![]() |
Musical "Obrigado, Cartola!" até final de março no CCBB |
|
| Página principal » Notícias » Notícias antigas | ||
|
Se você gosta de nosso trabalho, nos apóie se tornando um Amigo do Samba-Choro. |
|
Depois de muita espera, estréia nesta quinta (8) o musical "Obrigado, Cartola!. O primeiro musical em homenagem a um dos maiores compositores de todos os tempos reúne muita gente bacana. Na direção, Vicente Maiolino, de "O Samba é Minha Nobreza"; no texto, Sandra Louzada (autora de "Somos Irmãs"); na direção musical e arranjos, Roberto Gnattalli e os figurinos são do premiado carnavalesco Milton Cunha. Os músicos que acompanharão o espetáculo também são velhos conhecidos dos freqüentadores das rodas de samba e choro do Rio: Lucas Porto (violão), Nilze Carvalho (cavaquinho, violão e voz), Marcelo Bernardes (sax e flauta), Oscar Bolão (bateria), Rui Alvim (clarinete) e Fabiano Salek (percussão).
Voltar para Manchetes de Janeiro de 2004
Comentários dos leitoresA Agência Carta Maior publicou a matéria abaixo:
"Cartola é homenageado em musical no Rio A história de Cartola é contada como se fosse enredo de escola de samba Agência Carta Maior, 8 de Janeiro de 2004. Agenor de Oliveira era pedreiro. Um dia, para livrar-se do incômodo cimento grudando-lhe nos cabelos, apareceu de chapéu coco. Os amigos, para caçoar, deram-lhe o apelido: Cartola. No ano em que estaria completando noventa e seis anos, o imortal compositor de As Rosas Não Falam terá o primeiro musical em sua homenagem. No dia 08 de janeiro, no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro, estréia o espetáculo Obrigado Cartola. O texto de Sandra Louzada, autora de Somos Irmãs, é dirigido por Vicente Maiolino, de O Samba é Minha Nobreza. Flávio Bauraqui, em seu primeiro personagem protagonista, após interpretar Tabu no filme Madame Satã e Jair Rodrigues em Elis, Estrela do Brasil e atuar nos musicais Clara Nunes - Brasil Mestiço e Atlântida - o Reino da Chanchada, fará o papel de Cartola. "Cartola já ronda minha vida há cinco anos", conta Bauraqui. "Quase fiz um show de voz e violão cantando suas músicas e me envolvi em outros dois projetos homenageando-o, que não seguiram em frente. Viver Cartola no teatro tem um significado muito forte para mim: além da admiração pelas suas músicas, me identifico com a sua história, pois também sou negro e tenho um histórico de vida parecido com o dele, de resistência, de luta. Cartola, com o seu talento, perseverança e humildade, é um exemplo de como se pode abrir caminhos, apesar de tudo e todos". Roberto Gnatalli, após anos de trabalhos em Curitiba, vem complementar o time encabeçando a direção musical e retomando a parceria com o diretor, iniciada em 1989 com Nosso Senhor do Samba. Gnatalli transcreveu para partituras todas as músicas de Cartola que compõem o espetáculo e assina os arranjos. Ainda para este musical, Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho compuseram um samba com o mesmo nome do espetáculo, cujos versos finais dizem: "o mundo roda feito as rodas de um moinho/e fez de pétalas de rosas o seu ninho/o mundo gira e se rende emocionado/e ao Poeta vem dizer ‘muito obrigado’ ". História de Cartola é contada nos planos da realidade e da alegoria E mais uma vez Sandra Louzada inova, sem seguir a fórmula do musical biográfico tradicional. As músicas de Cartola estão presentes, claro, como os clássicos "As Rosas Não Falam", "Quem Me Vê Sorrir" e "Tive Sim", mas a trama gira em torno do compositor Bento, que está criando um samba para concorrer ao samba-enredo da escola de samba Mangueira, com a tarefa de contar, na Sapucaí, a trajetória de Cartola. Para escrever sobre o mestre, o compositor passa a informar-se e a envolver-se com sua vida; realidade e fantasia passam a fazer parte do seu cotidiano por meio das músicas e das lembranças de Cartola. A história é contada em dois planos, a "realidade", em que Bento tenta compor o samba, e a "alegoria", em que a vida de Cartola é contada como se o público estivesse assistindo ao desfile da Mangueira. Enquanto a realidade se passa em 2004, ano em que a Mangueira entraria na avenida homenageando Cartola, o desfile transcorre com o samba-enredo retratando a sua historia entre 1928 - data da fundação da escola de samba, em que Cartola aparece jovem - e 1980 - ano da morte do compositor. "Escolhi este formato porque precisava de um homem comum como o Bento para mostrar do que o brasileiro é capaz com a sua força. Na verdade, o grande homenageado neste espetáculo é o brasileiro, através de Cartola", explica a autora. Entre um acontecimento e