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Barracão do Samba toda sexta no Clube da Imprensa |
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Um samba, um barracão, um movimento cultural. "Barracão do Samba" é um projeto que visa colaborar com o fortalecimento do movimento cultural em prol da valorização do samba na capital do país, exaltando a diversidade do ritmo.
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Comentários dos leitoresLamento profundamente que, com tanta falta de opções em Brasília, Wilson Bebel tenha escolhido montar uma roda de samba exatamente no mesmo dia, horário e espaço da roda que eu e mais uma dúzia de músicos vínhamos fazendo há mais de seis meses, por amor à arte e sem cobrar ingresso. Não teve sequer a decência de nos consultar, embora já tenha ido à nossa roda. Depositamos muito trabalho duro e muitas esperanças para firmar o espaço, onde antes não havia nada, e depois que a coisa decola ele aparece para se aproveitar. Em português claro, isso se chama oportunismo e falta de ética. Não tenho palavras para expressar minha indignação. É assim que ele pretende "colaborar com o fortalecimento do movimento cultural em prol da valorização do samba na capital do país"? Francamente...
Eu e a moçada do samba de terça (atualmente no Balaio) nos solidarizamos com o Gustavo. Atitude baixa e mesquinha a do mané citado. Falta de vergonha na cara, ética, educação e senso de ridículo.
"O meu samba pra você não tem lugar O motivo eu nem gosto de pensar Roubou a bateria da escola Pra escola não desfilar Hoje vive vagando pelo mundo a fora Sem ninguém pra lhe acreditar" Batatinha Mas que palhaçada!!! Um grupo constrói esse momento de encontro e confraternização às sextas-feiras no Clube da Imprensa com uma roda de samba cercada de amigos e amantes da música e quando o lance começa a ganhar repercussão, aparece um oportunista desses querendo se aproveitar da tradição que estava se criando ali... Ecoando o coro dos que já fizeram seus comentários acima, É MESMO MUITA FALTA DE VERGONHA NA CARA!!! Talvez melhor, de competência mesmo pra se bancar e iniciar um trabalho de valor em outro lugar...
O samba a que nos referimos do Clube da Impressa é fruto de um processo de união de pessoas que simplesmente queriam samba. Não somos músicxs profissionais e demoramos um tempo considerável para encontrar um espaço que nos abrigasse e que além de tudo, nós abrigássemos. Fazer uma roda de samba por puro gosto à música e sem querer cobrar para a realização desta foi difícil numa cidade que abriga de forma péssima o movimento cultural existente. Entendo que xs músicxs da cidade precisam trabalhar (e inclusive alguns da dita roda são meus amigos), mas utilizar do espaço conquistado por outras pessoas para auto-promoção soa um golpe muito baixo. As pessoas que reuniam-se em volta daquele "juntado" de mesas no Clube da Imprensa não vislumbravam um "público"... a gente só queria um lugar pra tocar samba e ninguém mandar a gente embora porque bateu meia-noite!!!! Mas fazer o que? Juntou um monte de gente... hehehehe... o que eu acho maneiro, porque tem um monte de gente querendo samba também! Mas tinha mais gente ainda querendo samba!!! Querendo o público de quem fazia samba (pra gastar um pouco de ironia) talvez...
Não fazíamos samba pra público, fazíamos samba por e pra samba. Bom "uso" do "público". Comecei a escutar, tocar e gostar de samba há menos de três anos atrás, quando me mudei para Brasília. Senti minha alma resgatada e finalmente ligada a vozes de meu país que eu nunca havia escutado antes. E tudo isso foi graças a pessoas que tinham uma relação com a música estritamente, amadora, apaixonada. Foi graças a um grupo de pessoas rodou por vários bares e casas desta cidade buscando tão somente um lugar para fazer roda de samba junto com os amigos. Que nunca nem cerveja tomava de graça, bastando a satisfação de estar fazendo música com os amigos e quem mais quisesse participar. Para quem não sabe, foi com custo que encontramos, no Clube da Imprensa, um lugar onde pudéssemos fazer uma roda de samba. Tão aberta e democrática que até tive a oportunidade de tocar. E qualquer um podia curtir. Como eu sempre dizia a meus amigos, uma roda que era “divertida e despretensiosa, e o que é melhor, de graça”. Bom, agora, fomos desbancados pelo profissionalismo, o lucro, coisas que não havia em nossa roda de samba. Voltamos ao desabrigo da noite, voltamos a procurar um espaço. Mas tudo bem, não é a primeira vez. A gente se vira. Só espero que, este novo evento, que promete ser exatamente a mesma coisa que outros eventos de samba que já acontecem na cidade, em vários outros lugares, não empobreça o "movimento cultural em prol da valorização do samba na capital do país". De minha parte, minha alma, ainda que tarde, não vai mais largar aquilo que aprendeu a ser uma roda de samba.
