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Eventos no SESC Ipiranga celebram origens do samba paulista

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Por Eugênia Rodrigues
Publicada em 21 de Fevereiro de 2003 
Estado: SP 
Assunto: Shows e Rodas

A partir deste sábado (22) e até a outra sexta (28) acontece em Sampa um amplo evento no Sesc Ipiranga. Batizado de <I>Bambas do Samba, Sambas de Bumbo</I>, o projeto mostrará as diferentes modalidades do samba no interior do Estado, bem como a atual produção de lá e da capital. Rolarão shows, oficinas, depoimentos e até atividades para a garotada. Confira a programação completa abaixo:


<I>I Encontro de Sambas de Bumbo de São Paulo</I>

Apresentação de grupos tradicionais: o Samba-Lenço de Mauá, Grito da Noite e Samba de Cururuquara de Santana do Parnaíba, Samba de Roda de Pirapora, Samba-Lenço de Piracicaba e Batuque de Umbigada de Tietê, Capivari e Piracicaba.
Local: Quintal do SESC. Entrada franca. Data: 22/02, sábado, às 16h


<I>Show com Osvaldinho da Cuíca</I>

A fera da cuíca estará se apresentando com seu grupo, apresentando repertório com sambas paulistas e contando um pouco da história do samba no Estado.
Local: Teatro do SESC. R$ 12; R$ 6 (estudantes, maiores de 65 e usuários matriculados) e R$ 4 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e seus dependentes).
Dia 22/02, sábado, às 21h


<I>Rodas de Samba</I>

Rodas com o pessoal do Cupinzeiro, Nosso Samba e Samba Autêntico. Eles receberão convidados especiais que contarão suas vivências.
> O pessoal do Cupinzeiro terá como convidada a pesquisadora Raquel Trindade e o "Grupo Urucungos, Puítas e Quinjengues". A apresentação do Cupinzeiro é neste sábado (22).
> O Projeto Nosso Samba terá como convidados Toniquinho Batuqueiro (dia 25) e Carlão do Peruche (dia 27).
> O pessoal do Samba Autêntico recebe os convidados Hélio Bagunça (dia 26) e Airton Santamaria e Denise (dia 28).
Estas três rodas são gratuitas. Datas: 22/02, 25/02, 26/02, 27/02 e 28/02. A roda de sábado é às 14h30; as de terça a sexta, às 19h.


<I>Exposição "Samba Paulista - Do Centro Cafeeiro à Periferia do Centro".</I>

Exposição de fotos de Mário de Andrade e Claude Lévi-Strauss, entre outros, que indicam a contribuição fundamental, para o samba paulista, das manifestações musicais do interior do Estado. Curadoria do antropólogo e historiador Marcelo Manzatti.
Abertura no sábado, dia 22, às 14h. Local: Área de Convivência. Entrada franca. Visitação no horário de funcionamento da Unidade. A exposição poderá ser vista de 22/02 a 09/03, de terça a domingo.


<I>Oficina de Criação de Máscaras e Adereços</I>

Oficina com o artista Benito Campos, de São Luís de Paraitinga. Ele ensinará a fazer máscaras e adereços que são utilizados nos blocos que brincam o carnaval da cidade. Assistência de João Boy.
Inscrições Prévias na Área de Convivência. A oficina será dia 23/02 (este domingo), das 10h às 14h.


<I>Show "O Carnaval de Marchinhas de São Luiz do Paraitinga"</I>

Apresentação dos Blocos Juca Telles, Maricota e
outros, animados pela Banda Os Quadrilhas da Fumaça. Participação especial da cantora Suzana Salles. A idéia é divulgar o animado carnaval de rua de São Luiz do Paraitinga.
Dia 23 (domingo), às 14h30, no Quintal. Entrada franca.


