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V Festival de Música, Dança e Cultura Afro-brasileira até 20/4

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Por Eugênia Rodrigues
Publicada em 2 de Abril de 2012 
Estado: RJ 
Assunto: Shows e Rodas

De 2 a 20 de abril será realizado o V Festival de Música, Dança e Cultura Afro-brasileiras. A programação é toda gratuita e engloba shows, um seminário e oficinas. Haverá shows de Jards Macalé, Jorge Aragão, Moacyr Luz o Samba do Trabalhador e vários outros, O seminário "Inserção e Realidade" terá Martinho da Vila entre os palestrantes e as oficinas abarcam canto e sonoridades afro-brasileiras, dança afro, teatro, percussão e fabricação de instrumentos musicais.

O festival foi idealizado e produzida pelo produtor cultural Armando Daudt, com direção artística de Haroldo Costa e a coordenação de seminário de Milton Gonçalves

Veja a programação completa:

"ESPETÁCULOS DE MÚSICA E DANÇA

DIAS 2, 3 E 4 DE ABRIL


Na parte musical, o Festival Afro terá apresentações de nove artistas/grupos de música e dança, autênticos representantes da diversidade cultural afro-brasileira, representada por ritmos como samba, jongo, caxambu e outros. A direção musical será de Ruy Quaresma e a produção executiva de Tereza Quaresma. A direção artística dos espetáculos será do escritor e produtor musical Haroldo Costa, uma das maiores autoridades em matéria de música e cultura afro-brasileira.

Programação dos Espetáculos Musicais

Local: Teatro Dulcina
Endereço: Rua Alcindo Guanabara, 17 – Centro

2 de abril (segunda):
19h Jards Macalé
20h Baticun
21h Rogê

3 de abril (terça):
19h Caxambu do Salgueiro
20h PC Castilho
21h Moacyr Luz e o samba do Trabalhador

4 de abril (quarta):
19h Ilê Ofé
20h Paula Santoro e Trio
21h Jorge Aragão


JARDS MACALÉ

Há 40 anos no cenário musical brasileiro, Jards Macalé transita por várias formas de arte: na música (produtor, diretor musical, instrumentista, cantor), na TV (instrumentista e ator), no cinema, na poesia, no teatro e nas artes plásticas.

Macalé é autor de canções como "Vapor Barato", "Movimento dos Barcos" e "Rua Real Grandeza". Teve como parceiros Waly Salomão, Torquato Neto, Naná Vasconcelos, Jorge Mautner, Gláuber Rocha e Vinícius de Morais. Suas músicas foram interpretadas por grandes nomes como Gal Costa ("Hotel das Estrelas"), Maria Bethânia ("Anjo exterminado" e "Movimento dos barcos"), Clara Nunes ("O mais-que-perfeito"), Rappa ("Vapor Barato") e muitos outros.

Com esse extenso currículo, o show de Jards Macalé é, sem dúvida, um dos mais aguardados do V Festival Afro.


BATICUN

O grupo de percussão Baticun, formado pelos percussionistas Beto Cazes, Carlos Negreiros, Jovi Joviniano e Marcos Suzano, foi criado em 1991, a partir da experiência de seus integrantes na realização de workshops conjuntos em vários espaços culturais do Rio de Janeiro. Sua primeira apresentação foi realizada nos jardins do MAM, juntamente com o quarteto alemão Fun Horns, para uma audiência calculada em quatro mil pessoas. Nos anos seguintes o Baticun continuou a sua trilha de sucesso, participando de várias gravações ao lado de Nei Matogrosso, Antonio Adolfo, José Lourenço, Hélcio Milito e muitos outros.


MOACYR LUZ E O SAMBA DO TRABALHADOR

O cantor, compositor e produtor carioca Moacyr Luz possui nove CDs gravados, trazendo, em cada um deles, importantes referências à Música Brasileira. Como compositor, possui mais de cem músicas interpretadas por nomes como Maria Bethânia, Nana Caymmi, Gilberto Gil e Leila Pinheiro. Como produtor musical, realizou os últimos CDs de Guilherme de Brito e Jards Macalé.

Em 2005 lançou, no Clube Renascença, no Andaraí, o Samba do Trabalhador, roda de samba cujo público chega a duas mil pessoas em datas especiais.

