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Por Paulo Eduardo Neves
Publicada em 22 de Dezembro de 2000 
Assunto: CDs

Este foi um ano espetacular para o samba e o choro! Tá certo que, tirando Zeca Pagodinho e Jorge Aragão, não se furou a barreira do jabá das rádios e TVs, mas em matéria de discos há muito não se gravava tanto e tão bem. As coisas até que estão melhorando. Vale a pena brigar por nossa boa música.

Pus no ar uma votação para escolher os melhores discos de samba e choro do ano. O resultado nem é tão importante, mas servirá para destacar alguns dos bons lançamentos que você pode não ter pecebido. Se não tiver saco de ler todo nosso papo sobre o que aconteceu este ano, você pode ir direto:


A votação está aberta até o dia 20 de janeiro para dar tempo de todos ouvirem com calma os presentes que ganharão de Natal.

Escolher os discos para a votação não é mole. Primeiro porque não ouvi todos. Cadê a grana para comprar tudo isto? Alguns, como o novo do Nei Lopes, pessoal está seco para comprar, mas ninguém consegue achar. Nem na festa de lançamento tinha o disco para vender. Outro problema é quanto aos relançamentos. Tá certo que o disco "Axé" do Candeia, que saiu escondido em uma coletânea, não merece estar entre os melhores discos do ano, mas e o "Okolofé" do Wilson Moreira que foi lançado há 10 anos Japão e este ano saiu por aqui pela primeira vez? E discos independentes que finalmente estão sendo distribuídos por gravadoras? Resolvi então incluir discos como o Okolofé, mas deixando de fora outros, como o belíssimo "Doce Recordação" da Velha Guarda da Portela, que já fora lançado em LP. Entra também o choro do "Orquídea", que havia sido lançado pela prefeitura de Niterói, e este ano ganhou distribuição nacional da Rob Digital.

Abaixo segue uma lista dos discos que estão na votação de melhores do ano. Se quiser argumentar a favor de seu disco favorito, reclamar de algum disco não ter sido mencionado, discordar de alguma opinião, faça um comentário nesta notícia. Quanto mais opiniões diferentes melhor. Quem sabe não convence alguém que seu disco preferido é realmente o melhor?

SAMBA

  • Tudo Azul - Velha Guarda da Portela
    O ano já começou arrebentando. Em fevereiro o melhor grupo da MPB, a Velha Guarda da Portela, lançava um disco para o mercado brasileiro após 30 anos. Era o "Tudo Azul", produzido por Marisa Monte.

  • Esquina Carioca
    Outro bem do início do ano. Showzão com Dona Ivone Lara, Walter Alfaiate, Moacyr Luz, Luis Carlos da Vila, Beth Carvalho e João Nogueira. O bacana do disco é que reúne algumas das melhores músicas dos intérpretes como Saudades da Guanabara (Moacyr Luz/Aldir Blanc) e Candeeiro da Vovó (Dona Ivone Lara/Delcio Carvalho).

  • Pagode da Tia Doca
    A pastora da Portela responsável por um dos principais pagodes do Rio, lança disco pela Paradoxx com a turma que lá toca.

  • Pagode de Mesa vol.2 - Beth Carvalho
    Infelizmente Beth não gravou seu esperado disco tributo a Nelson Cavaquinho (de quem diz ter um baú de inéditas), trocou de gravadora e fez um replay do disco anterior. A falta de criatividade da concepção não passou para a música, sempre misturando clássicos e mostrando o jovens sambistas que surgem. Se a gravadora Indie repetir seu histórico, daqui a pouco será relançando dentro de uma série de coletâneas a R$10.

  • Humanenochum - Riachão
    O veterano sambista baiano finalmente lança seu primeiro CD. Não ouvi, mas ao contrário da bola fora do Nelson Rufino, os produtores e participações são de primeira. Sai pela Velas.

  • Pra Fugir da Saudade - Célia e Zé Luz Mazziotti
    Os cantores fazem um delicado tributo à Paulinho da Viola por uma das gravadoras que mais lançaram coisas boas este ano, a JAM Music.

  • Água da minha Sede - Zeca Pagodinho
    Zeca está cantando cada vez melhor e a seleção de repertório é de primeira, com veteranos e desconhecidos. Não tem o que dar errado e ainda consegue ser popular. Zeca é o músico carioca de qualidade que mais vende discos.

  • Mangueira Chegou - Velha Guarda da Mangueira
    Disco produzido pelo japonês Tanaka em 1989 finalmente sai no Brasil. Só Carlos Cachaça e Nelson Sargento já valeriam o disco, que tem muito mais. Da Nikita Music.

