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Leandro Fregonesi recebe Eliane Faria terça no Memo Bar |
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'O jovem compositor Leandro Fregonesi inicia nesta terça (7) o projeto denominado "Semente, Flor e Raiz", no Memo Bar. A cada terça, Leandro apresentará músicas de seu primeiro disco e receberá uma cantora, a qual, por sua vez, homenageará um compositor. Ele explica o nome do projeto: "Semente sou eu, o novo compositor, o que está pra germinar. As flores são as cantoras que convidei
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Comentários dos leitoresLeia aqui, na íntegra, a entrevista com o compositor Leandro Fregonesi sobre seu novo projeto “Semente, Flor e Raiz”:
Assessoria de Imprensa – O que é, exatamente, o projeto “Semente, Flor e Raiz”? Como surgiu essa idéia? Leandro Fregonesi – A idéia me veio quando eu comecei a pensar no meu show com participações especiais de mulheres cantoras de samba. Foi assim: eu fiz o lançamento do meu CD, daí fiz uma série de shows com meus parceiros de samba [aqui ele se refere aos shows que fez em Agosto com Darcy da Mangueira, Niltinho Tristeza, Roberto Serrão e Noca da Portela] e queria muito manter essa prática de convidar outras pessoas pra dividir o palco comigo, só que tinha que ter um “algo mais”, tinha que ter um charme diferente...(risos) E decidi que queria convidar cantoras novas, em ascensão, pra poder somar forças com elas e fazer um projeto legal. Pedi, então, pra que cada uma delas elegesse um compositor pra homenagear. A partir dessas escolhas, o projeto estava, finalmente, formatado e organizado... Só faltava o nome... Queria algo que fosse poético, significativo e que traduzisse em si a linguagem do samba. E me veio o título “Semente, Flor e Raiz”. Fechou. Era isso que eu estava procurando. AI – Porque “Semente, Flor e Raiz” ? LF – Semente sou eu, o novo compositor, o que está pra germinar. Me permiti me auto-denominar assim pra esse projeto. As flores são as cantoras que convidei pra cada show: Eliane Faria [filha de Paulinho da Viola], Ana Costa [vocalista do “O RODA”], Simone Lial [cantora e pesquisadora] e Nilze Carvalho [bandolinista pródiga e cantora]. E as raízes são os compositores já famosos que elas escolheram pra homenagear. AI – Houve algum critério especial para a escolha dos compositores homenageados? LF – Elas tiveram total liberdade de escolha. Procurei ser democrático nesse aspecto porque cada uma das convidadas tem uma história de vida e de música e eu respeito isso. Pedi apenas que escolhessem autores de samba já bastante consagrados e com grandes sucessos. E elas foram felizes na escolha. Confesso que gostei. AI – Quem serão os homenageados? LF – A Eliane escolheu Guilherme de Brito, a Ana, o Martinho da Vila, a Simone optou por Paulo Cesar Pinheiro e a Nilze vai cantar Wilson Moreira. Sentiu? Só tem peixe graúdo! (risos) AI – E as cantoras convidadas? Como foram escolhidas? LF – Me baseei em critérios lógicos: qualidade vocal e capacidade de pesquisar e interpretar bem a obra de um único compositor, pois esse é o formato do projeto. Os outros critérios foram: agenda, disponibilidade, vontade de participar, etc. E, sem pudores, dei preferência pra aquelas que de alguma forma me ajudam e me prestigiam nesse meu começo de carreira... Em resumo, foi um mix de fatores, mas sempre com o foco no resultado final. Afinal, o projeto não poderia se deformar em nenhum aspecto. Coincidentemente, elas estão mais ou menos na mesma faixa etária... Isso foi pura sorte, não era um critério. AI – E como você se sente, como o representante da novíssima geração de compositores, com apenas 23 anos, no meio de tanta gente boa e de tanta qualidade musical? LF – Sinceramente, me sinto bem à vontade. Estou feliz com esse projeto e acho que a soma de experiências vai ser engrandecedora pra todo mundo. Eu confio no meu trabalho, estou me empenhando muito pra lapidar o dom que Deus me deu e sei que os shows têm tudo pra ser excelentes de ponta-a-ponta. O meu repertório é focado na minha obra de compositor: as músicas são novas, inéditas e apesar do meu trabalho ainda não ser conhecido pelo grande público, tenho convicção de que estou no caminho certo. Quero oferecer boa cultura e música de qualidade para aquelas pessoas que forem aos shows. Portanto, me sinto bem nesse projeto, me sinto em casa. AI – Seus projetos costumam ter um profissionalismo e uma seriedade muito marcantes, muito fortes. Isso não descaracteriza o samba? Não tira aquela informalidade tradicional? LF – Na minha opinião, não. O samba não perde suas características com o profissionalismo. O que é profissional – e será sempre e cada vez mais – é a estrutura que eu planejo pros shows. Minha produção é bem