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"Boteco do Cabral" leva obra de Zé Keti ao interior paulista

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Por Danilo D'Addio Chammas
Publicada em 10 de Dezembro de 2000 
Estado: SP 
Assunto: Shows e Rodas

No Boteco do Cabral do mês de dezembro o
homenageado é o compositor e cantor Zé Keti, que
terá sua vida narrada por Sérgio Cabral e suas
composições interpretadas por Zé Renato e Nei Lopes.

Quinta-feira, 14/12, 20h30min., no Sesc São Carlos.

Sexta-feira, 15/12, 21h., no Sesc Araraquara.

Em ambos os casos, ingressos a R$ 2,50 (comerciários matriculados), R$ 5,00 (usuários matriculados, estudantes e
idosos acima de 65 anos) e R$ 10,00.

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Comentários dos leitores

Resolvi me presentear com um meio-de-semana rico de ouvido e dei um pulo até São Carlos e Araraquara, duas ótimas cidades, pouco mais de duas horas de estrada a partir de São Paulo.Quinta e sexta, matando saudade de Zé Quietinho, na voz cada vez mais bonita de Zé Renato e na interpretação de quem sabe cantar samba, de Nei Lopes.
Pena o pessoal do Rio de Janeiro não poder freqüentar o Boteco do Cabral.A bossa, a simpatia, o conhecimento de samba (prontidão e outras bossas)de Sérgio Cabral fazem do evento de Helton Altman um serviço enorme à cultura popular e à alma da gente. A história do Zé Keti, contada por ele e os sambas, cantados pelo Nei e pelo Zé (perfeito na interpretação de AS MOÇAS DO MEU TEMPO), deveriam correr o país inteiro, assim como toda a programação anterior do Boteco.
Noticia em primeira mão: remexendo gavetas, encontrei uma fita-cassete gravada pelo Zé Keti, com um samba e um recado para mim, convidando para jantar no Parreirinha e para ouvir o samba que acabara de compor e que mandaria para Paulinho da Viola (Zé estava morando em São Paulo, naquele momento).
Soube que Paulinho jamais recebera o samba, para ele desconhecido. Já providenciei para que - uns dez anos depois - o recado do Zé chegasse ao seu companheiro de Portela, que encantado com o samba, vai grava-lo. Tomem nota e lembrem-se ao ouvir "Cadeira Cativa", que souberam desta história antes dos mortais comuns.
Um abraço,
Arley Pereira
Arley Pereira
16 de Dezembro de 2000 #

Pouco conhecedor do tão maravilhoso SAMBA, não teria eu categoria para comentar qualquer que fosse a notícia, mas......tratando-se de BOTECO DO CABRAL, tenho algumas considerações a lançar:

Tive graças aos Anjos de Deus, a oportunidade de acompanhar o projeto Boteco do cabral em sua versão para eu " Original ", no SESC Pinheiros em ambiente intimista, onde o mestre Sergio Cabral, apresentava ao seleto público presente, as maravilhas que pude presenciar: Cartola, Portela, Mangueira numa pequena sala, transformada em BOTECO, onde pude ver gente do mais alto teor sambístico, como: Jamelão, Osvaldinho da Cuíca, Leci Brandão, Baden Powell, Zezé Gonzaga, Áurea Martins, Velha Guarda da Portela e sua fiel escudeira: Cristina Buarque de Holanda, dentre tantas outras personalidades.

Tudo acontecendo tão próximo do público que um misto de felicidade e espanto, tomavam conta do espaço, criando um clima com o qual nunca havia convivido. Depois, não sei bem o motivo, e deixo aqui o meu protesto, passaram aquela maravilha, para um teatro......por melhor acusticamente e comportando uma quantidade maior de pessoas, perdeu-se não em qualidade de espetáculo, mas sim em intimidade e integração entre publico x artista.

Que saudades dos BOTECOS DO CABRAL no SESC Pinheiros, éra bonito até ver por exemplo, o público que não conseguia entrar, pois o espaço comporta apenas 80 pessoas, fazendo uma algazarra tremenda, que chegava até a atrapalhar ou chamar atenção de gente como o mestre maior: JAMELÃO....

Oportunidade em que era frequente no meio dos espectadores, gente do calibre de Arley pereira, pelão, Eduardo Gudin, Jardes Macalé e muito mais....

Fica aqui o meu apelo, que retornem com o espetáculo do BOTECO, para o BOTECO, pois não conheço boteco com platéia de cadeiras numeradas....

Parabéns ao CABRAL e um abraço a todos, com os votos de Boas Festas.
Joao Djalma da Silva
24 de Dezembro de 2000 #

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