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Instituto Jacob do Bandolim cobra mais choro no Viradão Cultural

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Por Eugênia Rodrigues
Publicada em 8 de Junho de 2009 
Assunto: Outros

O Instituto Jacob do Bandolim e o Instituto Casa do Choro (responsável pela Escola Portátil de Música) assinaram uma nota conjunta, a qual reproduzimos abaixo na íntegra. A ideia não é criticar o recente Viradão Cultural em si, e sim cobrar que ele tenha mais choro.

Se você tem contatos com a Secretaria Municipal de Cultura, que tal repassar o texto? Afinal, o evento está previsto para acontecer todo ano e a sugestão só irá torná-lo melhor!

O Choro e o Viradão Cultural

No recente Viradão Cultural, promovido pela Prefeitura do Rio de Janeiro, causou estranheza a forma com que o primeiro e mais autêntico gênero musical carioca, o Choro, foi tratado.
Nos cerca de 300 eventos culturais, chamou atenção a ausência de nomes tradicionais do gênero, dentre eles: Altamiro Carrilho, Hamilton de Holanda, Zé da Velha, Joel Nascimento, Déo Rian, Paulo Moura, Época de Ouro, Galo Preto, Maurício Carrilho, Henrique Cazes, Água de Moringa, Luciana Rabello, Luiz Otavio Braga, Eduardo Neves, Silvério Pontes, Paulo Sergio Santos, Nó em Pingo d’Água e paramos aqui, pois a lista é extensa. Em suma, as apresentações de choro corresponderam a cerca de 1% dos eventos musicais, isso em pleno Rio de Janeiro.
Estamos falando da cidade onde esse gênero centenário nasceu, e partir daqui se tornou internacional, e que teve como diletos construtores: Irineu de Almeida, Pixinguinha, Ernesto Nazareth, Jacob do Bandolim, Chiquinha Gonzaga e Waldir Azevedo, ilustres cariocas, que, certamente, não aprovariam esse tratamento.
Esse lastimável equívoco se dá, paradoxalmente, num momento de grande atividade, com a consolidação de experiências vitoriosas no campo do ensino musical como as desenvolvidas pela Escola Portátil de Música, a Escola de Música da Rocinha e a Associação de Compositores da Baixada Fluminense, que, somados, receberam nos dois últimos anos, mais de mil e quinhentos jovens alunos interessados no aprendizado desse gênero.
Regularmente, músicos de choro são convidados para se apresentar em palcos pelo país e no exterior, e os turistas que aqui chegam, vem com recomendação especial de conhecer o "... chorinho carioca..."
O choro representa hoje uma rede social organizada, que tem lutado para preservar seus acervos e divulgá-los, com resultados expressivos, como atestam os trabalhos realizados pelo Instituto Jacob do Bandolim, que numa parceria com o Museu da Imagem e do Som, vem digitalizando o enorme acervo deixado por seu patrono, o que inclui 6.000 partituras e 400 horas de gravações, e pelo Instituto Casa do Choro, que promove o resgate de milhares de partituras dos pioneiros do Choro, no Séc. XIX, material disponibilizado à sociedade.
Enfim, se é louvável a iniciativa de se tentar dinamizar a cena musical por intermédio de um evento midiático, por outro lado, os gestores municipais devem ficar atentos para que, em função das pressões de mercado e patrocinadores, não se permita a redução do espaço que naturalmente pertence às manifestações culturais que contam com raízes sociais e que se mantêm em constante processo de crescimento e renovação, cujo principal exemplo é o Choro, que, por sinal, vai muito bem, sempre pujante e criativo.
Rio de Janeiro, 8 de junho de 2009
Instituto Casa do Choro Instituto Jacob do Bandolim"

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Comentários dos leitores

Pois é, meus queridos amigos, acho que a Virada do Rio se inspirou na Virada de SP. Aqui também o Choro foi ignorado, acho que foram 3 ou 4 atrações do gênero. (O Samba também!)
Total apoio pra vocês!
Roberta Cunha Valente
8 de Junho de 2009 #

Aproveitando o assunto, fico aqui também percebendo que os únicos preocupados e idealizadores da propagação do choro são os grandes músicos do Rio de Janeiro.

Sou daqui de São Paulo e ando decepcionado com os chorões deste estado, pois não vejo preocupação nenhuma em poder divulgar e ensinar a rapaziada que está tentando começar no choro.

Aqui as escolas de músicas e os músicos profissionais que dão aulas particulares só querem saber de dinheiro e a auto-exposição, pois a mensalidade de uma aula é quase o mesmo valor de uma mensalidades da faculdade.

Sei que muitos músicos vivem só da música e "ralaram" tanto para conquistar seus espaços, mas é complicado a falta de dedicação para uma socialização musical.