No Festival Afro, Moacyr Luz será acompanhado por Gabriel Cavalcante e Alexandre Nunes, ambos no cavaquinho e voz, Nilson Visual, no surdo, Daniel Neves, no violão 7 cordas, e Álvaro Santos, Thiago da Serrinha, Luiz Augusto e Junior de Oliveira na percussão.


ILÊ OFÉ

Criado há 26 anos pelo coreógrafo Charles Nelson, o grupo de artes Ilê Ofé tem como objetivo principal divulgar, através da dança, a cultura afro-brasileira em várias de suas vertentes, utilizando-se, para isso, de recursos como o canto e a percussão.

Atualmente, o grupo desenvolve um trabalho que contempla danças ligadas à mitologia africana e ao folclore brasileiro, como Lundu, Cafezal, Batuque e Samba de Roda. Em seu show, o grupo apresenta a "Lenda dos Orixás", que um dia escolheram o planeta Terra como moradia e passaram a se manifestar através dos elementos místicos da natureza e da dança.

PAULA SANTORO E TRIO

Paula Santoro é uma das maiores intérpretes de sua geração. Já cantou ao lado de Chico Buarque, Guinga, Toninho Horta, Alcione e Flávio Venturini. É uma das poucas artistas brasileiras a se apresentar no programa "Later with Jools Holland", da BBC de Londres.

Em seu show, Paula Santoro e seu trio formado por Rafael Vernet (piano e arranjos), Guto Wirtti (contrabaixo) e Marco Lobo (percussão) recriam os afro-sambas gravados em parceria por Vinicius de Moraes e Baden Powell, temas que marcaram para sempre a música brasileira, mergulhando fundo nas nossas raízes africanas e no candomblé.

PC CASTILHO

O compositor, flautista e cantor PC Castilho iniciou seus estudos de flauta transversa em 1987, com Lena Horta. Paralelamente, experimentava e aprendia também outros instrumentos, como o violão, o sax soprano e vários tipos de percussão. Concluiu seu bacharelado e licenciatura na Universidade do Rio de Janeiro e, desde então, vem se apresentando ao lado de diversos artistas.

Em seu show, PC estará muito bem acompanhado por Marcílio Figueiró (violões), Carlos Rabha (baixo elétrico) e Nailson Simões (bateria e percussão). No roteiro, as autorais "Barra do leste" e "Sopro do vento", além de músicas de outros compositores, como "Semba dos ancestrais (Rosinha de Valença e Martinho da Vila) e "Canto das três raças" (megaclássico de Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro).

CAXAMBU DO SALGUEIRO

A partir do início do Século XIX, o Morro do Salgueiro, na Tijuca, foi aos poucos se transformando em moradia de novos grupos, formados por escravos libertos das lavouras de café e também por imigrantes de outros estados à procura de emprego. Dentre as manifestações folclóricas trazidas, a que foi incorporada pelos salgueirenses de forma mais marcante foi o Caxambu - coreografia de roda, com movimentos circulares no sentido contrário ao ponteiro do relógio, que, infelizmente, foi aos poucos desaparecendo.

Em 2006, temendo o fim dessa manifestação cultural, Rogerinho do Salgueiro, em conversa com Mauro Torrão, presidente do Bloco Raízes da Tijuca, resolveu reorganizar o grupo. Desde então, a arte do Caxambu está de volta ao Morro do Salgueiro, como o público carioca verá na apresentação do grupo no V Festival Afro.

JORGE ARAGÃO

O sambista Jorge Aragão iniciou a sua trajetória no mundo da música na década de 70, tocando em bailes e casas noturnas. Alcançou grande sucesso como um dos principais compositores e letristas do grupo Fundo de Quintal, referência no pagode. Deixou o grupo em 1981 para seguir uma brilhante carreira solo.

Com doze discos lançados, obteve grande reconhecimento por músicas como "Coisinha do Pai" (com Almir Guineto e Luiz Carlos), consagrado na gravação de Beth Carvalho; "Coisa de Pele", "Do Fundo do Nosso Quintal" e "Enredo do Meu Samba".

Com quase 30 anos dedicados inteiramente à MPB, Jorge Aragão continua em intensa atividade, abrilhantando os palcos de todo o país. É um dos grandes ícones do nosso samba.






