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Homenagem a Baden Powell |
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E o Samba que foi Prelúdio, hoje chora a perda do parceiro querido! O pessoal do Circuito é responsável pelo site oficial do artista, onde há uma biografia, mensagens de apoio e os boletins médicos. Novamente aproveito para convidar você a prestar sua homenagem comentando esta notícia.
Voltar para Manchetes de Setembro de 2000
Comentários dos leitoresBaden Powell foi um dos últimos daqueles músicos brasileiros dos bons tempos. Filho de Seu Tique, sapateiro de São Cristóvão, fez o mundo curvar-se ante seu talento, tão carioca, fluminense e brasileiro quanto universal. Que os meninos que hoje vão estudar guitarra na tal da Berkeley (ou Berklee, sei lá), saibam que o Brasil já teve Meira, Claudionor Cruz, Arlindo Cachimbo (ainda vivo) e tantos outros. E que ainda tem Hélio Delmiro, Cláudio Jorge, João de Aquino (aliás, primo do falecido), mestres do violão brasileiro e todos fiéis devotos do São Baden Powell que hoje chega ao Céu dos violonistas. a) Nei Lopes - Rio, RJ
Baden grande músico, assim como todos os grandes, transmitia paz e humildade em cada gesto em cada nota. Deixas-te 2 frutos 2 talentos, que estão dando continuidade a seu trabalho, a musica mais uma vez lhe agradece.
Muitas Bençãos. "por mais fragil que sejam as pessoas seus atos sempre serão lembrados quando feitos com amor, carinho e dignidade. nem você e nem seus atos serão esquecido pelos amantes da música." "Baden Powell Saudades"
Lá se foi mais um mestre, fonte de nossa inspiração, um homem que Deus criou, o mito, o talento, a cultura, o prazer e a alegria que nos deixou resumese em um lindo Samba Triste.
Valeu Baden, e que Deus deixe sua viola aí em cima acompanhar nosso choro aqui embaixo!!!! :o( O site IG também publicou uma página sobre o Baden, com alguns links interessantes e muita coisa aproveitada de outros sites.
Amigo Baden...
Teu violão tão puro, que a tanto nos deu alegria aqui embaixo, hoje canta e encanta no céu. As estrelas com certeza, se entregam aos encantos do samba da bênção. Ou quem sabe ao gingado do berimbau. Não importa! Hoje elas estão com você, e conosco, a saudade! Até um dia amigo! Emanuela Kellen. Morreu o nosso grande Baden que, como o outro Baden que lhe deu o nome e como o Ghandi, com quem a cada dia ficava mais parecido fisicamente,era um iluminado na força, na coragem e na magia de convencer os corações para o amor e para a solidariedade. Ouvi-lo fez de nós um servo de sua mensagem: sua arte não vinha dos seus dedos plurais- fluía, toda, do generosíssimo coração que Deus lhe Deus. Aos golpes duros e secos das derrotas diárias nessas Olimpíadas da triste era que vivemos, vem somar-se agora a pancada mais cruel, mais dolorosa,mais dramática, da perda de um dos poucos gênios que restam em nossa pátria. Será que resistiremos?
Baden, é uma pena que se foi. Não adianta agora escrever-te mensagens ou
mandar-te beijos, pois você não os receberá como nós gostaríamos que recebesse. Mas fica aqui o registro de mais um dentre os milhares que te admiraram e admirarão sempre. Você, sem dúvida é o maior de todos. Já sabia isso do Baden-Músico e me certifiquei quando conheci o Baden-Pessoa. Eu com os olhos cheios de lágrimas, num misto de alegria e emoção de um dos meus maiores sonhos estarem se realizando naquele momento. Era você mesmo: Baden-Mestre. Mestre e inspirador de todos que, como eu, escolhemos o violão como amigo inseparável. Cresci te ouvindo, Mestre e hoje, mais uma vez com os olhos cheios de lágrima, só que num misto de tristeza e perda. Hoje vc está imortalizado nos nossos corações (e na minha humilde homenagem, pintado no estojo do meu violão). Um beijo carinhoso, meu mestre, aí onde vc estiver. Com certeza o céu está mais feliz agora. Baden Powell se encontra com Vinícius de Moraes, Raphael Rabello, Garoto, Tom Jobim..... Essa é a verdadeira festa no céu! Bisdré Nesses anos neoliberais em que a auto estima e alma nacional estão sendo jogados pela latrina reverenciar Baden Powell é um gesto de resistência.
