![]() |
Dono de bar é processado por promover roda de choro |
|
| Página principal » Notícias » Notícias antigas | ||
|
Se você gosta de nosso trabalho, nos apóie se tornando um Amigo do Samba-Choro. |
|
O dono do Bar do Brasil, que tem promovido uma ótima roda de choro nas tardes de sábado, está sofrendo um processo movido por moradores do prédio vizinho por perturbação da paz pública.
Voltar para Manchetes de Setembro de 2000
Comentários dos leitoresAbaixo-assinado
O Café e Bar do Brasil está ocupando um espaço que faltava em Brasília, onde o chopp e a boa conversa, alegria e descontração do ambiente tornaram-se uma marca em nossa cidade. Aos sábados, das 13:00 às 17:30 horas, realizamos uma roda de choro, onde os amantes deste estilo musical fazem verdadeiros saraus, reunindo a nata musical de Brasília. Um pequeno número de moradores do bloco A da 202 norte (quatro apartamentos, num total de sessenta), resolveu implicar com a nossa alegria, fazendo denúncias de que a nossa clientela é barulhenta, urina nas proximidades do bar e que até tiroteio já aconteceu por aqui!!! Nós nunca assistimos tais cenas. Nossa clientela é formada por pessoas de bem; inclusive vários moradores do bloco A são nossos clientes assíduos. Tais acusações, além de mentirosas, são uma afronta aos nossos clientes. Nosso estabelecimento dispõe de vários banheiros, temos serviço de segurança, geramos empregos e pagamos impostos em dia. Sempre procuramos respeitar nossos vizinhos e seus direitos, embora nunca tenhamos sido formalmente procurados por eles para estabelecermos parâmetros para uma convivência harmoniosa, que contemplasse os dois lados. Quando isso aconteceu, já foi através da polícia. Caso você concorde com as afirmações acima, solicitamos que assine este documento, que será encaminhado a autoridades do GDF, bem como para o Ministério Público. Convivência sim, violência não. Essa vizinhança brasiliense realmente não sabe distingüir o joio do trigo. Convive pacificamente há anos com o antro da bandidagem - gente que faz muito barulho e não move uma palha em prol da cultura nacional.
Isso é inversão de valores. Não vejo motivo algum para essa injustiça praticada com um cidadão que pode ser incluido no grupo dos poucos adoradores da boa música brasileira, pois o horário, pelo visto, não seria impróprio. Gostaria de saber se aconteceria o mesmo, a uma apresentação musical de baixo nível patrocinada por políticos com intenção de votos?
Já tão carente de bons programas, Brasília não pode ficar sem mais este espaço, só por conta de uns poucos infelizes aculturados.
Brasília é um lugar tão chato, mas tão chato que vizinho reclama de RODA DE CHORO À TARDE!!!
Tsc tsc Fico tão feliz em existir um bar em Brasília onde encontro os meus amigos todos os sábados religiosamente, faço novos amigos, me emociono e vibro com o choro que é uma grande paixão em minha vida, tomo um chopp gelado pertinho do verde, sinto o sol e a felicidade de todos ali reunidos. Tenho pena daqueles que não conseguem sentir isso.
Pessoas insignificantes que preocupam-se com dados alheio e deviam se preocupar com sua vida. Continuem músicos tocando, que Vale a pena.
À onde está a liberdade de expressão?
100 anos se passaram e a nossa cutura ainda continua acorrentada no tronco, a chibata ainda come o couro do CHORO,do SAMBA, do MACULELE, do JÔNGO, do FRÊVO, do XÓTE. Essa bagunça é coisa de desocupado, é coisa de maloqueiro, é coisa de gente sem cultura, É COISA DE BRASILEIRO. tantos fizeram por nós, poucos, muito poucos estão tentando destruir. NÃO PERMITIREMOS. Prezado Sr.
É triste saber que ainda existem brasileiros que não gostam de samba e de choro ( que pena, só gostam de músicas alienigenas) e por isso deixam de ouvir o mais legítimo som de nossa terra. Aqui em Santos temos vários grupos de chorões e de samba e tambémm somos vítimas dessas pessoas ruins da cabeça ou doentes do pé. Um abraço. Isso, deve-se ao processo de idiotização ao qual estamos todos submetidos. E do qual só escapamos se nos dedicamos, num movimento contrário, a constantes exercícios de raciocínio e reflexão sobre o estado de coisas que aí está!
Esse processo é o típico exemplo da crise de importância que vive nosso país. A opinião pública se vê dominada pelo poder da comunicação de massa, o que enseja esse tipo de atuação frente à essência da cultura brasileira.
A roda de samba e choro do Bar Brasil era uma das raras coisas puramente dignas da nossa rica cultura. Pena que a maioria não soube apreciá-la. Estava presente no fatídico dia da repressão policial a mais pura demonstração da cultura musical nacional.
Não podemos nos calar a tamanha arbitrariedade. Com tanta coisa errada neste páis, a música ainda sofre séria discriminação sendo perseguida por uns poucos mal amados. É também por falta de espaço esportivo e musical que vemos proliferar a indústria da criminalidade.
Verdadeiro acinte do ponto de vista legal e cultural, levando em consideração que o direito de manifestação e expressão é garantido pelo nosso texto constitucional maior; além do mais, no momento em que lampejos cada vez maior da nossa boa música procuram se multiplicar, é deveras irracional que setores obtusos e insensíveis a esse processo, que se dá à margem da massacrante mídia manipuladora, se posicionem com tal comportamento dentro deste processo difícil de afirmação de valores musicais maiores, como são os expressos pelo gênero musical do choro. Ainda na semana passada perdemos um gênio como Baden, insubstituível em sua singularidade, portanto é preciso um grande esforço coletivo para minimizar tal lacuna e não para colaborar na sua ampliação.
É muito triste saber que, ainda hoje, existam pessoas incapazes de se sensibilizarem com o que chamamos de boa música brasileira. Este tipo de gente deveria descer de suas casas e participar ao invés de criarem tanta confusão. Um lugar como o Bar Brasil é um dos poucos redutos em Brasília onde podemos ouvir música de boa qualidade. Muito triste...
Como um dos fundadores da música no festejado boteco Bip Bip, no Rio de Janeiro, e tendo enfrentado desde então a incontáveis pressões contrárias, só posso me solidarizar com o pessoal do Café e Bar do Brasil.
Até porque há uma covardia implícita: jamais vi, aqui no Rio, eles (vizinhos ou fiscalizaçao) implicarem com o funk da favela, naqueles bailes promovidos pelo traficante. O brasileiro está anestesiado com o besteirol...
Ele gosta de pagode e esquece que, qualquer imbecil pode tocar uma timba,mas fazer choro é so prá quem tem verdadeiro talento. Deviam sim,era valorizarem tal musica!!!!!! |
Índice
<< Anterior
Próxima >> » Envie esta notícia para um amigo » Imprima esta notícia |