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Consumidor é indenizado por gravadoras devido a disco anticópias |
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"É até louvável que as empresas que participam da cadeia de produção e comercialização de cds se preocupem com as fraudes e tentem minimizar que tal ocorra. O que não se pode conceber é que, a pretexto de evitar fraudes, as empresas passem a comercializar produtos que se tornem de difícil utilização por parte do consumidor." O cidadão carioca Paulo Henrique Andrade, funcionário público, 36 anos, infeliz comprador do disco com proteção anticópias dos Tribalistas, acaba de ganhar um processo no Juizado Especial Cível do Rio de Janeiro contra as empresas EMI Music LTDA, Sony Music Brasil Ind. e Com. LTDA (responsável pela prensagem) e Monte Criação e Produção LTDA (empresa da Marisa Monte dona do selo Phonomotor). Não só já teve seu disco trocado por um que não tem a tecnologia anticonsumidor, como o juiz condenou as empresas a lhe pagarem uma indenização por danos morais de R$ 1.000,00. O disco, comprado legalmente, não funcionava no CD Player de seu carro, também comprado legalmente. Se você acha que este processo é pouca coisa, as gravadoras não concordam. Para defender as multinacionais desta ação de baixo valor, se apresentaram nada menos do que o Vice-Presidente da EMI Music, Luiz Bannitz, e o Diretor da Sony, José Antonio Alves. Ou eles não têm mesmo muito o que fazer, ou estão desesperados com a abertura de precedentes. A vitória foi apenas em primeira instância. As empresas recorreram e um novo processo será julgado daqui a uns 4 meses pela Câmara Recursal. Após o processo, o autor da ação soube que mais discos com essa tecnologia estão sendo produzidos. Se comprar um disco pela Internet, onde tudo é vendido como CD, só saberá se poderá ouví-lo em seu carro quando testar. Ele então entrou com uma segunda ação cível, desta vez incluindo a Renault entre os réus, onde exige a troca dos CD player de seu carro e uma indenização pela depreciação do veículo. Beleza! Só acho que a Renault não tem culpa alguma, eles estão vendendo um aparelho que obedece à especificação de CD Audio feita pela Philips, são as gravadoras que desvirtuam este padrão para que os discos falhem nos CD-ROM dos computadores. O impressionante no processo é a cara-de-pau das gravadoras. Eles mentem descaradamente, por exemplo, afirmando que somente nos aparelhos de duas marcas de automóveis acontece o problema. O que mais dá raiva é eles acharem que uma porcaria de avisozinho discreto nas capas dos discos é suficiente para alertar o consumidor. Os discos são vendidos em lojas de CDs (sem qualquer aviso nas da Internet), fabricados por fábricas de CDs, produzidos por gravadoras de CDs, ganham prêmio de melhor CD no Multishow, tocam em aparelhos de CDs, têm cara de CD, a própria EMI em seu sítio virtual anuncia como CD, mas na hora de encomendar os discos para a fábrica Sony exige que o logo de CD Audio seja retirado. Se isto não é propaganda enganosa e má-fé contra o consumidor, então minha mãe é um repolho. Como ajudar?
Mais informaçõesSe você ainda não leu, recomendo que confira dois artigos que publicamos, o de nossa campanha pelo boicote de discos anticópias e o A proteção anticópia rouba o futuro. Estou colocando nos comentários desta notícia mais alguns detalhes do processo, e ainda links para uma cópia digitalizada da sentença do juiz e para as petições originais em formato Word, assim você pode adaptá-las para seu próprio processo.
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Comentários dos leitoresVeja no sítio do Tribunal, como foi o andamento do processo para ter uma idéia dos prazos caso queira entrar com uma ação. Veja também a sentença do juiz: pg. 1, pg2 e pg 3.
Eis os documentos Word das petições: petição inicial e a segunda petição (que inclui a Renault). Adapte-as para também entrar com seu processo. O que tem que se levar em conta, é que as próprias gravadoras, que são as beneficiárias da tecnologia anti-pirataria, estão faturando dos dois lados.
A SONY, por exemplo, além de ganhar pelos CD's distribuídos por ela, também fabrica os Cd's virgens e os gravadores de CD's residenciais, que podem ser encontrados em qualquer loja do ramo e instalado em qualquer computador. Engraçado né. Armar o bandido para depois jogá-lo contra a parede e matá-lo. Um pouco de sarcasmo é necessário. Segue abaixo o a coluna "Ruído" do jornalista Pedro Alexandre Sanches da Folha de São Paulo desta sexta (27/6/2003). Depois comento numa mensagem seguinte.
