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"Boteco do Cabral" leva obra de Zé Keti ao interior paulista |
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No Boteco do Cabral do mês de dezembro o
Voltar para Manchetes de Dezembro de 2000
Comentários dos leitoresResolvi me presentear com um meio-de-semana rico de ouvido e dei um pulo até São Carlos e Araraquara, duas ótimas cidades, pouco mais de duas horas de estrada a partir de São Paulo.Quinta e sexta, matando saudade de Zé Quietinho, na voz cada vez mais bonita de Zé Renato e na interpretação de quem sabe cantar samba, de Nei Lopes.
Pena o pessoal do Rio de Janeiro não poder freqüentar o Boteco do Cabral.A bossa, a simpatia, o conhecimento de samba (prontidão e outras bossas)de Sérgio Cabral fazem do evento de Helton Altman um serviço enorme à cultura popular e à alma da gente. A história do Zé Keti, contada por ele e os sambas, cantados pelo Nei e pelo Zé (perfeito na interpretação de AS MOÇAS DO MEU TEMPO), deveriam correr o país inteiro, assim como toda a programação anterior do Boteco. Noticia em primeira mão: remexendo gavetas, encontrei uma fita-cassete gravada pelo Zé Keti, com um samba e um recado para mim, convidando para jantar no Parreirinha e para ouvir o samba que acabara de compor e que mandaria para Paulinho da Viola (Zé estava morando em São Paulo, naquele momento). Soube que Paulinho jamais recebera o samba, para ele desconhecido. Já providenciei para que - uns dez anos depois - o recado do Zé chegasse ao seu companheiro de Portela, que encantado com o samba, vai grava-lo. Tomem nota e lembrem-se ao ouvir "Cadeira Cativa", que souberam desta história antes dos mortais comuns. Um abraço, Arley Pereira Pouco conhecedor do tão maravilhoso SAMBA, não teria eu categoria para comentar qualquer que fosse a notícia, mas......tratando-se de BOTECO DO CABRAL, tenho algumas considerações a lançar:
Tive graças aos Anjos de Deus, a oportunidade de acompanhar o projeto Boteco do cabral em sua versão para eu " Original ", no SESC Pinheiros em ambiente intimista, onde o mestre Sergio Cabral, apresentava ao seleto público presente, as maravilhas que pude presenciar: Cartola, Portela, Mangueira numa pequena sala, transformada em BOTECO, onde pude ver gente do mais alto teor sambístico, como: Jamelão, Osvaldinho da Cuíca, Leci Brandão, Baden Powell, Zezé Gonzaga, Áurea Martins, Velha Guarda da Portela e sua fiel escudeira: Cristina Buarque de Holanda, dentre tantas outras personalidades. Tudo acontecendo tão próximo do público que um misto de felicidade e espanto, tomavam conta do espaço, criando um clima com o qual nunca havia convivido. Depois, não sei bem o motivo, e deixo aqui o meu protesto, passaram aquela maravilha, para um teatro......por melhor acusticamente e comportando uma quantidade maior de pessoas, perdeu-se não em qualidade de espetáculo, mas sim em intimidade e integração entre publico x artista. Que saudades dos BOTECOS DO CABRAL no SESC Pinheiros, éra bonito até ver por exemplo, o público que não conseguia entrar, pois o espaço comporta apenas 80 pessoas, fazendo uma algazarra tremenda, que chegava até a atrapalhar ou chamar atenção de gente como o mestre maior: JAMELÃO.... Oportunidade em que era frequente no meio dos espectadores, gente do calibre de Arley pereira, pelão, Eduardo Gudin, Jardes Macalé e muito mais.... Fica aqui o meu apelo, que retornem com o espetáculo do BOTECO, para o BOTECO, pois não conheço boteco com platéia de cadeiras numeradas.... Parabéns ao CABRAL e um abraço a todos, com os votos de Boas Festas. |
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