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Elton Medeiros deixa depoimento no MIS - Museu da Imagem e do Som

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Por Eugênia Rodrigues
Publicada em 25 de Fevereiro de 2008 
Estado: RJ 
Assunto: Outros

Conforme muitos já sabem, o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro costuma registrar, para a posteridade, o depoimento de uma pessoa importante para a cultura brasileira. Nesta terça (26), os residentes no Rio poderão presenciar a entrevista com o mestre Elton Medeiros. Autor de músicas belíssimas como "Onde a Dor Não Tem Razão" (com Paulinho da Viola) e "Pressentimento" (com Hermínio Bello de Carvalho), ele responderá às perguntas dos jornalistas João Máximo, Moacyr Andrade e Maria Lúcia Rangel, bem como do músico Afonso Machado, do conjunto Galo Preto.

Horário: 14 horas
Grátis
Tel. (21) 2299-2816
Local: Praça Rui Barbosa, 01 (perto da Praça XV)

Abaixo, trecho da divulgação enviada pelo Museu, que conta um pouquinho a mais da vida de Elton.

"O carioca do bairro da Glória, compositor, cantor e músico, Elton Medeiros. Respeitado por seu talento tanto pelos da
sua geração, quanto pelos jovens, Elton compôs aos oito anos seu
primeiro samba e teve mestres como Villa Lobos e Pixinguinha.
Integrou o conjunto "A Voz do Morro" e participou do histórico
show "Rosa de Ouro" em 1965 ao lado de Aracy Cortes, Clementina
de Jesus, Jair do Cavaquinho, Anescarzinho do Salgueiro,
Paulinho da Viola e Nelson Sargento. Agraciado com o Prêmio
Shell em 2001, é autor de mais de 200 músicas, entre elas "O Sol
Nascerá" com Cartola.

Membro da Ala de Compositores da Portela, Elton Medeiros é
parceiro de grandes compositores como Cartola, Zé Kéti, Paulinho
da Viola, Hermínio Bello de Carvalho, Mauro Duarte, Mauricio
Tapajós, Paulo César Pinheiro, Sérgio Ricardo, Ana Terra, Délcio
Carvalho, Tom Zé, entre outros."

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Comentários dos leitores

Estive lá, na qualidade de tiete. Foram quase 6 horas de depoimento, durante o qual, Elton, com seu humor peculiar e sua ótima memória, deu verdadeira aula sobre o Rio de Janeiro e sobre a música brasileira no século XX. O time de entrevistadores era de primeiríssima, incluindo Paulinho da Viola. Este, ao final, lembrou que cabe novo depoimento,pois Elton ainda tem muito a contar.
Foi, portanto, uma tarde deliciosa. Para quem não assistiu, resta o consolo que, já na próxima semana, a gravação estará disponível no museu.
Parabéns ao Elton e ao pessoal do MIS!
Marcelo de Sá Corrêa
28 de Fevereiro de 2008 #

Sou suspeita para escrever sobre o gde compositor Elton Medeiros pois fomos colegas no Museu da Imagem e do Som. Me emocionei muito com seu depoimento leve e informativo que me remeteram a tempos gloriosos do MIS, quando atuava como os centros culturais da atualidade. Na verdade considero o MIS o precursor de todos os que estão aí e o Elton Medeiros ter participado de seus quadros foi enriquecedor para todos os que com ele conviveram.
Adua Nesi
3 de Março de 2008 #

Eu assisti o depoimento de Elton e gostaria de comentar. Como pesquisador de música gostei muito de poder ver em pessoa o depoimento (todas as 5 horas!), mas achei que a mesa foi muito mal dirigida.

Primeiro, foi uma grande surpresa pra mim que não foi convidado nenhum pesquisador/a acadêmico/a de música, mas sim TRES JORNALISTAS. Não quero menosprezar o trabalho de jornalistas de música no RJ, mas por muito tempo o que se tem escrito sobre música popular aqui é dominado por jornalistas. Acadêmicos, que ainda tanto lutam para ter a música popular reconhecida como merecida de estudo nas universidades(em vez de estudos eurocêntricos), tem muito a contribuir.

Também achei um pouco chato os jornalistas e a diretora, sempre pedindo pro Elton "Ah! Conta aquela história, não conta essa!"... em vez de deixar ele contar o que ele quer.

Nas vezes que eu tentei assistir esses videos de outros depoimentos na MIS, também achei muito ruim ter que sentar por HORAS, sem poder avançar a fita, e ter que escutar esses depoimentos que as vezes não divulgam muita informação importante para pesquisadores, mas sim uns contos engraçados para jornalistas...

Depois que terminou fiquei pensando, se eu tivesse que sentar (não ao vivo, mas assistindo os videos) por horas fazendo pesquisa e depois de 5 horas ver que foi nada mais que um bate-papo entre os amigos do Elton, iria ficar muito desapontado...
Beto
6 de Março de 2008 #

Alô, moro em São Paulo e gostaria de sber se exite algum procedimento para consultar essas entrevistas que não seja pessoalmente. Tenho grande interesse em consultá-los. Obrigado. Christiane.
christiane mariano
7 de Março de 2008 #

por favor deem mais atenção aos pesquisadores da nossa musica popular,ou será q tem q morrer o cravo albin?!?(desconjuro bangalo tres vzs)pra q sejamos laureados com pesquisas mais profundas do nosso cantar,nada contra jornalistas mas esse brasil é de todos.
victor ferreira
10 de Março de 2008 #

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