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Hermínio Bello de Carvalho lança livro sobre Aracy de Almeida |
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Aracy estaria completando 90 anos em 2004,esta é uma bem-vinda homenagem que revela a face artística e humana de uma das maiores cantoras brasileiras, que para as novas gerações é mais conhecida como a "jurada ranzinza do Sílvio Santos". O livro "Aracy de Almeida - Rainha dos Parangolés e Arquiduquesa do Encantado" está saindo pela Editora Folha Seca e deve custar cerca de R$20. Estou publicando nos comentários alguns bons textos sobre o autor, a homenageada e o livro que mandaram de divulgação. O lançamento do livro acontece no dia 28 de março, domingo, das 15h às 19h. O endereço é livraria Folha Seca na Rua do Ouvidor, 37 ? Centro(Tel. 2507-7175). Cuidado que o lugar é um perigo, a livraria é especializada em música e futebol, causando baques em nossa conta bancária a cada visita. Tem hora pra acabar pois o Hermínio sairá para ver o último dia da peça sobre Cartola no CCBB. Na festa será exibido um raro vídeo de um especial de TV em que Hermínio entrevistou Aracy. No dia Hermínio também estará comemorando seu 69º aniversário. Com certeza vai ter música de primeira, mas ainda não se confirmou quem vai tocar. O que não vai faltar é músico de qualidade que aparecerá para dar seu abraço no aniversariante.
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Comentários dos leitoresAracy de Almeida por Hermínio Bello de Carvalho
Poeta e compositor lança livro com histórias da grande sambista que foi a intérprete preferida de Noel Rosa ?Quem sabe de mim, mais que eu, só o Hermínio Bello de Carvalho?. A declaração é da própria Aracy de Almeida (1914-1988), uma das grandes cantoras de nossa música popular, conhecida como ?o samba em pessoa?. Aproveitando esse aval, o poeta e compositor Hermínio Bello de Carvalho lança, no próximo dia 28 de março, às 16h, na Livraria Folha Seca (Rua do Ouvidor, 37 ? Centro ? Tel. 2507.7175), o livro Aracy de Almeida ? Rainha dos Parangolés e Arquiduquesa do Encantado (Folha Seca, 90 págs., R$ 20). O título é um ensaio sentimental sobre a cantora, sem a pretensão de ser um perfil biográfico no sentido jornalístico. Hermínio narra histórias da amiga Aracy, com quem conviveu por quase 30 anos, de uma maneira íntima, revelando o bom humor escondido atrás do jeito ranzinza da artista, o seu gosto pelas artes plásticas (e a amizade com pintores como Di Cavalcanti), a paixão pelos cachorros, a prosa recheada de gírias aprendidas com os velhos malandros da Lapa e os ouvidos viciados nas obras de Mozart. ?Sou testemunha de quanto se amavam, de quanto se conheciam e de quanto se confessavam. Para se ter uma idéia, fosse Aracy de Almeida a sobrevivente da dupla, ninguém teria mais do que ela autoridade para escrever sobre Hermínio Bello de Carvalho, a quem chamava carinhosamente de Belo Hermínio?, declara o jornalista Sérgio Cabral no prefácio. Em 2004, a cantora completaria 90 anos. Há, portanto, dois motivos para celebração, pois a data do lançamento de Aracy de Almeida ? Rainha dos Parangolés e Arquiduquesa do Encantado casa com o aniversário de 69 anos de Hermínio Bello de Carvalho. ?69 não é idade, é uma posição?, brinca Sérgio Cabral, repetindo a frase de Marcos Azambuja, que muito bem poderia ter sido dita por Aracy de Almeida. Aracy de Almeida ? Rainha dos Parangolés e Arquiduquesa do Encantado (Folha Seca, 90 págs., R$ 15), de Hermínio Bello de Carvalho Lançamento: 28 de março de 2004 Local: Livraria Folha Seca (Rua do Ouvidor, 37 ? Centro ? Tel. 2507.7175). Horário: 15h Sobre Aracy de Almeida Aracy Teles de Almeida nasceu no Rio de Janeiro, em 19/08/1914, no bairro do Encantado, no seio de uma família evangélica. Em 1932, levada por um amigo do bairro, cantou na Rádio Educadora do Brasil, interpretando, nessa ocasião, uma marcha de Carmen Miranda. Também nesse dia a suburbana Aracy ("Eu era uma verdadeira xavante") conheceu pela primeira vez o centro do Rio e teve a oportunidade de, na emissora, ser apresentada a Noel Rosa ("Só ele acreditou na escurinha"). No ano seguinte, Aracy estréia em gravações. Em 1935, faz outro disco, que já mostrava em um dos lados um samba de Noel, Riso de Criança. Assina contrato, nesse ano, com a RCA Victor, na qual passa a lançar grandes sucessos e permanece até 1942, quando se transfere para Odeon, citada sempre como ?O Samba em Pessoa?, cognome criado por César Ladeira. Na década de 50, "Araca" praticamente faria, até falecer, sua base em São Paulo, sem todavia cortar as amarras com o Encantado. O costureiro Dener, seu grande amigo, acabaria por chamá-la de Dama da Central, em virtude de sua preferência pelo trem, pois morria de medo de viajar de avião. Em São Paulo, Aracy desfrutou de esplêndidos anos, sempre muito querida e reverenciada. Apresentava-se nas melhores casas noturnas e se tornou uma espécie de musa de círculos artísticos e sociais. Com o tempo, a cantora Aracy foi dando lugar à jurada, irreverente e implacável com os calouros nas televisões de São Paulo e Rio. Por último, trabalhou no programa de Sílvio