  • Velhas Companheiras - Monarco, Guilherme de Brito e Nelson Sargento
    Mais um disco produzido pelo Tanaka, desta vez feito em 1999. Participam ainda Wilson Moreira, Cristina Buarque e Esther. Outro da Nikita, que também lançou no embalo o maravilhoso "Doce Recordação" da Portela.

  • Samba.com - Dorina
    A cantora Dorina bancou seu disco independente, Samba.com. Repertório perfeito. Produção precisa de Paulão 7 Cordas. Um dos melhores do ano.

  • Samba com Realidade - Mauro Diniz
    O filho de Monarco e cavaquinista de Marisa Monte lançou disco pela Paradoxx. Não ouvi, mas não tem como ser ruim. Todos só falam elogios.

  • Letra e Música - Nei Lopes
    O time de músicos e o talento do Nei já o garante entre os melhores do ano mesmo sem ter ouvido. Outro que só recebe elogios.

  • É sim Sinhô, vol. 2 - Lira Carioca
    Segundo volume do conjunto Lira Carioca interpretando um dos criadores do samba, Sinhô. O primeiro é ótimo, este não ouvi, mas os comentários têm sido bons. É independente.

  • Meu Coração é um Pandeiro - Cauby Peixoto
    Cauby grava pela primeira vez um disco inteiramente dedicado a samba e conta com participações especialíssimas de Chico Buarque a Nelson Sargento, passando por Paulinho da Viola. A produção de João de Aquino o impede de ser muito exagerado.

  • Ganha-se Pouco mas É Divertido - Cristina Buarque
    Cristina se dedica à redescobrir a obra do genial Wilson Batista. Músicos de primeira e ainda participações de Paulinho da Viola, Chico Buarque e do Roberto Silva, cantando o fino aos 80 anos. Mais uma jóia da JAM Music. Ei, queremos um disco solo do Roberto Silva!!! O cara é o máximo.

  • Cabô - Zé Renato
    Zé Renato mergulhou de vez no samba este ano. Largou o coral do Boca Livre e fez show com os bambas Moacyr Luz, Guinga e Macalé. Seu ótimo disco Cabô foi completamente abandonado pela gravadora Indie.

  • Riquezas do Brasil - Quinteto em Branco e Preto
    Prometido para janeiro, a revelação do (bom) samba paulista lançou seu primeiro CD em outubro pelo CPC-UMES.

  • Geografia Popular - Marquinhos de Oswaldo Cruz
    O sambista conhecido das rodas cariocas finalmente lança seu primeiro disco. Produção do Paulão 7 Cordas. Saiu pela Rob Digital

  • A Lua e o Conhaque - Delcio Carvalho
    Belo disco do Delcio que mostra como a Dona Ivone Lara é esperta em tê-lo como principal parceiro. A nata dos instrumentistas do samba e choro participam do disco. Uma jóia da CPC-UMES.

  • Okolofé - Wilson Moreira
    Segundo disco de mestre Wilson. Lançado em 1990 no Japão e relançado aqui primeiro de forma independente, depois adotado pela Rob Digital. O time de músicos que participa é impressionante. Perfeito!


Estou deixando gente paca de fora: Alcione, Arlindo Cruz e Sombrinha, Noel por Ione (elogiado, mas não ouvi), Jamelão, Zezé Motta interpreta Elizeth, Demônios da Garoa interpretando Adoniran, Tributo a Herivelto Martins, Nelson Rufino, Bezerra da Silva, Martinho da Vila, Leci Brandão e deve ter ainda mais gente por aí. Foi muito disco de samba este ano.

CHORO

A grande notícia em matéria de choro do ano foi a criação da primeira gravadora dedicada ao gênero, a Acari. O projeto idealista dos músicos Luciana Rabello e Maurício Carrilho já lançou seis pepitas, todas incluídas em nossa lista.

  • Pixinguinha de Corpo e Alma - Carlos Malta e quarteto de cordas
    O mago dos sopros se juntou um quarteto de cordas para dar uma visão inédita à obra do mestre Pixinguinha. Genial ver um violino fazendo as vezes de pandeiro. Um disco que não teve a merecida repercussão. Independente.

  • Ele e Eu - Zé da Velha e Silvério Pontes
    O terceiro disco da dupla. Desta vez completamente independente e acompanhado de um livro que conta a história dos músicos e do Choro. Não dá para ficar parado.

  • Bixiga - Banda Mantiqueira
    A big band paulista liderada por Proveta lançou seu segundo disco.