Consumidor ganha ação por "Tribalistas" PEDRO ALEXANDRE SANCHES DA REPORTAGEM LOCAL O consumidor carioca Paulo Henrique Andrade venceu, em primeira instância, uma ação contra a empresa produtora de Marisa Monte, a gravadora EMI e a fábrica Sony, por ter sido supostamente lesado na compra do CD "Tribalistas". Andrade afirma que seu disco, comprado legalmente, não funcionou no toca-CDs de seu carro, também adquirido de forma regular. Um dispositivo antipirataria do CD seria a causa. O 6º Juizado Especial Cível do Rio determinou que as empresas troquem a cópia e paguem indenização de R$ 1.000 ao consumidor. A EMI já recorreu. Se confirmada, a sentença geraria jurisprudência para os que se opõem à tecnologia de "cópias controladas", já incorporada pela EMI em todos os seus lançamentos, com o objetivo de inibir cópias ilegais de seus discos por computador. O vice-presidente da EMI, Luiz Bannitz, afirma que é inevitável acontecerem problemas em situações de implantação de novas tecnologias. "O consumidor reclama, nós trocamos o produto. Mas é lamentável que certas pessoas usem isso como forma de extorsão", reclama. Marisa Monte, dona do selo Phonomotor, que lançou o CD, guarda silêncio sobre o caso. Além de processar os caras, temos de investir pesado em campanhas de boicote aos produtos deles. Campanhas radicais, que esclareçam o consumidor e que ganhem contornos nacionais. Isto é totalmente possível, viável e surte um efeito imediato.
Rodrigo, pior que isto, o aparelho do carro do Paulo Henrique foi licenciado da Sony pela Renault. Quer dizer, o CD Player da Sony não toca o disco produzido por uma firma do mesmo conglomerado.
O cara compra o disco
legal, compra um aparelho legal, e não pode escutar. A gravadora, que acusa ele de ma' fe', quer que para isto ele 1) Ligue para um telefone que não consta no encarte do disco 2) Vá até o correio postar o disco para a EMI 3) Pague a postagem do próprio bolso 4) Espere durante dias ou semanas em casa até a EMI se dignar a enviar uma outra cópia. 5) Houve algum extravio? Ora, vá ficar brigando com a EMI por telefone. Não tem jeito, quem compra disco com proteção anticonsumidor, é otário. O mais legal vai ser quando o sujeito depois de comprar vários discos assim, resolver comprar um novo CD Player e descobrir que não toca seus discos antigos. Vai tentar trocar o aparelho? Ora, mas está dentro das especificações. Vai tentar trocar os discos? Ora, mas eles não estão mais em catálogo. Esses caras além de nos massacrar com a porcaria de música que eles pagam para tocar nas rádios e engavetar os trabalhos dos nossos grandes músicos, estão tentando impedir a divulgação da cultura com estes CD´s anticópias. Só falta inventarem um CD player que só toca axé e funk.
Não é só aqui. Na França está rolando uma ação sobre estes discos anticópia (dados do julgamento aqui), assim como na Bélgica.
A notícia acima foi referenciada no sítio virtual Slashdot, o a mais lida publicação de tecnologia do mundo.
Há também este sítio em inglês que reúne informações sobre manifestações em todo o mundo contra os discos anticonsumidor da EMI.
como sempre os grandes pisam em todos eles fabricam tudo,os discos os gravadores,os cd rom's domesticos ate os mais avançados,tambem distribuem o programa para descraquear o aparelho que so le em nova linguagem.
tudo golpe os preços sobem e eles sempre saem ganhando. VIVA A PIRATARIA VIVA A PIRATARIA VIVA A PIRATARIA VIVA A PIRATARIA VIVA A PIRATARIA VIVA A PIRATARIA VIVA A PIRATARIA VIVA A PIRATARIA VIVA A PIRATARIA VIVA A PIRATARIA VIVA A PIRATARIA VIVA A PIRATARIA VIVA A PIRATARIA VIVA A PIRATARIA VIVA A PIRATARIA VIVA A PIRATARIA VIVA A PIRATARIA VIVA A PIRATARIA Bom dia .