Eu participei de algumas aulas na Escola Portátil de Música e é fascinante presenciar os músicos de lá ao acordarem cedo num sábado para darem aulas aos alunos de todos os níveis e classes sociais. E são os melhores chorões do Brasil, tais como a melhor cavaquinista do Brasil: Luciana Rabello, os dois melhores pandeiristas do Brasil: Jorginho e Celsinho Silva, os melhores bandolinistas do Brasil: Pedro Amorim, Marcílio Lopes, e assim vai....efim, os melhores chorões do mundo. E isso, há um preço "simblico".

Não tive a oportunidade de continuar devido aos custos da viagem.....

o Clube do Choro de Brasilia e a Escola Portátil, certamente, são os únicos redutos que estão preocupados em levar adiante o que nossos grandes mestres nos deixaram, e isso, sem distinção de classe social e aquela distância entre músico profissional e amadores.

Então, minha opinião não é somente para a melhor divulgação do choro em Viradões Culturais, e sim, para todos os músicos profissionais se preocuparem com o povo. Senão certamente continuará a febre do pagode, axé, "eguinhas pocotós", etc.

Mais simplicidade aos que dizem serem músicos, principalmente chorões de São Paulo e outras regiões !!!!
Jorge
8 de Junho de 2009 #

Jorge, a ULM - Universidade Livre de Música - dá aulas de graça de todos os instrumentos, e lá tem grandes professores e músicos.
Roberta Cunha Valente
8 de Junho de 2009 #

Só que é horrível para ingressar não é ?!

Horrível pelo teste, horários e vagas, e principalmente para quem trabalha o dia inteiro.....na Portátil o teste é de nivelamento (sendo que muitas vezes a pessoa nem sabe direito "pegar" num instrumento e é lapidada por eles), aulas são aos sábados, ou seja, qualquer pessoa que trabalha o dia inteiro na semana consegue fazer aulas aos sábados, e sem esta burocraria e miserice que é a ULM. Alíás, oque vem do governo é somente "Pão e Circo".

Somente a iniciativa de pessoas que estão realmente preocupados com a educação no país é que possuem a sensibilidade de criar um núcleo de educação assim, e sei muito bem da dificuldade de verbas que eles vivem, mesmo assim os melhores chorões do mundo estão lá: acordando num sábado cedo e se juntando à todas as pessoas que desejam aprender uma música de qualidade....Podemos ter o exemplo dos meninos de Cordeiro: Os Matutos, que já estão ganhando asas, oriundos da Portátil. E ouvir de uma Luciana Rabello dizendo que todos os alunos são seus "filhinhos".

Bem, me entristece ser paulistano, tentar ficar dependente de uma ULM, ver a vaidade dos chorões daqui e não poder morar no Rio. Mas o que me alegra é ver no Rio de Janeiro os melhores chorões do mundo na atualidade acordando num sábado de manhã na luta pela continuidade do choro.
Jorge
9 de Junho de 2009 #

O que na realidade também me entristece é ver você, (que não sei quem é, identifique-se por favor, nome e sobrenome, o que você faz na vida em termos musicais, se é que faz), em ficar prestigiando quem não é da sua terra. Se você tem vergonha de ser pauslista ou paulistano, sei lá, mude-se para lá, mude o sotaque, torne-se um chorão, se é que tem capacidade para tanto. Fique sabendo que aquí temos ótimos chorões, também, - você é o único que não sabe disso. Até os proprios cariocas reconhecem e sabem disso. Consulte. Fique sabendo que eu Izaias Bueno de Almeida, bandolinista a N anos ja tentei dar aula (de teoria solfejo e leitura) de graça pelo menos para um rapazinho que estava começando, e o mesmo me agradeceu humildemente, só que nunca apareceu, foi "tentar" tomar aula com outros professores tão dignos ou menos dignos do que eu. Fique sabendo também que ja ministrei aulas gratuitas a certos alunos, e pelo menos um deles está trabalhando no exterior. Não fale besteira rapaz. Procure informações de pessoas que sabem das coisas. Procure frequentar as boas rodas de choro que ainda acontecem em São Paulo, e se tem ouvidos para ouvir, o8uça e avalie, se é que tens capacidade para avliar. Eu não acredito.
Izaias Bueno de Almeida
9 de Junho de 2009 #

Pois é meu caro Izaias,

Aliás, o admiro muito, afinal, quem já tocou com Jacob do Bandolim é porque tem bagagem..

Quanto à minha identificação procuro não revelar, pois este é ainda um nome fictício, até porque a minha intenção não é nenhum tipo de "baixaria" como acontece na tribuna.

Na verdade sou um iniciante no choro, e tenho esta humildade em revelar, pois até o senhor já foi iniciante e duvido que hoje um chorão daqui abre as portas para um iniciante como o Jacob abriu para o senhor.

Mas vamos lá, na verdade não tenho o amor carioca e nem paulistano, e sim o amor brasileiro. Por isso, o sotaque e a mudança geográfica seria uma coisa neutra para mim.

