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Nei Lopes critica a "Enciclopédia do Novo Século"

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Por Paulo Eduardo Neves
Publicada em 8 de Abril de 2003 
Assunto: Novidades neste Sítio

Sempre atento ao descaso com que o samba e o choro são tratados, mestre Nei Lopes nos mandou um artigo onde comenta a "Enciclopédia do Novo Século", que é comprada junto com o jornal Extra, uma publicação das Organizações Globo. O artigo pode ser lido nessa página.

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Comentários dos leitores

Notável o trabalho de Nei Lopes. Como carioca e brasileira, sinto-me recompensada pelos absurdos com que tenho me deparado. Resolvi mudar de tema de pesquisa, abandonando a violência, por julgar que esses ataques às manifestações culturais afro-brasileiras são parte importante do problema que hoje enfrentamos na cidade do Rio de Janeiro.
Deixei de assinar a Folha de São Paulo quando li o verbete chorinho da Enciclopédia que publicaram. Dizia que era um gênero musical brasileiro; dava uma lista grande de autores, quase que todos desconhecidos para mim, uma colecionadora dos bons discos de nossos melhores autores e instrumentistas; colocava mu "Pixinguinha" no final da lista sem o seu nome completo e, na mesma página, imprimia uma enorme foto de Altamiro Carrilho como se fosse um fundador ou compositor importante do gênero. Na verdade, esses ataques são feitos à cidade do Rio de Janeiro, uma cidade negra na composição populacional nos séculos XVIII e XIX e na escolha cultural a partir do século XX. É a identidade do carioca que está em questão, o que faz dos erros crassos do jornal EXTRA, publicado e lido no Rio de Janeiro, um absurdo maior. Será que os ímpetos colonialistas de São Paulo já fizeram um estrago tão grande? Será que o jornal emprega jornalistas paulistas que, no seu furor bairrista, continuam espalhando esterótipos negativos sobre o carioca no resto do país? Já está mais do que na hora dos cariocas reagirem como o fez Nei Lopes.

Alba Zaluar
Alba Maria Zaluar
8 de Abril de 2003 #

Parabéns ao grande Nei Lopes por estar alerta ao que os supostos "letrados" escrevem. A ignorância dos autores do verbete sobre os assuntos ficou aparente, e é incabível que uma obra dita educativa contenha tamanhas asneiras. Aqui nos Estados Unidos, onde vivo, pode-se encontrar muito mais material de qualidade documentando as origens do samba e do choro. Que ironia...
Continue assim, Nei!
um abraço do
Jovino Santos Neto
Jovino Santos Neto
8 de Abril de 2003 #

Não sei quem é Alba Zaluar, mas pegar carona em um dos sempre excelentes textos críticos do Nei Lopes para desancar, de forma genérica, São Paulo e paulistas, é algo de extremo mau gosto. Os bambas do samba e da cultura popular não embarcam nessa furada, o próprio Nei Lopes está sempre por aqui, fazendo shows, lançando livro ou semeando idéias que vão contra as várias formas de preconceito, entre elas o bairrismo.
Gilberto Gasparetto
8 de Abril de 2003 #

Gilberto,

Alba Zaluar é socióloga, com doutorado em antropolgia, um dos nomes mais importantes relacionados à pesquisa em ciências sociais no Brasil. Uma simples olhada no Google é suficiente pra se ter idéia de seu caudaloso trabalho.

Sei que sua colocação sobre os "ímpetos colonialistas de São Paulo" é um convite à polêmica, mas deve ser considerada com lucidez e isenção, tanto quanto possível.

Sou músico, carioca, e amigo dos mesmos músicos e artistas paulistas com quem o Nei se relaciona.

Não será a eles, certamente, que Alba Zaluar se refere.

A questão está em identificar uma nova mentalidade dominante na mídia brasileira, com novos valores, referências e pontos-de-vista. E que emana de uma nova ordem econômica irradiada por São Paulo. Sem qualquer juízo, a princípio.

O que não podemos - nós, que resistimos em favor de uma identidade cultural rica, múltipla, ao mesmo tempo não apenas carioca, paulista ou piauiense, mas brasileira - é cair na armadilha de enxergar esse quadro com as lentes do bairrismo, nos dividindo ainda mais.

Estamos do mesmo lado, afinal.

Um abraço.
Luís Filipe de Lima
8 de Abril de 2003 #

Sou um grande admirador do trabalho do Nei Lopes. Já li alguns de seus livros e fiquei impressionado com tamanha precisão histórico-cultural. Relatos extremamentes magníficos e bem feitos sobre a história da arte negra no Brasil. Nossa cultura, tão massacrada pela mídia, precisa de pessoas como Nei Lopes.

Parabéns e obrigado !!!
Ricardo Brigante
8 de Abril de 2003 #

Luís Filipe,

Concordo que nossa identidade cultural, tão massacrada por aqueles que "formam opiniões" em nosso país, precisa ser defendida por todas as suas vertentes, principalmente na música popular autêntica, o alvo preferido dos deturpadores.
Entendo também que você não tem a intenção de estar defendendo o ponto de vista da socióloga Alba Zaluar, apenas acalmando os ânimos para não dividir ainda mais os que lutam pela preservação, resgate e divulgação da nossa herança cultural.
Mas em contrapartida, não posso assinar em baixo de quem escreve coisas como essa:
"Será que o jornal emprega jornalistas paulistas que, no seu furor bairrista, continuam espalhando esterótipos negativos sobre o carioca no resto do país?"
Existem muitos profissionais que defendem, divulgam, resgatam e preservam as riquezas da nossa Cultura Popular em São Paulo, e você, um dos grandes músicos do cenário carioca, conhecedor das atividades do Samba e Choro em âmbito nacional, há de convir comigo que não podemos generalizar e confundir o trabalho dos defensores da nossa Cultura com o ataque e falta de informação dos que publicaram verdadeiros absurdos, como estes que o Nei Lopes comentou em seu artigo.

Grande Abraço.
Alfredo Castro
8 de Abril de 2003 #

Claro, Alfredo. Foi justamente isso que eu quis dizer.
Luís Filipe de Lima
8 de Abril de 2003 #

Concordo com Alfredo e Gilberto. A socióloga generaliza sim. Estamos em um novo momento político. Vamos aproveitar isso e deixar as barreiras do bairrismo para trás. A nossa cultura é muito mais que isso.
Ildo Silva
9 de Abril de 2003 #

Dona Alba é boa de antropologia e de bairrismo. De choro, não é. Se não, saberia que Altamiro é dos maiores compositores e instrumentistas do choro. E nem paulista é.
Luis
9 de Abril de 2003 #

E saberia também que no choro e no samba não existe racismo. Nem contra branco.
Luis
9 de Abril de 2003 #

Aliás, é impossível que dona Alba seja uma pessoa de destaque em sociologia e antropologia. Há muitos anos não lia tamanha relação de impropriedades. Considerar que o destaque dado a Altamiro significa colonialismo é de uma ignorância e preconceitos acachapantes. Se a professora diz que os verbetes trazem nomes de autores desconhecidos para lá, e demonstra desconhecer até Altamiro, ouso supor que o problema não é a suposta ignorância dos autores do livro, mas a sua própria.
Luis
9 de Abril de 2003 #

Interessante como o comentário acerca dos absurdos ditos mais uma vez sobre o samba carioca virou um ataque a mim. Claro que Altamiro Carrilho é um grande instrumentista, mas carioca não é. Em compensação, o maior compositor do choro, o genial Pixinguinha, não recebeu o mesmo destaque. Estranho não? Exagerei sim. De propósito. Para mostrar que cariocas estão mais atentos aos ataques que, infelizmente, continuam acontecendo, especialmente na área cultural. Durante muitos anos trabalhei para diminuir o bairrismo nas discussões sobre violência e segurança pública. Sofri provocaçõe e ouvi absurdos em muitos estados, mas principalmente em São Paulo. Por que negar o que é evidente? Basta abrir um jornal e ver como os bandidos vindos daqui (alguns nascidos em outros estados, sem que os jornais do Rio os identifiquem como exógenos) são logo apresentados como cariocas. Mas que dificuldade para reconhecer a importância nacional e mundial do samba carioca, nascido no Estácio e os grandes músicos que aqui nasceram e cresceram entre os quais Nei Lopes, que recebeu uma resenha arrogante e destrutiva entitulada Samba em formol, escrita num semanário paulista.
Alba Maria Zaluar
9 de Abril de 2003 #

Eita muulher difícil e bairrista. Altamiro é de Vassouras e fez carreira no Rio. João Pernambuco era pernambucano e fez carreira no Rio. Billy Blanco é do Pará, Joubert de Carvalho de Minas, Lupicinio do RIo Grande do Sul. Todos se tornaram cariocas. O Rio era cosmopolita, muito maior do que o bairrismo que dona Alba exala em seu texto. Sofreu provocações em São Paulo por ser do Rio? A senhora tem complexo de perseguição. É a única explicação. E essa proposta de que a imprensa carioca identifique a origem dos bandidos de outros estados é fantástica. E ainda diz que trabalhou para diminuir o bairrismo.... E ainda se diz socióloga.
Luis
9 de Abril de 2003 #

A música é comunhão, doação, enfim, o samba e o choro são estados de alma, de integração. Em uma roda de choro têm desde o melhor músico até o mais iniciante dos aprendizes.Quer coisa mais bonita que isso? Diante de tal fato, penso que não sobra espaços pra rixas entre paulistas e cariocas.
A discussão proposta foi sobre a “Enciclopédia do Novo Século” e ponto.
Mas acho que eu enquanto paulista, não tenho nada a ver com os devaneios da “Folha de São Paulo” e rixinha entre paulistas e cariocas é algo ultrapassado!
Admiro o povo carioca, são hospitaleiros e muito gentis! Musicalmente falando, são incrivelmente admiráveis, são maravilhosos e isso é incontestável!
Quanto ao Nei Lopes, ele é uma das nossas nobrezas popular e é isso o que importa , ele é fundamental para nossa cultura e está sempre nos abrindo os olhos!!
Chris
10 de Abril de 2003 #

Gostaria de parabenizar o querido Nei Lopes - do qual sou fã de carteirinha pela grande pessoa, grande compositor, grande pesquisador, grande amigo e grande negro que é - por suas posições sempre atentas, pertinentes e competentes em relação aos grandes e permanentes absurdos que insistem em invizibilizar, silenciar e descredenciar as manifestações culturais de origem afro-brasileira e, respectivamente, quem a produz.

Vale também ressaltar o importante ganho da presença de pesquisadores do porte de Alba Zaluar nas reflexões acerca dessas manifestações culturais. A qualidade de seus trabalhos sobre violência, certamente será mantida em seus trabalhos com esse novo e tão importante tema.

Como antropóloga e pesquisadora da presença da população negra na cidade de São Paulo e das formas de permanência das manifestações culturais dessa população em uma cidade que insiste em ser identificada somente com suas raízes históricas européias, principalmente italianas, digo que se há um “bairrismo” por parte não só de alguns, jornalistas paulistas, mas também da grande maioria de formadores de opinião de qualquer cidade desse país, podemos perceber que ele é ainda mais perverso quando paramos para pensar no silenciamento da história do samba da cidade de São Paulo. Uma cidade com representações sociais que transitam entre o silêncio e o samba, entre o trabalho e a festa, entre o lúdico e a luta.

Portanto, na minha opinião, não se trata de bairrismo de São Paulo ou de profissionais paulistas contra o Rio de Janeiro, mas sim de uma imagem CLARA que se quer vender, em que manifestações culturais como samba e chorinho, possui para eles uma “discreta” e “insignificante” influência histórica de personagens negros como, Pixinguinha, por exemplo; uma imagem CLARA que vende novelas globais de italianos chorosos construindo com sofrimento, luta, amores e trabalho, a história da cidade de São Paulo do progresso, mas que simplesmente ignora a existência de negros nessa cidade, portanto, ignora que os negros de São Paulo tenham produzido, além de trabalho gratuito no período da escravidão, manifestações culturais, como o samba, por exemplo, e também ignoram que ainda produzem, porque simplesmente vendem que não existem negros, em número representativo embora sejam 30% de uma cidade com a população enorme como a de Sampa, quem dirá negros criativos com identidade e produtores de cultura.

É essa mesma imagem que mostra a cara e a cor dos bandidos do “Rio”, embora cada vez mais se escute que é impossível falar de políticas de ações afirmativas no Brasil porque não se sabe quem é negro de “verdade” devido à grande mistura que a democracia racial proporcionou em nosso Brasil varonil, e é essa mesma imagem que finge que não vê que as altas porcentagens, oficiais inclusive, dos que estão nas piores condições sociais tem cor nesse mesmo país.

Enfim, é preciso mesmo tomar cuidado com generalizações em que o recorte do que realmente quer ser demarcado e mostrado pelos formadores/divulgadores de opinião, não está necessariamente pautado por fronteiras geográficas “bairristas” e sim por elementos constantemente reformuladas que reafirmam cientificismos e supostas superioridades culturais, econômicas e históricas.

