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Estréia do filme O Milagre de Santa Luzia 5a. com debate grátis |
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Acabo de chegar da pré-estréia do belíssimo filme O Milagre de Santa Luzia, do diretor Sérgio Roizenblit e com produção de Marília Alvarez.
Voltar para Manchetes de Agosto de 2009
Comentários dos leitoresHá mais de trinta anos sem viajar de avião, Dominguinhos conduz sua caminhonete pelas diversas regiões onde a sanfona ganhou destaque e onde surgiram seus maiores intérpretes.
A popular sanfona ganha diferentes nomes, conforme a região: acordeão, pé de bode, oito baixos, fole e gaita, entre outros. Musicalmente, o instrumento se caracteriza como um instrumento capaz de traduzir as mais variadas culturas, seus diferentes povos e tradições. O título do filme – O milagre de Sta Luzia — presta uma homenagem a Luiz Gonzaga, que nasceu no dia da santa, 13 de dezembro, e foi batizado com seu nome. A homenagem se justifica pelo trabalho do “Rei do Baião”, cujo sucesso abriu as portas para a existência de uma cultura regional dentro da indústria cultural no País. Também de homenagem ao pernambucano são os versos recitados pelo poeta Patativa do Assaré, em entrevista concedida a Roizenblit. Em cada região, o filme registra os principais músicos do instrumento. Alguns desses artistas faleceram pouco tempo depois das filmagens: Sivuca, que fez sua última gravação com Dominguinhos cerca de um mês antes de seu falecimento, e Mario Zan, o único sanfoneiro que vendeu tanto quanto Luiz Gonzaga e é considerado até os dias de hoje o recordista de vendas da RCA Victor. A viagem tem início em Exu, Pernambuco, com Dominguinhos interpretando Lamento sertanejo, de sua autoria, em parceria com Gilberto Gil. A cada encontro, uma conversa e uma música em conjunto – Arlindo dos 8 Baixos, Camarão, Pinto do Acordeon e até um grupo de vaqueiros, que dedica ao músico alguns versos improvisados. Percorre depois a riqueza natural do Centro-Oeste e a música de Dino Rocha e Elias Filho. Continua pelo Sul, com as gaitas de Thelmo de Lima Freitas, Edson Dutra, Renato Borghetti, Gilberto Monteiro e Bagre Fagundes interpretando Canto alegretense (co-autoria com seu irmão, Antônio Augusto Fagundes), música mais popular que o próprio hino do estado RGS . Em São Paulo, Dominguinhos se encontra com músicos jovens, como Gabriel Levy e Toninho Ferragutti, que imprimem à sanfona um caráter mais jazzístico. É também em São Paulo que acontece o encontro com o saudoso Mario Zan e com Oswaldinho do Acordeon. Juntos, os três interpretam Quarto centenário, de Mario Zan, o sanfoneiro que melhor traduz a cultura caipira paulista. Composições suas, como Chalana e Um homem não deve chorar, ultrapassaram as fronteiras brasileiras e foram gravadas em diversas línguas. É reconhecido como o maior solista de festas juninas de todos os tempos, autor de inúmeras quadrilhas, como Festa na roça e Pula a fogueira. De volta ao Nordeste, Dominguinhos encontra Raimundo Campos, produtor musical de Recife, com quem gravou sua inédita e comovida interpretação de Triste partida (de Patativa do Assaré). Em João Pessoa, na Paraíba, se dá a conversa com Sivuca, que declara, emocionado, “[a sanfona] representa 67 anos de convivência, de paz e harmonia com a música”. Depoimentos, por ordem de aparição . Dominguinhos . Patativa do Assaré (Antonio Gonçalves da Silva, 1909-2002) . Arlindo dos Oito Baixos . Hélder Vasconcelos . Joquinha Gonzaga . Camarão . Genaro . Pinto do Acordeon . Dino