SUGIRO À WB PRODUÇÃO QUE A CHAMADA DO SAMBA NO CLUBE IMPRENSA SEJA ASSIM:
Quem já foi ao Arena já deve ter visto um rapaz que de longe parece o Djavan, apesar de baixinho e gordinho, dançando frenético como quem interpreta um ataque epilético. Quem já foi ao Arena já deve ter ouvido um rapaz que de longe parece o Jorge Vercilo, apesar de negro e rasta, cantando samba como quem canta axé music. Quase um animador de platéia. Quase Lamba Aeróbica... Agora, graças à atitude honesta e valorosa da WB PRODUÇÕES este rapaz poderá ser visto e ouvido todas as sextas no Clube da Imprensa!! Não percam!! Vai ser ótimo!! Maravilha!! A reportagem acima realmente esqueceu de informar que esse "movimento" já existe faz um tempinho. Ah, mais um detalhe, também não foi idéia de Wilson Bebel. Aliás, não existia nada no clube da imprensa até que um grupo de pessoas através de muita negociação e insistência, para que não fosse cobrado absolutamente nada de entrada, conseguiram viabilizar aquele espaço. E tudo por uma vontade enorme de fazer um samba que não tinha "horário" pra acontecer nos bares da cidade, localizados nas quadras comerciais. E agora vem esse Bebel com essa grande idéia. De fato não há outra palavra para descrever esse golpe de baixíssimo nível: Oportunismo! É uma pena que esse movimento tão maravilhoso do samba em Brasília tenha uma pessoa tão pouco ética que só faz envergonhar a nós, amantes de uma das maiores riquezas musicais de nosso país. Eu, com certeza, não terei o dissabor de freqüentar esse projeto, até porque não gosto nem um pouco do estilo “axé music” do cantor Bebel. Enfim, a indignação é enorme, mas fica a certeza de uma hora dessas, cada um terá o que merece.
“Um samba, um barracão, um movimento cultural. "Barracão do Samba" é um projeto que visa colaborar com o fortalecimento do movimento cultural em prol da valorização do samba na capital do país, exaltando a diversidade do ritmo”? Altamente panfletário, pra não dizer cinismo puro, ou melhor, hipocrisia. O projeto mencionado, sem querer desmerecer a qualidade dos músicos envolvidos, a partir do momento que sobrepõe outras atividades visa o “enfraquecimento” do chamado “movimento cultural”. Se é que de fato pode se chamar “movimento cultural”. O que está acontecendo? O Arena não esta mais dando lucro para o chamado “WB produções”. Ou isso simplesmente não passa de uma visão e/ou imposição tacanha de como deve ser qualquer tipo de evento cultural. Lucro acima de tudo. Pobre daquele que diga o contrário. Simplesmente patético. Esse senhor “WB”, pra variar, está fazendo um desfavor para o chamado “movimento cultural”. A roda de samba que há um bom tempo estava acontencendo no Clube da Imprensa já havia se tornado uma alternativa concreta e sincera a outros espaços. Onde o samba, “o nosso humilde samba” é a principal razão de ser. Competição? Que nada. Amor a arte e o simples prazer de reunir amigos para uma boa confraternização. E nada melhor do que um bom samba. Sem taxas. Senhor “WB produções” não sou contra o seu afã de lucrar, no entanto como militante do samba não posso deixar de protestar contra, principalmente, a sua falta de respeito, não somente com os amigos que ali se reúnem, e sim com o samba, com o nosso livre samba. Não meu caro, não somos donos do samba, não somos profissionais e nem possuímos patentes. O nosso ganho, se assim posso dizer, com essas rodas de samba está na expectativa de chegar sexta-feira, nos encontrarmos e brindar a nossa amizade e respeito mútuo com o que de mais autêntico temos – o samba. “WB” o seu desserviço ao samba já vem de longe. Sinto que essa atitude – covarde - nada mais é do que uma tentativa de se estabelecer algum tipo de parceria – lucrativa – com as rodas que lá existiam. Será?? A única parceria a ser feita é com o samba. Quanto à atitude do Clube da Imprensa só tenho a dizer uma coisa: Lamentável.