outro, o musical alterna os momentos de angústia do compositor Bento à procura do verso perfeito, e passagens da vida de Cartola, como o dia em que ele foi apresentado ao maestro Leopoldo Stokowski por Villa-Lobos e o encontro com Dona Zica, sua companheira até o fim da vida. O diretor Vicente Maiolino - além de desenvolver o conceito do espetáculo como se fosse uma alegoria carnavalesca - ensaiou durante quase dois meses separadamente os dois elencos, para dar a cada ator a compreensão de que um plano é diferente do outro. "No plano da realidade usei técnicas do teatro realista, mais carnal, mais psicológico. Já no plano da alegoria usei a figura teatral, a linguagem do teatro popular brasileiro. E todo o espetáculo trabalha com este contraste, a atuação, o figurino, o cenário e até as músicas". Cenário e figurinos com estética de carnaval Figurinos e cenários interagem com a "realidade" e a "alegoria", fruto da criação de Maiolino, que também assina a direção de arte. Pelas mãos de Ney Madeira um cenário único, todo em tons de verde e rosa, com uma estrutura de bastante movimento, faz a fusão entre os dois planos. Vários adereços transformam os ambientes, como, por exemplo, o bar da Zefa no Zicartola e uma favela virtual, como se fosse um set, preenchem o fundo de caixa cênica. Já a casa de Cartola, com toques de suas duas grandes mulheres, Deolinda e Dona Zica, serve tanto como carro alegórico como para ilustrar o dia-a-dia da favela; escadas sobem e descem dando lugar às ruelas da favela e servindo, ao mesmo tempo, de passarela do samba. Os figurinos sãos criações de Milton Cunha - carnavalesco de escolas como Beija Flor, Unidos da Tijuca e São Clemente - num total de 120 roupas. No plano da realidade, retratam o cotidiano, o dia-a-dia da favela, com figurinos simples. No plano da alegoria, todos as roupas tem signos do carnaval, que vão se acentuando com a aproximação do desfile. As cores tornam-se mais fortes e brilhantes e, quando a escola entra na avenida, é uma explosão de cores e fantasias. São 10 figurinos representando alas da Mangueira baseadas no universo das canções de Cartola e, ao mesmo tempo, trazendo flashs da história do carnaval carioca, desde os desfiles da Rio Branco até o Sambódromo (dos anos 20 até os 80). Jovens produtoras e Centro Cultural Cartola As atrizes Julia Rabello, Laura Castro e Marta Nóbrega idealizaram o projeto e atuam também no musical. Crescidas em "famílias musicais", como elas mesmo definem, foram criadas ouvindo a doce poesia produzida pelo Cartola. Apaixonadas pelo compositor, resolveram arregaçar as mangas e partir para a busca de patrocínios que viabilizassem um musical em sua homenagem e levasse a música e a história de Cartola a tornarem-se conhecidas pelas gerações mais novas. Em um período de mudança de governo, e com a pouca experiência, produzir as condições para realizar este musical foi tarefa árdua. Levaram um ano para movimentar o projeto. Muita ousadia e coragem – e a sensação "das mãos de Cartola guiando cada passo" - possibilitaram a realização desse projeto. Para enfrentar o dia-a-dia de uma produção como esta, buscaram a experiência e a parceria da Lúdico Produções, na supervisão de produção. A família de Cartola tornou-se parceira do projeto desde o início. Dona Zica, mesmo no hospital recuperando-se de um tombo, fez questão de liberar os direitos de imagem dele para a produção e planejava "estar bonita na estréia". Junto com o espetáculo, a família do compositor lança o Centro Cultural Cartola, um espaço na Mangueira dirigido por Nilcemar Nogueira, neta de Cartola. O Centro Cultural Cartola terá um museu sobre o sambista, promoverá aulas de música e fabricação de instrumentos para crianças da favela e comunidades vizinhas e terá uma Escola de Teatro. Esta escola encaminhará seus alunos para estágios em espetáculos profissionais. Este sonho já se inicia no próprio Obrigado, Cartola! que tem no elenco cinco atores da comunidade da Mangueira." Foi uma das melhores notícias dos últimos tempos. Carioca exilado em São Paulo há mais de 20 anos, estarei no Rio na segunda quinzena de janeiro e a primeira coisa que pretendo fazer é assistir a esse musical em homenagem ao grande mestre Cartola.
Retificação enviada pelos produtores: "Retificando informação anterior, informo que a temporada do musical "Obrigado, Cartola!" no Teatro I do CCBB será de quarta a domingo.
As demais informações quanto a preço, horário etc estão valendo. Obrigada e desculpem o transtorno." E a tia da Júlia Rabello, esta aqui que vos fala, só podia mesmo estar babando no decote...
