, Wilson Rabelo, Maurício Tizumba e Sérgio Pererê - os dois últimos vindos especialmente de Belo Horizonte para atuar no espetáculo. Maurício Tizumba e Sergio Pererê são músicos, cantores, compositores e atores. Tizumba tem quatro CDs lançados (o último, Moçambique, é de 2003) e, além de atuar e dirigir a Cia. Burlantins, fez o espetáculo Grande Otelo - Êta Moleque Bamba. Já Pererê acaba de lançar seu primeiro CD, Linha de Estrelas, e participa também do grupo Tambolelê. O elenco contou com dois grandes mestres na preparação corporal e coordenação de capoeira, Mestre Casquinha e Mestre Camisa, para transmitir-lhes os princípios desta arte ancestral e futura, que é a expressão da liberdade de um povo e deve ser praticada com reverência. Besouro, nascido em Santo Amaro da Purificação, deixou seu nome gravado nas rodas de capoeira por esse Brasil inteiro. Metido em política, impunha respeito e temor aos poderosos daquele princípio de século XX na velha Bahia. Sua vida virou lenda. Além de capoeirista, também tocava violão e compunha sambas-de-roda e chulas. Existe um samba, chamado Canto do Besouro, cujos versos de sua autoria "Quando eu morrer/Não quero choro nem vela/ quero uma fita amarela/ gravada com o nome dela" fazem parte desse samba conhecido de Noel Rosa, no qual nosso poeta escreveu a segunda parte. Esse refrão também foi usado por Paulo César Pinheiro em Lapinha (em parceira com Baden Powell) - sua primeira música gravada e sucesso na voz de Elis Regina - com a qual venceu um dos mais concorridos festivais de música popular, a Bienal do Samba, da TV Record, em 1968, hoje um clássico da MPB. Além da música Lapinha, que dá o mote ao musical e ganhou oito novos versos especialmente para o espetáculo - um para cada personagem -, novas canções estão no espetáculo. São dez no total, feitas para cada toque do berimbau: Jogo de Dentro, Jogo de Fora, São Bento, Angola, Cavalaria, Benquela, Barravento, Iúna, Samango, Santa Maria e Besouro. O espetáculo mostra, de maneira lúdica, a trajetória, filosofia, prática e música do mestre Besouro - um personagem brasileiro, tão rico e pouco explorado - e conta um pouco da história do Brasil e da nossa formação, com suas raízes culturais na música, na dança e no ritual. Besouro é um símbolo do Brasil, símbolo de coragem, qualidade, criatividade e resistência; um símbolo da cultura que forma o ser brasileiro. - “Paulo César Pinheiro teve o cuidado de humanizar a figura de Besouro, sem mitificá-lo”, observa o diretor João das Neves. “Então, este espetáculo é importante para o reconhecimento da cultura negra, resgatando estas figuras tidas como desordeiras e retratando-as com sua verdadeira face. Mostra mais profundamente a complexidade das relações dos descendentes de escravos e a sociedade brasileira. Este espetáculo, no fundo, resgata todas as etnias brasileiras e a forma de resistir com altivez”. NÃO DEIXEM DE IR EM HIPÓTESE ALGUMA!!!!!!!!!!! É MARAVILHOSO e super barato. Correntista do BB, professor e estudante paga R$ 5,00. Mas tem que levar a carteirinha no ato da compra, qué é no CCBB. Não sei se vende pela internet. Comprem com antecedência, pq a procura está grande. Eles liberam apenas 2 ingressos por pessoa.
Meu marido disse que foi o melhor musical que ele viu na vida dele. E eu digo que não é só um musical, é uma experiência!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Endossando as opiniões favoráveis ao evento, estou enviando e-mail para mostrar a minha admiração pelo povo brasileiro especialmente em artes. A criatividade do Pinheiro(autor de mais de 1000 músicas)está presente na peça. O trabalho dos componentes do grupo - todos dançam, jogam capoeira, declamama tocam instrumentosde percussão - é impressionante. A criatividade de nosso povo, ainda que em momento tão ruim - é insuperável. A qualidade do espetáculo é, sem dúvida, internacional. Não existe no exterior muita coisa com a qualidade desta apresentação. Viva o povo brasileireo que pode contar com tudo aquilo que foi apresentado no espetáculo. V. sai dali em estado de graça.
Tive o grande prazer de ver a estréia desse maravilhoso musical. Não satisfeito, repeti a dose para poder acreditar no que via.
Sem margem de duvida, um dos três melhores musicais que já vi. Satisfação garantida por apenas 5 reais... |
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