Agora infelizmente já presenciei muito a vaidade dos chorões daqui - como em outros lugares pelas regiões do Brasil deve ter também, inclusive no Rio.

Quanto à qualidade dos chorões daqui eu não tenho dúvida, tem muitos chorões bons. Mas será que esses chorões deixariam um pouco de lado a questão financeira e a vaidade para abrir espaço e/ou criarem um núcleo com o mesmo conteúdo da Portáil, como o mesmo conteúdo do Clube do Choro de Brasília (e olha que não estou querendo destacar somente o rio de Janeiro).

Será que um violonista de 7 cordas daqui faria como o Dino fez com o Raphael Rabello em pegar "no colo" e ensinar o rapaz ? Será que um bandolinista daqui faria o que o Jacob fez com o Jonas no cavaquinho e o Déo Rian no bandolim em ensinar com toda a paciência e dedicação ? Será que um violonista daqui faria como o Meira fez com um Mauricio Carrilho em o ensinar sem se preocupar em horário para acabar as aulas e o dinheiro ?

Será que um moleque da periferia teria condições de pagar para fazer aulas com um Alessandro Penezzi, por exemplo ?

Olha, eu não sei das coisas, aliás, nem todo mundo sabe, não é ?! Morremos aprendendo......

Eu somente destaquei os chorões do Rio de Janeiro em comparação aos chorões de São Paulo, pois me dá orgulho ver a melhor cavaquinista do Brasil, Luciana Rabello, o melhor bandolinista, Pedro Amorim, os melhores pandeiros, Celsinho e jorginho e assim vai....se juntando ao povo sem aquela distância entre músico profissional e um simples iniciante, e muitos dos garotos suburbanos que não tem condições de pagar quase nada....

A socialição das obras dos mestres a um preço de R$ 1,00, o resgate dos choros do século passado....O senhor acha que estou "forçando a barra ?"

Bem, a minha intenção não é arrumar confusões por aqui, até porque não me rebaixaira a tanto....

E lembrando que sou um paulistano com o coração brasileiro e não somente carioca.

Abraço, mestre !
Jorge
9 de Junho de 2009 #

Se fosse em Brasília a história tinha sido diferente... Como visto, JK fez bem em transferir a Capital Federal para o Planalto Central, onde o CHORO tem o lugar de destaque que merece. Se o governador do Rio também fosse o Sérgio Cabral "PAI", a história também tinha sido diferente. Talvez o atual governador tenha sido contaminado pela "curtura" de seu amiguinho, o Apedeuta Presidente...
Rubens Gonzaga Jaime
9 de Junho de 2009 #

Corretíssimo!o que é bom deve ser dividido com a população carioca.Vivemos o choro mas há comunidades em que os eventos oficiais contribuiriam bastante pra divulgação do gênero, atraindo ainda mais músicos da periferia.Lá na Amendoeira do Meu TioEM cAMPO GRANDE, fizemos o nosso viradão onde só ouvimos neste dia, Jacob, Nazareth,Pixinguinha e outros .
CHORO NO VIRADÃO 2010 POR TODA A CIDADE!
GRAÇA LISBÔA
9 de Junho de 2009 #

Boa essa discussão : O CHORO não vai ao "viradão".Não foi convidado.
Nós que vivemos o CHORO, devemos lutar para que o nosso melhor gênero(opinião minha) chegue à população do Rio.Acho que é um dever.Mas também não adianta ficar restrito à Lapa e Zona Sul.
Em Campo Grande,na Amendoeira do meu Tio, realizamos o nosso "viradão" com muito CHORO.
Podemos começar , CHORO no Viradão 2010!
GRAÇA LISBÔA
9 de Junho de 2009 #

Ótimo Graça, parabéns !!!! A periferia agradece.....

Ouvi em alguns documentários do Jacob do Bandolim, a sua preocupação em que se o choro pudesse continuar ou não depois dele....

É claro de deveria ser muito mas, mas ele deve estar muito feliz com os que mantém viva a idéia da propagação.

Temos aquele maravilhoso trabalho do Instituto Jacob do Bandolim em lançar aquele maravilhoso livro com partituras e mais 2 cd´s do mestre; temos o maravilhoso trabalho da Acari Record´s em resgatar as obras e os mestres - muitos deles desconhecidos - do final do século XIX. (nestes, há uma remuneração, mas é devido aos gastos com toda a produção), mas que trabalho !!!! temos as partituras gratuitas e a locação por apenas R$ 1,00 na EPM para os alunos.

Lembro que saí daqui de São Paulo para as aulas na Portátil. Na aula de apreciação musical, muitos não sabiam nem qual era o disco "Vibrações" do Jacob, quando nos apresentaram e a professora foi explicando, minha nossa, que "choque" tivemos ! Que coisa maravilhosa !