simples, bem despojada e bem curta de grana, mas é de grande organização, dentro do possível. Temos ensaiado bastante as minhas músicas, temos feito uma boa divulgação e estamos na fase de formar público, de mostrar serviço. Sem contar que quem paga pra ir num show tem direito a escutar boa música. Por isso busco o máximo de qualidade, de profissionalismo e de criatividade dentro daquilo que faço. O resultado positivo de um projeto desse tipo depende de mim e daqueles que me ajudam. Por isso me esforço e exijo que todos se esforcem. O trabalho é de uma equipe que precisa estar afinada. AI – Você acha que a nova geração do samba tem a mesma qualidade e a mesma inventividade dos grandes mestres, das raízes? LF – O que eu posso te garantir é que tem muita gente nova no samba, muitos jovens abraçando a causa e muitos são excelentes sambistas. Outros nem tanto. O público é quem vai dizer. O público e o tempo... Com relação à inventividade, eu acho que os grandes compositores só se tornaram ícones porque contaram suas histórias pessoais com sinceridade e beleza. Tem que ter bom-gosto pra fazer bom samba. Se os novos compositores fizerem a mesma coisa, mesmo que com outra linguagem, tudo tende a dar certo. Agora, se ficarem tentando imitar, copiar, fazer no estilo “fulano de tal” a coisa fica feia, né? Cada um na sua praia. A única coisa que eu espero é que os novos respeitem os mais antigos porque foram eles os precursores desse caminho. A originalidade vem da pessoalidade, da parcialidade do compositor. Isso é que é legal. Isso diferencia o “ciclano” do “beltrano”. Todos podem ter seu espaço e seus admiradores. AI – Qual a grande surpresa que o público vai ter no “Semente, Flor e Raiz”? LF – Eu, novas e grandes cantoras e, se tivermos sorte, os homenageados. Não sei se todos os homenageados vão poder ir ao MERCADO MODERNO em função de suas agendas, mas estamos checando. Além disso, estaremos vendendo CD’s nos dias dos shows. Posso dizer, também, que o bar [Rua do Lavradio, 130 – Lapa – Rio de Janeiro – Mercado Moderno Bar] é um show à parte: super-bem-decorado, com um som bastante bom e límpido e com um palco flutuante maravilhoso! Ah... Tem cerveja gelada também. Isso é bom, né? (risos). Meu repertório, por ter muita coisa nova, muitas canções minhas, também trará boas surpresas. Mas o conjunto do projeto é o mais importante de tudo, sem dúvida alguma. O contexto e o tema do projeto são as coisas que mais me agradam. AI – Se você pudesse resumir o “Semente, Flor e Raiz” em uma única palavra... LF – É difícil resumir um trabalho que envolve tantos aspectos e tanta gente, mas creio que “união” defina bem o espírito do projeto. O objetivo foi unir Semente, Fores e Raízes do samba pra provar que as boas composições passam de geração pra geração e se tornam imortais. Amigos do S&C,
estah confirmada a presenca do doce mestre Guilherme de Brito no show. Ele receberah nossa homenagem pessoalmente. Serah uma otima oportunidade de dar "flores em vida" a aquele que nos presenteou com tantas lindas cancoes. NAO SE ESQUECAM QUE ESTA TERCA EH DIA DO COMPOSITOR!!! Deixo aqui meus parabens e meu apreco a todos os colegas de trabalho, de todas as geracoes e estilos. Sucesso pra nos!! Abraco, "Se eu pudesse roubar as gotas de luar que vi brilhar nos olhos teus"
É uma honra para mim está nesse projeto. Homenagear Guilherme de Brito e com ele pessoalmente me vendo e ouvindo cantar,nem sei como será a minha emoção. Maravilhoso foi passar uma tarde com o Guilherme e D. Nena em sua casa vendo seus quadros, suas músicas inéditas, ouvindo histórias e ouvindo ele tocar depois de muito tempo, ali de pertinho. Parecia que era só pra mim. Ouvir dele que eu estava agora fazendo parte de sua vida. Não preciso de mais nada na música tive um dos maiores presentes que um artista e sambista poderia ter. Obrigada, Fregonesi por esse projeto. Só sei que mais tarde será pura emoção. Leandro e demais do projeto,
Parabens e precisamos fazer um destes aqui no Tonicos em Campinas(SP). valeu, sucesso!!!!! Paulo Henrique Tonicos Boteco. Olá Pessoal!
Paulo Cesar Pinheiro foi escolhido pela emoção. Tive contato com parte de sua grande obra (são mais de 1.500 letras) e fiquei extremamente emocionada com o que ele diz e com sua musicalidade visceral. Li seu último livro de poesias "Atabaques, Violas e Bambus" e me peguei cantando sua poesia, de tão musical que é. Tenho certeza de que ele está entre os maiores poetas da nossa MPB. Fico muito contente de estar participando do "Semente, Flor e Raiz", pelo belo projeto do Leandro e por confiar muito no desabrochar da semente, sei que será uma bela carreira. Você tem muita qualidade meu amigo! Valeu Leandro, vamos realizar muitos projetos juntos! |
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