As diferenças de fenótipo ou de marca como dizem alguns, atuam e orientam ações de alguns setores da sociedade, e como as manifestações culturais, além de prática de lazer, diversão e prazer são exercícios de vivência de cidadania, de resistência cultural e política e de sociabilidade, ou seja, de reunião de pessoas com afinidades, o que pode ser muito “perigoso”, vão sempre incomodar, pela riqueza e persistência, fatos que ultrapassam os limites geopolíticos das fronteiras “bairristas”. As pessoas que passam pelos constantes massacres e displicências de diversas ordens impostas por alguns setores dessa sociedade cordial e festiva, e ainda assim continuam criando com qualidade e emoção, não ficam preocupadas se são do Rio, de São Paulo, da Bahia ou do Sul e sim que estão ligados por uma união que tem a música como fio condutor e que nos permite ver em um site como esse, uma agenda com o que acontece de samba e de choro pelos vários cantos do Brasil, uma itinerância de artistas, um espaço para conversar, criticar, pensar e saber de tudo o que acontece para poder continuar vivenciando os contínuos rumos dessas linguagens, enfim, uma agradável e construtiva forma de troca e intercâmbio, para além das fronteiras.
Kelly Adriano de Oliveira
10 de Abril de 2003 #

Dáááááá-lhe, Kelly!
Luís Filipe de Lima
10 de Abril de 2003 #

É inacreditável esse complexo de inferioridade do movimento negro. Pixinguinha é um Deus, dos maiores músicos da história. Será que nao passou pela cabeça das senhoras sociólogas ou antropólogas que, no processo de fechamento, o jornalista apelou para a foto que tinha à mão? Que foi mero problema de fechamento, e não de preconceito? Como Pixinguinha morreu há 30 anos, é muito mais fácil encontrar fotos de Altamiro. O que não passa de um mero problema de fechamento transformou-se em manifestação racista contra a presença do negro na nossa música. Fantástico! Em São Paulo não se dá o devido espaço para o samba paulista, porque ele é fraco, em comparação com o carioca, por exemplo.
Só faltava essa: de achar que não se dá o devido reconhecimento a Pixinguinha -- uma unanimidade nacional -- porque era negro. SantaMariadoNavioNegreiro, salvai-nos!
Luis
10 de Abril de 2003 #

Desculpa, caríssimo Luis, mas já tou achando que quem tem problema de fechamento é você. :-))

Das duas uma: ou você não foi aquinhoado pelas potestades com o dom da inteligência, ou - o que me parece mais provável - está forçando muito a mão em sua argumentação.

Vai tomar um chope, cara. Relaxa.
Luís Filipe de Lima
11 de Abril de 2003 #

Xará,
você é amante da unanimidade? Argumente, e mostre onde a minha argumentação está forçada. É fácil demonstrar a falta de inteligência alheia: é só desmontar os argumentos expostos.
Tente, e a discussão ficará mais animada.
Luis
11 de Abril de 2003 #

O comentário de Alba Zaluar abriu uma vertente da polômica - bairrismo - que sem dúvida é saudável como discussão, só que a polêmica-mãe no caso, foi a levantada pelo mestre Nei Lopes e que praticamente acabou ficando como pano de fundo.
Antes devemos refletir sobre a indiferença, a leviandade, o pouco caso, e, quem sabe, a má intenção, com que as nossas mais caras referências culturais foram tratadas pela citada publicação. Uma enciclopédia produzida dentro de uma das maiores e mais importantes organizações jornalísticas do país (Globo) - pela abrangência de público - que tem tudo para prestar um enorme desserviço à memória de gerações que estão em fase de formação e isso ir se multiplicando até sabe-se lá que extremos.

Não há problema de fechamento para um trabalho, que, pelo menos deveria ser, planejado adequadamente levando em consideração o porte da organização que o respalda e o tempo para sua confecção. Ou foi tudo "feito nas coxas" com o único objetivo de jogar nas ruas mais uma publicação para alavancar pequenos interesses editoriais/comerciais ?
E que jornalistas e colaboradores são aqueles ? Que mediocridade de texto é aquela ?
Nem o samba, nem o choro, nem pauslitas, nem cariocas, nem argentinos, nem niguém merece ser sacaniado desse jeito. E que Nei Lopes continue a semear o que realmente importa, o que colabora com a formação de uma gente que esperamos, esteja melhor formada qualquer dia desses.
Lais Amaral
Lais Amaral Júnior
11 de Abril de 2003 #

Como dizia o grande mangueirense Padeirinho (1927-87), um dos pais do moderno partido-alto: "Calma pessoal, não é nada não, é a minha gambá/ que está na janela daquele edifício/ fazendo exercício/ pra não engordar!". Eu não sabia que isso ia dar tal bochincho! a) Nei Lopes
Assessoria
11 de Abril de 2003 #

Na FSP escrevem jornalistas do Brasil inteiro, inclusive cariocas como Carlos Alberto Cony. É um jornal nacional, que só está situado em SP. O dia que o rio tive rum jornal à altura, me avisem.
josé
11 de Abril de 2003 #

Nei Lopes é sempre um craque. Apesar disso a polêmica acima partiu para uma disputa bairrista, em grande parte deslocada do artigo enfocado pelo Nei.

No mais queria corrigir o local de nascimento de Altamiro Carrilho:
Santo Antonio de Pádua / RJ e não Vassouras, viu seu Luís.
FERNANDO MEIRELLES
11 de Abril de 2003 #

Luis,

Gostaria de registrar que o tom, no mínimo indelicado e arrogante, com que tratou a professora e pesquisadora Alba Zaluar, mereceu o meu repúdio. Lamento que tenha posicionado-se de forma tão precipitada e equivocada.
Por mero acaso, teve a oportunidade de ler o livro "Cidade de Deus", do escritor Paulo Lins ? Foi assistir o filme ? Procure saber qual a relação existente entre o escritor e a pesquisadora Alba... Cito O livro como exemplo, apenas por ter sido muito vendido, ainda mais após a exibição do filme. A antropóloga possui inúmeros trabalhos e livros publicados, objetos de estudo de graduandos e pesquisadores de várias áreas, inclusive a minha, já que sou estudante de Ciências Sociais.
Entenda: o debate é extremamente salutar, mas se acontecer no campo pessoal, com tratamentos pejorativos ("dona Alba" ?) e ataques pessoais ("impossível que seja um pessoa de destaque" );("e ainda se diz socióloga"), perde o sentido...

"Pega leve, cara" ! "Baixa a tua bola" ! Você me fez lembrar o Maluf, quando, na última eleição, chamava a Marta Suplicy de "dona marta"... Ou a Solange "Sandra Cavalcanti" Amaral, quando tratava os "adversários" por dona benedita, dona rosinha, seu jorge...
Como não tinham muito o que falar, buscavam desqualificar o outro dessa forma.
Lamentável !

Pra encerrar, quero indicar que não conheço a enciclopédia em questão, mas segundo o Nei Lopes, foi produzida por uma equipe de 09 redatores, 09 colaboradores e 06 preparadores de texto, além do editor-chefe... Ufa !
O argumento de que o Pixinguinha faleceu há algumas décadas, dificultando a publicação de foto sua, é absolutamente ridículo. Sabe quando a Chiquinha Gonzaga faleceu ? Sabe quando o Callado morreu ? E o Nílton Bastos, da geração de bambas do Estácio, fundadores da "Deixa Falar" ? Nunca viu fotos deles ?...
Pra quem faz pesquisa de forma séria, as dificuldades certamente aparecem, mas é neste ponto (e a partir dele) que se percebe o nível de compromisso de um pesquisador para com a comunidade.

Por tudo isso, concordo com o músico Luís Filipe de Lima: parece que quem tem "problema de fechamento", é você, meu caro !

Laís Amaral: gostei muito do seu comentário.

Ô José: é Carlos HEITOR Cony ! Valeu ?

Parabéns ao Nei Lopes !
Saudações Sincopadas a todos !
Filipe Costa Coelho
11 de Abril de 2003 #

Parabéns ao fantástico Nei Lopes ...
Mais um gol de placa...
Rafael de Oliveira Fontes
11 de Abril de 2003 #

Bom, Luis, ia até explicar porque achei o papo do "problema de fechamento" uma forçada de mão, mas acabei desistindo, por pura preguiça. E agora nem vou precisar, depois de a Laís e o Filipe desengomarem muito bem essa história.

No mais, concordo com você: toda unanimidade é burra, como já dizia o bom Nelson.

Mas nem sempre toda burrice é unânime.

Sem mais, um abraço.
Luís Filipe de Lima
11 de Abril de 2003 #

O regime militar deixou marcas profundas no Brasil. Uma delas foi a disseminação de práticas criminosas como a tortura e o homicídio nas nossas instituições, a outra foi a destruição da nossa capacidade de diálogo e discussão pública. Ofender pessoalmente os opositores não resolve o problema.
Se bem entendo, pela tese dos paulistas, agora o samba carioca não tem nem raízes africanas nem foi inventado pelos negros. Passam por cima de estudos profundos como os de Roberto Moura e Carlos Sandroni, este um músico branco de origem italiana, que escreveu o trabalho mais completo e bem feito sobre o assunto: Feitiço Decente, uma homenagem a Noel, mas com evidências irrefutáveis de que o samba carioca foi inventado por negros e mulatos no morro do Estácio. Infelizmente ainda não foi comentado como merecia na Agenda do Samba e Choro, nem lido por quem deveria.
Que o samba é fruto de misturas, que tem branco no samba (em todas as suas manifestações pelo Brasil afora), ninguém contesta. O que está em questão é a sua história no Rio de Janeiro e o seu presente na bateria que foi inventada nesta cidade, bem no início da década de 30 do século passado, quando começaram os desfiles oficiais das escolas. Sinhô, Noel, Cartola e todos os compositores mais conhecidos das escolas e dos locais de boemia do samba, sempre prestaram homenagem e tiraram o chapéu para os sambistas do Estácio que inventaram a métrica característica do samba carioca de imparidade métrica africana (2+2++3+2+2+2+3), nada a ver com a batida ocidental do funk (compasso 2/4) nem com o samba amaxixado da Praça Onze.
Nei Lopes, estudioso do assunto, tem razão, portanto, e se fundamenta no estudo cuidadoso, sério, sem preconceitos nem vinculado a um projeto de dominação da cultura nacional. Se inventarem outro ritmo, então dêem outro nome ou adjetivem o samba para que se saiba sempre do que se fala. Quanto a defender as referências e as tradições do samba carioca, nada mais justo do ponto de vista antropológico. Além de ser extremamente rico e belo, o samba carioca criou uma dinâmica civilizada de competição entre as escolas e os sambistas rivais, que infelizmente não foi ainda copiada pelos que reproduziram o mesmo desfile, com as mesmas características do desfile no Rio: comissão de frente, carro abre alas, alas, alegorias, destaques, rainhas etc. Essa tradição viva, que se reproduz se renovando sempre, não pode ser destruída pelo preconceito nem pela inveja destrutiva.
Fui professora da UNICAMP durante 20 anos, onde entrei por concurso e saí coberta de elogios pela banca que examinou minha produção intelectual, composta exclusivamente de paulistas. Participei de muitas bancas de teses na USP e outras universidades paulistas, onde as teses estão longe de serem incontestáveis, como em toda a parte, mais ainda agora com os prazos apertados que se enfrenta na academia.
Exibir uma tese da USP sobre o Rio de Janeiro não encerra a discussão. Leiam Roberto Moura e Carlos Sandroni, se quiserem conhecer a enorme participação que os negros do Rio de Janeiro tiveram na invenção do samba. E Pixinguinha, por favor, é um gênio musical brasileiro que não precisa de nenhuma referência racial ou étnica para ser citado. Infelizmente, nem a Enciclopédia da Folha de São Paulo, nem a Exposição Brasil 500 anos sobre a contribuição dos negros, deu-lhe o lugar que lhe cabe na história da música no Brasil. Nesta última, não foi sequer citado. Na lista de músicos “negros” que apresentaram ao público internacional figurava Carlos Gomes que só fez óperas no estilo italiano, mas nada sobre Pixinguinha, entre outros negros cariocas.
Em tempo: sou neta de imigrantes espanhol e português. Fui ninada com árias de ópera, mas fui conquistada pelo samba carioca, pelo choro e pela bossa nova, três gêneros musicais criados numa das cidades mais musicais deste país chamado Brasil, riquíssimo em melodias, harmonias e ritmos, entre os quais se destacam os três gêneros acima citados que fizeram a fama do país no exterior.
Alba Maria Zaluar
11 de Abril de 2003 #

Quem é bairrista aqui? Os que negam a história para justificar um erro de jornal só porque é paulista ou quem leu muito a respeito antes de abrir a boca?
Alba Maria Zaluar
11 de Abril de 2003 #

É legal provocar as unanimidades. Olha só o rolo que dá quando as certezas absolutas são questionadas.'
Abração a todos e encerro minha participação aqui: viva Sao Pixinguinha, São Alta ivamiro, viva Rio e São Paulo. E abaixo os racistas brancos e racistas negros.
Luis
11 de Abril de 2003 #

Mas o Nei é bom. Quanto a isto não se discute. O problema são os acadêmicos,
Luis
11 de Abril de 2003 #

Não sei como D. Alba tem a coragem de fazer mais provocações. È ridicula essa dicussão! Se um fato racista e preconceituoso aconteceu, nem paulistas, nem cariocas, tem haver com isso. O problema não é geral assim. Se um profissional de mídia, em seu texto, abriu margem para a interpretação dessa senhora,por que terei eu que ficar ofendida carrregando essa briga? Como socióloga e antropóloga, ela deveria, contribuir para que as diferenças e opinões divergentes sejam entendidas e respeitadas como são, e não abrir leques para criar mais racismo e mais preconceito. Caro Nei, e voce nessa ficou "quase" esquecido.... Mas a sabedoria e a música estão acima dos cliches e das mesquinharias. Salve Nei! Salve nosso único país, Brasil!
Adriane Rivero
11 de Abril de 2003 #

Dona Alba é produto típico da academia. Precisa sempre criar um inimigo de qualquer lugar, para poder valorizar o que pensa. Ela cria um personagem de ficção, imputa a ele os piores sentimentos (racista, bairrista), e depois sai em defesa do politicamente correto.
É o George W. Bush da lista.
Luis
11 de Abril de 2003 #

Luis, olha teu nariz.