Santos. Faleceu em 20/06/1988, vítima de embolia pulmonar. Sobre Hermínio Bello de Carvalho Poeta, compositor, produtor e ativista cultural, Hermínio Bello de Carvalho nasceu no Rio de Janeiro, em 28/03/1935, e desde cedo iniciou seus trabalhos com música popular. Em 1964, freqüentou e atuou no Zicartola, ao lado de compositores e sambistas como Paulinho da Viola, Elton Medeiros e Maurício Tapajós, que se tornaram mais tarde seus parceiros. Na primeira metade da década de 1960 dedicou-se a poesia, lançando vários livros: Chove azul em teus cabelos, Rio de Janeiro, 1961; Ária e percussão, Rio de Janeiro, 1962; Novíssima poesia brasileira, Rio de Janeiro, 1963; e Poemas do amor maldito, Rio de Janeiro, 1964. A partir de 1964, iniciou movimento de integração da música popular e erudita, produzindo concertos mistos, num dos quais apresentou pela primeira vez em público Clementina de Jesus, acompanhada pelo violonista clássico Turíbio Santos. No ano seguinte, dirigiu um musical que marcou época, Rosa de Ouro, apresentado no Teatro Jovem, no Rio de Janeiro, que contou com a participação de Clementina de Jesus e Araci Cortes, acompanhadas pelo conjunto Rosa de Ouro, liderado por Paulinho da Viola e Elton Medeiros, que se consagrariam a partir desse show. Iniciou em 1965, sua carreira como produtor de discos, trabalhando no LP Elizeth sobe o morro. Desde então, produziu importantes LPs de Elizeth Cardoso e, a seguir, promoveu a volta ao disco de Pixinguinha, com os LPs Gente da antiga e Som Pixinguinha, ambos gravados pela Odeon. Foi responsável por outros LPs, como os de Isaura Garcia, Turíbio Santos, Clementina de Jesus, Nelson Cavaquinho, Dalva de Oliveira e Elza Soares, Marlene, Jacob do Bandolin, entre outros. Teve, a partir de 67, atuações em festivais de música popular, com destaques para Fala Baixinho, em parceria com Pixinguinha, Sei lá, Mangueira, com Paulinho da Viola, e Pressentimento, parceria com Elton Medeiros. Em sua gestão na Funarte, implementou o projeto Pixinguinha e, na mesma instituição, criou os projetos Lúcio Rangel (monografias), Almirante (discos), Ayrton Barbosa (partituras) e Radamés (discos). Em 1997 idealizou o Centro de Memória da Mangueira, para a Secretaria de Estado de Educação e Cultura do Rio de Janeiro, e recentemente atua como produtor musical (discos de Zezé Gonzaga, Alaíde Costa etc.) e tem atuação direta nos atuais Instituto Jacob do Bandolim e Escola Portátil de Música. Fico satisfeita com o resultado deste trabalho, que foi elaborado em meu escritório de casa, com a coordenação editorial cuidadosa de meu parceiro produtor Heron Coelho e do excelente jornalista Alexandre Pavan.
Eu, designer, artista gráfica, tenho elaborado série de projetos e protótipos gráficos ao senhor Hermínio Bello de Carvalho, o que me deixa muito feliz, trabalho este realizado afetivamente, pela admiração que tenho pelo "produtor" e pelo "poeta" que ele é, apesar de poucos saberem deste seu lado e de sua bibliografia poética respeitável. Lamento, somente, que não possa estar no lançamento de um filho que foi gestado em minha casa. Se meu companheiro de trabalho recebe a solicitação de que "não compareça a este lançamento/aniversário" ou seja o que for, devo afirmar que este pedido se estende também a mim. Agradeço desde já a atenção, e lamento que a ingratidão ainda seja ainda um procedimento costumeiro, nestes tempos em que tudo o que a gente prega, precisa, com urgência, é de reconhecimento e respeito, em qualquer que seja a ocasião. Obrigada Sanfra Malta Errata:
O e-mail acima foi escrito por mim, Sandra Malta. Não sei de onde vem este Antonio Augusto Diniz. O correto é Sandra Malta, desginer gráfica. Obrigada Grande acontecimento musical. Uma celebracao ao samba. Herminio falando da Grande Arquidiquesa do Samba. Eterna Aracy de Almeida na pena de um grande poeta e devoto / defensor da nossa boa musica.
A melhor not''icia do ano DAMATA só de saber que herminio escreveu um livro sobre araci é de se arrepiar.
hermínio é um dos raros casos de se reunir em um só artista, talento musical, talento de escritor e talento de produtor e fazedor cultural. Mais uma obra para enriquecer ainda mais a já extensa bibliografia da nossa música popular. Parabéns ao Rodrigo, esse incansável batalhador da nossa cultura, e obrigado ao Herminio pela oportunidade que nos dá de conhecer um pouco mais sobre a grande cantora que foi Aracy de Almeida. Procurem ouvir "Na parede da igrejinha", samba de Ary Barroso na voz dela, para vocês verem como é que se canta um samba !
Até que enfim uma biografia ( ou perfil, tanto faz) sobre a grande e maravilhosa Aracy.E tinha que ser pelas mãos de Herminio , que tanto fez e ,graças à Deus , continua fazendo pela MPB.
Houvesse meia dúzia de Hermínios e talentos enormes como Aracy não estariam no limbo.Só resta torcer agora para que as memoráveis gravações que Aracy fez na RCA e ODEON ( anos 30 e 40 ) reapareçam em CD. Não resisto. Tenho que comentar: o ator que faz Hermínio em OBRIGADO,CARTOLA está igualzinho ao próprio. Uma graça.
Parabéns a ele, que ele merece. E Aracy também! |
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