<I>Oficina de Samba de Bumbo - Instrumentos, Toques, Coreografia e Poética</I>

Oficina que apresenta as técnicas de construção dos instrumentos tradicionais do Samba de Bumbo, seus toques característicos, a coreografia e
as formas poéticas com base nos sambas de Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba e Mauá, além de manifestações do gênero recolhidas no passado por Mário de Andrade, Rossini Tavares de Lima e outros. Coordenação: Manzatti e os artistas plásticos e luthiers Vado Pimenta e Alex Macedo.
Inscrições Prévias na Área de Convivência. R$ 15; R$ 10 (usuário matriculado, idosos e estudantes com carteirinha) e R$ 7,50 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes).
De 25/02 a 28/03. Terça a sexta, das 14h às 16h


<I>Cordão Vem Qui é Bão!</I>

Oficina musical para crianças, adolescentes e interessados em geral, tendo por base folguedos encontráveis em São Paulo (boizinhos, cabeções,
bonecões, caiapós, samba de bumbo), do ciclo de carnaval ou não. Será criado inclusive um cordão carnavalesco. Coordenação de Ari Colares (Abaçaí Cultura e Arte).
Inscrições prévias na Área de Convivência. R$ 15; R$ 10 (usuário matriculado, idosos e estudantes com carteirinha) e R$ 7,50 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes).
De 25/02 a 28/02. Terça a sexta, das 16h às 19h
SESC Ipiranga


<I>"Papel e Folia - Oficina de bonecos, máscaras etc.</I>

Oficina em que será adotada a técnica do empapelamento ou colagem de papel. Monitores orientarão a construção de bonecos gigantes, máscaras, mascarões, fantasias e adereços, com a utilização principalmente de papel. Coordenação de Neusa de Souza e Sandra Araújo (Abaçaí Cultura e Arte).

Inscrições prévias na Área de Convivência. R$ 15, R$ 10 (usuário matriculado, idosos e estudantes com carteirinha) e R$ 7,50 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes).
De 25/02 a 28/02. Terça a sexta, das 19h às 22h
SESC Ipiranga.

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Comentários dos leitores

Retificações e mais informações enviadas pela Railídia:

SESC IPIRANGA APRESENTA CARNAVAL
COM SOTAQUE PAULISTA

Evento vai durar dezesseis dias e inclui a apresentação de
grupos de samba de bumbo, blocos e cordões carnavalescos e rodas
de samba.

O projeto Bambas do Samba – Sambas de Bumbo que se
realizará de 22 de fevereiro a 9 de março, na área de
convivência e quintal do SESC Ipiranga, busca tornar pública
parte da diversidade cultural paulista. Através de exposição,
oficinas e apresentações musicais, entre outras atividades, o
público vai conhecer um pouco da história do carnaval paulista e
suas manifestações. Dentre estas, destaque para o Samba de Bumbo
com a realização do I Encontro de Sambas de Bumbo, que reunirá,
pela primeira vez em São Paulo, os principais grupos desta
modalidade, hoje somente praticada no interior do Estado em
cidades como Mauá, Santana de Parnaíba e Pirapora do Bom Jesus.

O antropólogo Marcelo Manzatti, curador do projeto, considera
que este tipo de evento contribui para ampliar a visão sobre o
fenômeno samba. “Atualmente, o gênero é estritamente
associado ao contexto carioca tornando míope a visão sobre a sua
amplitude”, diz. Como exemplo, ele cita o samba de bumbo,
manifestação típica de São Paulo, porém, muito pouco conhecida.
Para o SESC Ipiranga, que abriga o projeto, o evento oferece
diversão junto com a oportunidade de o público compartilhar uma
das mais ricas manifestações da cultura popular paulista.
“Abrir espaço para esse projeto é ressaltar a importância
da preservação deste gênero tradicional, precursor do samba
paulista, valorizando assim o exercício de compreensão da alma
do nosso povo” ressalta Lídia Tolaba, coordenadora de
programação do SESC Ipiranga.