Rodrigo, olha teu umbigo.
Luís Filipe de Lima
12 de Abril de 2003 #

O Luís Filipe é o típico produto da sociedade de massa. Fica observando a discussão como um torcedor, xingando o time contrário e o juiz. Observem os comentários dele: apenas generalidades e julgamentos vagos.
Xará, apresente um raciocínio para animar a discussão.
Luis
12 de Abril de 2003 #

Tou a fim não.
Luís Filipe de Lima
12 de Abril de 2003 #

Eu gostaria de saber como a Agenda SC aceita uma pessoa que não se identifica para participar de uma discussão séria apenas se assinando Luis. Ele só xingou, ofendeu, espalhou ódio e peçonha no pedaço. Quem se esconde sob este nome que não identifica ninguém?
Vou continuar a defender todos aqueles que forem objeto de discriminação, seja por serem negros, seja por serem cariocas, a identidade mais atacada no Brasil de hoje. Não vai ser ataque baixo que vai me fazer desistir.
Alba Maria Zaluar
12 de Abril de 2003 #

O Luis nao espalhou ódio nem peçonha, dona Alba. Não falou mal dos cariocas nem dos paulistas, elogiou Pixinguinha preto e Altamiro branco. E sustentou que a senhora estava forçando a barra tentando ver ódio e racismo onde ele não existia.
A vantagem das listas é que as mensagens ficam na ordem em que foram colocadas. Então todo mundo pode ler e constatar quem começou o quê.
O que ocorreu, simplesmente, foi que a senhora apelou a um regionalismo anacrônico, desancou todos os paulistas, a mídia, viu racismo onde não existia. E achou que colheria apenas aplausos.
Aí tem um Luis que aplaude tudo o que a senhora escreve, e outro que a questiona, sem a necessidade de ficar mostrando currículo para se auto-afirmar.
Não é legal a democracia e o contraditório?
Luis
12 de Abril de 2003 #

Fui ler os artigos da dona Alba sobre violência. Pelo pouco que li, parecem trabalhos sérios e fundamentados. Nao entrando música, racismo e bairrismo no meio, dona Alba é boa.
Luis
12 de Abril de 2003 #

Mas entrando música, racismo e bairrismo, não é.
Luis
12 de Abril de 2003 #

Estou achando bem divertida toda essa polêmica que começou com o artigo do Nei Lopes.
Mas, só um momentinho, disputa RJxSP?
Cáspite!

PS1. Nei, gostei muito do seu livro e
agradeço a dedicatória ao "meu
milonguero predileto". É uma honra
prá mim.
PS2. Luis Filipe, ainda não estive com
você depois do Luis de Lima. Quis
ligar mas dizer o que? Abraço.

Paulo Cesar de Andrade
paulo cesar de andrade
13 de Abril de 2003 #

A discussão está preta, Paulo. E, antes que dona Alba me patrulhe, não sei se fico amarelo de medo, vermelho de raiva, ou me dá um branco.
Luis
13 de Abril de 2003 #

Claro, PC, nem esquenta, não há mesmo o que dizer. Saudades de você!
Luís Filipe de Lima
13 de Abril de 2003 #

Realmente, esta discussão chegou a um ponto que ninguém esperava.
Temos que tomar muito cuidado nas discussões e saber respeitar a opinião de cada um, por mais absurda que nos pareça.
Obs.: respeito muito a opinião da Dra Alba, porém acho falho o comentário a respeito de São Paulo. Até porque os bons redutos de samba de Sampa estão sempre recheados com os shows dos sambistas cariocas. É importante não confundir a opinião de alguns "críticos de jornais como a Folha de São Paulo" com o respeito que a grande maioria tem pelo samba, independente de sua origem.
Tanto São Paulo quanto o Rio de Janeiro têm grande importância no cenário cultural brasileiro.
Um grande abraço!
Marcio Vinícius Rossi
13 de Abril de 2003 #

Marcio,
se eu disser que todo carioca é preguiçoso, crioulo e preconceituoso, peço-lhe um favor: NÃO RESPEITE MINHA OPINIÃO, porque estarei sendo racista, bairrista e generalizante. Estarei sendo preconceituoso, que é uma das piores formas de autoritarismo inventadas pela mente humana.
Luis
13 de Abril de 2003 #

Vou fazer uma proposta à todos aqueles que fizeram comentários nessa página...
Proposta que gostaria muito que fosse lida e tomada como reflexão.

AMIGOS...
AMANTES DAS MANIFESTAÇÕES CULTURAIS DO NOSSO PAÍS.
JÁ ESTÁ MAIS QUE NA HORA DE LIVRAR NOSSAS MENTES DE IDÉIAS PEQUENAS, RETRÓGRADAS E INFANTIS... QUE ACABAM POR CONDUZIR UM ESPAÇO TÃO IMPORTANTE PARA CONTRIBUIÇÕES E AÇÕES EFETIVAS(EM PROL DA CULTURA NACIONAL), EM UM CAMPO DE BATALHA, ONDE IMPERA A FALTA DE RESPEITO À OPINIÕES, SALVE ALGUMAS FELIZES EXCEÇÕES.

TENHO CERTEZA...
EM QUALQUER LUGAR DESTE PAÍS...
ONDE HOUVER GENTE SÉRIA, CONSCIENTE, CRIATIVA E PERSISTENTE...
ONDE HOUVER RESPEITO AOS NEGROS, ÍNDIOS, BRANCOS E SUA MISCIGENAÇÃO...
ONDE HOUVER VALORIZAÇÃO QUANTO À ORIGEM DAS MANIFESTAÇÕES CULTURAIS... POIS O BONITO É VER, OUVIR E SENTIR AS DIFERENÇAS..... BENDITAS AS DIFERENÇAS...
ENFIM, ONDE HOUVER UNIÃO...
AÍ SIM, OS DOUTORES, MESTRES, BACHARÉIS... VÃO PODER UNIR AS FORÇAS COM OS MÚSICOS, POETAS, INTÉRPRETES, PINTORES, ATORES..... E FAZER EM UM FUTURO PRÓXIMO, O BRASIL QUE NÓS TANTO SONHAMOS......
ONDE TODO BRASILEIRO É CONSCIENTE DAQUILO QUE REALMENTE É.

ABRAÇO À TODOS.
Alfredo Castro
15 de Abril de 2003 #

Perdão pelos erros gramaticais...
O Prof. Pasquale vive pegando no meu pé, mas nem assim eu aprendo...

Até!
Alfredo Castro
15 de Abril de 2003 #

Quero me solidarizar com os ataques que minha amiga, e de quem sou admirador, Alba Zaluar sofreu.Ela não pode de maneira nenhuma ser chamada de racista ou bairrista.Ela é uma intelectual brilhante e muito respeitada por gente do mais alto nivel.Quanto o conflito, entre Rio e São Paulo, que ela colocou no debate, ele existe mas o fato é que todos evitam falar em nome de uma " boa convivencia nacional".O que é até compreensivel.
Acho que as questões colocadas por ela e por Nei Lopes são da maior relevancia para todos brasileiros e cariocas como eu.
Aplaudo o espaço de debate que a Agenda de Samba e Choro promove.
Rodrigo Lessa
Rodrigo Lessa
15 de Abril de 2003 #

Ótimo o texto do Nei Lopes.
Saudável o debate, levantando questões que muitas vezes são varridas pra baixo do tapete.
Deploráveis os ataques pessoais no lugar de argumentos de substância.
Um abraço a todos.
Renata Lins
15 de Abril de 2003 #

Quais argumentos de substância? Os que sustentam que toda informação incorreta sobre o Rio, mesmo publicada em jornais cariocas, decorrem de uma conspiração de jornalistas paulistas?
Luis
15 de Abril de 2003 #

Perdão pelo erro de concordância da mensagem anterior. Foi algum paulista fdp que introjetou no meu texto mineiro.
Luis
15 de Abril de 2003 #

Rodrigo Lessa:
"Quero me solidarizar com os ataques que minha amiga, e de quem sou admirador, Alba Zaluar sofreu.Ela não pode de maneira nenhuma ser chamada de racista ou bairrista".
Dona Alba:
"É a identidade do carioca que está em questão, o que faz dos erros crassos do jornal EXTRA, publicado e lido no Rio de Janeiro, um absurdo maior. Será que os ímpetos colonialistas de São Paulo já fizeram um estrago tão grande? Será que o jornal emprega jornalistas paulistas que, no seu furor bairrista, continuam espalhando esterótipos negativos sobre o carioca no resto do país?"
Luis
15 de Abril de 2003 #

Pô Luis.

Pega leve irmãozinho...

Não tô entendendo se você tá querendo discutir os assuntos em questão, ou apenas provocando os ânimos, que já estão prá lá de exaltados.

Isso não quer dizer que eu sou complacente com tudo aquilo que foi dito injustamente, e minha opinião já deixei bem clara, mas também não precisa botar tanta lenha na fogueira.

Abraço.
Alfredo Castro
15 de Abril de 2003 #

Tá certo, Alfredo. Viva o bom senso. Terminou minha hora do recreio. Abração
Luis
15 de Abril de 2003 #

Esse negócio de ficar discutindo paulistas e cariocas é coisa que não leva a nada. Se voces derem uma espeiada num artigo da Carta Capital dessa semana, sobre uma Roda de Samba, em pleno coração paulistano, com a nata do samba carioca, verão que para os inteligentes, a integração já acontece há muito tempo. Temos que procurar nossos verdadeiros inimigos, não ficar procurando chifre em cabeça de ... Tomem tento, meninos.

Quanto à citação do Nei sobre a Enciclopédia do EXTRA, tenho só uma coisinha a dizer (e direi): Tanto eu, como o Nei, como nós todos aqui, sabemos muito bem onde encontraremos coisas interessantes para ler e não vai ser na Enciclopédia do Extra que encxontraremos essas coisas. O duro é que o grosso do povo não tem acesso a muita leitura e quando encontra algo, se depara com essas aberrações. Protestar é preciso, sempre...

do leitor de todas as horas

HPA - Bauru SP, 15.04.2003
henrique perazzi de aquino - bauru sp
16 de Abril de 2003 #

Felipe...

ATÉ TU, BRUTUS...
Alfredo Castro
16 de Abril de 2003 #

Inacreditável como um slogan repetido vira "verdade científica". E como se utiliza a suposta preponderância intelectual do acadêmico para se impor preceitos tão primários. O maior agente da globalização brasileira foi a escola de pensadores econômicos da PUC Rio. O mercantilismo carioca sempre caracterizou a cidade branca como a mais cosmopolita do país.
Somos todos parvos que não conseguem entender a profundidade da tese acadêmica. Fala-se em geopolítica, domincação, visão sócio-econômica com a mesma semcerimônia com que se discute pagode. Com todo respeito ao pagode.
PS -- Alfredo, o Pacificador, bem que tentei....
Luis
16 de Abril de 2003 #

Quando vi o nome de Alba Zaluar na chamada dos comentários, mais que depressa entrei no site; não é que ela abriu uma bela discussão?!
Quanto aos bairrismos, o Rio de Janeiro é o maior gerador de cultura deste país; mas o mais contraditório é perbecer que quem mais depõe sobre a cultura e as origens cariocas é justamente uma organização carioca, a estúpida Rede Globo. A estética, por ex., de suas novelas, a maioria ambientada no Rio, é um completo desprezo pelo povo. Aos 'olhos" da Globo, o Rio parece uma cidade nórdica, habitada por pessoas brancas e bem-sucedidas; negro nunca é protagonista.
Quanto à Folha de São Paulo, ela é o que é também em relação à população paulista, sempre tratando as manifestações, culturais ou políticas, de forma desdenhosa. Não vale a pena ler esse jornal.

