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Eventos no SESC Ipiranga celebram origens do samba paulista |
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A partir deste sábado (22) e até a outra sexta (28) acontece em Sampa um amplo evento no Sesc Ipiranga. Batizado de <I>Bambas do Samba, Sambas de Bumbo</I>, o projeto mostrará as diferentes modalidades do samba no interior do Estado, bem como a atual produção de lá e da capital. Rolarão shows, oficinas, depoimentos e até atividades para a garotada. Confira a programação completa abaixo:
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Comentários dos leitoresRetificações e mais informações enviadas pela Railídia:
SESC IPIRANGA APRESENTA CARNAVAL COM SOTAQUE PAULISTA Evento vai durar dezesseis dias e inclui a apresentação de grupos de samba de bumbo, blocos e cordões carnavalescos e rodas de samba. O projeto Bambas do Samba – Sambas de Bumbo que se realizará de 22 de fevereiro a 9 de março, na área de convivência e quintal do SESC Ipiranga, busca tornar pública parte da diversidade cultural paulista. Através de exposição, oficinas e apresentações musicais, entre outras atividades, o público vai conhecer um pouco da história do carnaval paulista e suas manifestações. Dentre estas, destaque para o Samba de Bumbo com a realização do I Encontro de Sambas de Bumbo, que reunirá, pela primeira vez em São Paulo, os principais grupos desta modalidade, hoje somente praticada no interior do Estado em cidades como Mauá, Santana de Parnaíba e Pirapora do Bom Jesus. O antropólogo Marcelo Manzatti, curador do projeto, considera que este tipo de evento contribui para ampliar a visão sobre o fenômeno samba. “Atualmente, o gênero é estritamente associado ao contexto carioca tornando míope a visão sobre a sua amplitude”, diz. Como exemplo, ele cita o samba de bumbo, manifestação típica de São Paulo, porém, muito pouco conhecida. Para o SESC Ipiranga, que abriga o projeto, o evento oferece diversão junto com a oportunidade de o público compartilhar uma das mais ricas manifestações da cultura popular paulista. “Abrir espaço para esse projeto é ressaltar a importância da preservação deste gênero tradicional, precursor do samba paulista, valorizando assim o exercício de compreensão da alma do nosso povo” ressalta Lídia Tolaba, coordenadora de programação do SESC Ipiranga. E será este espírito festivo que estará espalhado pelo Sesc em um conjunto integrado de atividades como: Exposição fotográfica com o tema Samba Paulista – do Centro Cafeeiro à Periferia do Centro, que traz registros de Mário de Andrade e Claude Lévi Strauss de sambas e batuques do interior e ainda a influência deles na formação dos cordões carnavalescos da capital; Desfile de Zé Pereiras, boizinhos, caiapós, blocos e cordões carnavalescos, como o Cordão de Tatuí e Juca Telles, este de São Luiz do Paraitinga; e Rodas de samba com sambistas da nova geração e personalidades das escolas paulistas como Hélio Bagunça (Camisa Verde e Branco e um dos fundadores da escola Tom Maior), Toniquinho Batuqueiro (Unidos de Vila Maria), Airton Santamaría (camisa Verde e Branco) e Carlão do Peruche. Todas as atividades do projeto são gratuitas, com exceção das oficinas de longa duração. Apresentações musicais, rodas de samba e desfiles de cordões acontecerão no quintal do Sesc Ipiranga. Samba de Bumbo –Algumas informações É uma modalidade de samba que ocorre no Estado de São Paulo e que, de acordo com a época e a localidade, é também chamada de samba antigo, samba campineiro, samba de pirapora, samba de umbigada, samba lenço, etc. Ao lado do jongo e batuque de umbigada, o samba de bumbo compõe a trilogia das manifestações culturais negras originadas no tempo da escravidão ainda praticadas em São Paulo. É chamado samba de bumbo porque utiliza a zabumba, principal característica rítimica, que o diferencia de todos os demais gêneros por ser pouco usual. O instrumento chegou aos negros paulistas através de trocas que estabeleceram com brincantes portugueses de outras festas ou mesmo através de negros migrarados do nordeste sob a influência de folguedos como o Baião. Os temas do samba de bumbo costumam ser vinculados ao cotidiano, temas de amor e outros assuntos prosaicos. Havia também o improviso, que hoje não se pratica mais, reunindo os bambas e os valentões. A dança é muito variada e pode ser praticada em roda, em fila, evoluindo com lenços e outros adereços, culminando ou não com a umbigada. Na cidade de Santana do Parnaíba, o samba ocorre no carnaval, mas o gênero também faz parte de festas religiosas, sobretudo, São Benedito (13 de maio), São João (24 de junho), Natal e Reis ( 25/12 e 06/01). SERVIÇO Evento: Bambas do Samba – Sambas de Bumbo Período: de 22 de fevereiro a 09 de março Local: Quintal e Área de Convivência do Sesc Ipiranga (Endereço: Rua Bom Pastor, 822 - Ipiranga – Tel: 3340 2000) Estacionamento: Não tem Com acesso para deficiente Forma de pagamento: aceita cartão e cheque Pessoal, não esquecendo nossas origens pobres e periféricas, sempre