Assim como nosso amigo Sr. Paulo Henrique Andrade, ganhei um CD dos tribalistas e toda contente fui ouvi-lo em meu carro e pasmem, o mesmo nao tocou, e acusou a mensagem de nao ser original. Achei que o problema era com o meu CD e antes de tomar a iniciativa de troca-lo, resolvi experimentar o mesmo CD Tribalista ,de outros amigos em meu carro e mais uma vez nao tocou, acusando a mesma mensagem. Possuo um Renault Clio 2003 e achando que o meu CD Player estava com problemas, dirigi-me a concessionaria Renault, onde adquiri o meu veiculo informando o ocorrido, solicitando que verificassem se havia algum problema com o meu CD-Player. A atitude da concessionaria foi experimentar o CD dos Tribalistas em todos os carros zeros existentes no local, de diversas marcas. Mesmo assim o CD nao tocou. A concessionaria alega que o problema encontra-se no CD e que o CD Player de meu carro esta ok, sendo um dos melhores aparelhos existentes no Mercado. Fiquei sem saber o que fazer , a quem recorrer e mais sem ouvir o tao famoso CD. Fico imaginando quantos CDs mais nao poderei ouvir, devido ao mesmo problema. Agradeço ao Paulo as dicas mencionadas e respeito sua atitude. Estarei tomando as mesmas providencias sugeridas por ele. Gostaria de dizer a todos que possuem veiculos da Renault, que por enquanto evitem comprar o CD tribalista, pois o mesmo nao vai tocar em seus aparelhos. Abraços, Marisa Pereira Sao Paulo Um fato me chamou a atenção no caso do processo. A EMI entregou um CD dos Tribalistas sem a proteção anti-cópias. Como eles produziram esse CD? Será que eles produziram um CD só para isso? É bem complicado fazer isso em uma linha de produção. Ou será que as reclamações já são tantas que eles produziram uma quantidade só para entregar aos clientes que reclamassem?
De toda forma eles cada vez mais nos empurram para os CDs piratas ou a busca das músicas em programas de troca. Em primeiro lugar pelo preço e agora porque não dá pra ouvir os nossos CDs em todos os lugares. José Romeu, as reclamações foram tantas que eles já trocaram mais de 400 CDs por versões sem a proteção. O vice-presidente da EMI chegou a afirmar que "se o Fernandinho Beira Mar pedir para trocar seu CD, teremos que fazê-lo". Claro que para isto você terá que ir até o Correio, pagar a postagem e torcer para chegar um de volta, pois se não chegar, não terá como provar.
Este sítio americano trás informações sobre a campanha contra os discos anticópia em todo o mundo.
Não se pode duvidar da função social que representa a "pirataria" ou melhor o direito de cópia.
Mais que a lesão ao direito do autor, permite a difusão dos novos e anônimos quebrando círculo vicioso do jabá e sobretudo possibilitando a ampla divulgação do produto cultural nacional a preços acessíveis. Não fosse ela,nós do povo, que não podemos pagar dezenas de reais por um cd, estaríamos consumindo os enlatados de gosto discutível que nos chegam a preços vis. Viva a criatividade. Viva a cultura brasileira. Aí gente!!! Sei que a discussão aqui é muito séria e vai além da pirataria mas não posso deixar de espalhar esta. É a coisa mais banal do mundo piratear um cd anticópias, como os tribalistas. Aí vão duas dicas:
1ª(não testada): passe a caneta para escrever em cd´s sobre o código de barras que vem no cd perto do centro e grave. 2ª (testada e aprovada): grave as músicas em mp3 no seu hagadê e depois grave o cd tranquilamente (utilizei o jukebox e não tive problemas) um abraço O IDG Now publicou uma reportagem sobre o processo.
Não tive nenhuma das dificuldades acima descritas para fazer um cd genérico dos tribalistas. Utilizei o Easy CD Creator, programa da Roxio q acompanha os aparelhos de CD-RW mais populares. A única diferença em relação a um CD normal, é q a lista de faixas não aparece de cara, mas está debaixo de um diretório. No início nada aparece, mas aguardando alguns segundos, o diretório aparece. Entrando nele estão as músicas. É só dar um drag and drop e mandar queimar um CD normalmente.