Ricardo
São Paulo/SP
Ricardo Camargo
17 de Abril de 2003 #

Donde se conclui que o maior bairrismo-colonialismo-imperialismo contra a cultura negra carioca vem da cultura branca carioca. C.Q.D.
Viva a geopolítica do pagode, viva Nei Lopes e viva Dona Ivone Lara, que praticam a negritude com talento e sem sociologismo de irmão da estrada.
Luis
17 de Abril de 2003 #

Nos anos 40, os figurões cariocas davam festas para o jet-set internacional, exilado de guerra, e colocavam negros descendo o morro, estilizados, como se fossem senhores feudais exibindo seus escravos.
O samba do Janet de Almeida "Prá que discutir com madame" é claro acerca desse preconceito da elite mercantil carioca com a cultura popular. Mais tarde, passaram a aceitá-la por mimetismo, vendo os americanos exibirem suas estrelas do jazz.
Luis
17 de Abril de 2003 #

Aliás, me surpreende que alguns intelectuais cariocas desconheçam sua própria história e busquem interpretações conspiratórias ridículas para explicar esse fenômeno -- típo, o Globo escreve errado sobre o Rio porque tem jornalistas paulistas infiltrados.
Vou ser obrigado a chamar o mineiro Roberto Da Matta para explicar esse fenômeno aos seus colegas cariocas da lista.
Luis
17 de Abril de 2003 #

Tá bom, Alfredo, O PAcificador, parei de novo.
Luis
17 de Abril de 2003 #

Sem discutir os inegáveis méritos acadêmicos da professora Alba Zaluar, é inegável que na presente discussão seus argumentos são falaciosos. Como não sou seu orientando, nem preciso de favores acadêmicos, sinto-me bem à vontade para dizer que o Luiz está coberto de razão. Ela sofisma. Ele argumenta com solidez.
carlos motta
17 de Abril de 2003 #

Luiz com s. Retificado o erro.
carlos motta
17 de Abril de 2003 #

Solidez, Carlos? Só se tiver comido banana, goiaba, carambola, essas coisas que prendem...
Luís Filipe de Lima
18 de Abril de 2003 #

Ela não é minha grande amiga, Carlos. Como você não é meu amigo - a não ser que a gente abandone o conforto do mouse e vá tomar um chope.

Vocês estão enlouquecendo? Alguém pode me dizer sobre o que está se discutindo aqui?

Passaremos agora às picuinhas de universidade? Denuncismo barato é o que resolve uma discussão? Então é isso o que você classifica como "argumento sólido"? Eeeca!

Esse papo cyber já tá parecendo o Hospital do Andaraí, onde - diz o grande Aldir - o sujeito entra cajá e sai caqui. Assim, antes que eu entre Sandoval e saia Ana Maria, me despeço.

Pra valer, como lamentavelmente ameaçou mas não cumpriu o meu xará sem sobrenome.
Luís Filipe de Lima
18 de Abril de 2003 #

Luis Filipe,
é bobagem perder tempo com discussões préconcebidas. Um dos principais fatores de pobreza intelectual -- em grande parte fruto da universidade nossa -- é o pensamento em grupo, a panelinha, ignorando qualquer sinal da realidade ou qualquer observação que possa ir contra a verdade pré-definida.
Não é culpa sua nem da Alba. Você não parece ter suficiente compreensao de processos e de discussão para entender os diversos ângulos que cercam um fato.
Dona Alba -- a julgar pelas observações do Motta -- é a típica representante de um certo tipo de conduta acadêmica, que gosta de falar (e com ênfase!) o que o grupo quer ouvir.
Pelos demais escritos dela, é impossível que nao tenha percebido que sua primeira mensagem é um amontoado de sandices. Ela é mais esperta que o Luis Filipe. Só que ela julgava que só haveria Luis Filipes na sala, e não havia,
Releve-se o fato de ser uma sala de discussoes nao-acadêmicas. Mas o fato de dona Alba expor sua titulação agrava essa chamada manipulação do pretenso especialista.
Brinquei, provoquei um pouco, porque a discussão não podia ser séria. Fico sério, agora, apenas para que caia a ficha do Luis Filipe sobre o bestialógico que essa discussão produziu.
Pensando melhor, besteira minha. Se ele nao conseguiu perceber até agora, que continue sendo simples e felizs com suas verdades.
Luis
19 de Abril de 2003 #

De início, estava levando na brincadeira a discussão desta lista. Não parecia crível que, em pleno século 21, uma pessoa pudesse atribuir a criminalidade carioca à migração.
Depois de ler – pela lista – a titulação de Alba Zaluar, pude entender um pouco melhor porque o Rio de Janeiro entrou nesse caos de confronto aberto com o crime organizado.
Obviamente, as razões não estão na migração, caso contrário se acreditaria o local de nascimento determinaria a criminalidade. Nem Lombroso ousaria propor tamanha estupidez.
A questão é indagar porque essas pessoas vieram se tornar criminosas no Rio, e não onde nasceram. Não é preciso muito tirocínio para se chegar às conclusões. Ao longo das últimas décadas o Rio de Janeiro se tornou complacente com o crime organizado. Sucessivos governos, imbuídos do populismo mais rasteiro, aceitaram e até institucionalizaram o crime organizado, permitindo que ganhasse musculatura e, agora, estivesse em condições de enfrentar o próprio estado.
A culpa maior foi de sucessivos governantes, livremente eleitos pelos cariocas e fluminenses. Mas foi, e muito, dos intelectuais cariocas – como essa senhora Alba Zaluar – fornecendo a legitimação político-ideológica para o crime, por não saber separar adequadamente organização popular de organização criminosa. Ou por travestir a análise intelectual séria nesse populismo primário com que inaugurou a lista, para impressionar seus participantes.
Na década de 80, quando ia ao Rio, já me escandalizava com meus amigos intelectuais e jornalistas, com a discussão totalmente estapafúrdia sobre quem era mais “progressista”, se o bicho ou o tráfico.
Ao longo das décadas, consolidou-se no Rio esse discurso da “marginalidade”, praticada por um certo esquerdismo infantil da universidade, equiparando marginais a líderes comunitários, e romantizando a figura do contraventor.
Tinham-se dois públicos sustentando o tráfico: a classe média e alta comprando as drogas, e os intelectuais da esquerda-burra (para separar da esquerda-lúcida) legitimando o papel do traficante.
Com isso, a opinião pública carioca ficou desarmada, deixou de cobrar de seus governadores e prefeitos o combate ferrenho ao tráfico, não incluiu a proposta do combate à criminalidade na agenda política e aceitou que bicheiros e demais contraventores se apossassem dos símbolos culturais da cidade. Cheguei a ler loas à esperteza de Brizola e outros políticos, por manter pactos de não agressão com o tráfico.
A situação foi se degradando e, de repente, explodiu com essa violência. Como, nesses anos todos, essa intelectualidade basbaque não alertou – com seus estudos e seu pensamento – a opinião pública para o monstro que estava sendo criado, agora sai atrás de álibis para sua inação. E o álibi é essa estupidez de propor a identificação do criminoso por seu local de origem. E dito em uma lista pública, sabendo que impressionaria meia dúzia de incautos. E, pior!, impressionando várias pessoas. Ou seja, esse álibi está se institucionalizando a partir desse mesmo ambiente acadêmico e sendo aceito e aplaudido por pessoas que defendem a cultura negra. Acordem!
O samba é carioca, mesmo sendo feito por mineiros como Geraldo Pereira e Ataulfo. Mas o crime também é carioca, por essa condescendência irresponsável para com os criminosos. E só será vencido quando a opinião pública carioca se der conta de que o combate ao crime é missão de todos, do governo ao movimento negro, da imprensa ao sambista, do favelado ao morador da praia. E parar de aceitar passivamente propostas racistas, como a dessa senhora.
Luis
21 de Abril de 2003 #

Olha aí o verbete da Enciclopédia da Folha, que segundo a Alba, contém só nomes de chorões desconhecidos.
http://www.uol.com.br/bibliot/enciclop/

Gênero musical brasileiro, considerado uma adaptação da maneira de interpretar as polcas e os xotes, gêneros em voga no final do século passado e nas primeiras décadas do século 20. O violão, o cavaquinho e a flauta constituíam, então, uma formação instrumental muito popular, e uma nova forma chorosa de tocar a flauta e os acompanhamentos desenvolvidos pelos violões em tons mais graves foram os responsáveis pela impressão de melancolia que deu o nome de choro àquela maneira de tocar. Num primeiro momento, o choro incorpora um aspecto fortemente lúdico, valorizando a improvisação, e destacando o compositor e flautista Joaquim Antônio da Silva Calado. A partir de 1920, com a afirmação do choro como gênero musical autônomo, muitos profissionais passam a se dedicar à sua interpretação em discos e nas orquestras dos teatros. Entre seus principais representantes estão Anacleto de Medeiros, Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth e Pixinguinha.

Depois desse texto vem o Altamiro Carrilho. Olha se tem cabimento! Nao saber quem é Anacleto, Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazareth.
Todo esse fuzuê da professora foi em cima dessa nota! Absurdo!
Luis
21 de Abril de 2003 #

Todos eles cariocas, todos eles fundadores do choro! E a mulher vem citar esse verbete como prova do bairrismo-imperialista dos paulistas.
Luis
21 de Abril de 2003 #

Foi só eu duvidar de seus predicados para Alba dizer que "fui ninada com árias de ópera". Ou seja, sentiu-se intelectualmente diminuída e, na hora, abriu mão de qualquer veleidade "popular" para se mostrar uma nobre intelectual, "ninada com árias".
Ora, minha senhora....
Luis
21 de Abril de 2003 #

Quando falo da pretensa "ditadura do especialista" é isso aí. Falam-se verdades tida como definitivas, e embrulham-se em currículos vistosos. Quando vai se conferir, é isso aí, um embuste.
Voltem na lista e confiram a mensagem da Alba sobre o verbete da FOlha. Depois, releiam o verbete da Folha.
E perdoem a minha indignação. Ela decorre do fato de ela se apresentar como intelectual e pesquisadora. Como se comportará ao analisar a criminalidade? Desse mesmo modo?
Luis
21 de Abril de 2003 #

Agora, paro de vez e prometo não voltar mais. Achei que a discussão fosse séria, mas percebi que é difícil separar o joio do trigo.
Luis
21 de Abril de 2003 #

Olhando o primeiro comentário, da ilustríssima Dona Alba, que suscitou tamanha discórdia, ouso perguntar:

Daonde ela tirou que a publicação da foto do Altamiro indicava a conspiração persecutória de uma horda de jornalistas paulistas e bairristas nas redações cariocas?

De tantos motivos que possam ter levado à escolha da foto do Altamiro, ela tinha que imaginar um tão paranóico?

Daí, vem outro que acha que chamar de "Dona" é ofender... Lá na minha terra, a gente chama de Dona aquela senhora com quem não se tem intimidade, ou por quem se tem respeito.

Ah, mas ela, acadêmica ninada pelas árias da ópera, deve ser tratada como Professora Doutora? Cadê a igualdade que a música traz, irmanando cores e castas?
Renata
21 de Abril de 2003 #

Alba Zaluar:
"(A Enciclopédia da Folha) Dizia que (o choro) era um gênero musical brasileiro; dava uma lista grande de autores, quase que todos desconhecidos para mim, uma colecionadora dos bons discos de nossos melhores autores e instrumentistas"....
Olha a segurança com que ela elogiou seu conhecimento. E nunca tinha ouvido falar em Nazareth, Chiquinha Gonzaga, Calado e Anacleto!
Luis
21 de Abril de 2003 #

Sabendo, agora, do grau de conhecimento de Alba sobre a música brasileira, a ponta de não saber quem foram os seus próprios criadores, apresento a seguinte questão.
Leiam o texto abaixo e respondam:
( ) Alba sabe o que está falando, conheve divisão ritmica do samba e todas as complexidades técnicas capazes de identificar o ritmo.
( ) Alba fez um copy e paste de algum livro e apresentou como se fosse conhecimento assimilado da sua parte.