Rocha . Elias Filho . Renato Borghetti . Thelmo de Lima Freitas . Ricardo Arenhaldt . Edson Dutra . Luiz Carlos Borges . Luciano Maia . Júlio Rizzo . Gilberto Monteiro . Bagre Fagundes . Oscar dos Reis . Mario Zan (Mario Giovanni Zandomeneghi, 1920-2006) . Oswaldinho do Acordeon . Toninho Ferragutti . Gabriel Levy . Raimundo Campos . Sivuca (Severino Dias de Oliveira, 1930-2006) Clipping após a exibição do filme no 41° Festival de Brasília do Cinema Brasileiro Luiz Zanin Oricchio Estado de São Paulo - 21 novembro 2008 “...certamente encantou o público no primeiro dia de competição no Cine Brasília. Levantou a galera e foi aplaudido em vários momentos durante a projeção e também ao fim...” “...é bem agradável de ver – e ouvir...” “...Roizenblit vai atrás de sanfoneiros de Norte a Sul do País; são 26 artistas em 11 cidades. O mestre-de-cerimonias deste périplo musical-amoroso é o principal sanfoneiro da atualidade, Dominguinhos, herdeiro do legado de Luiz Gonzaga...” André Dib Diário de Pernambuco - 21 novembro 2008 “...o destaque da noite foi o longa O Milagre de Santa Luzia, bastante aplaudido por uma platéia que se deixou levar, cantarolando até, por essa declaração de amor ao Brasil através da história e da musica dos mestres da sanfona...” “...os sanfoneiros apresentam um Brasil profundo, quase sempre bucólico, impregnado de uma beleza quase fictícia à maioria dos olhares...” “...o feliz dialogo entre o publico de Brasília e o documentário de Sergio Roizenblit começou já no primeiro plano, em que Dominguinhos caminha por uma estrada em direção à câmera...” Silvana Arantes Folha de São Paulo - 21 novembro 2008 “...O Milagre de Santa Luzia, de Sergio Roizenblit, foi diversas vezes aplaudido...” “...A platéia do 41° Festival de Brasília do Cinema Brasileiro acolheu com entusiasmo...” Guilherme Lobão Jornal de Brasília - 21 novembro 2008 “Roizenblit conseguiu certa proeza de compor musica para os olhos, ou decorar paisagens para os ouvidos...” Realização A ideia da realização do documentário nasceu há cerca de dez anos, quando o diretor participou do Projeto Memória Brasileira, de Myriam Taubkin. Sérgio Roizenblit dirigiu os vídeos-cenários de O Brasil da sanfona, série de shows realizados pelo SESC/SP, em 2001, e posteriormente (2003) lançada em DVD, com a inclusão de depoimentos de sanfoneiros e poetas brasileiros. A maioria dos depoimentos do filme foi captada ao longo do ano de 2006, mas conta com entrevistas gravadas em 2001, como a de Patativa do Assaré. A equipe percorreu o Brasil, passando pelos Estados de Pernambuco (cidades de Exu, Serrita e Recife); Paraíba (João Pessoa), Mato Grosso do Sul (Barra Mansa), Rio Grande do Sul (Porto Alegre, Bagé e Santana do Livramento), Minas Gerais (Serra dos Aimorés e Turmalina) e São Paulo (São Paulo). O milagre de Sta Luzia foi viabilizado pelo Artigo 1º da Lei do Audiovisual e patrocinado pelo BNDES e pelo Banco BMG. A sanfona Inventado em 1829, em Viena, e reunindo possibilidades harmônicas, melódicas e rítmicas em um só instrumento, o acordeão rapidamente se difundiu pela Europa e, com a expansão da imigração europeia, correu mundo, chegando também ao Brasil na segunda metade do século XIX. Em pouco tempo ganhou inúmeros adeptos e, nos anos 1940 e 1950, tornou-se extremamente popular. Adquiriu formatos e tamanhos distintos, integrou-se à nossa música e ampliou suas potencialidades nas mãos de artistas de todo o país. É chamado de gaita, fole, pé de bode e tantas outras denominações e apelidos; mas é como sanfona que conquistou