E será este espírito festivo que estará espalhado pelo Sesc em
um conjunto integrado de atividades como: Exposição fotográfica
com o tema Samba Paulista – do Centro Cafeeiro à
Periferia do Centro, que traz registros de Mário de Andrade e
Claude Lévi Strauss de sambas e batuques do interior e ainda a
influência deles na formação dos cordões carnavalescos da
capital; Desfile de Zé Pereiras, boizinhos, caiapós, blocos e
cordões carnavalescos, como o Cordão de Tatuí e Juca Telles,
este de São Luiz do Paraitinga; e Rodas de samba com sambistas
da nova geração e personalidades das escolas paulistas como
Hélio Bagunça (Camisa Verde e Branco e um dos fundadores da
escola Tom Maior), Toniquinho Batuqueiro (Unidos de Vila Maria),
Airton Santamaría (camisa Verde e Branco) e Carlão do Peruche.

Todas as atividades do projeto são gratuitas, com exceção das
oficinas de longa duração. Apresentações musicais, rodas de
samba e desfiles de cordões acontecerão no quintal do Sesc
Ipiranga.

Samba de Bumbo –Algumas informações

É uma modalidade de samba que ocorre no Estado de São Paulo e
que, de acordo com a época e a localidade, é também chamada de
samba antigo, samba campineiro, samba de pirapora, samba de
umbigada, samba lenço, etc. Ao lado do jongo e batuque de
umbigada, o samba de bumbo compõe a trilogia das manifestações
culturais negras originadas no tempo da escravidão ainda
praticadas em São Paulo. É chamado samba de bumbo porque utiliza
a zabumba, principal característica rítimica, que o diferencia
de todos os demais gêneros por ser pouco usual. O instrumento
chegou aos negros paulistas através de trocas que estabeleceram
com brincantes portugueses de outras festas ou mesmo através de
negros migrarados do nordeste sob a influência de folguedos como
o Baião. Os temas do samba de bumbo costumam ser vinculados ao
cotidiano, temas de amor e outros assuntos prosaicos. Havia
também o improviso, que hoje não se pratica mais, reunindo os
bambas e os valentões. A dança é muito variada e pode ser
praticada em roda, em fila, evoluindo com lenços e outros
adereços, culminando ou não com a umbigada. Na cidade de Santana
do Parnaíba, o samba ocorre no carnaval, mas o gênero também faz
parte de festas religiosas, sobretudo, São Benedito (13 de
maio), São João (24 de junho), Natal e Reis ( 25/12 e 06/01).


SERVIÇO

Evento: Bambas do Samba – Sambas de Bumbo
Período: de 22 de fevereiro a 09 de março
Local: Quintal e Área de Convivência do Sesc Ipiranga (Endereço:
Rua Bom Pastor, 822 - Ipiranga – Tel: 3340 2000)
Estacionamento: Não tem
Com acesso para deficiente
Forma de pagamento: aceita cartão e cheque
Eugênia Rodrigues
21 de Fevereiro de 2003 #

Pessoal, não esquecendo nossas origens pobres e periféricas, sempre que as comunidades podiam juntavam um dinheirinho, com a farofa, o frango assado e íamos todos para Pirapora, como sempre chegávamos de madrugada, todos iam esperar o amanhecer no Barracão, onde se fazia um samba de arrepiar a nossa'infância'. Duas coisas marcaram com dor essas comunidades pobres. A primeira foi a igreja mandar derrubar o barracão e a outra foi a construção da Barragem Edgar de Souza que destruiu completamente o salto de Pirapora e perdemos para sempre a oportunidade de ter um dia festivo, alegre e com passeio de barco. Sendo pobre conheci o samba nas esquinas, pois não tendo aparelho de som, não podia ouvir rock ou qualquer outro tipo de música. Então me tornei sambista, mas quanta dor, não carregamos por levar esta bandeira adiante? Eu desejo muito que vocês tenham prazem mesmo em participar desta festa formidável criado pelo competente Manzatti, uma força total na recuperação de nossa memória popular. Acho que vcs deveriam chegar bem cedo, para dar uma olhada nas fotos de gente simples fazendo samba, existe uma particularidade nelas.Uma parte significativa delas,principalmente as do samba no interior de SP, foram encontradas na polícia de Rio Claro. Elas são daquele tempo em que qualquer reunião de negros, para sairem e se divertir na rua, eram todos fotografados pela polícia. Só por trazê-las em público já é uma vitória extraordinária. Agora que muitos foram impregnados de modismos, esqueceram no tempo a estória daqueles que atravessavam o centro de São Paulo, com o tamborim embrulhado junto com a marmita. Ver as pessoas versando, em seus trajes simples, sua origem humilde,nos alenta a lembrança de todos que bateram em algum momento da vida um surdo. Por isso, vamos lá, vamos buscar nossa história. Vamos cantar os sambas do Talismã, Jangada, Zeca da Casa Verde, Toniquinho Batuqueiro. Vamos lá, ver o fabuloso Projeto Nosso Samba, acompanhando o Carlão do Peruche e o Toniquinho Batuqueiro. Lembrando, foi muito louvavel a inciativa de fazer seu aniversário, homenageando no ano passado o Toniquinho Batuqueiro. Como diz aquele samba do Geraldo Filme, preto e pobre só aprende a estudar em escola de samba. Vamos lá ver os nossos.
Rubens Aparecido dos Santos
21 de Fevereiro de 2003 #