  • Orquídea
    Os bambas que agitam uma das melhores rodas de choro do Rio gravaram um disco que saiu pelo minúsculo selo da Prefeitura de Niterói. Este ano passou a ser distribuído pela Rob Digital.

  • João Pernambuco e o Sertão - Baden Powell
    Penúltimo disco de Baden Powell, dedicado à maravilhosa obra de João Pernambuco. Um casamento perfeito. Lançado pelo SESC paulista.

  • Bach en Brasil - Henrique Cazes e Camerata Brasil
    Alguns dos melhores músicos de choro interpretando a obra do mestre do barroco. A barreira entre o erudito e o popular é completamente diluída. Os fãs de choro não o encontram pois é colocado nos balcões de música erudita. Lançado mundialmente pela EMI.

  • Sempre Anacleto - Art Metal Quinteto
    O metais Art Metal se voltam para a obra de Anacleto de Medeiros, um dos músicos que deu forma à música brasileira. Da Kuarup.

  • Quinteto Villa-Lobos em Forma de Choros
    Um dos mais antigos grupos a embaralhar as fronteiras entre erudito e popular volta-se novamente ao choro. Não ouvi, mas não tem como ser ruim. Da Kuarup.

  • Choros do Ceará - Maria do Céu
    A violonista tira do imerecido esquecimento a obra do chorão cearense Chico Soares.

  • Lembranças - Baden Powell
    O último disco de Baden e teve lançamento póstumo. Baden revisita as músicas que mais influenciaram sua formação.

  • Mauricio Carrilho
    Mauricio arrebenta mostrando seu lado de arranjador e de compositor. O jornalista Mauro Dias intitulou-o "disco instrumental da década". Da Acari.

  • Arranca Toco
    Uma jam session da pesada juntando os bambas Mauricio Carrilho, Proveta, Jorginho do Pandeiro e Pedro Amorim. Da Acari.

  • Índio do Cavaquinho
    Completando 60 anos de carreira Índio mostra sua categora de compositor acompanhado por feras do choro. Da Acari.

  • Luciana Rabello
    Luciana se revela uma exímia solista e sensível compositora. Da Acari.

  • Leonardo Miranda toca Joaquim Callado
    O flautista Leonardo grava o primeiro disco exclusivamente dedicado a Joaquim Callado, um dos pais do choro. Várias músicas nunca tinham sido gravadas antes. Da Acari.

  • Álvaro Carrilho
    O irmão de Altamiro e pai do Maurício mostra seu talento como músico e compositor neste disco de belos choros bem tradicionais. Da Acari.

  • Pixinguinha de Bolso - Henrique Cazes e Marcello Gonçalves
    O duo de cavaquinho e sete cordas surpreende com interpretações originais da obra de Pixinguinha numa formação tão econômica. Um dos melhores do ano. Da Kuarup


RELANÇAMENTOS

O ano também foi pródigo em relançamentos. Vários feitos sem o menor cuidado dentro destas vagabundas séries de coletâneas. Dentro da "Enciclopédia da MPB" podia-se encontrar todo o disco "Axé" do Candeia, um dos melhores discos de samba já feitos, e o único de Carlos Cachaça. No exemplar do Pixinguinha da "Raízes do Samba" estava lá todas as músicas do "Gente da Antiga", que reuniu Pixinguinha, Clementina de Jesus e João da Baiana. Na "Acervo" da BMG pode-se encontrar o perfeito disco "Vibrações" de Jacob do Bandolim.

Deixando as coletâneas de lado, a Som Livre reabriu seus arquivos e da RGE e colocando vários CDs de volta em catálogo. Entre eles os preciosos "Acabou Chorare" dos Novos Baianos, "Portela Passado de Glória" da Velha Guarda da Portela e "Elizetíssima" de Elizete Cardoso. Outro lançamento beleza da Som Livre foi a série "Bambas do Samba", onde foram finalmente lançados em CD os discos mais importantes do (bom) pagode. Destaque para o primeiro do Zeca Pagodinho, "Coisa de Pele" de Jorge Aragão, todos da Jovelina Pérola Negra, Almir Guineto e os melhores da carreira do Fundo de Quintal. Tudo com capa original, ficha técnica e baratinho. Dentro da ótima série "Dois Momentos" a Warner lançou em CD o único disco do Paulinho da Viola que nunca havia sido lançado em CD e dois bacanas dos Novos Baianos. Candeia teve relançado seus discos Samba da Antiga e Filosofia do Samba, que somente estão chegando às lojas agora. A gravadora InterCD relançou o primeiro do Zé Ketti, o único de Heitor dos Prazeres, Ismael Silva e ainda Luis Americano, Haroldo Lobo e Milton de Oliveira, uma coletânea de Abel Ferreira e outra da Ademilde Fonseca. No final do ano a Kuarup relançou a última gravação de Cartola. A Atração relançou dois discos de Dilermando Reis. O primeiro e ótimo disco de Monarco chegou às lojas pela Warner, após ter sua reedição bancada pela Musicazes. Vários discos antigos da Beth Carvalho viraram CD. Eduardo Gudin e Moacyr Luz também tiveram discos de volta em catálogo pela Dabliú.