definitivamente o seu lugar no coração do povo brasileiro. (fonte: Projeto Memória Brasileira, de Myriam Taubkin) Sobre Dominguinhos José Domingos de Moraes, o Dominguinhos, nasceu em Garanhuns, Pernambuco, em 1941. Aos 6 anos de idade, começou a tocar, com dois irmãos, em feiras livres e portas de hotéis do interior de Pernambuco. Seu pai, mestre Chicão, foi um famoso tocador e afinador de foles de oito baixos que ainda criança, aos 8 anos de idade, conheceu Luiz Gonzaga na porta de um hotel em que este se apresentava com o trio "Os Três Pinguins" (formado por ele e mais dois irmãos). Luiz Gonzaga acabou se tornando o padrinho artístico de mestre Chicão. Em 1954, Dominguinhos mudou-se para o Rio de Janeiro, indo morar com o pai e o irmão mais velho no município de Nilópolis, na Baixada Fluminense. Nessa ocasião, recebeu do padrinho Luiz Gonzaga uma sanfona de presente. Seu nome artístico foi uma sugestão do padrinho, que achou que o apelido de infância, Neném, não o ajudaria na trajetória artística. Com a sanfona que ganhou de Gonzagão, passou a percorrer o interior do Rio de Janeiro na companhia dos irmãos, apresentando-se em circos e arrasta-pés. Em 1957, aos 16 anos, fez sua primeira gravação, tocando sanfona num disco de Luiz Gonzaga, na música "Moça de feira", de Armando Nunes e J. Portela. No mesmo ano, em viagem ao Espírito Santo, com Borborema e Miudinho, formou um trio, batizado de “Trio Nordestino”. Tomou contato com outros ritmos musicais e aprendeu a tocar samba e bolero. Em 1965, foi convidado por Pedro Sertanejo, então diretor da recém-inaugurada gravadora Cantagalo, para gravar um LP destinado ao público migrante nordestino e, com isso, voltou a tocar forrós e baiões. Em 1967, participou de uma excursão de Luiz Gonzaga ao Nordeste, como sanfoneiro e motorista. Também fazia parte do grupo a cantora pernambucana Anastácia. Os dois iniciaram então uma carreira artística conjunta e um relacionamento amoroso que os levou ao casamento. Em 1972, depois de vê-lo tocando num show de Luiz Gonzaga, o empresário Guilherme Araújo convidou-o para trabalhar com Gal Costa e Gilberto Gil. Posteriormente, Dominguinhos trabalhou um ano e meio com Gilberto Gil, que gravou o maior sucesso do sanfoneiro, em parceria com Anastácia, "Eu só quero um xodó", que teria em pouco tempo cerca de vinte regravações, inclusive algumas no exterior. Participou como instrumentista de inúmeros shows de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa e Maria Bethânia. Na década de 1980, suas composições "De volta pro meu aconchego", em parceria com Nando Cordel, gravada por Elba Ramalho, e "Isso aqui tá bom demais", em parceria com Chico Buarque, e gravada pelos dois, foram incluídas na novela Roque Santeiro, da TV Globo, o que fez aumentar nacionalmente sua popularidade. Teve suas composições registradas por diferentes intérpretes, entre os quais Fagner, que gravou "Quem me levará sou eu", e Maria Bethânia, que gravou "Lamento sertanejo". Em 2001, foi homenageado no 11º Festival de Inverno de Garanhuns, sua cidade natal, com um concerto sinfônico. No início de 2003, gravou com Sivuca e Oswaldinho do Acordeon um disco que registrou o encontro de três dos maiores sanfoneiros em atividade no país, produzido por José Milton, com repertório escolhido na hora e arranjos feitos no próprio estúdio, no qual aparecem composições como "Maria Fulô" e "Feira de Mangaio", de Sivuca, além de muitas de autoria de Luiz Gonzaga, resultando numa homenagem natural ao “Rei do Baião”. Em 2006, após cinco anos sem lançar