Jacob onde estiver, está feliz e mais esperançoso.....
Jorge
9 de Junho de 2009 #

Temos ótimos músicos de CHORO pela cidade.A lista apresentada no texto, como já foi dito, é bem mínima mesmo.
O trabalho da Escola Portátil é lindo mas localizado.Em bairros distantes não existem escolas como A "Portátil" e o Villa-lobos.Estamos no Rio e lamentamos igualmente a falta de escolas de choros em bairros distantes como Campo Grande, bairro em que há grande concentração de músicos de choro.
Qto ao "Vibrações", tive o prazer de ouvir ainda criança.Tenho aqui em casa o vinil.É realmente um dos mais belos discos que possuo(trouxe da casa do meu pai).
Jacob é uma de minhas paixões inesquecíveis,e se depender de nós, minha família e músicos amigos, o CHORO se perpetuará.Abraço
GRAÇA LISBÔA
9 de Junho de 2009 #

a última postagem é pro JORGE.. ainda não me familiarizei com os espaços de discussão da agenda.Peço desculpas...
GRAÇA LISBÔA
9 de Junho de 2009 #

ÊPA MOÇADA! Chorão que se preza, não briga. Apesar de estar aqui em PESQUEIRA-PE,bem distante desses grandes centros, onde o choro é quase uma religião, conheço através de vídeos o belíssimo trabalho de Pedro Amorim, Maurício Carrilho, Luciana Rabelo (no Rio) e Reco do Bandolim (Brasília). Tenho muita vontade de ver de perto o que esses mestres fazem em benefício da meninada que estuda por lá.Já tive oportunidade de conversar com Pedro Amorim e Carrilho no Teatro de Santa Isabel - Recife e guardo boa impressão sobre os mesmos.Conheço também alguns trabalhos de Isaias e seus chorões e considero de elevado nível. É inegável que São Paulo tem excelentes chorões, pois Rolando Boldrin está sempre apresentando no seu SR. BRASIL. Agora, ao que parece, faltam escolas especializadas em choro, não?
WALTER FREITAS - PESQUEIRA
WALTER JORGE DE FREITAS
9 de Junho de 2009 #

Olha Jorge ... Cada região do país tem sua característica. Aqui em São Paulo a gente aprende nas rodas de choro. O trabalho que o pessoal do Rio faz está embasado em um projeto que é financiado por uma instituição o que é lícito pois quem deveria cuidar dessa atividade é o Estado que não o faz . Obviamente que ninguém quer trabalhar de graça mesmo porque música tambêm é um trabalho e precisa ser remunerado. Eu da minha parte dou aula de cavaquinho e cobro porque é um trabalho. Tenho certeza que se você chegar em qualquer músico daqui de São Paulo e conversar sobre aulas será bem recebido. Existe um trabalho feito por alguns integrantes do Quinteto em Branco e Preto junto com o saxofonista Thiago França que faz um trabalho muito interessante de choro. Por que não se informa a respeito ? E outra ficar comparando músicos não é legal . É uma mensura que não leva a lugar nenhum mesmo que seja sua opinião, que respeito . Convido você a participar da roda que fazemos no bar Ó do Borogodó `as quintas e sábados à noite para dar uma canja ... tenho certeza que será bem recebido ... e procure ir às rodas de choro do Izaías nas sextas-feiras no estúdio do Silvinho e leve seu instrumento pra dar uma canja ... chorão que é chorão aprende nas rodas . Como diz um grande músico e amigo Ruy Weber : "A gente aprende a tocar um instrumento mesmo é na informalidade ... depois é que procuramos um professor pra nos orientar"
Ildo Silva
9 de Junho de 2009 #

Certíssimo Ildo,

Quanto ao projeto financiado, isso é evidente, mas infelizmente a verba não é a altura do que deveria ser...então há dificuldades, então nessa hora, o coração fala mais alto.

Bem meu caro, eu não ocultei o fato de que um músico precisa de grana para sobreviver, e até merecia muito mais....mas num país em que vivemos, como um garoto pobre poderia pagar em torno de R$ 200,00 a R$ 300,00 por 1 hora de aula para um professor particular ? Certamente ele vai tentar uma universidade, e infelizmente um outro curso....Fora as escolas de músicas que são uma exploração.

Quanto ao aprendizado na roda, até seria maravilhoso, e evidente é a melhor escola para um músico, mas me perdõe, eu não faria isso diante de profissionais como vocês, pois o profissional hoje em dia cria um "bloqueio" para quem está começando....principalmente para um desconhecido...e isso eu já presenciei.

Abraços
Jorge
9 de Junho de 2009 #

Caro Jorge!!

Quanta besteira você diz...mas tenho certeza que a culpa não é sua, lhe falta realmente conhecimento sobre como funciona o mecanismo.