MILÊNIO QUE VEM

Ano que vem promete ser quente. Dona Ivone Lara lançará um disco de inéditas após 12 anos. Elton Medeiros já está em estúdio. A Lua discos vai lançar discos de Jards Macalé homenageando Moreira da Silva, de Casquinha e de Guilherme de Brito. Vai surgir uma nova gravadora dedicada apenas ao samba, a Carioca, dirigida por uma turma que sabe das coisas, que lança o segundo solo do violonista Cláudio Jorge ("Coisa de Chefe") e um com sambistas veteranos. Os feras do Trio Madeira Brasil preparam seu segundo disco. O Água de Moringa lançará um disco apenas com músicas inéditas de Pixinguinha. Paulinho da Viola já está até com uma música inédita de Zé Ketti, "Cadeira Cativa", que o pesquisador Arley Pereira descobriu e nos deu a dica.

É melhor ir deixando de comer para guardar dinheiro pros discos:-)

E se teve saco de ler até aqui, não esqueça de

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Comentários dos leitores

Gostaria de acrescentar mais um CD à lista dos melhores discos de samba lançados este ano:

Mangueira - Sambas de Terreiro e Outros Sambas.

Ninguém discorda que foi uma tremenda sacanagem lançar o disco daquele jeito, mas isso não tira o seu valor. O repertório e os arranjos são irretocáveis, pra não falar no seu valor histórico.
Gustavo Pacheco
22 de Dezembro de 2000 #

Turma do Samba-Choro
Achei o CD do Nei Lopes na Gramophone da Sete de Setembro ao preço de 22 reais, se não me engano. Acabei não comprando pois achei lá também os CDs da Velha Guarda da Mangueira e da Portela lançados pela Nikita a 15 reais e acabei me decidindo por estes.
Um grande toque, a Gramophone da Sete de Setembro é um bom local para comprar CDs de Samba e Choro. Não pensem que é propaganda barata da loja, pois não é. Isso foi apenas uma constatação de quem vive andando pela cidade atrás dessas preciosidades. Um grande abraço e quando souber de mais informações mandarei mensagens.
P.S: Ainda estou burilando o meu voto!!!!
Wander Paulus
Wander Paulus
22 de Dezembro de 2000 #

QUERIDOS AMIGOS E AMIGAS ASSINANTES DA AGENDA SAMBA - CHORO, VOTAR SOMENTE EM UM DESSES DISCOS É UMA TAREFA ÁRDUA, POIS TODOS SÃO ÓTIMOS DA MELHOR QUALIDADE.
QUERO APROVEITAR A OPORTUNIDADE PARA DEIXAR UM FELIZ NATAL PARA TODOS, QUE TODOS POSSAM SORRIR COMO UMA ROSA DESABROCHANDO NA PRIMAVERA E QUE JESUS HABITE TODOS OS CORAÇÕES DO MUNDO.
VAMOS CONTINUAR UNIDOS, ÁVIDOS AS COISAS BOAS QUE NOSSA BOA MÚSICA PODE NOS PROPICIAR. ALUTA CONTINUA IRMÃOS, TODO DE BOM!
MARCIO LUIZ SOROMINCKI
22 de Dezembro de 2000 #

Da relação dos melhores discos de samba do ano não pode definitivamente faltar o disco da Carmem Queiróz (Leite Preto), verdadeira obra prima que nos mostra uma intérprete maravilhosa.Esse é imperdível.

22 de Dezembro de 2000 #

Fiquei triste ao saber q o melhor disco de choro do ano não está na relação. Para mim , o melhor disco de choro é o de "Paulo Moura e os batutas", e ele não está na relação! :(
nelson almeida neto
22 de Dezembro de 2000 #

difícil à beça escolher o melhor disco entre tantos que, de tão bons, chegam a escapar dos limites
da excelência. mas concordo com o gustavo pacheco, que se queixa aí em cima da não inclusão de
"Mangueira - sambas de terreiro e outros sambas". pra historiografia da boa música popular do brasil, este aí mereceria até um troféu especial. não foi lançado comercialmente, vá lá, mas não deixa de ser disco. aliás, é mais do que disco. é história em seu estado mais puro e não corrompido. se estivesse na lista, votava nele por obrigação. pena que não está. m.
Marceu Vieira
22 de Dezembro de 2000 #

Nelson, você tem razão em dizer que é um disco maravilhoso, mas ele foi lançado em 1999. Confira a data da notícia sobre o lançamento.