Faço minhas todas as palavras acima.
O que acho mais importante é que as pessoas tenham consciência que esse samba puxado pelo ilustre Bebel nada tem a ver com as rodas que já estavam acontecendo no clube da imprensa. Da nossa parte, cabe a divulgação desse fato e, claro, o boicote. Realmente uma vergonha! Já mandei meu comentário e acho que não gostaram, pois retiraram do site. Espero que este fique.
Que fura-olhagem, hein, brother? Não tem coisa mais pequena do que quem não tem idéias próprias e tem que imitar o os outros, e pior ainda é quem fica querendo michar um esquema legal e gratuito pra se dar bem em cima. Inventa outra, né, mermão?!
Gostaria de registrar que a indignação em relação ao "novo evento cultural semanal" ultrapassa os músicos que tocavam na roda que acontecia no Clube da Imprensa.
Sou somente freqüentadora-admiradora desta roda, apesar de me sentir a vontade para de vez em quando arriscar cantar com seus sambistas, e estou chateada com a situação. Se eu quisesse ir ao saWBa oferecido pela WB Produções iria ao Arena ou aos tantos outros que tem pela cidade, com os mesmos músicos profissionais. Não desmereço quem ganha a vida com isso (ao contrário, admiro), mas eu, como artista que sou, entendo que deva haver respeito pela classe, pelos colegas. Como é possível essa falta de ética? Não se trata de respeito só aos músicos, mas respeito às pessoas que freqüentavam essa roda específica e, principalmente, ao samba. Que pena! Aliás, esse evento deveria se chamar "Papelão do Samba". Que papelão, hein moçada... Não tem como não se pronunciar diante dessa situação. A WB Produções surpreendeu, pro lado negativo, infelizmente... Porém, não tem sentido ficar criticando pessoas. O samba é muito maior que isso, minha gente!
Apenas admiradora de um bom samba e uma boa música, tive o prazer de, algumas vezes, acompanhar esse trabalho belíssimo, que não só conta com o Gustavo e seus companheiros, mas com as queridas cabrochas! Elas dão o ar feminino, a graça e a sutileza, jamais vistos em outras rodas em Brasília. Isso faz o diferencial desse samba. Nada contra outros sambas, acho ótimo. Tem que diversificar. Só não precisava ser no mesmo dia, e nem no mesmo lugar. Mas, diante dessa situação, acho que o que devemos fazer é desejar sucesso a quem quer que o espere e, humildemente, procurar outro lugar pra admirar e se entregar ao samba com paixão. Tenho certeza que esse samba - do Gustavo, companheiros e cabrochas - é insubstituível. Quem conhece sabe. Quem tem bom gosto quer mais. É apenas o que queremos: mais desse privilégio. Brasília é grande.Tem espaço pra todos. Vamos procurar outro lugar e desejar que a WB produções ganhe rios de dinheiro, se é isso que a eles importa. Pra gente: bons sambas! Axé!!! Uma atitude típica de um espírito calhorda, covarde e oportunista. Eu quero mais é que esse "Barracão do Samba" desabe na cabeça do seu criador. E que este me faça o favor de não me cumprimentar por aí, como fez na noite em que descobriu a roda de samba no Clube da Imprensa, a cerca de um mês. Naquela noite, ao cumprimentar Bebel, percebi que ele estava muito feliz, talvez por ter entrado de graça, talvez por osmose após presenciar tanta gente sorrindo, cantando, sambando, e, principalmente, participando. Infelizmente não foi o suficiente para ele aprender que o samba é uma arte que prega a amizade, o caráter e o respeito mútuo. A verdade é que Bebel gostou do que viu, gostou tanto que resolveu dar o golpe no dia seguinte, e lucrar com o trabalho consolidado por outros. Haja indignidade!