Baden foi para mim o maior violonista de todos os tempos no Brasil e no mundo.Um dos maiores instrumentistas que ouvi na minha vida , só o comparo ao pianista Keith Jarrets. Um extraordinario compositor e um gênio no arranjo para o violão.Uma inteligencia extraordinaria, tocava com os dedos, o coração mas nunca renunciou a pensar para ser levado pela musculatura. Baden é meu pai musical. Lessa é meu sobrenome de sangue mas se tivesse um musical seria Powell.O primeiro disco que ganhei de meu pai foi do Baden, eu tinha 16 anos e ouvi milhares de vezes o improviso dele na musica Deixa (uma obra prima). Baden é um orgulho da nação, é o Pelé do violão mundial, é o nosso Rei. Baden é a prova que esse pais tem tudo para dar certo se apostar nas suas vocaçòes. Baden eu te amo e te amarei sempre! A morte de um artista como o Powell, especialmente a dele próprio, não deveria ser algo passível de comentário - apenas faz-se conveniente um profundo sentimento de irreparável perda.
Algum dia poderemos reencontrar no mundo um talento similar (posto que um Powell não é substituível)? Perdemos um dos maiores professores de todos os tempos, mas sua lição há de continuar entre nós. Considero-me um privilegiado por poder ter visto e assistido baden ao vivo. Um verdadeiro gênio das cordas, um digno representante da arte de fazer as pessoas felizes pelo som, que Deus lhe du gratuitamente.
Ricardo Poyaree Macaé/RJ Anche qui in Italia ti piangiamo.
Non sei solo brasiliano, la tua musica è universale e non ha tempo. Ti ricordo quando suonavi con la sigaretta accesa nella mano destra e quando il pubblico ti ascoltava in silenzio nei teatri di Firenze, Bologna, Milano. Eri un mito, ora lo sei e sarai immortalato. Sono sicura riuscirai a suonare anche in quella nuova dimensione, magari con Vinicius. Che bello sapervi insieme! Emanuela da Bologna, Italia Meus irmãos aí vai uma pequena homenagem:
Rolan Crespo 27.09.2000 Coração apertado Um nó na garganta Um soluço no ar Mais um Besouro se foi, Pro lado de lá Se ele partiu E a bandeira caiu Quem vai segurar? Essa maré Que não para de vazar Essa briga é pra bamba Que gosta de samba E não arreda pé Afie o esporão E leve fé Se você está duro Segura a peteca, deixa rolar Não entre na lama Como o caranguejo Pra se alimentar Finalmente, para nossa imensa tristeza, encontra-se reunida a Santíssima Trindade do violão brasileiro: Baden Powell foi juntar-se na eternidade a Villa-Lobos e Garoto.
Os três podem não ter sido necessariamente os maiores virtuoses no instrumento, nesta terra abençoada que viu nascer Dino, Meira, Dilermando Reis, Canhoto da Paraíba, Rafael Rabello, Paulinho Nogueira, Hélio Delmiro, Guinga, Marco Pereira, Sebastião Tapajós, Paulo Belinatti, Josimar Monteiro... A lista de monstros sagrados, muitos ainda afortunadamente entre nós, outros já integrando a Grande Orquestra, não termina aqui, sem dúvida. O que une estas três Sagradas Pessoas é o papel fundamental que exerceram na confluência da originalidade única e inesgotável da sonoridade brasileira com uma expressão universal que torna a música que a partir daqui ecoa a mais apreciada, respeitada, venerada em todos os cantos do orbe. Baden, aliás, parece ter personificado em sua vida este encontro de dimensões aparentemente inconciliáveis. Foi o rapaz magro, moreno, de feitio suburbano que falava francês e alemão e fincou suas raízes numa Europa que se curvou diante de sua grandeza. Era o perfeccionista extremado, o artista disciplinadíssimo e o boêmio desbragado que foi passar três dias na casa de Vinícius e ficou três meses. Cantou para todo o mundo as crenças e sonoridades do Candomblé e terminou seus dias esconjurando os saravás. Na manhã em que correu a notícia de sua morte, meu pensamento imediatamente transportou-se para uma ocasião, há cerca de oito anos, quando pela primeira vez ouvi juntos o mestre e seus dois filhos, Philippe e Louis-Marcel Baden Powell. O que mais me marcou naquela noite é que este último, segundo revelou seu Pai, começara a aprender violão havia mais ou menos o mesmo tempo que eu ( menos de um ano, pelo que me lembro ). Se eu não terminara de decorar as seqüências dos tons maiores ( os menores ainda judiam do meu “tá lento” ), o menino de uns onze ou doze anos já tocava algo em torno de 20% do que tocava o Pai. E, rapazes, isso era MUITO! Pensando nos Baden Powell, cantei, com Wilson e Nei, meu canto de esperança: “Mal se nasce e se começa a fenecer Mal se morre e se inicia o renascer Mas essa filosofia é só pra dissimular Esta sangria no peito Que eu não vejo jeito de estancar” Baden Powell, um ser iluminado... Eu tive a imensa honra de asssitir seu derradeiro show, em Belo Horizonte, no dia 18 de agosto último, onde realmente fiquei bestificada com a grandiosidade daquele miúdo homem. Ele já demostrava fragilidade de saúde, mas assim mesmo esteve impagável. Me emocionei muito e acompanhei sua luta pela vida, sua internação, logo depois do show. Descanse em paz meu grande REI...
