Agenda do Samba & Choro

Gravadoras relançam mais títulos de samba

Guia do
carnaval de rua do
Rio de Janeiro
 
 Página principal » Notícias » Notícias antigas

Receba grátis nosso informativo:


43888 assinantes
Exemplo | Cancelar | Trocar email Notícias enviadas às terças e sextas.


Assine em um leitor de notícias RSS


Se você gosta de nosso trabalho, nos apóie se tornando um Amigo do Samba-Choro.

Por Marcus Fernando
Publicada em 4 de Outubro de 2001 
Assunto: CDs

Parece que as gravadoras realmente compraram a idéia de relançar títulos originais. Este mês de outubro está cheio de novidades e o samba se faz presente.

A BMG apresenta a segunda fase da série “RCA – 100 Anos de Música” com 35 títulos que incluem grandes discos de samba.

Do mestre Cartola, o disco que faltava: “Verde Que Te Quero Rosa” (1977). Esta obra-prima traz “Autonomia”, “Tempos Idos”, “Grande Deus” e o Cartola intérprete em “Escurinha” (Geraldo Pereira/Arnaldo Passos) e “Pranto de Poeta” (Nelson Cavaquinho/Guilherme de Brito).

Aracy de Almeida em “O Samba em Pessoa” (1958) mostra porque se tornou a grande intérprete de Noel Rosa com “Adeus” (parceria com Ismael Silva e Francisco Alves), “Eu Vou pra Vila”, “Vitória” (com Nonô) e “Para me Livrar do Mal” (com Ismael Silva). O disco ainda traz Almirante (“Batente”), Lamartine Babo (“Minha Cabrocha” e “Passarinho... passarinho”), Ary Barroso (“Caco Velho”), entre outros.

Um dos maiores cantores de samba de todos os tempos, João Nogueira aparece em “Bem Transado” (1983). Ele solta a voz em “Como será o ano 2000?” (Padeirinho), “Retrato de Saudade” (Raphael Rabello/Paulo Cesar Pinheiro) e “Sonhos de uma noite de verão” (Reginaldo Bessa/Nei Lopes). João mostra suas parcerias com Dalmo Castello e Edil Pacheco (“Se segura, segurança”), Nonato Buzar (“Sapato de Trecê”) e Ivor Lancellotti (“Outros Tempos”). “Clube do Samba” tem a participação de Martinho da Vila.

E Martinho também teu um disco relançado nesta série, “Rosa do Povo” (1976). E aliás com a participação de João Nogueira em “João e José”, parceria dos dois. Outra parceria de Martinho neste disco é com Leci Brandão em “Chorar não cabe agora”. Sem parceiros ele mostra “Claustrofobia”, “Não tenha medo, amigo”, “Coisa Louca”, “Piquenique”, “Choro Chorão” e “Ai, que saudade que eu tenho”. E interpreta Candeia em “Quem me dera”.

A voz potente de Jamelão está em “Cuidado Moço” (1969) que traz “Mercadores e suas tradições” (Darcy Monteiro/Jurandir/Hélio Turco), samba-enredo da Mangueira em 69, e uma composição de Tito Madi, “Sincera”. Claro que não poderia faltar Lupicinio Rodrigues, presente com “A vida é isto”.

Com seu estilo peculiar, Bezerra da Silva apresenta em “Justiça Social” (1987) músicas como “Fofoqueiro é a imagem do cão”, “O Dr. Está na sua capturação”, “Meu pai é general de umbanda” e “Na hora da dura”.

Há ainda Jorge Veiga (“O Caricaturista do Samba”), Anjos do Inferno (“Os Grandes Sucessos dos Anjos do Inferno”) e Moreira da Silva (“Música Popular Brasileira”).

A Warner também vasculhou seu catálogo e selecionou vários títulos de samba e choro para a coleção “Arquivos Warner”, com mais de 80 títulos da WEA e Continental. Alguns discos já saíram em CD e voltam remasterizados. Outros estão sendo lançados neste formato pela primeira vez.

Dona Ivone Lara, “Alegria Minha Gente” (1982). Lá estão “Roda de samba pra Salvador”, “Préa comeu”, “Meu destino é sofrer” e “Coração porque choras?”, todas de Dona Ivone. As parcerias incluem “Nasci pra sonhar e cantar” (com Delcio Carvalho) e “Me abandonaste” (com Mestre Fuleiro). Ela ainda interpreta, entre outras, “Uma rosa pro Cartola”, de Wilson Moreira e Nei Lopes.

Paulinho da Viola, “Prisma Luminoso” (1983). Já havia saído na série “2 é demais!” sem remasterização e agora volta com capa original e som decente trazendo “Retiro”, “O tempo não apagou”, “Cadê a razão”, “Cisma”, “Só Ilusão” e “Toada”, além de “Mais que a lei da gravidade” e “Prisma Luminoso” (com Capinan) e “Quem Sabe” (com Elton Medeiros). Paulinho coloca sua voz em “Mas quem disse que eu te esqueço” (Dona Ivone Lara/Herminio Bello de Carvalho), “Documento” (Eduardo Gudin/Paulo Cesar Pinheiro) e “Não posso viver sem ela” (Cartola/Bide).

