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Como comprar a coleção dos discos do programa Ensaio do SESC |
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Já havíamos falado aqui a respeito da nova fornada dos discos com o aúdio dos programas Ensaio e MPB Especial produzidos por Fernado Faro. O Estadão fez uma extensa reportagem sobre a coleção.
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Comentários dos leitoresA iniciativa do Pelão e do Faro, responsáveis pelo lançamento dos cds, é mais que louvável, todavia, é de se lamentar que os discos não sejam vendidos separadamente. Num país em que o povo vive de salário mínimo, vender uma caixa de cds por R$ 114,00 é um verdadeiro crime de lesa-cultura. Mais uma vez, a música popular continuará fora do alcance do seu povo.
Ouro desça do seu trono! ABSURDO NÃO VENDER SEPARADAMENTE.
O VALOR DA OBRA É INDISCUTIVELMENTE BARATO PERANTE A SUA IMPORTANCIA MAS O POVO PRECISA DE MAIOR CHANCE DE AQUISIÇÃO. ESPERAMOS QUE SENSATEZ PREVALEÇA. ALIÁS FERNANDO FARO É SENSACIONAL E MERECE NOSSO MAIOR RESPEITO. Poder aquisitivo, cultura e povo. Tá difícil de achar uma equação pra estes três componentes !!! A coleção do programa ENSAIO, é de valor incalculável...assim como a possibilidade da maioria dos brasileiros adquirí-los. Por que não vendê-los separadamente??? Gostaria muito de saber a opinião de Fernando Faro. A revista Notícia e Opinião publicou críticas sobre os discos de Nelson, Ismael e Paulinho e sobre o Hervê Cordovil e Paulo Soledade. Pelo visto em breve devem sair outras sobre os demais discos. Confira os links no final de cada artigo.
Parece-me que os críticos e comentaristas que tenho lido por aqui, que focalizam a coleção, carecem de um importante sentido, a visão.Ou apenas se limitam a ouvir. Não sabem, ou se recusam a ,ler.Paralelo à edição dos CDs, edita-se livros. Neles, a reprodução escrita, do que se disse na gravação dos programas. Com as letras das músicas apresentadas. Transcritas ipsis-litteris. Com possíveis enganos gramaticais e até erros de letras cantadas, confundidas ou até esquecidas por seus proprios autores. Enfim, uma reprodução do clima do programa, como foi ao ar. O que dá à audição dos CDs, emoção, conhecimento, cumplicidade, calor, que sem a leitura dos livros, deixa de existir.
O trabalho do levantamento, edição, revisão, atualização necessária ao pé de página (as atuais gerações não tem obrigação de saber muita coisa citada em letras de décadas passadas, tais como a sigla do CPOR, as boates Beco e La Licorne, que "Viuva Alegre" era nome de carro de presos, que Capadócio era um método de estudo de violão, que a referência a um "78" identificava um disco de cera de 10 polegadas, com uma música em cada face e que rodava à velocidade de 78 rotações por minuto e tanta coisa mais dita nos depoimentos), as biografias, as identificações editoriais, tudo isso tem sido ignorado. E tudo isso vem nos dando trabalho identico à produção dos CDs, para que a soma de ambos resulte na possibilidade de levar a público o maior mapeamento da Música Popular Brasileira feito até agora. Cuja parte histórica, sob nossa reaponsabilidade, vem sendo até agora solenemente ignorada pela mídia, mas absorvida gostosamente por quem pesquisa ou apenas se interessa pela história real da MPB, paralela a escrita nos pentagramas. Arley Pereira. |
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