Vamos por partes:

- Os chorões do RJ não trabalham de graça amigo, eles ganham e muito bem por cada hora aula, e cobram muito mais do que qualquer chorão aqui de São Paulo!! Do povo eles não cobram, mas tem uma grana (que não é pouco) rolando nos bastidores, para a Portatil de 2008 foram R$ 973.220.00, e em 2007 foram R$ 2.200.304,00! Você acha pouco perto dos R$ 100,00 por aula que você menciona que são cobrados de você?
E estes músicos merecem trabalhar com este recurso, por isso eles acordam bem cedo para dar a aula que você menciona em seu depoimento.

E não adianta criticar os chorões de SP porque este projeto não existe aqui, não é culpa deles, a culpa é do governo e da iniciativa privada que não se interessa por um projeto neste mesmo formato em SP, um projeto onde você coloca grandes músicos para ensinar e os "remunera" adequadamente!!

Ah, pergunte para o Pedro Amorim se ele poderia acordar às 09:00h da manhã para lhe dar aula gratuitamente (pegar no colo como você disse) de graça, apenas porque você mora na periferia e porque você acha que deve ter uma atenção maior por isso? Ligue para o Pedro Amorim e peça duas partituras para ele e depois me fale se você teve sucesso.

Amigo, deixe de lado o "bairrismo", aprenda o seu instrumento e por competência conquiste o seu espaço, pode ter certeza que "se você tiver humildade" você terá o apoio de pessoas muito importantes em São Paulo como o Izaías, que é um dos maiores nomes do Choro no Brasil, outra coisa, se identifique, mostre quem você é, o que pretente, desabafos anônimos não tem credibilidade nenhuma em uma lista como esta, não sei nem por que o Isaias respondeu seu e-mail!

Como ultimo recado Jorge, eu também sou da periferia, toco choro, tenho meu espaço, e JAMAIS teria uma postura anti ética como a sua, tenha humildade, não se consegue as coisas reclamando porque as coisas não são como gostaríamos que fosse, na música, a humildade é fundamental e me corrija se eu estiver errado.

Alcides
Alcides - Cavaquinho
10 de Junho de 2009 #

Bem Alcides,

O seu texto inteiro é recheado de ofensas, coisa que até agora por aqui, mesmo em opiniões contrárias estávamos em discussões produtivas, mas infelizmente a educação não podemos esperar de todos, não é ?!

Só porque coloquei o "dedo na ferida" vc quem foi o que mais gritou.

Bem, o Ildo tem sua história, o Izaias tem sua história, a Roberta tem sua história....e você ? só apareceu nos vídeos do you tube ?...e ainda me vem com nome artístico "Alcides - Cavaquinho" - que humildade, hein ?!

Mas não vou perder a minha educação, até porque este será a minha última nota por aqui....

Bom, estou ciente de que a verba que o pessoal do Rio de Janeiro recebe não é pouca coisa, mas alguém teve um ideal, alguém "sacudiu" e fez a coisa acontecer....e pela terceira vez eu digo que todo músico - inclusive você, que não sei nem quem é - deveria receber muito mais...até mais do que um jogador de futebol, pois qualquer manifestação artistica nos traz alegria para todos os lados.....

Quanto às partituras, eu não preciso pedir, posso ir em muitos lugares que conseguirei, até porque estou COMEÇANDO, e tenho a plena convicção de que muitos músicos profissionais ma arrumaria...

Mas vamos fazer o seguinte, certamente nos encontraremos nessas plagas da vida e espero que tua arrogância esteja abaixo do que demonstrou nesta coluna...e dispeço-me mandando um abraço pra ti e eperando que você possa contribuir de alguma forma para a música brasileira.

Pois a música é coletiva e certamente não estou querendo conseguir as coisas reclamando, é só um alerta para que tenha a diminuição da arrogância, do individualismo e egoísmo, principalmente na música, que é uma manifestação mais do que coletiva....

Bem amigos, independente de outras respostas que virão, não mais me manifestarei, daqui pra frente a coisa poderá virar "baixaria".

O recado está dado !!!!

Abraços à todos !!!
Jorge
10 de Junho de 2009 #

Faço coro no elogio ao trabalho da Escola Portátil. Sou aluno, acho que fazem um trabalho emocionante e por mim eles poderiam receber mais milhões e milhões de verba.

Discussões a parte, me entristeceu ver como foi tratado o assunto pela Coluna do jornalista Ancelmo Góis em "O Globo". Reproduzo aqui:

"Enxuga o choro:
A organização do Viradão Carioca achou injusto o choro de uma turma do chorinho, que chiou por não ser chamada para a maratona de shows no Rio. Lembra que houve apresentações de grupos como Choro na Feira e Tira Poeira."

