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Bienal lança livro sobre a canção brasileira no século XX |
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O livro “Brasil Século XX – Ao pé da letra da canção popular", de Luciana Worms e Wellington Borges Costa, será lançado neste sábado, 4 de maio, no estande da Editora Nova Didática, na Bienal Internacional do Livro (Centro de Exposições Imigrantes, rua N, estande 256 - área laranja).
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Comentários dos leitoresOrelhas do livro:
Luciana e Wella são dois apaixonados por música e pelo Brasil. É impressionante a manei-ra como eles se emocionam ao lembrar de fatos, pessoas, co-mícios, passeatas... Para cada evento histórico que comentam tiram do baú uma canção, uma marchinha, um jingle. Puro deleite! Quem tem a sorte de sen-tar com eles para um bate-papo sempre sai mudado: mais consciente, mais alegre, mais brasileiro, mais apaixonado... Brasil século XX – Ao pé da letra da canção popular nasceu dessa paixão. Não se trata de um livro de música, mas de História do Brasil... "cantada". Para os autores, a música "está na alma do Brasil". É uma das formas mais autênticas de expressão do povo. Da nação. É espantoso constatar que, apesar da riqueza de informa-ções que boa parte das músi-cas compostas ao longo de nossa história oferecem, elas foram deixadas de lado, des-cartadas enquanto documentos vivos da história brasileira. A publicação deste livro prova que é possível ler, ouvir, cantar, encontrar e fazer Histó-ria nas criações mais inespera-das! Boa leitura! Apresentação:
O livro Brasil século XX Ao pé da letra da canção popular nar-ra a aventura da História do Brasil no século passado e sua trilha sonora. Está dividido em cinco capítulos. MALDITO VIOLÃO, o primeiro deles, retoma o início do século para explicar a ascensão e a queda das oligarquias (a “República dos fa-zendeiros”) e o início da industria fonográfica no país quando Sinhô era o “rei do samba”. Enquanto Getúlio Vargas liderava a revolução de 30, Ismael Silva, pouco antes, promovia uma revolução no samba. Nesse tempo, portar vi-olão dava cadeia o tema preferencial das músicas da época era a ma-landragem. O capítulo ainda se estende pela ditadura do Estado Novo (1937-45) e pelos seus sustentáculos DIP (Departamento de Imprensa e Propa-ganda) e PE (Polícia Especial) responsáveis pelas canções que, de um lado, regeneravam o malandro e, de outro, propagavam o ufanismo. BENDITO VIOLÃO, segundo capítulo, vai da renúncia de Getúlio à renúncia de Jânio Quadros. Foi um curto período de democracia entre duas ditaduras em que o brasileiro pôde votar quatro vezes para presi-dente. Em 1946, já no governo Eurico Gaspar Dutra, o cenário político brasileiro estava dividido entre os que defendiam a contenção da entrada do capital internacional no Brasil e os que queriam a entrada maciça de capital estrangeiro. Em meio ao fogo cruzado, Juscelino Kubitschek foi eleito presi-dente: O “Presidente Bossa Nova”. Após alguns anos de angústia, fruto em parte dos horrores da Se-gunda Guerra, a Bossa Nova veio decretar o fim da tristeza (expressa pe-las canções de “dor de cotovelo”) e transformar a música brasileira em artigo de exportação. O violão passou de instrumento maldito a peça de mobília obrigatória. O terceiro capítulo, MALDITA GUITARRA, conta os anos de dita-dura militar. Quando o golpe de 1964 foi deflagrado, o cenário musical brasileiro já começava a dar sinais de cisão ideológica: a “música de protesto”, a Jovem Guarda e o Tropicalismo dividiam os gostos e as atitudes dos jo-vens nos anos 60. Enquanto uns se preocupavam em protestar contra o regime (o “não”), outros queriam carrões e festas de arromba (o “yeah-yeah-yeah!”) e outros, ainda, queriam tudo junto (o “muito pelo contrá-rio”). Nesse período chegou a acontecer no país passeata contra as guitar-ras elétricas. Apesar de muito utilizada nos anos 70 Novos Baianos, Secos & Molhados, Raul Seixas... , a guitarra só foi realmente redimida nos anos posteriores à anistia dos presos e exilados políticos em 1979. O quarto capítulo, BENDITA GUITARRA, conta como esse ins-trumento auxiliou toda uma geração criada sob a lei marcial (o chamado BRock), a experimentar a transição democrática nos anos 80 anos da “Nova República”. O quinto e último capítulo, VIDEOCLIPE E MP-3, narra a última década do século XX. O “impeachment” de Fernando Collor, as duas eleições de Fernando Henrique, a globalização, a informatização, a ques-tão agrária e os reflexos de tudo isso na produção musical do país fecham o ciclo do século. A leitura deste livro surpreenderá os amantes da música com o en-caixe engenhoso que os autores promoveram de letras de canções em fa-tos históricos. E aos estudiosos de História do Brasil, pelo farto material fonográfico que ilustra a importante contribuição das letras de música como crônicas de seu momento social e político. Boa leitura. Acho de extrema importância o resgate de nossa cultura musical: jovem guarda, o choro, o samba, enfim, a riqueza em gênero, que só mesmo o Brasil possui. Sou jornalista e pesquisador musical. Moro em Belo Horizonte e adoro um bom e velho rock and roll também. No futuro, pretendo lançar algo sobre o rock progressivo e MPB. O livro é a alma de uma nação.
O livro “Brasil Século XX – Ao pé da letra da canção popular", de Luciana Worms e Wellington Borges Costa, foi indicado pela Câmara Brasileira do Livro para concorrer ao importante Prêmio Jabuti, na Categoria 12 - Livro Didático de 1º e 2º Grau (http://www.cbl.org.br/premios_jabuti_indicados2003.asp).
Parabéns, faz 6 anos que estudei pela primeira vez com o Wella e a Luciana,e desde aquela época eles já mostravam saber muito sobre o assunto, com certeza esse será um livro espetacular.
Alvíssaras para a música brasileira na educação! O livro “Brasil Século XX – Ao pé da letra da canção popular", de Luciana Worms e Wellington Borges Costa, acaba de ganhar o Prêmio Jabuti na Categoria Livro Didático de 1º e 2º Grau.
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