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Recital do Clube do Choro de Goiânia homenageia Geraldo Amaral |
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O Clube do Choro de Goiânia faz neste sábado (08) um grande recital em homenagem ao clarinetista e saxofonista Geraldo Amaral, mestre de várias gerações de músicos de Goiás. A roda de choro acontecerá a partir das 17h no Espaço Cultural da Aseg (Avenida T-1, esquina com a T-2, Setor Bueno).
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Comentários dos leitoresGeraldo Amaral (27/11/1921 - 01/08/1997)
"Alegria do rádio e dos boêmios Foi para trabalhar na Rádio Brasil Central, recém-inaugurada, que o homenageado veio parar em Goiânia, no início dos anos 50. A partir daí, Geraldo e seu conjunto fez a alegria dos ouvintes do rádio goiano por muito tempo, tendo tocado, também, na Televisão Anhanguera, por vários anos. Naquela época áurea do rádio, ele deixou na saudade de toda a sociedade goiana momentos memoráveis de sua atuação como músico, sempre afirmando que só existia dois tipos de música, ou seja, "a certa e a errada". Tocando e ensinando sempre a música certa que defendia, Geraldo Amaral comandou inesquecíveis serestas em nossa Capital. Só à frente da orquestra do Jóquei Clube de Goiânia ele ficou por dez anos fazendo a alegria de foliões e boêmios, de uma época de ouro das festas pomposas realizadas nesses espaços, e mais oito, dirigindo a orquestra do Clube Jaó, também famoso pelas grandiosas festas que realizava. Geraldo gostava de ensinar música e, segundo relato de parentes e amigos, nem sempre cobrava por isso. Ele queria que a juventude aprendesse a boa música e, para isso, desenvolveu um método prático e de aprendizagem muito rápida. Antes de fixar residência em Goiânia, Geraldo viveu momentos importantíssimos na carreira de um grande músico. Entre os famosos que cantaram ao som do seu instrumento, sempre executado com perfeição, estão Orlando Silva, Sílvio Caldas, Isaurinha Garcia e Nelson Gonçalves. Além disso, participou, como clarinetista, de um dos maiores conjuntos de música brasileira, o Regional do Rago, dedicado ao choro e ao samba. Na TV Tupi, ele tocava um riquíssimo repertório de música brasileira, com destaque para a obra de Ary Barroso, quando participava da orquestra carioca de Radamés Gnatalli. Ao deixar a orquestra Geraldo foi substituído por Abel Ferreira, um dos grandes saxofonistas brasileiros, amigo e conterrâneo, de quem comprou a clarineta que veio fazer a alegria dos goianos, nos últimos tempos de sua vida." |
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