Infeliz ao extremo. Só para começar (com perdão ao trocadilho repetido na nota duas vezes!), qualificar ambos institutos como "uma turma do choro" é de chorar!

abraços!
Guilherme Pecly
10 de Junho de 2009 #

Jorge (ou seja lá vc quem for), duas coisas. Acho que você deveria se mudar para o Rio, para estar ao lado dos mestres que você tanto aprecia - eu faria isso com certeza se fosse tão apaixonado como você. Vá atrás do seu sonho.

Agora, se você preferir ficar, por que você não tenta montar uma escola como a Escola Portátil? (que, vale ressaltar, realmente é MARAVILHOSA). É só você conseguir patrocinador, apoio do governo, etc. Você não precisa nem ser músico pra fazer isso, aí você contrata os professores que quiser...

Acho válida sua reclamação, mas ao invés de ficar reclamando e metendo o pau em quem você não conhece FAÇA ACONTECER!

Bem lembrado o que o Ildo Silva disse acima: Os meninos do Quinteto em Branco e preto - todos da periferia - fazem um trabalho belíssimo com sua comunidade. Este sim, de graça e sem apoio de ninguém.
Roberta Cunha Valente
10 de Junho de 2009 #

Não esquenta Roberta, farei isso aqui em São Paulo...daqui alguns anos, e certamente você se lembrará de mim...já estou atrás deste ideal....

Abraço !
Jorge
10 de Junho de 2009 #

Não, não vou lembrar porque não sei seu verdadeiro nome, que você omitiu. Mas independente disso, sinceramente acho ótimo, terei um prazer enorme em divulgar seu trabalho aqui neste site.
Roberta Cunha Valente
10 de Junho de 2009 #

Poxa Jorge ... Excelente idéia esta da Roberta de você montar uma escola nos moldes da Escola Portátil ... Tinha até pensado em te sugerir isso mas a Roberta disse antes . Tenho até uns nomes pra ela, se me permite, como "Escola do Jorge" ou "Escola do Anônimo" ... Tomara que consigas ... O Choro agradece ...
Ildo Silva
10 de Junho de 2009 #

Caros Colegas,

Aqui em Osasco, na periferia de São Paulo estamos batalhando para criar um espaço para a execução do choro, já fizemos algumas rodas, com presença de João Macacão 7 cordas, Paulinho Fazanaro no Bandolim e mais alguns chorões da região. Ainda não conseguimos definir um local apropriado,a dificuldade é real para esse genero,mas estamos na batalha. Temos bastante chorões interessados em tocar.
Passei a me interessar pelo gênero assistindo os ensaios do Conjunto Atlantico na casa do Daurea, na ocasião os solista eram o nada mais nada menos que o mestre Izaias e o Walter Veloso, casa essa que nos anos sessenta era frequentada pelos monstros sagrados, Jacob, Pixinguina e Altamiro. Acredito que bairrismo não deva existir entre musicos, acredito que exista uma dificuldade muito grande para musicos profissionais sobreviverem,tanto é que o nosso queridissimos Altamiro Carrilho nos seus oitenta e tantos anos é obrigado fazer a ponte Rio São Paulo, para fazer seus shows e vender seus cd's, mas como dizia o mestre João Dias Carrasqueira o musico não é uma profissional normal é um sacerdócio

Abraços

Sergio Prado - flautista amador.
Sergio Antonio do Prado
11 de Junho de 2009 #

Jorge,viva mais o mundo do choro. Seu comentário está muito romantico e idealizador das coisas do Rio.
Vinícius
12 de Junho de 2009 #

O ponto central da discussão era a discriminação sofrida pelo Choro no tal Viradão da Jandira. De repente, mudo-se o foco a partir de intervenções no mínimo infelizes. Quando vejo chorões tocando, sinto uma imagem de solidariedade e troca, talvez até pela tradição da formação de conjuntos e hábito da canja de quem chega portando suas “armas” em cordas, sopro ou couro.
Divergências são naturais. Unidade não significa unanimidade. Mas o que se deve é não baixar o nível para retaliações, sob pena de discordâncias gerarem discórdias, em prejuízo de um gênero que – com licença do Noel – é brasileiro; já passou de carioca. Então:

Faço parte da platéia
Não distingo um dó do ré.
Mas “Lamento” essa assembléia
Na internet e bem chulé.
Já na infância, eu dançava
Tanto choro bem bonito.
O Jacob jamais faltava
Pixinguinha e Benedito.
Tinha até Antonio Rago
Tocando seu “Mentiroso”.
É um nome que eu trago
De um paulista bem choroso.
E “Ainda me recordo”
Do “Na Glória” do Raul.
Todos num barco, a bordo
Com o choro norte a sul.
Que não mordam uma isca
De provocação barata.
Unidade não se arrisca
Onde for, o choro é nata.