ROGÊ

Rogê é representante da nova geração de artistas da MPB e faz um som que é a cara do Brasil. Vai da bossa nova ao samba de exaltação, do sambalanço ao samba reflexivo – territórios pelos quais sempre transitou, com a propriedade de quem compõe para si, propondo-se a criar uma fusão de todos esses ritmos.

Já lançou três trabalhos solos e, com o passar dos anos, buscou as diferenças e a pureza de cada ritmo, trabalhando na interseção, no ponto em que as referências sonoras se entrecruzam e somam-se num ritmo que as sintetiza.

Em 2012 Rogê prepara um novo trabalho, cada vez mais inserido nos seus ideais, pronto para alçar novos vôos e conquistar novos horizontes.


OFICINAS CULTURAIS

DIAS 12, 13 E 14 DE ABRIL

Como em suas edições anteriores, as oficinas culturais têm o objetivo de promover a aproximação e a interação entre artistas e o público. Nelas, os artistas convidados falarão sobre suas origens e suas influências, além de divulgar o seu trabalho e interagir com o público presente, que poderá participar de "aulas" de canto e sonoridades afro, dança afro, maracatu, teatro e fabricação de instrumentos musicais. As oficinas serão realizadas no Espaço Cultural do CEDIM – Conselho Estadual dos Direitos da Mulher-RJ, no coração da região antigamente denominada "Pequena África".

Programação das Oficinas

Local: Espaço Cultural CEDIM Heloneida Studart
Endereço: Rua Camerino, 51 – Centro


12 de abril (Quinta)
14h Alba Lírio (Cantos e Sonoridades Afro)
15:30 Eliete Miranda (Arte da Dança Afro)

13 de abril (Sexta)
14h Aduni Benton (Teatro)
15:30 Naife Simões (Maracatu)

14 de abril (Sábado)
13h Musikfabrik (Fabricação de Instrumentos)
14:30 Ilê Ofé (Coreografias afro-brasileiras)


Alba Lírio (Afro-cantos e Sonoridades)

Alba Lírio é musicista, dançarina, escritora, professora e pesquisadora no campo das artes e das tradições vocais, especialmente indígena e afro-brasileira. Dirige no Brasil a Vox Mundi School of the Voice, instituição internacional com sede em San Francisco, Califórnia, e unidades em vários locais do mundo. Trata-se de um sistema de educação, com metodologia própria, que integra conhecimentos práticos e teóricos tradicionais, numa abordagem contemporânea, nas artes do canto, dança e teatro.

A oficina de canto oferecerá aos participantes a oportunidade de experimentar, com a voz e o corpo, emoção e atitude de alegria. Através de técnicas corporais e vocais desenvolvidas pela Escola, inspiradas nas matrizes musicais das tradições sagradas afro-brasileiras, O público poderá meditar e buscar, dentro de si, as raízes da musicalidade afro-brasileira.


Eliete Miranda (Arte da Dança Afro)

Formada em dança pela Universidade Federal da Bahia – UFBA, Eliete Miranda é atriz e bailarina egressa do Bando de Teatro Olodum. Ministra aulas na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e em escolas municipais, além de ser a responsável pelas oficinas e cursos regulares em dança afro no Espaço Companheiros das Artes, na Lapa.

A oficina ''A arte da dança afro'' pretende contribuir para o resgate de aspectos ligados à memória e à ancestralidade, advindos da contribuição dos povos africanos na cultura brasileira. A aula utiliza imagens, movimentos, dança e canto, de forma a despertar elementos afro-brasileiros que nos remetem à memória do povo negro.


Aduni Benton (Teatro)

Bacharel em Artes Cênicas, Aduni Benton é Diretora Artística da Companhia de Teatro É Tudo Cena!, que tem por objetivo pesquisar, valorizar e promover a cultura negra e afro-descendente. Sua oficina cultural de teatro irá apresentar algumas esquetes da peça "A Mitologia dos Deuses Africanos – Orixás", de Luiz Motta, realizada com atores afro-brasileiros que cantam e dançam, na língua Yorubá, músicas sacras de origem africana.