O que está em questão é a sua história no Rio de Janeiro e o seu presente na bateria que foi inventada nesta cidade, bem no início da década de 30 do século passado, quando começaram os desfiles oficiais das escolas. Sinhô, Noel, Cartola e todos os compositores mais conhecidos das escolas e dos locais de boemia do samba, sempre prestaram homenagem e tiraram o chapéu para os sambistas do Estácio que inventaram a métrica característica do samba carioca de imparidade métrica africana (2+2++3+2+2+2+3), nada a ver com a batida ocidental do funk (compasso 2/4) nem com o samba amaxixado da Praça Onze.
Luis
22 de Abril de 2003 #

E ainda levei esse "pito" da especialista, por ser um mero palpiteiro discutindo com quem leu muito antes de abrir a boca:

"Quem é bairrista aqui? Os que negam a história para justificar um erro de jornal só porque é paulista ou quem leu muito a respeito antes de abrir a boca?"
Alba Maria Zaluar
11 de Abril de 2003 #
Luis
22 de Abril de 2003 #

Filipe, Luiz Filipe, Lais, Kelli e demais: Como é que ficamos? Pretendem rever sua posição ou sustentá-la?
Luis
23 de Abril de 2003 #

Diria a vocês que, pelo que conheço dá área, a maior parte dos trabalhos de Humanas, na Universidade, obedece a esse padrão apresentado pela antropóloga.
JOgam-se inúmeros dados e citações, conclusões pessoais sem comprovação empírica, ou em cima de pesquisas insuficientes, e a banca aceita. E aí se criam mitos de pés de barro, que acabam significando um custo relevante para o país, por chegar a diagnósticos incorretos que acabam por confundir as políticas públics.
Por isso, algumas dicas:
1) Duvidem das demonstrações ostensivas de erudicismo. Quando a pessoa começa a citar sem parar, especialmente quando a citação está fora do contexto e visa apenas mostrar erudição, pule fora. Por trás das citações, provavelmente haverá uma escassez absoluta de conceitos corretos.
2) Duvide de quem tente se afirmar desfilando currículos. As idéias não dependem de currículos. Se a pessoa tenta se impor pelo currículo, é porque nao tem fé no taco das suas idéias. Por isso prefiro assinar apenas Luís.
3) Duvide da pessoa que force a barra para defender idéias simpáticas ao grupo. Como, por exemplo, inventar um álibi falso para se mostrar defensora dos valores da raça e da cidade. Os verdadeiros intelectuais têm compromisso apenas com suas idéias, nao com a intenção de impressionar.
4) Näo desmereçam quem apresenta idéias contrárias à do grupo. T
Luis
24 de Abril de 2003 #

Completando:
Tente analisar seus argumentos e conferir se procedem. Sem ouvir o outro lado, vocês acabam vítimas do "especialista", o sujeito que tenta impressionar pelo currículo, da mesma maneira que o executivo que quer impressionar a namorada mostrando o carrão reluzente ou o cartão de crédito.
Luis
24 de Abril de 2003 #

Ah, tiraram da primeira página. Uma lista democrática de discussão, pelo visto.
Luis
25 de Abril de 2003 #

Renata (do comentário de 21 de abril),

Acredito, sinceramente, que tenha se dado ao trabalho de ler os comentários registrados desde o início. Ainda assim, parece estar "embriagada" pela retórica agressiva e por isso mesmo, frágil, deste participante que, sequer, identifica-se além de "Luis"... Infelizmente, o objetivo dele parece ser o de atacar os interlocutores de forma pessoal. Lamentável que você, Renata, não tenha percebido que o "dona" empregado pelo "fragilizado franco-atirador" não tem nada a ver com o contexto empregado "na sua terra"... No caso em tela, a "forma de tratamento" "dona" possui conotação rasteira e que tenciona desqualificar o outro (citei os exemplos do Maluf e da Solange "Sandra Cavalcanti" Amaral nas últimas eleições. Não lembra ? Não identifica o mesmo "tom" ?). Honestamente, não identifiquei, em nenhum momento, a reivindicação por parte da pesquisadora Alba, insinuando ou indicando que gostaria de ser tratada por "Professora Doutora". Só acredito que, não apenas ela, mas TODOS e TODAS que se propuserem a participar, devam tratar e ser tratados de forma digna, o que infelizmente, não aconteceu. E o principal responsável, é o "valente Luis". Certo ?
Bom, é isso. Sugiro que retorne ao início da página e leia com atenção os argumentos por ele utilizados. Por exemplo: "problema de fechamento".
Dá pra acreditar ???? E o Carlos Motta escreve que ele "argumenta com solidez" ????? SOCORRO !!!!

Saudações Sincopadas a todos !

O meu nome aparecerá logo abaixo. Faço questão apenas de registrar que sou do Estácio de Sá, RJ.
Filipe Costa Coelho
25 de Abril de 2003 #

Filipe,
a gente nao estava discutindo o tratamento "dona", mas a informação da Alba, sem dona, de que a Folha conspurcou a imagem do Rio, ao mencionar um conjunto de chorões "desconhecidos" -- como Nazareth, Chiquinha Gonzaga, Anacleto e Calado. E o fato de ela se apresentar como "especialista em música", mencionar longos trechos sobre a formação do samba, e não conhecer os maiores sequer de nome. E, aparentemente, nem você.
Como um sujeito do Estácio, como você, nunca ouviu falar em Nazareth, Anacleto e Chiquinha Gonzaga? Em que país vocês vivem?
Luis
25 de Abril de 2003 #

O Filipe é bom para discutir o uso do "dona". Mas de música ele não é não.
Luis
25 de Abril de 2003 #

Depois de cair no conto do conhecimento técnico da ALba, sem dona, sugiro ao Filipe que compre um belo sincopado dos anos 40, gravado por João Gilberto nos anos 50: "O Pato", manja?
Luis
25 de Abril de 2003 #

Hahahahaha! Essa eu não agüento! Tive até que imitar o Luis, que ameaçou se retirar dessa discussão umas quinze vezes (uma espécie de Sílvio Caldas da internet), e voltar a escrever aqui.

Tá vendo, meu xará Filipe? Você agora não sabe quem são Nazareth, Callado, Chiquinha & cia. Você não entende nada de música. Pelo menos "aparentemente", segundo o nosso colega de discussão que não ousa dizer seu sobrenome.

Esse é um dos mais bem acabados exemplos de sofisma que eu conheço. Pura desonestidade. Você fala de uma coisa, chega o sujeito e te ataca com outra, completamente infundada. Parece político se defendendo na televisão. Você percebeu? Apenas por não ter apontado um suposto erro de uma terceira pessoa (o desconhecimento de compositores notáveis), você, Filipe, passou a cometer o mesmo crime. E você nem estava falando sobre isso.

Ô, conversa fiada! Ô, perda de tempo!

Lembra muito o estilo de um jornalista que conheço, metido a escrever sobre música. Tem site e tudo.

Mas deixa estar, xará: os cães ladram e a caravana passa.

Salve Estácio, Salgueiro e Mangueira, Oswaldo Cruz e Matriz!

Meu Deus do céu, quanto palpite infeliz!

E afinal, Luis: quem é você que tanto sabe o que diz?
Luís Filipe de Lima
26 de Abril de 2003 #

Enfim, xará, você gosta da discussão pela discussão.
Que tal voltar ao ponto focal dessa discussão e me responder claramente, sem fugir do tema:
1) Você concorda com a Alba que Nazareth, Calado, Chiquinha Gonzaga e Anacleto são músicos desconhecidos?
2) Concorda que a menção a eles, como nomes importantes do choro, visou desqualificar o Rio de Janeiro?
A discussão é esta. É só responder e a lista se fechará gloriosamente.
Luis
26 de Abril de 2003 #

Este país pode ter cometido toda sorte de injustiças mas, ao longo da sua história, consagrou valores imutáveis, muito mais a partir do povo que das elites. Um desses valores foi a tolerância, a resistência a toda forma de discriminação e preconceito.
Trata-se de um ganho excepcional, que garantiu a unidade do nosso território e a convivência pacífica entre todas as raças e regiões. É o que fez a música do norte ser cantada no sul e o samba ser cantado no Brasil inteiro.
Minha indignação com o comentário de Alba é que ela investiu diretamente contra esses valores, ao consagrar uma forma de discriminação tão odiosa quanto o racismo e o preconceito social: o bairrismo.
Luis
26 de Abril de 2003 #

Pode me xingar depois, xará. Mas, antes, responda às duas questões que formulei. Foram elas que originaram toda a discussão da lista.
Vai, coragem! É bonita a auto-crítica.
Luis
26 de Abril de 2003 #

Xará,
Se pelo menos for bom no sete cordas, está absolvido e desafiado para uma rodada em Sampa.
Luis
26 de Abril de 2003 #

Pelo menos o Dino você sabe quem é, né xará?
Luis
26 de Abril de 2003 #

Hahahahahahahahahahaha.....
Tá certo, admito que sou chato e gosto de pegar no pé, quando não estou falando a sério.
Um dia desses a gente tira a diferença em torno de uma boa cerveja. E deixo você convidar o Jorge Simas e o Yamandu,
Luis
26 de Abril de 2003 #

Hmmmmm... Acho que errei de palpite. Retiro apenas o "metido a escrever sobre música".
Luís Filipe de Lima
26 de Abril de 2003 #

Mais um pouco e convidamos o Paulo Sérgio para integrar o grupo.
Luis
26 de Abril de 2003 #

E bandolim? Quem vai tocar bandolim?
Luís Filipe de Lima
26 de Abril de 2003 #

O Pedro Amorim, é claro.
Luis
26 de Abril de 2003 #

Mas voltando ao papo:

Pra mim, o centro da discussão não está nas duas perguntas que você formulou. Nem estou aqui pra defender a Alba ou quem quer que seja, mas acho totalmente secundárias as discussões sobre os argumentos que ela oferece ao desenvolver seu raciocínio. Mesmo que ela possa ter se equivocado.

Sabe por quê? Esta discussão começou - de fato - a partir da interpretação que a Alba ofereceu sobre o artigo do Nei. Certo?

Pois, na minha opinião, o que mais se destaca em seu (dela) comentário é a seguinte pergunta:

"Será que os ímpetos colonialistas de São Paulo já fizeram um estrago tão grande?"

Não se trata de bairrismo. Talvez a colocação da Alba, enfática (tá, você vai chamar de agressiva), dê margem a essa compreensão.

Ou talvez eu tenha tomado uns chopes a menos.

Mas você quer ver? Fiz lá em cima o seguinte comentário sobre essa afirmação, que repito aqui:

"A questão está em identificar uma nova mentalidade dominante na mídia brasileira, com novos valores, referências e pontos-de-vista. E que emana de uma nova ordem econômica irradiada por São Paulo. Sem qualquer juízo, a princípio."

Não se trata apenas de levar em conta o deslocamento da matriz cultural brasileira do Rio de Janeiro, cidade que há séculos ocupava esse posto, para São Paulo - e, num segundo lugar, também para Salvador, o que é ainda outra história. Não se trata apenas de mais um duro golpe na auto-estima do carioca. Trata-se de perceber a hegemonia de uma outra ordem de valores em nosso país, nem sempre gestados em São Paulo, mas que de lá se irradiam e se impõem. A discussão destes valores é o que interessa, afinal. A mim, pelo menos.

Nada contra paulistas - ainda mais os paulistas "do bem", que são tantos e tantos. E tudo contra os cariocas e demais brasileiros "do mal", que se multiplicam assustadoramente, também frutos dessa nova ordem econômica, política e cultural.

Apesar de ser carioca até a raiz dos cabelos que já começam a encanecer, tenho São Paulo como segunda cidade (e Salvador como segunda-e-meia). Terra de meus avós, filhos de italianos, e de minha santa mãezinha, nascida em Vila Mariana, São Paulo é para mim um lugar cheio de referências afetivas e de maravilhosas recordações de infância.

Dou meu currículo familiar pra evitar que você me chame também de bairrista.

Pra não falar de trabalho. Sou músico, como você sabe, milito na área de samba e choro. Os paulistas que conheço por conta de relações profissionais estão completamente à margem do que é possível considerar como "mainstream cultural". Nem vou ficar falando que são gente boa, que conheço fulano e beltrano, gente à beça, que a galera de Sampa é o máximo. Prefiro observar que esses meus amigos e colegas paulistas são "outsiders" (tou caprichando no inglês), assim como eu e todos os cariocas e demais brasileiros que se identificam profundamente com a nossa cultura popular. Como você também, nesse sentido, é um "outsider". Levo fé.

Aliás: estou em Sampa no dia 5 de maio, quando vamos comemorar o aniversário do Dino. Volto dia 7.

Vamos combinar o chope?
Luís Filipe de Lima
26 de Abril de 2003 #

Maravilha, combinado. 80 anos, né? Onde será?

Como lutador na trincheira da música popular em Sampa, diria que o problema nao é do imperialismo paulista, é da mediocrização do jornalismo cultural, fenômeno que afeta indistintamente o Rio e São Paulo.
Estive aí no ano passado, fui ao Dama da Noite e à Funarte, vi uma rapaziada fera pesquisando as raízes da música do Rio, tocando que era uma beleza. (E sabendo não apenas quem era Nazareth e Calado, mas muito mais) Não consigo ler nada disso nos jornais cariocas, assim como nao leio nos jornais paulistas.
São dois os problemas, nenhum relacionado com bairrismo ou imperailismo. 1) Miopia besta dos editores. 2) Compadrio e sistema de panelinha dos críticos.
Mas a música está aí, viva, pelo menos a instrumental.
PS -- Mas que a Alba não conhece música, não conhece mesmo.
Luis
26 de Abril de 2003 #

Aliás, convidado dia 6 para uma rodada musical em um boteco de boa qualidade. Se chegar no domingo, para outra rodada.
E prometo que não serão tocados choros paulistas,
Luis
26 de Abril de 2003 #

O Dino faz 85 anos no próprio dia 5. Estão marcando uma comemoração num bar chamado Beverly Hills (!), em Moema. Depois confirmo o local e o horário.