Aos músicos que aceitaram participar deste projeto conduzido por Bebel -espero eu que por falta de conhecimento dos fatos - reproduzo as palavras do coronel Nascimento: “PEDE PRA SAIR!” Enquanto há tempo. E antes que o barraco desabe. Ao contrário de muitos aqui desejo que o samba do Clube da Imprensa faça muito sucesso, que leve cada vez mais gente a ouvir samba e o que o Clube consiga com essas atividades fazer frente às suas despesas. Vale esclarecer que o próprio Wilson Bebel sugeriu ao Clube da Imprensa que reservasse uma sexta-feira para que a roda de samba continuasse acontecendo naquele lugar - isso me foi dito por uma diretora do Clube - porém, diante da falta de periodicidade da roda de samba, o Clube da Imprensa NÃO QUIS. Aético é analisar qualquer fato sem conhecer os devidos detalhes e as diversas posições dos agentes envolvidos. A roda de samba desde o início era provisória e eventual, a diretoria eleita do Clube da Imprensa tem compromisso com um enorme quadro de associados e a ele tem contas a prestar. Vale lembrar ainda que a roda de samba passou a dar despesas ao Clube da Imprensa sem nenhum retorno tais como água, luz, seguranças e ECAD. Lamento a forma apaixonada e pouco madura com que esse fato está sendo tratado aqui. Fico muito à vontade para falar sobre isso porquê fui eu quem conseguiu aquele espaço para a roda de samba acontecer, a pedido do meu amigo Bruno Gaspar.
Vale dizer ainda que há tempos o Clube da Imprensa vem tentando dar uma destinação econômicamente viável para aquele espaço, se não fosse com o samba do Wilson Bebel seria com qualquer outro que apresentasse uma proposta interessante à diretoria. Aquele espaço foi oferecido, desde a gestão passada, a diversos grupos que não se interessaram ou não conseguiram viabilizar a utilização do local. Quero lembrar também que o espaço oferecido no primeiro momento para a roda de samba acontecer não era aquele, e sim, o bar do Chico que fica um pouco mais acima, próximo às churrasqueiras, onde as despesas de água e luz correm por conta do arrendatário do bar. Não tenho procuração para defender o Wilson Bebel e penso que ele não precisa disso, mas não acho justo que toda a insatisfação e indignação dos participantes da roda de samba seja creditada na conta dele sem levar em consideração todos os elementos que envolvem essa história e, principalmente os interesses legítimos do Clube da Imprensa. Abraços.
Soninha, na boa, o Sr. Bebel devia ter procurado as pessoas da roda de samba para, no mínimo, comunicar a intenção de realizar um samba ali no mesmo dia e horário... Entendo que o Clube tenha contas a pagar, mas que foi oportunismo e falta de consideração, foi...
Soninha, nada do que você disse muda os fatos:
1 - Não havia nenhum samba naquele local antes de começarmos a tocar lá; 2 - Desde outubro de 2007 a roda vem acontecendo, sem periodicidade certa, mas de forma constante; isso não quer dizer que ela seja "provisória"; 3 - Ao longo desse tempo, formou-se um público cativo, composto por pelo menos 120 pessoas, que começou a freqüentar o espaço por causa da roda; 4 - O Bebel esteve no nosso samba; 5 - Depois de ter ido ao nosso samba, o Bebel propôs ao Clube a realização de um novo samba exatamente no mesmo local (o barracão na entrada do Clube), dia e horário onde já vínhamos realizando o samba; 5 - Não houve qualquer contato do Bebel comigo ou com qualquer um dos responsáveis pela roda, nem nenhuma iniciativa de negociar diretamente conosco; 6 - A roda de samba dava, sim, retorno ao Clube, tanto material (todo o lucro da venda de bebidas era revertido para o Clube) quanto institucional, pois, como já foi dito, formou-se um público cativo no local. De qualquer modo, se havia alguma insatisfação do Clube com o samba, que isso fosse negociado conosco; não houve essa negociação. Como qualquer pessoa que mora aqui pode atestar, Brasília é uma cidade com muito espaço físico, mas tem falta de locais de convivência, inclusive rodas de samba. Porque o Bebel não escolheu qualquer outro local pra sua iniciativa? Ou porque não o mesmo espaço, mas em outro dia? É assim que ele quer "colaborar com o fortalecimento do movimento cultural em prol da valorização do samba na capital do país"? Detonando uma roda que já existia, e que foi construída com muito esforço? Quanta hipocrisia! Custava dar um telefonema pra conversar e tentar chegar a uma solução que fosse aceitável para todas as partes envolvidas? Cada um que analise os fatos e tire suas próprias conclusões. Soninha, que ele seja um cara sem noção, isso eu entendo, o mundo tá cheio deles. Que uma pessoa com a sua integridade tente defender o indefensável, isso é o que não consigo entender. Concordo plenamente com o Fábio. Não importam as contas, não importa se o Bebel propôs o que quer que seja para o clube. Ele conhecia todos na roda e foi receido de braços abertos qndo esteve lá. O mínimo que podia ter feito era trocar uma idéia com o pessoal antes de qualquer iniciativa. Só isso. Chama-se educação.