que as comunidades podiam juntavam um dinheirinho, com a farofa, o frango assado e íamos todos para Pirapora, como sempre chegávamos de madrugada, todos iam esperar o amanhecer no Barracão, onde se fazia um samba de arrepiar a nossa'infância'. Duas coisas marcaram com dor essas comunidades pobres. A primeira foi a igreja mandar derrubar o barracão e a outra foi a construção da Barragem Edgar de Souza que destruiu completamente o salto de Pirapora e perdemos para sempre a oportunidade de ter um dia festivo, alegre e com passeio de barco. Sendo pobre conheci o samba nas esquinas, pois não tendo aparelho de som, não podia ouvir rock ou qualquer outro tipo de música. Então me tornei sambista, mas quanta dor, não carregamos por levar esta bandeira adiante? Eu desejo muito que vocês tenham prazem mesmo em participar desta festa formidável criado pelo competente Manzatti, uma força total na recuperação de nossa memória popular. Acho que vcs deveriam chegar bem cedo, para dar uma olhada nas fotos de gente simples fazendo samba, existe uma particularidade nelas.Uma parte significativa delas,principalmente as do samba no interior de SP, foram encontradas na polícia de Rio Claro. Elas são daquele tempo em que qualquer reunião de negros, para sairem e se divertir na rua, eram todos fotografados pela polícia. Só por trazê-las em público já é uma vitória extraordinária. Agora que muitos foram impregnados de modismos, esqueceram no tempo a estória daqueles que atravessavam o centro de São Paulo, com o tamborim embrulhado junto com a marmita. Ver as pessoas versando, em seus trajes simples, sua origem humilde,nos alenta a lembrança de todos que bateram em algum momento da vida um surdo. Por isso, vamos lá, vamos buscar nossa história. Vamos cantar os sambas do Talismã, Jangada, Zeca da Casa Verde, Toniquinho Batuqueiro. Vamos lá, ver o fabuloso Projeto Nosso Samba, acompanhando o Carlão do Peruche e o Toniquinho Batuqueiro. Lembrando, foi muito louvavel a inciativa de fazer seu aniversário, homenageando no ano passado o Toniquinho Batuqueiro. Como diz aquele samba do Geraldo Filme, preto e pobre só aprende a estudar em escola de samba. Vamos lá ver os nossos.
Pessoal, não esquecendo nossas origens pobres e periféricas, sempre que as comunidades podiam, juntavam um dinheirinho, com a farofa, o frango assado e íamos todos para Pirapora, como sempre chegávamos de madrugada, todos iam esperar o amanhecer no Barracão, onde se fazia um samba de arrepiar a nossa 'infância'. Duas coisas marcaram com dor essas comunidades pobres. A primeira foi a igreja mandar derrubar o barracão e a outra foi a construção da Barragem Edgar de Souza que destruiu completamente o salto de Pirapora e perdemos para sempre a oportunidade de ter um dia festivo, alegre e com passeio de barco. Sendo pobre conheci o samba nas esquinas, pois não tendo aparelho de som, não podia ouvir rock ou qualquer outro tipo de música. Então me tornei sambista, mas quanta dor, não carregamos por levar esta bandeira adiante? Eu desejo muito que vocês tenham prazem mesmo em participar desta festa formidável criado pelo competente Manzatti, uma força total na recuperação de nossa memória popular. Acho que vcs deveriam chegar bem cedo, para dar uma olhada nas fotos de gente simples fazendo samba, existe uma particularidade nelas. Uma parte significativa delas,principalmente as do samba no interior de SP, foram encontradas na polícia de Rio Claro. Elas são daquele tempo em que qualquer reunião de negros, para sairem e se divertir na rua, eram todos fotografados pela polícia. Só por trazê-las em público já é uma vitória extraordinária. Agora que muitos foram impregnados de modismos, esqueceram no tempo a estória daqueles que atravessavam o centro de São Paulo, com o tamborim embrulhado (escondido) junto com a marmita. Ver as pessoas versando, em seus trajes simples, sua origem humilde,nos alenta a lembrança de todos que bateram em algum momento da vida, um surdo. Por isso, vamos lá, vamos buscar nossa história. Vamos cantar os sambas do Talismã, Jangada, Zeca da Casa Verde, Toniquinho Batuqueiro. Vamos lá, ver o fabuloso Projeto Nosso Samba, acompanhando o Carlão do Peruche e o Toniquinho Batuqueiro. O Geraldo Filme tinha muita razão quando diz no samba 'preto e pobre só aprende a estudar em escola de samba'. Vamos lá ver a nossa gente, vamos lá ver a nossa história, vamos lá.Abraços Rubão
Ola Meu nome é Alessandro e sou pesquisador de folclore na Unicamp pesquiso o grupo Urugungos Puítas e Quijengues. Estou nesse momento centrado na dança do Samba Lenço. Soube do evento ja ocorrido pelo grupo e soube de outros grupos como o de MAua que também se apresentou. As pesquisas de material está muito dificil quase tudo tem sido relato oral. Assim se você tiverem algum material informativo sobre o evento, sobre o samba lenço, sobre o grupo de maua. Enfim contatos, informandos ou material que possa disponibilizado por gentiliza me envie
Alessandro José de Oliveira |
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