Ué? Por que não choros paulistas?

E os choros do Esmeraldino Salles? E do Garoto? E do Aimoré? E do Laércio de Freitas, pra começar a falar nos vivos? Não me prive deles!

Dia 6 vou estar em Sampa, mas pegado: fico no CCBB daí, dirigindo o show do Dino e do Época de Ouro. São dois horários, 13h e 19h. Você está mais que convidado.

Pronto, começou a propaganda! :-)

Se a roda do dia 6 acontecer mais à noite, entretanto, tou dentro.
Luís Filipe de Lima
26 de Abril de 2003 #

Levamos o Laércio ao vivo para a rodada. O Esmê e o Garoto estarão presentes no repertório. Do dia 15 a 18 é minha vez de estar aí no Rio. Aí você retribui. A roda do dia 6 começa depois das 22.
Luis
26 de Abril de 2003 #

Tá vendo? Começamos a nos entender! :-)
Luís Filipe de Lima
26 de Abril de 2003 #

Mas que aquela de você nao conhecer Nazareth e Calado foi boa, foi. Admita! Na próxima encarnaçao vou pedir a Deus para nascer provocador.
Luis
26 de Abril de 2003 #

Mapéra!

Foi o meu meio-xará Filipe Coelho que você transubstanciou em desconhecedor dos próceres do choro.

Ou também fui posto nesse rolo?

De fato, temos aqui um Luis, um Filipe e um Luís Filipe.

Ô, encrenca!
Luís Filipe de Lima
26 de Abril de 2003 #

Quanto às provocações, acredito que você possa se dar bem já nessa encarnação. Leva jeito.

Aliás, você deve ser bom de editorial, acredito. Sem ironia.
Luís Filipe de Lima
26 de Abril de 2003 #

Ah, é... Pentelhei tanto que perdi o fio da meada.
Luis
27 de Abril de 2003 #

A sacanagem foi dizer que o Luis Filipe, por nao admitir que a Alba nao conhecia compositores conhecidos, também nao os conhecia.
QUe nem ele disse, que sofisma sacana!
Luis
27 de Abril de 2003 #

Eu acho que vocês estão prestes a iniciar uma " bela amizade". Pensei que ia encontrar uma forte discussão, mas pelo visto estamos naquela " fase do eu só vou, se você for". Boa sorte aos dois.
carlos motta
28 de Abril de 2003 #

Carlos Motta,
a discussão é uma maneira de permitir a troca de idéias e aproximar as pessoas. Depois que a professora Alba azulou, a discussão esfriou, mas creio ter sido relevante para desmascarar um certo tipo de intelectualismo furado que viceja no seu meio -- e do qual você se revelou um crítico consistente,
Luis
28 de Abril de 2003 #

Obrigado, Giron, mas vamos marcar o chope. Eu,você, O luis Felipe, o felipe e quem mais quiser.
carlos motta
28 de Abril de 2003 #

Sö faltava... Sou debochado, mas longe de ser um niilista que nem o Giron.
Luis
28 de Abril de 2003 #

Convidaremos a Alba e serviremos champã ao som de árias de ópera. Que tal?
Luis
28 de Abril de 2003 #

Equivocado Luis,

Verifique o comentário da Renata, datado de 21 de abril. Constatará que ela fez referência SIM à forma de tratamento "dona", tecendo uma crítica àquilo que escrevi anteriormente. Aliás, não é demais lembrar que a discussão em torno do "dona" foi motivada pela forma desrespeitosa pela qual você tratou a pesquisadora Alba Zaluar. Acho importante registrar que não sou amigo e nem ao menos conhecido da professora. Registrei apenas aquilo que considerei importante, ao sentir-me incomodado com a ausência de fundamentação na maior parte daquilo que você, Luis, escreveu...

Prometo que farei grande esforço no sentido de não mais retornar para argumentar com você (Tô trabalhando cara ! Minha chefe tá aqui ao lado ! Não tenho acesso à rede em casa e, por esse motivo, estou aqui, registrando minhas opiniões enquanto o "côro tá comendo" ! Muito trabalho...). Despeço-me apenas pedindo um favorzão: diante da extraordinária capacidade que possui de "adivinhar" qual o grau de conhecimento acerca de música (e de músicos) que os outros têm, por quê não passa a deixar registrados os números dos próximos sorteios da Mega-Sena ou da Lotomania ? Também serve o resultado da Quina, que paga um prêmio "magrinho", mas já daria pra fazer "uma brincadeira". Há tantos ótimos projetos e idéias envolvendo o samba e o choro precisando de verba... Quem sabe a sua "mira certeira" não vai financiar a saída do Rancho Flor do Sereno, no carnaval do próximo ano ????

Um abraço ao Luís Filipe de Lima.

Saudações sincopadas a todos !
Filipe Costa Coelho
29 de Abril de 2003 #

Filipe,
já te expliquei. A maneira de demonstrar a fragilidade dos argumentos de uma pessoa é argumentando. Se voce afirma que o que eu digo nao tem fundamentacao, a melhor maneira de proceder é apontar qual o ponto nao fundamentado, e explicar o por quê. É simples. Ninguém se impoe por ter currículo vistoso, biografia, nem nada. Se impor pelo argumento. Senao, vira briga de torcida organizada.
Luis
29 de Abril de 2003 #

Discutir o uso de "dona" é demais..... É excesso de ócio.
Luis
29 de Abril de 2003 #

O Filipe merece ter uma chefe mulher trazendo ele no cortado. Mulher é boa para mandar em homem teimoso.
Luis
30 de Abril de 2003 #

Nao sou machista. Mas se tivesse chefe mulher, sentiria minha auto-estima masculina no buraco. Nem Viagra resolveria.
Filipe, ela é mandona?
Luis
30 de Abril de 2003 #

Bom,

pelo que estou vendo, esta página de comentários já virou uma lista de discussão à parte. Deve ser o recorde da Agenda em matéria de comentários. E olha que já estamos fora da primeira página há alguns dias, numa decisão sábia do nosso indeletável Paulo Neves.

O Paulo, aliás, publicou uma vez na Tribuna a relação das cinco ou dez discussões mais movimentadas a partir das notícias do informativo. A vencedora foi uma discussão em torno do Yamandu (virtuoso ou presepeiro?), acho que a propósito do lançamento de seu disco.

Mas que essa pendenga aqui já ganhou disparado em número de caracteres, isso nem se discute.
Luís Filipe de Lima
30 de Abril de 2003 #

Já se deram conta? Temos vida própria!

Uma lista de discussão todinha pra gente, sem ficar entupindo nossas caixas de correio!
Luís Filipe de Lima
30 de Abril de 2003 #

Ingredientes:

5 xícaras de polvilho doce; 3 xícaras de queijo minas curado, ralado; 6 ovos; uma xícara de óleo; uma xícara de leite; uma xícara de água; sal a gosto.

Modo de Preparo:

Ferver o leite, o óleo e a água. Escaldar o polvilho. Depois de escaldado, misturar os ovos um a um e o queijo. Fazer as bolinhas, colocar em assadeira untada. Não deixar corar.
Luís Filipe de Lima
30 de Abril de 2003 #

Tá ficando no clima?
Luís Filipe de Lima
30 de Abril de 2003 #

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Luís Filipe de Lima
30 de Abril de 2003 #

Pra alegrar:

Um casal encontra um poço dos desejos.

O homem se inclina na mureta e joga uma moeda.

A mulher decide fazer o mesmo e pede uma moeda ao marido, mas se inclina demais na mureta e acaba caindo dentro do poço.

O homem fica espantadíssimo e exclama:

– Caramba!!! Nao é que funciona?!?
Luís Filipe de Lima
30 de Abril de 2003 #

Hehehehehehe......
Diga para o Filipe que é piada, senão ele vai fazer o mesmo com a sua chefe, mulher dura e braba.
Luis
30 de Abril de 2003 #

O Yamandu é que nem o Raphael foi. Um potencial de talento inigualável e um excesso de virtuosismo que atrapalha completamente a técnica.
Mas como é jovem, um dia amadurece e terá chance de se tornar um Armandinho ou um André Mehami.
Luis
30 de Abril de 2003 #

Mas que os cariocas tinham um baita preconceito regionalista contra Yamandu, tinham. Todo o excesso de virtuosismo dele era o mesmo do Raphael. Mas o Raphael era gênio e Yamandu um exibicionista.
Os dois são gênios. Um, morreu antes de amadurecer no solo. O outro ainda pode amadurecer.
Luis
30 de Abril de 2003 #

Xará,
acabo de receber o convite do CCBB para o dia 6. Vou tentar ir às 13 horas, mas tenho um almoço agendado.
Luis
30 de Abril de 2003 #

Aliás, você estará em ótima companhia. Pelo menos com cinco me encontro regularmente, o Swami, o Zé Barbeiro, o Mário Eugênio, o Luizinho e o Simas. Falta só você.
Luis
30 de Abril de 2003 #

Eu, o Valter, o Yamandu, o Rogerinho e - last but never least - o Dino. Somos dez!

Aliás, é uma pena, por um lado. Não me conformo com o fato de alguns caras terem ficado de fora. Não apenas porque são bons ou simpatizo com eles: têm história, são representativos. Mas é o tal negócio, só cabiam dez mesmo.

Como deixar de fora o Carlinhos Sete Cordas? O Luiz Otávio Braga? Aí de São Paulo me doem especialmente as ausências do Israel e do Edmilson, dois craques. O Bozó, grande sete-cordas de Recife, altíssimo astral. O Alencar, de Brasília. O Edson, de Salvador. Dúzias mais.

Sem contar que cada sete-cordas vai ter cerca de 25 minutos pra dar seu recado. Quase nada. Sim, menos o Dino, por razões óbvias, que tem a primeira semana só pra ele e pro Época.

Mas, como diz o velho deitado, quem tudo quer nada tem. Nas próximas edições, se as houver, a idéia é contar prioritariamente com a rapaziada que não entrou agora.
Luís Filipe de Lima
1 de Maio de 2003 #

Ah, sim. Durante o chope a gente discute - entre outras paradas - essa história de preconceito regionalista contra o Yamandu, por parte dos cariocas.

Estás de parti-pris...
Luís Filipe de Lima
1 de Maio de 2003 #

E o Ventura Ramirez? E o próprio Bertaglia, que ataca mais de seis?
Luís Filipe de Lima
1 de Maio de 2003 #

Hmmmm... Tá vendo? Agora você já tá dizendo que o chefe do Filipe - meu xará - é mulher, dura e braba.

Ô, xará (enquanto Luis), fica friiio!

Também vamos discutir aquela história do frevo e das marchinhas. Haja chope! Claro que a importância dos nordestinos (pernambucanos em especial) é de suma importância pra música que se fazia no Rio de Janeiro nos anos 20. Turunas da Mauricéia, etc., etc., Casa de Caboclo (trupe de teatro de revista e café-concerto que juntava Pixinguinha e Luperce Miranda) são os exemplos mais evidentes.

E olha que você nem falou das emboladas! Aliás, as emboladas estão merecendo um artigo seu. Basta lembrar, por exemplo, de "Minha Viola", primeira canção composta por Noel, que acabou ficando sem melodia) - que formaria ainda antes de se profissionalizar, juntamente com Braguinha, Almirante e outros jovens de classe média da zona norte carioca, o Bando de Tangarás, de inspiração claramente nordestina. Ou das emboladas registradas por Jararaca e Ratinho na gravação feita por Stokowski em 40, com a ajuda de Villa-Lobos. Esse gênero nordestino deixou marcas que se percebem hoje, só pra dar um exemplo, em certas linhas de partido-alto.

E o que dizer da influência dos nordestinos no choro, propriamente? Só nessa geração de 20 a gente contabiliza mestres como Luperce, João Pernambuco, Porfírio Costa, tou esquecendo mais. Depois vem a dinastia Araújo, com o genial Severino e seus 529 irmãos.