Uai, não entendi.
Acredito que todos nós queremos que o Clube da Imprensa pague suas contas, não se trata disso. Não é O QUE ocorreu, mas COMO ocorreu. Agora que conheço todos os detalhes, como a Soninha nos apresentou, permaneço com minha opinião e acho que foi crocodilagem SIM! Gente esse site imbecil trocou o meu nome pelo da Camila, não reparem.
O Barracão é uma merd@, o site tb... Bom, já não é a primeira vez que esse tipo de coisa acontece no cenário do samba em Brasília. Alguns que ora foram vítimas se encontram ao lado dos atuais vilões, talvez sem nem saber.
É por essas e outras que Brasília tem 3 ou 4 rodas de samba fixas e tantas outras itinerárias. Estive uma vez na antiga roda do Clube da Imprensa, coincidentemente no mesmo dia que Wilson Bebel, e fiquei maravilhado com o astral, o clima de confraternização e a alegria das pessoas. Foi uma das poucas vezes que fui a um samba na cidade e pude constatar que todos estavam ali pelo samba, sem modismos, sem ninguém querer aparecer, tanto dentro da roda como em volta dela. Infelizmente só tive a oportunidade de comparecer ao samba (de primeiríssima qualidade, diga-se de passagem) essa única vez e saí de lá com uma vontade imensa de retornar sempre que pudesse. Espero que o samba possa ser acolhido em outro espaço e tenho certeza que todos que freqüentavam a roda continuarão a fazê-lo. Aquele abraço, Gabriel Gomes Por que vocês não montam a roda na porta do Clube? Seria uma forma de se manifestar contra o que aconteceu e manter a festa para os que são fãs. Se juntar uma turma, dá até para comprar latinhas, colocar no gelo e vender na rua mesmo. O que não pode é perder o espaço assim.
É, parece que Wilson Bebel com seu "Barracão do samba" armou um "barraco" daqueles bem feios, de envergonhar quem tá passando do outro lado da rua.
Galera da roda, veja: da roda e não do barraco do samba. Tem nada não... essa coisa saltitante que vão colocar lá não vai dar nada, o negócio vai afundar (do mesmo jeito que começou) e eles vão se lembrar daqueeeele tempo bom.... do samba "das virge", tempo em que a lata de cerveja no clube da imprensa chegou a um preço jamais imaginável, pra quem deixava o espaço sem uso há 1 ano atrás. E vai contar pra outro que a troca é pelo $ocial!
Caro Lúcio: o que está em jogo não é qualidade de nenhum dos dois sambas.
É a falta de ética - ou melhor, de caráter - do Wilson Bebel. A polêmica não é falsa. Ela é real. Tem fundamento. O cara pisou na bola, e pisou feio. Se você leu os e-mails acima e conhece minimamente os fatos, vai concordar comigo. Todos os que tocavam e cantavam na nossa roda têm outras profissões. Não cobrávamos ingresso e não vivemos de música. Nunca fizemos divulgação em mídia nenhuma. Quem é que está com vontade de ficar famoso? Não estamos ressentidos, e sim revoltados por que nos custou muito trabalho duro encontrar e manter um espaço - a nossa roda existe desde novembro de 2006, e tentamos vários lugares até chegar no Clube - e, quando finalmente conseguimos, aparece alguém que se aproveita disso, de maneira bisonha, sem nos comunicar, e com um discurso hipócrita. Se voce mora em Brasília e já tentou fazer samba no Plano Piloto, encontrando todo tipo de resistências, sabe do que estou falando. E não vamos deixar de tocar. Mas pra tudo na vida há um momento; há hora de tocar, e há hora de combater a falta de caráter. Não conheço ninguém citado, ou nenhum autor destas mensagens, ou a roda que rolava no clube da imprensa. Mas basta um pouco de inteligência pra perceber que o objetivo deste site é divulgar o que rola de samba, que es pessoas que trabalham nesse site fazem isso porque querem e não ganham nada com isso. Quando a maioria das mensagem começaram a servir como ofensas ao Bebel este objetivo deixou de ser atingido.