Pessoal, não esquecendo nossas origens pobres e periféricas, sempre que as comunidades podiam, juntavam um dinheirinho, com a farofa, o frango assado e íamos todos para Pirapora, como sempre chegávamos de madrugada, todos iam esperar o amanhecer no Barracão, onde se fazia um samba de arrepiar a nossa 'infância'. Duas coisas marcaram com dor essas comunidades pobres. A primeira foi a igreja mandar derrubar o barracão e a outra foi a construção da Barragem Edgar de Souza que destruiu completamente o salto de Pirapora e perdemos para sempre a oportunidade de ter um dia festivo, alegre e com passeio de barco. Sendo pobre conheci o samba nas esquinas, pois não tendo aparelho de som, não podia ouvir rock ou qualquer outro tipo de música. Então me tornei sambista, mas quanta dor, não carregamos por levar esta bandeira adiante? Eu desejo muito que vocês tenham prazem mesmo em participar desta festa formidável criado pelo competente Manzatti, uma força total na recuperação de nossa memória popular. Acho que vcs deveriam chegar bem cedo, para dar uma olhada nas fotos de gente simples fazendo samba, existe uma particularidade nelas. Uma parte significativa delas,principalmente as do samba no interior de SP, foram encontradas na polícia de Rio Claro. Elas são daquele tempo em que qualquer reunião de negros, para sairem e se divertir na rua, eram todos fotografados pela polícia. Só por trazê-las em público já é uma vitória extraordinária. Agora que muitos foram impregnados de modismos, esqueceram no tempo a estória daqueles que atravessavam o centro de São Paulo, com o tamborim embrulhado (escondido) junto com a marmita. Ver as pessoas versando, em seus trajes simples, sua origem humilde,nos alenta a lembrança de todos que bateram em algum momento da vida, um surdo. Por isso, vamos lá, vamos buscar nossa história. Vamos cantar os sambas do Talismã, Jangada, Zeca da Casa Verde, Toniquinho Batuqueiro. Vamos lá, ver o fabuloso Projeto Nosso Samba, acompanhando o Carlão do Peruche e o Toniquinho Batuqueiro. O Geraldo Filme tinha muita razão quando diz no samba 'preto e pobre só aprende a estudar em escola de samba'. Vamos lá ver a nossa gente, vamos lá ver a nossa história, vamos lá.Abraços Rubão
Rubens Aparecido dos Santos
21 de Fevereiro de 2003 #

Ola Meu nome é Alessandro e sou pesquisador de folclore na Unicamp pesquiso o grupo Urugungos Puítas e Quijengues. Estou nesse momento centrado na dança do Samba Lenço. Soube do evento ja ocorrido pelo grupo e soube de outros grupos como o de MAua que também se apresentou. As pesquisas de material está muito dificil quase tudo tem sido relato oral. Assim se você tiverem algum material informativo sobre o evento, sobre o samba lenço, sobre o grupo de maua. Enfim contatos, informandos ou material que possa disponibilizado por gentiliza me envie
Alessandro José de Oliveira
Alessandro José de Oliveira
26 de Junho de 2003 #

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