Mas o ponto é o seguinte: até posso supor certa influência do frevo nas marchinhas cariocas, agora, dizer que tudo veio de lá... conta essa história direito, merrrmão! :-)

Agora, vamos nos deliciar tocando o repertório de samba sincopado e samba-choro. Haja chope!
Luís Filipe de Lima
1 de Maio de 2003 #

1) Estou aguardando um cara de Recife que irá me mandar a produçao do frevo pré-anos 30. Vai por mim, que vai confirmar a tese. Aliás, desfilei cinco horas seguidas no Bloco da Saudade de Recife. Recomendo o mesmo. O único problema sao dois dias para recuperar.
2) A ausência do Israel é imperdoável mesmo. Que segurança ele passa ao solista. Tem também o Alencar, tem razao, e o Zivaldo de Recife.
3) Quanto à embolada, há anos procuro pelo rastro de um tal de Zé Ratão, autor de fox a emboladas. Só o Baden e o Nelson Gonçlaves se lembravam dele. Os velhinhos da rádio Nacional se recordavam, Parece`que tocou em um conjunto chamado Turunas da Paulicéia. Conheço apenas duas músicas dele, herança dos choroes da minha terra, que te mostrarei quando aparecer por aqui. Se conseguir algo, me avise e terá minha gratidão eterna.
4) Quanto ao sincopado, estou com todo o acervo do Joel e Gaúcho em casa, que comprei na COllector.
Luis
1 de Maio de 2003 #

Aliás, falando em nordestino, vou te apresentar o João Macambira, velho cearense, na minha opiniao o melhor bandolim de São Paulo.
Teve uma rodada dele com o Rafael, em casa, de arrebentar.
Luis
1 de Maio de 2003 #

Aliás, falando em sincopado, vou levar para a roda um dos dois únicos sambistas paulistas capazes de fazer frente aos cariocas: o Germano Mathias.
Luis
1 de Maio de 2003 #

De onde é o Zé Ratão? São Paulo? Ou Recife?

Falar em Recife, você conhece o Reinaldo de Oliveira, médico, diretor do TAP (Teatro de Amadores de Pernambuco), compositor e autor do grande livrinho "Frevo, Capoeira e Passo"? Figura ímpar.

Cinco horas no Bloco da Saudade? Que periiiigo!

O Macambira tive o prazer de conhecer há alguns anos aí em Sampa, talvez ele não se lembre de mim.

Germano Mathias é o que há.

E Joel e Gaúcho nem se fala.
Luís Filipe de Lima
1 de Maio de 2003 #

Por falar em nem se fala, dei um pulo agora no site da Collector's. Site? Nada, agora é "portal". De fato, muito bem ajeitado, leiaute direito, textos decentes - embora as informações mais importantes estejam meio escamoteadas; quem não conhece a firma demora a entender que o objetivo dos caras na verdade é o de vender cassetes e CDs, e não preservar o patrimônio fonográfico e musical brasileiro, essa conversa mole.

Digo isso porque fiquei revoltado com os preços, extorsivos. Não é surpresa pra mim, eles sempre meteram a mão. Lembro da lojinha que eles tinham no subsolo de uma galeria aqui em Ipanema. Depois fecharam e passaram a atender só por telefone. Agora descobri que estão em Teresópolis, atendendo só por telefone, e-mail ou caixa postal.

Até acho admirável a idéia de criar um acervo como o que eles têm. Horas e horas de programas de rádio, gravações importantes da era do 78 rpm, algumas raras. Agora, os preços são verdadeiramente injustos. Sem contar que, pelo que eu entendi do site, eles continuam disponibilizando boa parte do acervo apenas em cassetes, uma mídia pra lá de ultrapassada em termos de qualidade de som.
Luís Filipe de Lima
1 de Maio de 2003 #

Hehehe. Ia agora copiar e colar a tabela de preços da Collector"s, o portal parece que saiu do ar.

Enquanto isso, xará: podemos negociar uma cópia da sua coleção de Joel e Gaúcho? ;-)
Luís Filipe de Lima
1 de Maio de 2003 #

Pronto! Ói só a tabela de CDs montados:

---------------------

O serviço de montagem e transcrição custará R$ 2,00 por faixa. Será cobrado um mínimo de 12 mesmo que o cliente queira montar um CD com menos faixas. Ex: Caso o cliente queira gravar somente 5 músicas no CD ele pagará 12 x R$ 2,00 = R$ 24,00 + a mídia. Querendo colocar 20 músicas no CD ele pagará 20 x R$ 2,00 = R$ 40,00 + a mídia.

A mídia será cobrada separadamente e tem o preço de R$ 5,00.
Cada CD poderá conter no máximo 20 músicas.

---------------------

Isso dá um preço de R$ 33,00 pra um CD de 14 faixas (o atual padrão comercial). Um CD com 20 faixas sai a R$ 45,00! Fora a postagem, claro.

Desonesto. Não que eles não tenham que ganhar dinheiro com isso, nem que esse maravilhoso repertório não tenha valor de mercado, muito pelo contrário. Joel e Gaúcho merecem. Mas quais os custos de produção de um CD desses? Não quero nem falar de pagamento de direitos a gravadoras, editoras, sociedades de direitos de compositores, intérpretes e músicos. Sei também que os caras não produzem em escala industrial.

Mapéra! Trinta, quarenta merréis por um CD que não precisou de investimento em músicos, arranjadores, produtores, estúdios de gravação e mixagem, royalties de artistas, programação visual, fotolito, impressão em papel bacana??? Fraaaancamente.

Depois, é duro de aturar esse discurso de "preservação da cultura" e "democratização do patrimônio cultural" quando os caras alargam a goela desse jeito.
Luís Filipe de Lima
1 de Maio de 2003 #

Bom exemplo disso está na página de entrada do site da Collector's. Eles lembram o centenário de Ary Barroso, comemorado este ano. E fazem um apelo aos colecionadores de música brasileira e ao público em geral: estão faltando apenas sete gravações para completar seu acervo da obra de Ary, quem tiver notícias ou mesmo estiver de posse de algum 78rpm raro desses, favor entrar em contato.

Até aí, nada de mais. O brabo é o argumento, tá lá em outra página do site:

"Contamos com você. Estaremos esperando a sua colaboração. Afinal, Ary Barroso foi um dos mais importantes compositores brasileiros."

E eu com isso? Vou colaborar pros caras ficarem extorquindo de mim e dos outros?

O tempora, o mores! Essa pirateada na coleção do Joel e Gaúcho já tá ficando supervalorizada.

Escolhe o vinho.
Luís Filipe de Lima
1 de Maio de 2003 #

O Zé Ratão era de Botucatu ou Bebedouro.
Quanto à Collector, facada mesmo. Mas o que eu tinha da Revivendo, sobre Joel, Gaúcho e os conjuntos vocais dos anos 40, era pouco.
Eles venderam em CD, mais caro.
Luis
1 de Maio de 2003 #

Aliás, xará, tenho uma foto do Ary aqui, com vinte e poucos anos, tocando em um cassino de uma cidade do interior.
Será devidamente presenteado com ela. Sö nao presenteio o outro Filipe porque a chefe dele é mandona e braba e poderá nao gostar.
Luis
1 de Maio de 2003 #

Não, xará, quebra esse galho pra ele, o Filipe é gente boa! Não o conheço pessoalmente, mas só pode ser. Primeiro, porque o Filipe dele é com i. Deve ser um bom filho de português, que nem eu. Depois, ele conhece o pessoal do rancho Flor do Sereno, péssimos elementos e meus amigos. Enfim, referências mais que suficientes.

Tenho certeza de que o Filipe vai levar a chefe dele na maciota.
Luís Filipe de Lima
1 de Maio de 2003 #

Olha, vou cobrar tudo: a cerveja, a foto do Ary, o Laércio de Freitas, o Germano Mathias, os choros do Esmê, os sambas sincopados, a pirateada no Joel e Gaúcho, a presença do grande João Macacão. E o livro de crônicas autografado, faço questão!

Na própria segunda vai ter a festa do Dino, vai ficar meio zoneado. Terça à noite, depois da segunda sessão do CCBB?
Luís Filipe de Lima
1 de Maio de 2003 #

Combinado. Nao sei apenas se haverá piano para o Laércio esmerilhar o Esmê.
Minha idéia é chamar outros sete cordas para homenagear o Dino no boteco. Que tal?
Luis
1 de Maio de 2003 #

Na terça? Por mim, tudo bem. O negócio é saber se o Dino agüenta o rojão. Ele vai estar voltando pro Rio logo cedo na quarta, vai ter uma grande festa aqui também.
Luís Filipe de Lima
1 de Maio de 2003 #

Sem problemas. Se nao der, fazemos nós. Aliás, meu parceiro Vicente Barreto, com quem acabei de me encontrar, estará lá também e te manda um abraço.
Luis
1 de Maio de 2003 #

Puxa vida, espero que essa roda do dia 6 passe das 3 da manhã, pra eu pegar pelo menos o restinho dela...
Quanto à Collector´s, Filipe, sou cliente deles há muitos anos, fui até lá em Ipanema na tal da galeria. Mas realmente não dá mais. Eles sempre enfiaram a faca, mas agora está demais. Já faz um tempo que não compro nada. Aliás, gostaria de ter o Joel & Gaúcho. Se vc quiser trocar comigo, Luis, tenho a obra completa da Carmen Miranda (15 fitas), do Almirante (8 fitas), do Bando da Lua (4 fitas), do Custódio Mesquita (6 fitas), do Déo (12), que é a minha coleção predileta, cheia de raridades, além de mais de dez fitas com programas do Ary Barroso. Ah, sim, e sei quem tem a do Orlando Silva, mas são muitas fitas, acho que mais de 20, não lembro. Fiquei com preguiça de copiar ;-)
Infelizmente não tenho como gravar em CD, mas até aí...
Até segunda, beijos aos dois.
Roberta Cunha Valente
1 de Maio de 2003 #

Roberta,
você é a inigualável Roberta, minha pandeirista favorita?
Posso trocar. Tenho Joel e Gaúcho, Anjos do Inferno, Garotos da Lua, Namorados da Lua, Bando da Lua e grupo X-4. Tenho uma que comprei há uns 10 anos, do Janet de Almeida cantando "Prá que discutir com madame", mas nao sei por onde anda.
Ah, e tenho o Carlos Lacerda discursando.
Luis
1 de Maio de 2003 #

Ah, e tenho no tempo de Noel Rosa, os programas do Almirante.
Luis
2 de Maio de 2003 #

Graaaande Vicente! Figuraça! Manda um abração pra ele, xará.

Roberta, você está intimadíssima a ir. Nem que seja pra gente ir comprar Engov na farmácia e pão na padaria. (Putz, ficou parecendo conversa de traficante em código...)

E a história do tal convênio que a Collector's tem (ou teve) com o MIS? Os caras copiaram sei lá quantos mil discos com a intenção de comercializar. Como terá sido esse acerto? É correto alguém se apropriar de um acervo público e ficar cobrando esses preços mirabolantes por suas reproduções?

Pode até ser, mas aí não vou querer uma fitinha cassette, e sim um belo CD com capa do Elifas, em quatro cores, encarte em papel couchê, masterização feita no Abbey Road, essas coisas.

E aproveita que eu tou calmo!
Luís Filipe de Lima
2 de Maio de 2003 #

Sim, Luis, sou eu mesma, a porópia...
Como vão as rodas por aí? Soube que vcs têm feito um agito às sextas... infelizmente nunca dá pra eu ir. Talvez eu vá amanhã (ou melhor, hoje, sexta), numa passadinha rápida, pois toco às 22 lá no cidão. Estou com saudades. E aquele seu projeto das segundas-feiras, está rolando? Bom, precisamos marcar então esse troca-troca de fitas raras... vamos nos vingar da Collector´s. Pronto, Filipe, não precisamos mais nem ficar com raiva... Não sei detalhes sobre essa "parceria" com o MIS, mas com certeza não nos favoreceu.
No mais, gostei da ida à padaria e à farmácia. Está marcado. Chego às 2h50. beijos, meninos.
Roberta Cunha Valente
2 de Maio de 2003 #

Mais de dez fitas com programas de Ary Barroso, Roberta? Tenho que ver (ouvir) isso! Eu tenho só cinco fitas com programas de Ary mas nenhuma delas contém trechos dele narrando jogos de futebol... será que você teria isso em alguma de suas fitas?

E então, Luís Filipe, esse projeto de shows reunindo violonistas de sete cordas vem ou não vem pro CCBB aqui do Rio?
Carlos Mauro
2 de Maio de 2003 #

Roberta,
como membro da ONG ABD (Apoio aos Bares em Dificuldades) estava apoiando dois botecos, mas desisti do de segunda, no Alemão. Dia de semana não dá. Vou ficar às sextas na Jaú, por enquanto. Como já está embalando, talvez troque pelas terças, mas também na Jaú,.
Luis
2 de Maio de 2003 #

Acabo de ler TODAS as mensagesn dessa lista! Típico programa para feriado chuvoso em SP. Que tal?

Achei genial que exista um espaço onde possa acontecer TUDO isso contando com a presença e importância de pessoas de idéias tão valiosas, variadas e interessantes. Obrigada a todos pela aula de antropologia, música, humanismo e muitas outras coisas que rolaram.

Quero muito ir ao CCBB ver os sete cordas. Quero ver o Dino e o Mário Eugênio e quero tb conhecer os luises.

Aparecerei!