Eu acho que as pessoas que estão agredindo o Bebel, mandando os "profissionais" pedirem pra sair, ou falando que o site é uma bosta deviam fazer isso entre si, quando se encontrarem. Podiam poupar quem trabalha no site e os outros visitantes do site que estão aqui pra saber o que rola de samba. Discutam aí um novo lugar pra fazer o samba, ou se ainda dá pra fazer a roda no clube da imprensa, ou sei lá o que. Pode ser mais proveitoso para todos. Caro Daniel:
Sou assinante da agenda há muitos anos, conheço e admiro o trabalho desenvolvido pelo Paulo. Concordo que os visitantes do site estão aqui pra saber o que rola de samba. É justamente por isso que acho importante dizer a verdade, para que as pessoas que freqüentam o meio do samba em Brasília saibam o que está acontecendo. Muito me desagrada ler tanta bobagem. Um site sério ser desrespeitado como também estão sendo desreipeitados os músicos profissionais, que precisam sim viver da música.A Após ler e reler todos os comentários cheguei à conclusão que a WB produções fez o que qualquer empresa deve fazer quando quer participar de algo: procurar o dono. O dono sim é o Clube da Imprensa. Claro que não teria que procurar qualquer integrante da Roda anterior. Por que? São os donos do espaço? Perde a total razão quem pensa e escreve com ironia, com palavras baixas e até mesmo com certo preconceito racial e musical. Fica meu protesto em relação aos que nem músicos são, aos que músicos são e infelizmente denigrem a própria imagem. À Sônia Palhares meus parabéns pelas palavras e pelo excelente trabalho que faz em prol do Samba aí em Brasília. À Diretoria do Clube digo que agiu corretamente quando consultou a Roda e à ela não foi dada a resposta que uma empresa, entidade de classe necessita. Partindo assim para o melhor aproveitamento do espaço. Aos sambistas intinerantes digo que o público de vocês não irá gostar de saber que são racistas, preconceituosos e prepotentes. Ao senhor Bebel desejo que cresça musicalmente em todas a proporções. À todos deixo meu melhor abraço sambista e paz na terra.
Entendo perfeitamente as razões aqui postas. Enfim todos nós temos muitas razões para defender o que acreditamos, verdade? Eu tenho casa e contas para pagar. Sei muito bem de todas essas dificuldades e “necessidades” quando se possui algum tipo de estabelecimento – independente de suas características e finalidades. Compreendo ainda muito mais as reais necessidades dos profissionais envolvidos, principalmente os músicos. É notória a falta de respeito com que os músicos são obrigados a conviver, principalmente no que se refere à remuneração. Quantos músicos – principalmente sambistas – acabaram sendo esquecidos e lembrados somente depois de mortos. Muitos morreram na miséria ou tiveram poucas “oportunidades”. Entretanto, acredito que esse não seja o caso do nosso querido “WB produções”. Ele demonstra que se adaptou perfeitamente aos tempos “modernos”. O que não podemos admitir é esse tipo de atitude – diga-se de passagem: BAIXA. Um músico – que deveria compreender melhor que ninguém, pois pertence, provavelmente, a uma das categorias que mais sofrem com a discriminação tacanha e selvagem do mercado - adere e se alia a essa visão mercantilista, sem nenhum tipo de critério, que tanto prejudica a classe. Salvo, é claro, Ivete Sangalo e Cia. Ltda.
Eu aprendi a não acreditar na inocência das pessoas e esse senhor “WB produções” – nome bastante sugestivo – não me parece nada com um santo. Se é que esses, de fato, existiram. Também desejo que as pessoas escutem samba e aprendam a valorizá-lo. Entretanto, lembro-me de um fato, já depois da invasão de determinados grupos no Calaf, quando um rapaz, com seu telefone celular, convidava seus amigos a irem ao local – ao pagode (sentido pejorativo, claro), pois o mesmo estava abarrotado de chuchucas. Triste fim.
Depois de ler tantas mensagens, fiquei um pouco confusa. Para emitir uma opinião, gostaria de esclarecer algumas de minhas dúvidas. Tudo que li, parece envolver três partes. Uma delas é o Clube da Impresa, a outra parte a WB produções citada como Wilson Bebel e a terceira parte um grupo de sambista que anteriormente ocupava o lugar. Então para minha compreensão, qual o nome do Grupo e quais os integrantes? Nas mensagens anteriores, quem fala em nome do Grupo? Entendi ser um Grupo informal, mas não entendi se todos os que aqui enviaram suas mensagens são adimiradores ou integrantes desse.