Antonio Francisco
Catete
Antonio Franciisco da Silva
12 de Junho de 2009 #

Prezados,

O debate está muito bom, sou de Belém do Pará, onde as coisas acontecem, inclusive o choro. Temos muitos jovens aprendendo choro por essas plagas, entretanto, o aprendizado é parecido como uns 30, ou mais, anos atrás: nós não tinhamos fonte,e sim, somente os "Long Plays" e a eletrola. A orelha funcionava e funciona até hoje, mas, nos dias de hoje a informação faz com que o acesso à essas fontes cheguem mais depressa, então, isso diferencia, e muito, o aprendizado atual ao de 30 anos atrás. Outrossim, existe o dom, o talento pessoal e a perseverança pra que a pessoa aprenda essa linguagem, o choro.
Os músicos deste gênero, em todo o nosso País, têm o talento e também formação nóutra área, são jornalistas, engenheiros, médicos, músicos(Ex. os irmãos Ronaldo do bandolim e Rogégio são formados noutra área). Onde quero chegar! é que, sem talento haverá limitação para ser chorão ou até mesmo em outra área, entretanto, se a pessoa possui talento, ela poderá ser o que quizer.
Resumindo, pra ser chorão tem que ter o dom, o talento, e a perseverança pra evoluir no choro e, com certeza, será vencedor em qualquer área.
Espero que venham à Belém pra conhecer o Bar "Casa do Gilson" pra t(r)ocar idéias sobre o choro.
Abraços,
Mauro Ricardo
Mauro Ricardo
12 de Junho de 2009 #

Ótimo debate,

Aproveito para dizer que dom não é somente você ter facilidade em em algum intrumento ou em qualquer outra coisa, e sim, o fato de você gostar de algo já é um dom com aquilo.

Podemos ter exemplos de grandes gênios naquilo que fazem, Raphael Rabello, por exemplo, oque fazia no violão é uma coisa de outro mundo, mas não era uma luz que "baixava" nele e fazia tudo aquilo, mas era o fruto do dom(o fato de gostar) e muito estudo.

Uma vez assisti no Roda-Viva a maravilhosa entrevista com Paulo César Pinheiro, ele dizendo que para compor sempre foi muita dedicação, mas muita mesmo....ou seja, gostar de algo já é um "dom", mas ser talentoso é fruto de muito trabalho e sensibilidade.

Para se tocar choro basta gostar (que já é um dom), ser paciente e muito estudioso.

Abraços
Paulo Martins
12 de Junho de 2009 #

Tudo bem que teve pouco choro no viradão carioca, mas fui a uma roda de choro no domingo às 14:00h, 0800, no Aterro do Flamengo de tirar o fólego;
Trio Madeira Brasil com Henrique Cazes, Beto Cazes, Rui Alvim.
Geneci Dias de Jesus
12 de Junho de 2009 #

Evitando entrar na polêmica, cada um com suas razões e motivos, mas apenas para dar uma sugestão ao "Jorge" e outros interessados. Aqui em Santos/SP, o Clube do Choro de Santos realizava oficinas de choro (aulas), com ótimos professores e sem custo para os alunos....Luizinho 7 Cordas, para mencionar apenas um deles, além de outros ótimos músicos que dão aulas particulares onde cobram preços razoáveis. Para maiores informações, procurem o Marcello Laranja, presidente do Clube do Choro de Santos, ou acessem o blog do clube. Abraço a todos !!! Rogério (Ximú)
ROGÉRIO DA CUNHA VIEIRA
12 de Junho de 2009 #

POis é, Jorge (quem será vc?) que não tem sequer a coragem de identificar-se pra falar tantas coisas surreais, pq não procura ser vc mesmo, identificar-se, assumir uma postura realmente digna e frequentar as rodas de choro que são muitas aqui em São Paulo e certificar-se que os chorões são sim acolhedores e que sempre ajudam quem quer aprender a tocar esta nossa música maravilhosa? É só participar das rodas! Mas será que vc realmente toca algo?????
Estranha a sua palavra: vc despediu-se dizendo que não daria mais uma nota sequer ao responder para o Alcides, no entanto voltou 'a carga respondendo para a Roberta.......
Deixe de lado este seu blá blá blá e AJA, rapaz!
Agora, se a sua disposição e coragem para aprender forem iguais 'a sua não coragem de identificar-se, DESISTA!!!!!!
mariza cristina ramos da silva
12 de Junho de 2009 #

Pra completar, fui ao PLAP na praça XV. A nossa querida Velha Guarda à tarde no Arpoador. Mas, o melhor de todos foi o Dicró no Leblon. A única ressalva que faço é que os Centros Culturais e os Museus, juntos com o metrô, poderiam ter virar redondo, também.
Geneci Dias de Jesus
12 de Junho de 2009 #