disco solo, lançou o CD "Conterrâneos", pelo qual recebeu o Prêmio TIM de Música 2007, na categoria Regional — Melhor Cantor. Em 2007, a gravadora Biscoito Fino lançou o CD "Yamandu+Dominguinhos", em que os dois instrumentistas tocam num dueto de violão e sanfona. Este ano, foi o grande homenageado no Prêmio Multishow. Na ocasião do show de entrega dos prêmios, apresentou oito números em duetos. Em cinquenta anos de carreira, Dominguinhos recebeu seis Prêmios Sharp. (fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira) O diretor – Sérgio Roizenblit O paulistano Sérgio Roizenblit é sócio-diretor da produtora Miração Filmes desde 1996. Formado em Comunicação Visual pela FAAP, em 1987, iniciou, no mesmo ano, as atividades na área de vídeo na TV Educativa do Piauí. Desde então, vem desenvolvendo um método de trabalho em que dirige, fotografa e edita todos os seus trabalhos. Entre suas realizações, estão as obras Pranto por Ignacio Sanchez Mejias, 1998, finalista do Grande Prêmio Cinema Brasil do Ministério da Cultura; Após a meia-noite todo mundo é Cinderela, 2002, para a Bienal 50 anos; e Renée Gumiel, a vida na pele (2005), documentário sobre a bailarina co-dirigido por Inês Bogea, vencedor do DocTV 2005, da TV Cultura. Dirigiu videoclipes de Itamar Assumpção, Celso Viáfora, Duo Fel, Virginia Rosa, Doctors MC's e Susana Sales; documentários e programas para a televisão, como a série de dezesseis programas Terra paulista: histórias, artes, costumes (2004, 2005 e 2007), que aborda aspectos da cultura caipira e litorânea do Estado de São Paulo, exibida pela TV Cultura. Para o Projeto Memória Brasileira, de Myriam Taubkin, criou os documentários Violões do Brasil (lançado em DVD, em 2004), Violeiros do Brasil (lançado em DVD, em 2008) e O Brasil da sanfona, projeto original de cenários da série de shows realizados pelo SESC/SP, em 2001, transformado em DVD, em 2003, com a inclusão de depoimentos de sanfoneiros e poetas brasileiros, que deu origem ao seu primeiro longa-metragem, O milagre de Sta Luzia (2008). Acaba de finalizar a série Grandes personagens da arte, para a TV Cultura. A série é composta por seis documentários, cada um tratando de um artista plástico, sua obra e a influência exercida em seus trabalhos pela região onde vive. São eles: Paulo Bruscky, o que é e para que serve?; Guto Lacaz, indivíduo não governamental; Roberto Bethônico, impermanências; Emmanuel Nassar, o rigor da esculhambação; Regina Silveira, luz e sombra; e Efrain Almeida, lembranças de Olho D´água dos Facundos. Ficha técnica Título original: O milagre de Sta Luzia Brasil, 2008, 104 minutos 35 mm, 1:1;85, cor, 5.1 Dolby Direção e roteiro: Sérgio Roizenblit Direção de fotografia: Sérgio Roizenblit e Rinaldo Martinucci Produção executiva, direção de produção e coordenação de finalização: Marilia Alvarez Desenho de som: Pedro Noizyman Captação de som direto: João Godoy, René Brasil, Thiago Bittencourt Produtor associado: Fernando Fraiha Consultoria e pesquisa: Myriam Taubkin Consultoria em montagem: Idê Lacreta Produtor de finalização: Gustavo Ribeiro Masterização: José Luiz Sasso Voz off: João Miguel e Rochelle Hudson Assistentes de produção: Mariana Trevas, Rosemere Gonçalves Mendonça, Bruno Pontes, Thiago Barreto, Claudia Alcântara Fotografia adicional: Humberto Bassanelli Jr Primeiro assistente de câmera: Humberto Bassanelli Junior Segundo assistente de câmera: Fabiano Pierri Imagens adicionais: Tatiana Lohmann, Marilia Alvarez, Gabriel Cunha |
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