Noite Ilustrada, “Revivendo o mestre Ataulfo” (1969) é um songbook do compositor mineiro Ataulfo Alves e tem “Meus tempos de criança”, “Vassalo do Samba” “Boêmio”, “Talento não tem idade”, “Vida da minha vida”, “Infidelidade”, “Leva meu samba”, entre outras, além de um pot-pourri com clássicos como “Pois é” e “Na cadência do samba.”

MPB-4, “Feitiço Carioca – Do MPB-4 para Noel Rosa” (1987) é baseado na obra do poeta da Vila. “Pierrot Apaixonado”, “Quem ri melhor”, “Não tem tradução”, “Pela décima vez”, “Quem dá mais”, “Com que roupa” e “Filosofia” estão entre as selecionadas no repertório.

Jards Macalé, “4 Batutas e um Coringa” (1987) traz o compositor de “Vapor Barato” interpretando sambas de Paulinho da Viola (“Para ver as meninas”, “Quatorze anos” e “Vela no breu”), Geraldo Pereira (“Bolinha de Papel”, “Ministério da Economia” e “Acertei no milhar”), Nelson Cavaquinho (“Palhaço”, “Luz Negra” e “A Flor e o Espinho”) e Lupicínio Rodrigues (“Dona Divergência”, “Exemplo” e “Torre de Babel”).

Zezé Motta, “Negritude” (1979). Traz entre outras “Manhã Brasileira” (Manacéa), “Atividade” (Padeirinho), “Autonomia” (Cartola) e “Senhora Liberdade” (Wilson Moreira/Nei Lopes).

Radamés Gnatalli e Camerata Carioca (1979), “Tributo a Jacob do Bandolim”. Grandes músicos interpretando a suíte “Retratos”, “Doce de Côco”, “Vôo da Mosca”, “Noites Cariocas”, “Vibrações”, “Gostosinho” e “Conversa Mole”.

Há ainda um disco solo de Altamiro Carrilho e outro dele com Dilermando Reis e Waldir Azevedo.

“Arquivos Warner” chega às lojas na próxima semana e a segunda fase da coleção “RCA – 100 Anos de Música” no final do mês.

Voltar para Manchetes de Outubro de 2001

Enviar por email | Imprimir

Comentários dos leitores

A gravação de Autonomia pelo próprio Cartola com arranjo do Radamés Ganattali é uma das coisas mais lindas já feitas na história da música brasileira. Com este disco, TODA a discografia do Cartola fica em catálogo.Aproveite enquanto pode.
Paulo Eduardo Neves
4 de Outubro de 2001 #

Esta notícia é maravilhosa mas ao mesmo tempo é preocupante, pois nos fazem pensar que só a música do passado(recente ou não) é boa e já não se fazem interpretes,músicos
e compositores como antigamente!è brincadeira!!! como diria o Gerson....Hoje só somos felizes de verdade com música e futebol do passado. Portanto salve a velha guarda!!!

Parabéns às gravadoras pela bela iniciativa!
valter burri
5 de Outubro de 2001 #

Caros e caras,
Fiquei surpreso com a noticia do lancamento em CD do Verde que te quero rosa(Cartola),pois em materia anterior que saiu no JB se dizia que seria lancado em CD o outro disco de Cartola(Cartola 70 anos).Qual seria a informacao correta?
Um abraco,Arnaldo Garcia.
Arnaldo Leite Pinto Garcia
5 de Outubro de 2001 #

Arnaldo, as duas notícias são corretas. O Cartola 70 anos já foi lançado e anunciamos aqui há meses atrás, esta notícia é sobre o lançamento no final do mês.
Paulo Eduardo Neves
5 de Outubro de 2001 #

Alguém sabe a relação completa de relançamentos destas duas coleções?
guilherme
7 de Outubro de 2001 #

Justiça Social é um dos melhores discos do Mestre bezerra. Agora quando vão lançar em CD o disco "Se não fosse o samba" de 89?
Marco Maciel
24 de Fevereiro de 2002 #

Índice
Manchetes de Outubro de 2001

<< Anterior
A pianista Dudah Lopes e grupo vocal Flor Amorosa nesta quarta

Próxima >>
Uau! Primeiro disco de Canhoto da Paraíba relançado em CD


» Envie esta notícia para um amigo

» Imprima esta notícia


Notícias | Casas com música | Artistas | Tribuna Livre | Artigos e debates | Fotos | Partituras | Compras | Amigos do Samba-Choro | Busca

Receba notícias sobre samba e choro por email:

Contato | Privacidade | Sobre este sítio
©Copyright 1996-2012
Samba & Choro Serviços Interativos LTDA
(Todos os direitos reservados).