Levemos todos placas de identificação! Seria bem engraçado!

Saudades da Roberta, das rodas de samba e choro, das quais ando um pouco longe pelo excesso de trabalho e estudo.

Espero ter uma folga e ir aos shows do CCBB. Nos vemos por lá!

Beijo a todos, Mariana
Mariana Laura
2 de Maio de 2003 #

Galera,
tb estou meio tonto de ler essa lista toda de cabo a rabo de uma tacada só (em vez de trabalhar!!).
Me desculpem a intromissão mas a vontade é grande, e desculpem se isso foi dito e eu perdi em meio às indas e vindas dessa discussão toda, mas....
se rolar essa roda após o show, e for num boteco, a gente pode saber onde vai ser?
Só para que a gente, apreciadores dessa musica toda ainda que nem sempre conheço tudo tão a fundo, possa aproveitar (e ir aprendendo mais!).
Abraços
Diego Astua de Moraes
2 de Maio de 2003 #

Belo nome, Mariana. O mesmo da minha filha.
Agora, só dia chuvoso para você se dar ao trabalho de ler todo esse papo-furado, né?
Luis
2 de Maio de 2003 #

O Diego matou a charada: resolver as pendências em um boteco, em torno de uma boa música, é muito melhor do que ficar lendo as abobrinhas da lista.
Aliás, estou impressionado com minha própria capacidade de escrever abobrinhas.
O local do encontro será no Bardaló, alameda Jaú 540, 3a feira a partir das 22 horas.
Luis
2 de Maio de 2003 #

Caros senhores e senhoras,

Ao ler, esses comentários,sobre toda essa polêmica criada por uma opinião, nota-se que em nosso país outras questões são esquecidas, não lembradas ou mesmo passam despercebidas.
Esse mal urbano que vivemos no dia dia cria uma certa revolução em todos que por apenas uma opinião se julgam totalmente capazes de resolver os problemas culturais e sociais do nosso povo. Em primeiro lugar, e que me desculpem, antes de qualquer agressão entre os senhores é fundamental, que cada um se coloque dentro do seu próprio espaço, e que, se manifestem com propriedade. Alguém ai, já fez, ou criou alguma coisa concreta sobre qualquer questão social ou cultural? e se criaram, foi em primeiro lugar, para defender os próprios interesses? Quem é quem, para julgar e definir com total soberania? Nós pertencemos a tudo isso que se descobriu em 1500, a tudo isso, que fizeram nossos antepassados, a toda essa trajetória até o presente momento.
Então, voces estão apenas, manifestando todas as frustações e incapacidades por opniões superficiais e teatrais, esse novo modo de comunicação, aceita tudo, é um espaço frio e sem corpo, pois todas as soluções ainda não foram descobertas.
Obrigado Nei, além de voce tocar na tecla certa, ainda me deu a oportunidade de verificar, que ainda existem muitas coisas a serem corrigidas, principalmente, essa galera que manifestam nessa coluna.
cabral
2 de Maio de 2003 #

Quem foi que inventou o Brasil? Foi seu Cabral, foi seu Cabral! No dia 22 de abril, dois meses depois do carnaval!
Luís Filipe de Lima
2 de Maio de 2003 #

Foi seu Cabral quem descobriu o Brasil. Está confirmado.
Luis
2 de Maio de 2003 #

Putzgrila... Juro que nao tinha lido a sua mensagem, xará.
Luis
2 de Maio de 2003 #

Aliás, como bem lembrou o Cabral na última linha de seu comentário, queria dizer que andam manifestando aqui nessa coluna vários espíritos.

Eu mesmo trabalho com o Seu Sete.

Seu Sete-Cordas, nas horas vagas.
Luís Filipe de Lima
2 de Maio de 2003 #

Com certeza muitas coisas precisam ser corrigidas. Mas deixa pra lá...
Roberta Cunha Valente
2 de Maio de 2003 #

Ai, Luis, que pena. São os dois dias que toco com o Zé, terça e sexta (buaáááááa)... Se você tiver alguma programação pra uma segunda, uma quinta ou um sábado, me avise... Vou chegar na terça pra gente ir pra farmácia, hein... :-)
bj
Roberta Cunha Valente
2 de Maio de 2003 #

Carlos Mauro, tudo jóia? Olha, preciso ouvir as fitas, faz anos que não ouço esses programas. Farei isso e, se tiver algo que te interesse, te aviso, tá?
beijim
Roberta Cunha Valente
2 de Maio de 2003 #

Adorei a discussão, tomou um bom tempo da tarde chuvosa de feriado, e fiquei com imensa vontade de participar da festa. Sou músico e estou aprendendo a tocar o violão de sete cordas e começando a conhecer o choro.Tenho trabalhado ao lado de um grande músico, o Milton Mori, que tem me ensinado muitas coisas. Abraço na minha querida amiga Roberta, certamente também, a minha pandeirista favorita, e boa sorte a todos. De tanto falar em choppe estou com sede desde já.
Viva a música e esse país de tanta riqueza e de tantos sons!!
Luciano Barros
2 de Maio de 2003 #

Milton Mori é muito chique. Miltinho Tachinha é melhor, um dos maiores bandolins do país.
Luis
2 de Maio de 2003 #

Luis, quem é você que não sabe o que diz, meu Deus do céu, que palpite infeliz......?????

Quem é vc? Certamente te conheço e não sei bem de onde, quando, como, essas coisas...

Obrigada pelo belo nome e pela modéstia de ter uma filha com o próprio!


Bj, Mariana
Mariana Laura
2 de Maio de 2003 #

Laura também é bonito, mas que é da rosa nos cabelos?
Luis
2 de Maio de 2003 #

Roberta,
hoje tem Joao Macacão e Joazinho Torto no Bardaló. Apareça
Luis
2 de Maio de 2003 #

Valeu, Roberta, aguardo notícias.
Beijos,
Carlos Mauro
2 de Maio de 2003 #

Xará,
terça terá João Macacão e Carminha, entre outros.
Luis
3 de Maio de 2003 #

Faaaala, Carlão! Bem-vindo à 6024.

Bem-vindos Mariana, Diego, Luciano. Estamos aí divindindo as mesmas tardes chuvosas e madrugadas insones.

Xará, você viu? Estamos sintonizados, lembramos do Lamartine ao mesmo tempo.

Quanto ao João, já é motivo de sobra pro encontro na terça. Um dos caras que mais gosto de encontrar aí.
Luís Filipe de Lima
3 de Maio de 2003 #

Mas não vai ser desculpa pra você não levar o livro de crônicas autografado.
Luís Filipe de Lima
3 de Maio de 2003 #

Xará,
na noitada estará o Joãozinho Torto, o melhor centrista de São Paulo. Queria que você o ouvisse, seus fraseados harmônicos, e me dissesse quem é o influenciador. Nosso guru maior, o Nelsinho Risada, tocava assim também.
Hoje em dia, não vejo esse estilo replicado no Rio. Me disseram que poderia ser da escola do Canhoto, posteriormente encoberta pelo centro mais puxado para o samba.
Espero que você decifre o enigma.
Luis
3 de Maio de 2003 #

Da "Folha" de hoje, jornal apontado como anti-carioca:
Rio é a cidade mais cordial, diz pesquisa
ROBERTO DIAS
DE NOVA YORK
Considere três situações: 1) sem perceber, um pedestre deixa cair uma caneta na calçada; 2) uma pessoa com a perna machucada derruba as revistas que carrega e tem dificuldade para retomá-las; 3) um cego tenta atravessar uma rua de trânsito complicado.
Pois uma pesquisa repetiu essas cenas em 23 cidades do mundo para saber onde a população seria mais prestativa -e o Rio de Janeiro, a única cidade brasileira incluída, ficou em primeiro lugar.
Publicado na última edição da revista "American Scientist", o estudo foi conduzido nos últimos seis anos sob o comando do professor Robert Levine, da Universidade Estadual da Califórnia.
Anteriormente, Levine já havia feito o mesmo trabalho em 36 locais dos EUA. A partir daí, expandiu o campo de pesquisa para o que chama de maior comparação mundial do tema já feita. Foram realizadas 2.000 simulações.
Luis
3 de Maio de 2003 #

Tou curioso pra conhecer o Joãozinho, xará.

Quanto à pesquisa do Levine, cheguei a uma conclusão: a história das tais simulações deve ter vazado aqui no Rio... :-)
Luís Filipe de Lima
3 de Maio de 2003 #

Queridos Luis, Filipe e Luciano...

Infelizmente não pude ir na sexta, Luis, muito obrigada pelo convite. Na verdade era até a comemoração da minha querida amiga Idati, mas eu tinha que tocar no Cidão. Foi uma pena. Mas também foi emocionante no Cidão, pois recebemos duas grandes visitas: Paulo Vanzolini e o excelente violonista Alessandro Penezzi, de Piracicaba, que arrebentou, tocando em dueto com o Zé Barbeiro. Foi extremamente emocionante. Aliás, Luis, vc precisa ir no cidão uma sexta, tem acontecido coisas belíssimas por lá. Cada sexta é uma surpresa...

O Luciano que escreveu no comentário logo acima é um grande violonista e cantor, do Sul, tchê, de que sinto saudades. Trate de aparecer.

bom, queridos, inté.
beijos
Roberta Cunha Valente
4 de Maio de 2003 #

Recentemente o Fantástico fez teste semelhante, e os únicos resultados bons foram das pequenas cidades.
Aliás, vou ver se arrasto o Vanzolini para o Bardaló na terça.
Luis
4 de Maio de 2003 #

É a história dos jornais vendidos no saguão de muitos hotéis americanos. Os jornais ficam empilhados em cima de uma mesa, junto de uma cestinha com moedas. E sem ninguém por perto pra vigiar. Se o hóspede ou visitante quiser comprar um jornal, é só colocar moedas na cestinha - e ainda pegar o troco, se for o caso.

Sempre imaginei: se fosse no Brasil, especialmente no Rio, não ia sobrar nada. Nem jornal, nem moeda... nem cestinha!
Luís Filipe de Lima
5 de Maio de 2003 #

Esse Luis é fera.
Meu BRASIL,sol e céu verde mar
mora dentro do peito.
Beleza que faz suspirar, pelo clima perfeito.
Que pena, quem e desmanda não entendeu direito.
Te amo BRASIL!
Amo todos vocês que me deram a alegria de ler esta lista.
rolan crespo
5 de Maio de 2003 #

Doideira, sô.
carlos motta
7 de Maio de 2003 #

Se cercar vira hospício. Se cobrir, vira circo, Carlos.
Luis
9 de Maio de 2003 #

Ô!
Luís Filipe de Lima
9 de Maio de 2003 #

Li esta lista hoje e fiquei espantado pela quantidade de barbaridades escritas. Por um lado a professora Alba Zaluar em sua generalização repete um hábito presente na elite carioca, de ignorar a discriminação racial realizada de diversas formas pela maioria da população branca em relação aos negros do RJ. Mais do que uma questão de imperialismo paulista, é uma herança de um grupo social presente em todo o país. Grande parte da obra de Nei Lopes, que parece não ter sido nem lida nem escutada pela maioria dos debatedores, discute a resistência e luta da cultura afro-brasileira. Esta luta chegou em seu auge com a fundação da Quilombo, para a qual o próprio Nei fez sambas e foi militante ativo (ao menos em seus primeiros anos), uma história que a maioria do Rio tenta ignorar. Não me parece que o comportamento da elite carioca seja melhor do que o da elite paulista. Como Kelly de Oliveira mencionou (e ao que parece foi ignorada), o mesmo processo de perseguição aconteceu em São Paulo, de forma muito mais violenta. As perseguições por aqui não foram só caso de polícia, mas motivos de política pública até os anos 70. Esta história subterrânea do samba paulista foi documentada pela socióloga Leda Marques Porto na tese Samba na cidade de São Paulo e por José Ramos Tinhorão no livro Cultura Popular, recentemente lançado. Parece que o Ikeda da antropologia musical também vem levantando dados sobre esta história, que pode ser conhecida ao vivo, se vocês consultarem alguns de nossos sambistas ilustres vivos como Seu Helio Bagunça, Airton Santa Maria, Seu Juarez da Mocidade, etc... Sobre a afirmação de que o samba de São Paulo não se destacou por sua falta de qualidade, acho o comentário leviano, a pessoa que o fez devia sair um pouco do circuito Vila Madalena e procurar o samba dos subúrbios de São Paulo, ou da Rua do Samba na Boca do Lixo. Temos grandes talentos que nunca tiveram espaço em nossa mídia, e não teriam se estivessem no Rio, como os bambas de lá não tem.
Por fim, não é o samba que não tem espaço, mas o samba do subúrbio, batucado, com sua raíz afro mais latente. O samba bossanovisado da classe média carioca e paulista tem espaço, casas de show lotadas. Nada contra, mas há de se dar espaço para as manifestações mais autênticas.
Thiago
Thiago Mendonça
23 de Maio de 2003 #

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