Gostaria de manifestar minha opinião de que fazer uma cópia de CD não prejudica o artista. Começa que ele ganha míseros centavos para cada CD de trinta reais vendido. Alguns músicos mal informados podem se equivocar e posicionarem-se a favor das gravadoras, mas de fato estão sendo apenas massa de manobra. A midia mudou, mas é como no tempo das fitas K-7: você gravava de um amigo e, se gostasse muito, acabava comprando o disco. O que mudou é que a qualidade da midia de um CD é muito inferior a qualidade de um vinil. Meu Sgt. Peppers em CD, por exemplo, já era... oxidou, ou sei lá, mas já era. Enquanto isso meu Album Branco, com mais de 20 anos, continua firme e forte. Capa, encartes e tudo mais q acompanhava um vinil eram tão importantes, que dificilmente um apreciador da banda ou músico se contentaria com o mesmo vinil embalado num envelope escrito à caneta. No caso do CD isso não se aplica pois o material do encarte, por mais caprichado q seja, é apenas um livretinho que cabe na mão. Parece um folder, um flyer, algo que se acha ou ganha na rua e que tem caráter meramente descartável. Quem tem o vinil e o CD dos novos baianos vai entender o que estou falando. As gravadoras estão bebendo seu próprio veneno: na sua cega ganância, difundiu a idéia de que o CD teria melhor qualidade de som e acabou convencendo muitos de nós a migrar nossas coleções. Parece ingenuidade nossa, mas na época a campanha foi pesada e bastante convincente. O custo de fabricação desta midia é muito mais baixo que o custo de um vinil. Por isso a indústria empurrou o novo formato. O que ela recebe hoje em troca é nosso carinhoso agradecimento pelo assassinato do disco conceitual e pela depreciação da qualidade musical tanto do ponto de vista físico como do ponto de vista espiritual. Passado algum tempo, percebeu-se que o CD nao tinha o mesmo colorido do bolachão, que a guitarra do Pete Townshend gritava comportada no CD. Para piorar, passado mais um pouco, alguns CDs envelheceram e oxidaram. Moral da história 1: Não se deve levar o CD tão a sério. Moral da história 2: Fazer um CD genérico em casa não é crime, é difusão de arte e busca pelo conhecimento. Moral da história 1 + 2 = 3: A clonagem de CDs para uso não comercial é benéfica para a evolução da criação musical. Ela apunhala pela frente a indústria cultural de massa e beija e acolhe docemente a música verdadeira, feita porque brota do artista, porque tinha que ser feita, porque era assim que ele tinha que fazer. A clonagem caseira apunhala pela frente o pseudo-artista que primeiro olha para a caixa registradora, depois para a caixa de som. C. Q. D. Ontém mesmo eu e meu primo gravamos o cd Tribalistas no computador e deu tudo certo. Concordo com comentário do Joaquim Costa.
Abraços Além de tudo q já foi dito , se não adiquirir os discos q tenho em viníl na versão cd , não os escutarei mais pois além de não fabricarem toca discos ( pick-up )nas versões residenciais , os que eu acho em brechós não tocam 78 rpm ! é a desconstrução total da arte !!
o que fazer com todos os discos em formato vinil? jogar no lixo? pagar R$ 5.000,00 por uma pick-up de qualidade? a tecnologia anti-pirataria é anti-consumidor e inconstitucional, vejamos, presumem que todo consumidor é pirata. isso é crime de injuria! e mais, fere completamente o princípio da inocencia. e mais, as gravadoras tem a cara de pau de chamar a legitima busca pela justiça de extorção.
Desde que voce entre com o cd em linha
voce passará todas as músicas para qualquer executor (musicmatch, media player, nero mix, etc) você conseguira gravar qualquer coisa em seu hd, transporte para um cd e depois copie lele quantas vezes quiser, o único trabalho vai ser digitar os nomes das trilhas no primeiro cd, depois nas copias sai tudo completo. MVG O negócio é boicotar também o artista que aceita gravar o cd anticópia. Garanto que esses babacas do Arnaldo Antunes e do Carlinhos Brown iriam mudar de idéia se ninguém mais fosse nos shows deles e não comprassem os cds
Eu nem tive o "prazer" de pegar um destes CDs anticópias na mão, mas eu só sei que isto apenas nos deixa com mais vontade de copiar. Pois esta tudo tão fácil mesmo. Ou vocês acham que isto vai segurar a cópia de Cds. Eu também sou contra as cópias em larga escala, mas copiar para um amigo, pode né.
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