Marceu e Gustavo, realmente o disco da Mangueira é fantástico, mas como vou colocar na votação um disco que as pessoas não puderam comprar? Realmente esqueci de mencioná-lo na retrospectiva.
Paulo Eduardo Neves
22 de Dezembro de 2000 #

Botar o disco da Mangueira na lista talvez fosse útil para reabrir o debate sobre um relançamento decente (e para chamar a atenção das pessoas para essa jóia). Também conheço muita gente que, mesmo não podendo comprar o disco, ouviu o exemplar de amigos ou cópias pirata, e estaria disposta a votar nele.Mas se mesmo assim você não quiser incluí-lo, sugiro que mencione-o na listagem final como Hors-Concours, ou algo assim, pois ele merece...

Também gostaria de sugerir mais um disco para a lista de choro: o excelente trabalho de Leandro Carvalho, "Descobrindo João Pernambuco".
Gustavo Pacheco
22 de Dezembro de 2000 #

O disco da mangueira que não foi comercializado é o melhor disparado. E é Obrigação de todos da lista (eu inclusive) continuar a briga pelo seu lançamento.
Dos discos mencionados fico com o Tudo Azul pela qualidade musical e pelo bom gosto de produção da cantora Marisa Monte.
Jos[e Cleverson
26 de Dezembro de 2000 #

Com certeza o pessoal do site pisou na bola nao colocando o novo CD do grupo Dois de Ouro na disputa pelo melhor CD de choro do ano. O grupo Dois de Ouro está entre os melhores grupos de choro do momento (eleito por Hermeto Pacoal como o melhor ), composto por músicos reconhecidos internacionalmente pelos seus trabalhos como Rogério Caetano, cavaquinhista do grupo, que junto com o 6 cordas Daniel Santiago foi considerado o melhor violonista(!) do planeta pelo virtuosíssimo violonista Guinga, em depoimento dado à Folha. Temos à frente do grupo, Hamilton de Holanda, bandolinista de renome, com trabalhos paralelos com Hermeto Pascoal e Marcus Pereira, vencedor de inumeros premios nas qualidades de interprete e compositor, pós-doutorado em música pela Universidade de Brasília, vem liderando o grupo, que a cada dia ganha mais espaço na mídia e nos eventos. O meu voto de melhor CD do ano de choro vai para o novo CD do dois de ouro(conferido em www.doisdeouro.com) que trazendo composições de Hamilton, Luíz Gonzaga, Pixinguinha e outros compositores conceituados mostra toda a virtuose do grupo em faixas com qualidade de gravação e equalização vistos pouquissimas vezes em um CD de choro. Espero que a despeito do que aconteceu no Free Jazz - RJ, onde o grupo Dois de Ouro mesmo tendo sido considerado pela crítica como melhor atração do Free Jazz, foi um dos menos aplaudidos, que o preconceito que Rio/Sao Paulo tem contra musicos/grupos de fora seja quebrada. A música brasileira só tem a ganhar.
Carlos Henrique Menezes
9 de Janeiro de 2001 #

Eu também estranhei a falta do Dois de ouro nesta lista. A rapaziada é muito séria, faz música de qualidade e por mérito deveria estar na lista.Quem assistiu o show do free jazz ou aqui em bsb no clube do choro pode confirmar. O meu voto também é para eles.
melissa costa
10 de Janeiro de 2001 #

Os prezados colegas Carlos Henrique Menezes e Melissa Costa estão duzentos por cento certos (cem para cada um), mesmo considerando que, no momento, ainda não posso tecer qualquer comentário sobre o novo CD do Grupo Dois de Ouros, o que somente poderei fazê-lo após ouvir o trabalho pela centésima vez. Por quê? Porque nas primeiras dezenas de vezes que já ouvi o CD simplesmente achei-o magnífico. Como a cada vez que ouço o CD acho-o melhor do que a última, não sei se encontrarei palavras para expressar minha opinião sobre esse novo trabalho do Dois de Ouros.
EPAMINONDAS BAPTISTA
11 de Janeiro de 2001 #

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