Além de assistir a trechos do espetáculo, o público presente poderá interagir com os atores e a diretora, além de fazer perguntas e aprender um pouco mais sobre o teatro e a cultura afro-brasileira.

Naife Simões (Maracatu)

Nascido no Recife em uma família de músicos, o percussionista, cantor e professor de percussão Naife Simões é bacharel em Música Popular Brasileira pela ¬UNI-Rio, onde estudou harmonia, bateria e percussão. Também desenvolve um trabalho de pesquisa de ritmos regionais e seus instrumentos,, tendo como principal foco os ritmos afro-brasileiros, entre os quais o baião, o maracatu, o frevo, o caboclinho, a ciranda e o samba-coco.

Como percussionista, Naife tem feito shows e gravado CDs com vários grupos e cantores como Maria Betânia, Nando Reis, Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, Nei Lopes e Nilze Carvalho.

Em sua oficina cultural, Naife Simões irá apresentar aos presentes uma verdadeira aula de maracatu.


Musikfabrik (Fabricação De Instrumentos Musicais)

Referência importante em seu campo, Musikfabrik é hoje um espaço de investigação, pesquisa e exercício da linguagem musical em seus variados aspectos, principalmente aqueles relacionados à etnomúsica. Os mais importantes resultados destes esforços foram o desenvolvimento de técnicas para a fabricação de instrumentos artesanais de música (em sua maioria desenvolvidos para serem fabricados em cooperativas de jovens) e a acumulação de um acervo fundamental, composto, além dos instru-mentos, por textos e bibliografia específica, máquinas e ferramentas especiais.

A oficina cultural do projeto Musikfabrik apresentará técnicas de fabricação artesanal de instrumentos de música dos mais diversos tipos.


Grupo de Arte Ilê Ofé (Coreografias Afro-brasileiras)
O grupo de Arte Ilê Ofé desenvolve um trabalho de dança da mitologia africana e do folclore brasileiro. Conta a lenda que os Orixás escolheram o planeta Terra como Moradia e passaram, então, a se manifestar através dos elementos da natureza e da dança. Danças do folclore brasileiro como Capoeira, Lundu, Cafezal, Batuque, Samba de Roda e outras fazem parte dessa manifestação e são a base do trabalho do Grupo de Arte Ilê Ofé, que, através de coreografias criadas por Charles Nelson, reconta essas lendas da criação do mundo.

As coreografias de Charles Nelson, inspiradas nas lendas relacionadas aos Orixás, serão o tema da oficina cultural a ser apresentada pelo grupo Ilê Ofé.



V SEMINÁRIO "INSERÇÃO E REALIDADE"

DIAS 18, 19 E 20 DE ABRIL


Com o objetivo de discutir a história, a cultura e a realidade dos cidadãos afro-descendentes em nossa sociedade, a Academia Brasileira de Letras, reconhecendo a importância e oportunidade do tema, acolhe, mais uma vez, a realização do V Seminário Inserção e Realidade, que terá a participação de Martinho da Vila, Desembargador Gilberto Fernandes, pesquisador Spírito Santo, além de jornalistas, pesquisadores, historiadores, personalidades da cultura afro-brasileira e público interessado. O seminário terá três mesas-redondas e será coordenado pelo ator e diretor Milton Gonçalves.

Programação do Seminário

Local: Auditório da Academia Brasileira de Letras
Endereço: Av. Presidente Wilson, 203

18 de abril (Quarta)
10h - O Brasileiro Negro: Presente e Futuro

19 de abril (Quinta)
10h - A Imagem do Brasileiro Negro

20 de abril (Sexta)
10h – A Africania da Música Brasileira"

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Comentários dos leitores

Da última vez que eu tentei it nesse evento, era uma desorganização terrível e eu não consegui entrar. Nem tento mais.
Leonardo Gomes
3 de Abril de 2012 #

Deveria haver maior divulgação do Festival,pois muitas pessoas interessadas no assunto nem tomam conhecimento da realização dele.
Marilia Alves
10 de Abril de 2012 #

Estava a procura do Charles e achei esse informativo do festival. Realmente é pouco divulgado, adoro dança e sempre q fico sabendo de algum espetáculo vou assistir. Quero noticias dele e da programação dos festivais e/ou afins. Obrigada!!
Maristela Mari
18 de Maio de 2012 #

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