Desejo muito sucesso e espero que o público prestigie uma espetáculo tão importante, na mesma proporção do esforço que essas moças fizeram pra homenagear esse grande mestre do verdadeiro samba carioca. As moças sabem o que fazem, pois não tem nenhum bobo trabalhando nessa produção, o que nos garante um belo espetáculo, sem dúvida! A JUJU Rabello sempre foi mesmo do balangandã!
Manda ver meninas,Mangueira e todos que quiserem definitivamente parar de questionar se letra de samba é POESIA ou é de outro departamento! Ouçam Cartola, leiam Cartola e se quiserem, procurem entender filosoficamente a vida, o amor de forma menos banal, através de... CARTOLA PARABÉNS!!! Maristela TRINDADE Não se pode perder de vista, em um espetáculo como esse -- o de homenagem a Cartola -- o trabalho de toda equipe, sim. Contudo, destaque-se o admirável trabalho de arranjo do Maestro Roberto Gnattali, não por ser ele sobrinho de outro grande e lendário maestro, o mestre Radamés Gnattali, mas pelas seguidas demonstrações de qualidade e competência que Roberto vem demonstrando, desde a época da Orquestra de Música Brasileira. É um gênio da música que vai acabar só sendo lembrado depois de morto, se aqueles que detém o trabalho de crítica e divulgação não fizerem isso a tempo. Parabéns ao maestro e pianista e obrigado pelo que tem feito, quase que solitariamente pela nossa música e pelos seus ícones, como Cartola.
Tadeu Paulo - 10.01.2004 A crítica do jornal O Globo não gostou da peça. Vale a pena ler os textos da Barbara Heliodora e de João Máximo.
Sim bate outra vez a esperança em nossos corações,pois podemos ver espetáculos brasileiros que falam de de pessoas notáveis.. Semana passada tive oportunidade de assistir Obrigado Cartola, e durante todo o espetáculo a emoção toma conta de todos, o Ator Bauraqui parece ser o próprio Cartola em cena, as musicas. Eu espero que o espetáculo venha para Sampa, pois admiramos tambem Cartola.
ALEGRIAS
Muita alegria para saudar nosso poeta da Mangueira, Cartola. Todas os espetáculos em homenagem a ele é de uma atitude louvável, pois desde sua morte, pouco se comenta sobre a genial obra deste carioca. Suas letras são de um lirismo profundo, ele não falou nada gratuitamente. O disco que mais me chamou atenção do nosso grande mestre, foi o VERDE QUE TE QUERO ROSA, com a participação mais que especial de Radamés Gnatalli, e Nelson Cavaquinho cantando junto com ele, o grande samba, Pranto de poeta é lindo... É pra vibra, e vibrar muito!!! Tomara que o espetáculo aterrise em terras paulistanas... Um grande abraço Beto Silva Felizmente este evento contribui muitíssimo para a valorizaçao deste nosso grande talento nacional - Cartola.
Gostaria de ver publicado mais comentários sobre ele. Ai que delícia!!!
Um espetáculo leve,diria mesmo que brejeiro,pois nos transporta a um passado não muito distante,agente se sente a vontade como se fóssemos vizinhos...pois com certeza todos nós brasileiros,temos um pouco do Cartola existe sim uma Zica na mulher brasileira...imperativa, amorosa,cheia de charme...ele um poeta,brasileiro,inspirado pela vida,conduzido pelo coração,quem pode dizer contrário, que atire a primeira "rosa "...mas que bobagem,as rosas não falam,simplesmente às rosas exalam o perfume que roubam de ti... Já pesaram na profundidade da letra desta música,um homem que se declara assim...Cara isso é tudo de bom que uma mulher gosta de ouvir. Em fim amei "Obrigada Cartola "Parabéns a todos parabéns CCBB por nos proporcionar espetáculos com nosso Jeito,nossa cara. Calpys. 19 de Fevereiro de 2004. sou do rio grande do sul, não temos muito acesso aos chows dedicados ao cartola. quando teremos um evento no sul?
Sobre Cartola e D.Zica muito já foi falado e elogiado, no espetáculo Obrigado, Cartola! o que endosso...
Porém, assistindo ao show, o que mais me emocionou foi a semelhança dos atores principais com os homenageados. Parece até que o espírito do Cartola desce ao palco na hora em que ele é entrevistado pelo Hermínio Bello de Carvalho. Grande momento!!! Parabéns pela dedicação do elenco!!! Amo Cartola, amo muito todas as suas musicas, um belo poema para os meus ouvidos.
Gostaria muito de ter informações, se este Show vem para São Paulo. Teria um prazer imenso de poder assistir. |
Índice
<< Anterior
Próxima >> » Envie esta notícia para um amigo » Imprima esta notícia
|