Você ficará guardado para sempre nos nossos corações... Triste é viver na solidão.
Perder um ídolo querido. Baden, que sempre nos ensinou tanto. Agora tambem nos deixa, com saudades. Nosso país esta , aos poucos, perdendo tudo que tem de bom. Triste, muito triste. Obrigado ao Baden pelo que nos ensinou. Infelizmente só o conheci melhor depois de sua morte. Não tive o prazer de ouvir seus acordes mais cedo, mas mesmo assim cinto saudades e pena, por ter muitas pessoas que não poderam crescer ouvindo o grande mestre.
Benção Baden. Fiquei com um nó na garganta ao saber da morte de Baden Powell. A vontade foi de sentar no meio-fio e começar a chorar, como disse Nelson Rodrigues. Mas desabei mesmo quando vi o programa Ensaio, do Fernando Faro, na TV Cultura de Sampa, homenageando Baden. Ele dizia que, ao gravar o último disco com o violonista, ficava muito zangado com ele, pois em alguns momentos não estava extremamamente disciplinado na gravação. Faro comentou isso e silenciou... fiquei muito emocionado.
E o silêncio de Baden é a nossa tristeza, a partir de sempre... Aqui também estão publicada mais depoimentos sobre o Baden.
Vai ver até que essa vida é morte
E a morte é a vida que se quer. (Refém da solidão-Baden Powell/Paulo Cesar Pinheiro) Tentei buscar palavras mas não as encontrei. Foi aí que me lembrei das palavras do grande Nelson Sargento, referindo-se a Cartola, e então, copiei o mestre: "Baden Powel não existiu,foi um sonho que a gente teve".
Que Deus ilumine a sua estrada e a cubra com notas musicais transformadas em flores. Baden foi o primeiro violonista brasileiro a me impressionar. É uma imensa honra ter vivido um tempo que também foi seu. Por incrível que pareça, no dia anterior a sua morte, não resisti à vontade de ouvir Berimbau. Dessa vez, na interpretação magnífica de Jair Rodrigues.
O Estadão publicou uma bela entrevista em que o Fernando Faro relembra seu convívio com o Baden e fala dos seus últimos discos.
Morreu, infelizmente, o último grande violonista que tinha a alma brasileira, que tinha a sonoridade brasileira.
Desde acá,Chile,también homenajeamos a los grandes sensibles de nuestra América.
Si bien no soy brasilera,tuve el gran honor de conocer la obra (aunque no completa)de éste gran maestro de la guitarra que fué Baden Powell;acá nos enseñaron en mi escuela los talentos importantes de la música universal,pero por sobre todo,la más importante de latinoamérica,como es la música brasilera. Durante varios años disfrutamos en el curso de guitarra,las prácticas de los distintos estudios de grandes maestros como Heitor Villalobos, Baden Powell; por eso es que ahora sentimos tan profundamente la partida de otro talento más de su música. Gracias por transmitirnos y compartir tantos sentimientos,sin pedir nada a cambio. Baden Power você não morreu,
só esta fazendo um pequeno intervalo musical. Perdemos um grande mestre, obrigado pelos grandes momentos. |
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