Guilherme, vc tem razão, muito infeliz essa nota do Ancelmo. Eu fui responsável pela divulgação da nota do Instituto Jacob do Bandolim e ela deixava claro q criticava não o fato de A ou B não ter sido convidado, mas sim o fato de que O PRÓPRIO CHORO teve pouco espaço na programação. E foi verdade! Basta ler a programação do Viradão para ver que foram 3 ou 4 shows - sendo que havia mais de cem eventos, no total. O choro, eminentemente carioca, apareceu menos do que todos os outros ritmos.
Realmente, é de chorar!
Eugênia Rodrigues
15 de Junho de 2009 #

Agora que me toquei que a Globo foi uma das patrocinadoras do evento, então é natural que o jornal não aceite as críticas...
Eugênia Rodrigues
15 de Junho de 2009 #

Alô, pessoal amante do choro,

Só pra esclarecer: a verba que a Escola Portátil tem de patrocinio da Petrobras não chega nem a metade da metade do que foi dito no comentário do meu colega de instrumento, o Alcides! Adoraríamos que fosse, mas infelizmente, essa náo é a realidade, até o momento...

O projeto teve aprovação da Lei Rouanet para captar os valores descritos, mas entre ter aprovação e captar de fato, existe um abismo profundo.
De toda forma, gostaria de agradecer todos os elogios feitos a EPM e aproveito pra mandar meu abraço pra todos os colegas dessa tribuna.
Luciana Rabello
16 de Junho de 2009 #

Só quem participou da Escola Portátil - mesmo que tenha sido por pouco tempo - sabe dizer o quão é fascinante aquela escola. Parabéns Luciana, é por isso que fazes parte de um time raro e seleto, e és referência para todos aqueles que desejam desvendar os mistérios de um cavaco, e especial, o mistério do Choro.

Ao te abraçar pude ter a essência que acima do choro, tens a preocupação com a evolução do ser humano.

Só quem esteve lá, pode dizer....
Artur Araújo
16 de Junho de 2009 #

Muito oportunas as intervenções da Eugenia Rodrigues e Luciana Rabello.

Para promoções da Globo, nunca é demais dois pés atrás. Quanto à EPM, todos os parabéns a Luciana e demais responsáveis por essa fonte até formadora de cidadãos pela cultura musical. Felizmente, parece que mudou o tom inicial da polêmica, mesmo assim registro um alerta que me ocorrera:

Nhenhenhém de uma briga
Germinando a intriga
Na pobreza de um solo.
Bossa Nova mui amiga
No pedaço se abriga
Classe média dá o colo.
O bom senso em desvantagem
Insistir nessa bobagem
Nem um pouco criativa.
Sintam a camaradagem
De chorões passando imagem
Muito boa e positiva.
“Apanhei-te, cavaquinho”
Este, sim, é o caminho
De um confronto musical.
Baixaria em outro ninho
Pois aquela de um pinho
“É do que há” mais natural.

Antonio Francisco
Catete
Antonio Franciisco da Silva
16 de Junho de 2009 #

eu também sonho em tocar flauta numa roda de choro em são paulo, no rio, em qualquer parte do mundo com chorões e sempre fui bem aceita em todos estes lugares mesmo sem ser uma virtuose ... não abandono meus sonhos ... ir a uma roda e só ouvir do começo ao fim me alimenta e ao chegar em casa não paro de tocar com umas gravações .... tem me ajudado muito e bemmmmmmmmmm lento o "Carinhoso" (que eu acho lindO!!!!!!!) está bemmmmmmmmmm melhor! ... rsrsrsrsrssr ... Brincadeiras a parte ... os artistas deste nosso país maravilhoso sempre tem o mesmo problema: falta de grana pra viabilizar projetos e sonhos lindos. Meu pai sempre dizia: "Dinheiro não traz felicidade filha .... mas pode comprar." rsrsrsrs .... Eu também não sou partidária de que os artistas são iguais cada um cria sua própria arte mas eu defendo a idéia de sempre pensar em iguais quando se trata de defender e fazer valer o "Choro". O que pra mim ficou bem claro nesta discussão é que em Sâo Paulo, no Rio e em outros muitos lugares do Brasil está faltando grana pro "Choro". Mesmo assim coisas muito bacanas acontecem mas tá cabendo um grito coletivo: "O Choro tem que ter mais dinheiro". Um projeto aprovado pela Lei Rouanet não significa dinheiro, porque as empresas é quem decidem aonde empregar esse dinheiro e aí começa o problema! Uma sugestão é o exemplo de São Paulo para o Teatro de Grupo aonde vários grupos se uniram e batalharam por uma Lei Municipal de Fomento ao Teatro. Como toda boa lei se a gente ler com olhos criticos deve ter alguma coisa errada prá acertar mas ela tem garantido o trabalho primoroso de muitos grupos bons que jamais teriam uma empresa privada interessada neles. Que tal uma Lei Federal de Fomento ao Choro?
Ficam aqui uns pensamentos ....
E bons ventos prá esta nossa música tão querida .....
leticia regina
16 de Junho de 2009 #

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