Mensagem enviada pela Diretora Social do Clube da Imprensa:
"A respeito da parceria que possibilitou o projeto Barracão do Samba e da roda de samba que acontecia esporadicamente desde o final do ano passado, como diretora social do Clube da Imprensa tenho a esclarecer o seguinte: 1 - Desde o primeiro contato com o Bruno Gaspar, que nos foi apresentado pela Sônia Palhares, o Clube da Imprensa tentou firmar uma parceria mais efetiva com o grupo da Roda de Samba, no sentido de estabelecer uma periodicidade que permitisse a divulgação do evento para os nossos associados e um retorno financeiro efetivo para a entidade. Ele me colocou que não seria possível estabelecer um cronograma para a realização do evento, pois algumas pessoas que faziam o samba, por compromissos profissionais, se ausentavam de Brasília de tempos em tempos. Também colocou que o grupo de maneira nennhuma aceitaria cobrança de ingresso (propusemos inclusive um valor simbólico, três reais, apenas para que pudéssemos arcar com as despesas com água, luz, segurança entre outros). Diante da negativa tentamos "passar o chapéu" para arrecadar qualquer valor que fosse, mas o valor arrecadado foi tão irrisório (além do constrangimento de rodar a sacolinha), que abandonamos a idéia. Após negociação com o arrendatário do Bar do Clube, acertamos um percentual da venda de bebidas durante o evento. 2 - A partir daí, acertamos com o Bruno que o grupo comunicaria a intenção de realizar a roda com uma antecedência mínima de uma semana. Caso não houvesse nenhum evento marcado para aquela data, o Clube cederia o espaço com satisfação. Todas as vezes que o Bruno ligava, e ele pode atestar isso, eu verifcava se o barracão não estava alugado e depois retornava liberando o espaço. Vale ressaltar que os eventos realmente não tinham nenhuma periodicidade, às vezes era quinzenal outras mensal outras não acontecia. Sempre deixei claro que, diante dessa falta de programação, o aluguel para eventos teria prioridade. 3 - Logo após a realização da última roda, fui comunicada pelo administrador do clube que naquela noite o Ecad tinha aparecido no local e ameaçado aplicar uma multa. Ele também colocou que as despesas com o evento estavam ultrapassando o valor repassado pelo bar. 4 - Antes dessa última roda, fomos contactados por telefone pelo produtor Wilson Bebel, que estava interessado em um espaço para a realização de um samba manifestou interesse em conhecer o espaço do clube, e esteve na roda de samba a convite de Sônia Palhares. Manifestamos todo o interesse, afinal o Clube da Imprensa enfrenta dificuldades financeiras, como de resto boa parte dos clubes em Brasília enfrentam, e já havíamos tentado parcerias para ocupar o espaço nas sextas-feiras, mas não haviam vingado. Solicitei que ele fosse ao local para ver o espaço e que depois conversássemos. 5 - Uma semana depois, Wilson Bebel me procurou, disse que tinha gostado muito do espaço e que achava que seria possível firmar uma parceria. Disse que não gostaria de tomar o espaço da roda, e que uma sexta-feira poderia ser destinada ao grupo. Eu expliquei que isso não seria possível porque o grupo não tinha qualquer periodicidade na realização do evento. 6 - Com a evolução das negociações para a parceria, entrei em contato com o Bruno Gaspar, relatei o episódio do Ecad, dos custos e comuniquei a decisão de fazer a parceria com o produtor. Disse também que o Clube estava aberto à negociações com o grupo, e resolvido o problema do Ecad e dos custos, se eles quisessem qualquer outro dia da semana,dentro do mesmo esquema, também estaríamos dispostos a dialogar. Ele me disse que estava um pouco afastado da organização e perguntou se poderia repassar o meu telefone para o Gustavo para que ele entrasse em contato comigo. Falei que não haveria problema algum, pelo contrário, gostaríamos de conversar porque afinal de contas o evento realizado por eles era muito agradável e samba nunca é demais. 7- Não fomos procurados pelo Gustavo e demos prosseguimento à negociação com a produção do Wilson Bebel, que, diga-se de passagem, agiu com absoluto profissionalismo, apresentando custos de cada item do projeto, discutindo e debatendo em várias reuniões um contrato de parceria que fosse vantajoso para ambas as partes. 8 - O projeto Barracao do Samba foi pensado e idealizado não exclusivamente pelo Wilson Bebel. Faz parte de um projeto maior de inserir a entidade novamente na agenda cultural da cidade e fortalecer a cultura do Distrito Federal, como é a tradição do Clube. E é claro, para dar retorno financeiro. Não vemos nennhum mal nisso. Desde que a atual diretoria assumiu, em mandato delegado pela categoria, assumimos o compromisso de revitalizar o clube, que já foi um espaço de resistência cultural importante na cidade, mas que estava em quase insolvência financeira. Mas para isso, é claro, dependíamos de recursos (ninguém vive num mundo capitalista sem o vil metal, muito menos uma entidade de classe). Muito antes do primeiro contato com o Bruno já idealizávamos a possibilidade de fazer uma sexta-feira de samba, e antes mesmo da roda tentamos parcerias que pelos mais diversos motivos não vingaram. Ao ceder o espaço de forma informal para o grupo do Bruno e do Gustavo acreditávamos que, se não tínhamos um projeto ideal de ocupação do espaço, pelo menos estávamos movimentando o clube com alegria e boa música. Mas sempre deixamos claro que o espaço seria cedido somente se o clube não tivesse nada agendado, pois convenhamos, a ausência de compromisso em ter um calendário, a recusa sistemática em cobrar um valor mínimo que fosse, a informalidade que marcava todo o processo, não permitiria que o clube, por exemplo, priorizasse o samba em detrimento de evento organizado por um associado do clube, por exemplo. 9 - Por fim, lamento que as manifestações a respeito do assunto neste site tenham sido feitas de forma tão desrespeitosa à pessoa do Wilson Bebel, que apenas propôs um evento com retorno financeiro, periodicidade certa, ampla divulgação e que venha a dar lucro para a produtora e para o clube. Lamentamos as ofensas e agradecemos a todos que direta ou indiretamente participam deste momento histórico de revitalização do Clube da Imprensa de Brasília, em especial à Sonia Palhares, que sempre torceu por isso e que nos apresentou de maneira transparente, tanto o grupo da roda de samba quanto o Wilson Bebel. Aproveito a oportunidade para convidar a todos para o evento de logo mais à noite e renovar a confiança no sucesso da parceria que acabamos de firmar com a WB Produções, bem como reiterar que continuamos abertos ao diálogo com todos os produtores culturais da cidade. Júnia Lara - diretora social do Clube da Imprensa" Creio que todas as versões já foram apresentadas, e cada um pode tirar suas próprias conclusões. Para não continuar ocupando o espaço da agenda com a polêmica, tiro meu time de campo e vou fazer meu samba em outro lugar. Antes, porém, queria fazer alguns esclarecimentos.
Como a própria Júnia disse acima, foi-nos "comunicada" a decisão de fazer a parceria com o Bebel, ou seja, fomos informados unilateralmente de que não poderíamos mais fazer o samba nas condições em vínhamos realizando. Isso não é negociação, nem é uma maneira digna de tratar quem conseguiu, de fato, e sem cobrar um tostão, criar um espaço de samba no Clube, que antes não existia. Lamento profundamente que todo o esforço e todo o carinho que investimos, assim como nosso papel no "momento histórico de revitalização do Clube da Imprensa de Brasília", não tenham sido reconhecidos pelo Clube de maneira condigna. Quanto ao Bebel, como músico que é, deveria ter discernimento para perceber que você não é recebido em uma roda de samba e logo depois negocia a ocupação do espaço em que você foi recebido sem conversar com os responsáveis pela roda. Agir dessa forma configura, sim, uma séria pisada de bola, e ao agir assim ele estava sujeito a receber a reação que recebeu. Por fim, só uma nota sobre o ECAD: o fiscal só bateu lá porque, conforme soubemos depois, alguém do Clube resolveu divulgar a Roda no Correio Braziliense, sem nosso conhecimento. "Não, negligência não
Se for apanhar meu violão Cuide dele com carinho Toque nas cordas macio E tente cantar samba Sei que isso Até pode ser difícil Mas fazendo um sacrifício Será bem recompensado Pois o samba marca como um giz É eterno porque é raiz Não quero dizer que viver é só sambar Mas sambar é viver É saber se encontrar Só o samba faz a tristeza se acabar Só o samba é capaz desse povo alegrar Ser sambista é ver com olhos do coração Ser sambista é crer que existe uma solução É a certeza de ter escolhido o que convém É se engrandecer e sem menosprezar ninguém Aconselho a você que seja sambista também." Letra: Fundo de Quintal |
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